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Sífilis

Doença infecto-contagiosa sistêmica (acomete todo o organismo), que evolui de forma crônica (lenta) e que tem períodos de acutização (manifesta-se agudamente) e períodos de latência (sem manifestações). Pode comprometer múltiplos órgãos (pele, olhos, ossos, sistema cardiovascular, sistema nervoso).

De acordo com algumas características de sua evolução a sífilis divide-se em: Primária, Secundária, Latente e Terciária.

Quando transmitida da mãe para o feto é chamada de Sífilis Congênita. O importante a ser considerado aqui é a sua lesão primária, também chamada de cancro de inoculação (cancro duro), que é a porta de entrada do agente no organismo do paciente.

Trata-se de uma lesão ulcerada (cancro) não dolorosa (ou pouco dolorosa), em geral única, com a base endurecida, lisa, brilhante, com presença de secreção serosa (líquida, transparente) escassa e que pode ocorrer nos grandes lábios, órgão genital feminino, clítoris, períneo e colo do útero na mulher e na glande e prepúcio no homem, mas que pode tambem ser encontrada nos dedos, lábios, mamilos e conjuntivas.

Sinônimos: Cancro duro, cancro sifilítico, Lues.

Agente: Treponema pallidum

Complicações/Consequências

Abôrto espontâneo, natimorto, parto prematuro, baixo peso, endometrite pós-parto. Infecções peri e neonatal. Sífilis Congênita. Neurossífilis. Sifilis Cardiovascular.

Transmissão

Relação sexual, transfusão de sangue contaminado, transplacentária (a partir do quarto mês de gestação).

Período de Incubação

1 semana à 3 meses

Tratamento

Medicamentoso. Com cura, se tratado adequadamente.

Prevenção

Camisinha protege contaminação genital

Sifilis
Lesão localizada no órgão genital masculino (glande)

Sifilis
Lesão localizada na vulva (grandes lábios)

Fonte: www.dst.com.br

Sífilis

Sífilis é uma doença venérea sistêmica.Ela era chamda de “A grande impostora” já que existem várias fases clínicas (três) e cada uma se assemelha a uma doença diferente.

Seu agente etiológico é o Treponema pallidum e a transmição se dá por contato sexual ou po transmissão congênita.

Todas as fases tem em comum a endarterite obliterante com infiltrado composto por plasmócitos.

Essas lesões ocorrem pela ligação da espiroqueta às células endoteliais , mediada por moléculas de fibronectina.

Ocorre participação da imunidade celular,no início para reduzir a lesão, e humoral sendo que anticorpos fazem reações cruzadas com células endoteliais causando a endarterite característica.

Existem três fases distintas na sífilis:

1ª fase:

Lesões generalizadas pela espiroqueta
Aparece após três semanas do contato ,que corresponde ao período de latência).
Cancro (com ou sem tratamento ela some)
Dura de 2 a10 minutos

2ª fase:

Caracterizada por lesões cutâneas e mucosa e por linfadenopatia
Permanece por vários anos

3ª fase:

Lesões localizadas representadas por neurosífilis,aortite e gomas

Sífilis congênita

A partir do 5ºmês o espiroqueta atravessa a placenta levando ao aborto tardia ou ao nascimento. Se o bebê não morrer assim , ele desenvolve sífilis precoce(até os dois anos ) ou tardia (infância ou vida adulta).

Sífilis -1ª fase

Ela aparece 3 semanas após contato e é representada pelo cancro Tal lesão aparece no órgão genital masculino ou escroto em 70% dos casos, na vulva ou cérvice em 50 % dos casos, na parede órgão genital feminino e no orifício retal.

O cancro se caracteriza por se tratar de uma lesão única , elevada , avermelhada, indolor , com base endurecida a qual pode ou não evoluir para ulceração.

O aspecto microscópico é representado pela endarterite obliterante com espiroquetas.Acompanhando essa lesão , temos linfadenomegalia regional .A cura espontânea e há disseminação hematogênica.

O infiltrado é rico em plasmócito. As localizações das lesões podem ser variadas.

Inicialmente ocorre tumefação e posteriormente, proliferação das células endoteliais. Isso é característico da endarterite obliterante.

Coloração Wart-Starring (impregnação por Ag) e imunohistoquímica são importantes instrumentos para observação de espiroquetas.

Em imunohistoquímica os antígenos, independente de qual seja, cora-se de castanho.

Sífilis -2ª fase

É representada por rush cutânea disseminado.

Trata-se de lesões mucocutâneas visíveis caracterizadas por:

Lesões em palmas, cavidade oral e solas do pés

Máculas avermelhadas (com centro castanho) dos tipos folicular, pustular, anular ou crosta.

Lesões orais esbranquiçadas

Condilomalata (vulva e órgão reprodutor masculino)

Os Sitomas e sinais da generalização do treponema são febre, linfadenopatria , cefaléia -meningite- a artrite.

Cura espontânea

Lesão microscópica: endarterite obliterante com infiltração plasmocitário.

O tratamento evita evolução para fase três.

Sífilis -3ª fase (30% dos indivíduos)

Lesões mais localizadas.

Neurosífilis (5-10%)

Sífilis cardiovascular(80-85%)

Gomas siflíticas (fígado , ossos e testículos onde ocorre necrose de coagulação)

Neurosífilis

Ela pode ser dos tipos meningovascular, parética ou tabes dorsalis.

No tipo meningovascular há compressão de vasos da leptomeninge causando meningite crônica.No tipo parético ocorrem alterações motoras de localização inicialmente frontal.Elas são progressivas e promovem atrofia do sistema nervoso central.

Finalmente, no Tabes dorsalis, a compressão ocorre principalmente no corno posterios da medula causando alterações sensitivas.

Sífilis Cardiovascular

Ela é representada pela endarterite obliterante localizada, principalmente , nos vasos que irrigam a aorta (a vasa vasorum).

A Aortite sifilitica gera o aneurisma de aorta torácica que corresponde à dilatação do anel da valva aórtica.

Aorta ascendente e arco aórtico são regiões caracteristicamente atingidas pela endarterite obliterante.

Aneurisma sifilitico

Patogenia e morfologia:

Endarterite obliterante da vasa vasorum com infiltração plasmocitária

Necrose isquemica da túnica média e posterior cicatrização (ausência de musculatura promovendo redução de elasticidade e,consequentemente, dilatação do vaso).

Enrrugamento da túnica íntima (substituição de músculo por fibrose levando a retração da túnica média)

Aterosclerose florida

Uma dilatação do anel de implantação da valva aórtica promove insuficiência aórtica. Com isso, há refluxo sanguíneo para o ventrículo esquerdo e consequente hipertrofia excêntrica do mesmo ventrículo (dilatação e hipertrofia) . A expressão desse fato representa o “Cor bovinum”( Maior volume do coração).

Associação de aterosclerose com encurtamento da túnica intima confere aspecto casca de árvore ao vaso, daí a aterosclerose florida.

Complicações

Compressão de estruturas de mediastinais gerando:

Problemas respiratórios
Dificuldade de deglutição
Tosse persistente
Dor por erosão óssea (devido compressão)
Irritação de nervos
Doença cardíaca
Insuficiencia aórtica
Estreitamento do óstio das coronárias causando isquemia coronariana
Ruptura do aneurisma provocando hemorragia

Gomas sifiliticas

Aparecem em pele, tecido celular subcutâneo, ossos,fígado,testículos e articulações .Ao fígado confere aspecto multilobulado pela cicatrização sendo chamado de“hepar lobatum” .

Macroscopicamente, apresenta-se por lesões únicas ou múltiplas que podem ser acindentadas e avermelhadas.Existem desde lesões microscópicas à grandes massas tumorais.

Microscopicamente, apresenta centro necrótico com macrófagos em paliçada, fibroblastos e plasmócitos. Além disso, há necrose de coagulação com substituição por tecido fibrótico com infiltrado plasmocitário.

Sífilis congênita

Ela ocorre por transmissão transplacentária após a 16ª semana de gestação.A sua gravidade relaciona-se ao período de infecção materna.

Manifestações

Aborto tardio , natimortos ou morte logo após o parto
Forma precoce até os 2 anos
Forma tardia
Obstrução nasal (por secreção mucopurolenta exuberante e edema das glândulas nasais)
Rush
Descamação na mão e pé .
Fetos deformados
Comprometimento ósseo: Nariz em sela (destruição do vômer) e tíbia em sabre(arqueada).
Periostite(diáfise de ossos longos), descolamento periósteo e nova
Formação óssea.
Osteocondrite (linha de crescimento dos ossos longos aumentados e irregular , falhas na ossificação da matriz cartilaginosa , tecido granulação subcondral)
Osteomielite diafisária

Na sífilis congênita ocorre grande aumento da placenta,cerca de 1/6 à 1/2 a mais do que deveria em relação ao peso com vilosite e fusite .Esse aumento ocorre por proliferação estromal e do tecido conjuntivo das vilosidades endometriais.

Compromentimento hepático ou em qualquer órgão

Infiltrado linfoplasmocitário intersticial
Fibrose delicada e difusa
Alterações vasculares
Gomas (menos frequente)

Compromentimento pulmonar

Fibrose intersticial difusa com fibrose e infiltrado linfoplasmocitário
Áreas pálidas e firmes , sem ar (pneumonia alba).
Alargamento de septos alveolares e edema: pneumonia intersticial (com fibrose , fina e delicada).

Os outros órgãos possuem o mesmo perfil de alterações (pâncreas e rins).

Forma tardia

Queratite intersticial e coroidite
Dentes de Hutchinson: dentes pequenos (parecidos com pregador e chave de fenda)
Surdez por atrofia do nervo óptico e por compromentimento do 8º par (secundário a alteração meningovascular) .

Fonte: www.patologiaonline.hpg.ig.com.br

Sífilis

Cancro duro

Sifilis

Agente causador: Bactéria Treponema pallidum.

Contágio: Relação sexual; mãe para filho durante a gestação; contato direto com a ferida; transfusão de sangue contaminado.

Sintomas

Podem surgir feridas que não doem, coçam ou ardem, duas ou três semanas após a relação com o parceiro doente. Mesmo sem tratamento elas desaparecem sem deixar cicatrizes. Se a doença não for tratada nessa fase primária, alguns meses mais tarde manchas vermelhas invadem a pele, há mal estar geral, febre e ínguas.

Na fase terciária, que pode levar alguns anos para se manifestar, causa tumores na pele de consistência mole que eliminam uma secreção amarelada e espessa ao se romperem.

Complicação

Quando não tratada de forma adequada, a Sífilis evolui silenciosamente, passando por três fases distintas que podem acarretar doenças mentais, paralisias e morte.

Durante a gravidez, ocasiona a morte do feto ou seqüelas como: retardo mental, problemas de pele, distúrbios nos ossos, nos olhos e até mesmo no cérebro.

Fonte: www.adolescente.psc.br

Sífilis

Cancro Duro - Sífilis

Sifilis é uma doença infecciosa de evolução crônica (lenta) tendo como agente causador o Treponema pallidum. As manifestações clínicas da sífilis dispõem-se em fases distintas podendo iniciar-se de 2 a 3 meses após a relação.

Sifilis

Sífilis primária

Inicia-se com a formação de uma úlcera (cancro) geralmente única, com a base endurecida, lisa, brilhante, contendo um pouco de secreção. Esta ulcera ocorre no local em que houve o contato e penetração, podendo ocorrer no órgão reprodutor masculino, no órgão genital feminino (interna ou externamente) , podendo ainda ser encontrada nos lábios , interior da boca, dedos ou qualquer parte do corpo que tenha entrado em contato com a ferida do parceiro contaminado.

IMPORTANTE:

Esta úlcera tende a cicatrizar-se sozinha em 3 a 5 semanas levando a pessoa a crer que “sarou”. Desta forma ela deixa de procurar tratamento médico, evoluindo para a segunda fase da sífilis.

Sifilis

Sífilis secundária

Com a falta de tratamento a pessoa começa a apesentar mal estar e feridas na pele dos braços, tórax e abdomem que também tendem a desaparecer espontaneamente em poucos dias ou semanas, o que leva algumas pessoas a continuarem sem tratamento médico, evoluindo para a fase mais perigosa desta doença: a sífilis terciária

Sífilis terciária

Com o passar dos anos sem tratamento lesões mais graves começam a surgir também em órgãos internos como coração, rins, artérias e cérebro resultando por fim a morte por falência dos órgãos.

Transmissão

A transmissão se dá pelo contato sexual, em qualquer de suas formas.

Sifilis

Complicações do tratamento tardio

Na mulher: em grande a mulher não apresenta sintomas e não vê a úlcera por estar dentro do órgão genital feminino, exceto na região retal,

No homem: incomodo pela presença da úlcera,

No recem-nascido: lesões graves no cérebro, coração e rins,

Em homossexuais: as já citadas anteriormente, podendo a úlcera estar localizada na região do orifício retal em homosexuais masculinos.

Tratamento

O tratamento é realizado com o uso de antibióticos que conseguem realmente curar a vítima e evitar graves complicações quando utilizado no início da doença.

Prevenção

Diminuir o número de parceiros, higiene antes e após o sexo.

O uso do preservativo oferece alguma proteção.

Fonte: www.drsergio.com.br

Sífilis

É uma DST causada por uma bactéria (Treponema pallidum) que é capaz de infectar qualquer órgão ou tecido.

O agente causador da sífilis entra no organismo através de pequenas lesões na pele ou mucosas ou pela corrente sanguínea.

O que é cancro duro?

Cancro duro é a primeira fase da sífilis, é a ferida que aparece nos órgãos genitais de 10 a 30 dias depois do contágio (pelo contato sexual).

A ferida da sífilis não dói, não coça, não arde e às vezes pode aparecer também dentro da boca por causa do sexo oral (é como uma afta que não dói).

Essa ferida desaparece sozinha depois de aproximadamente 10 dias, mas a doença continua a progredir e continua sendo transmitida.

Quais os sintomas da sífilis?

Na primeira fase, a sífilis aparece como uma ferida (no orifício retal, na vulva, na boca, no órgão reprodutor masculino) que não arde, não dói, não tem pus, não sangra, não cheira mal, porém esta ferida é muito contagiosa.

A ferida desaparece sozinha depois de aproximadamente 10 dias, mas isso não quer dizer que a pessoa se curou da sífilis, e sim que a doença passou para o sangue.

Depois de 2 a 3 meses que a ferida desapareceu, aparecem manchas avermelhadas em toda a pele, principalmente na palma da mão e na planta do pé; pode ocorrer queda do cabelo. Se a sífilis, não for tratada, depois de alguns anos, pode afetar o cérebro, o coração e outros órgãos.

Existe algum exame de sangue para a sífilis?

Existe e é chamado de VDRL. Este exame é muito fácil de ser feito e está disponível na maioria dos centros de saúde de forma gratuita.

O que é sífilis congênita?

Quando a mulher grávida tiver sífilis e não for tratada adequadamente, pode infectar o bebê causando-lhe a sífilis congênita, que pode trazer as seguintes conseqüências: cegueira, problemas ósseos, retardamento mental, pneumonia, feridas no corpo, dentes deformados.

A maior parte dos abortamentos espontâneos (quando a gestante perde o bebê e não sabe por que) são causados pela sífilis na gravidez.

Fonte: www.virtual.epm.br

Sífilis

A sífilis é também conhecida como lues, sendo uma doença infecto-contagiosa transmitida pelo Treponema pallidum. Se não tratada, pode acometer praticamente todos os órgãos.

O contato se faz normalmente pelo ato sexual, sendo que o germe penetra na mucosa da área genital, colonizando-a e também invadindo as vias sangüíneas e/ou linfáticas.

Epidemiologia

É universal, mais freqüente nas cidades, sem predileção por raça e sexo. Atualmente atinge mais os jovens. Recentemente com o advento da AIDS, formas atípicas e mais graves e com evolução mais aguda têm aparecido. Sempre que um paciente procurar seu consultório apresentando uma outra DST, pensar na possibilidade de haver sífilis associada.

Etiopatogenia

O contágio se faz normalmente pelo ato sexual. Ocorre a penetração do Treponema pallidum pela mucosa genital e invasão dos vasos linfáticos e/ou sangüíneos.

O período de incubação é de cerca de 20 a 30 dias; passado este período vai aparecer a primeira lesão, denominada cancro duro (sífilis primária). 2 a 3 meses mais tarde desenvolve-se a sífilis secundária e, após um período de latência variável, a sífilis terciária.

Clínica

O período de incubação varia de 10 a 40 dias. A lesão inicial (sífilis primária) trata-se do cancro duro (ou protossifiloma). Em geral é uma lesão única, indolor, de consistência dura, fundo limpo, erosado ou ulcerado. No homem aparece no sulco balanoprepucial ou glande e, na mulher, no colo uterino e vulva. Pode, entretanto, aparecerem lábios, orifício retal, dedo, língua, amígdalas. É uma doença auto-limitada, resolvendo-se, em média em 1 mês. Pode haver adenomegalia unilateral indolor cerca de 10 dias após o surgimento do cancro.

A sífilis secundária surge cerca de 2 meses após o aparecimento do cancro, havendo erupções cutâneas generalizadas (rash maculares, roséolas, pápulas), sendo o acometimento palmo-plantar de grande importância diagnóstica. A ausência de prurido é importante no diagnóstico diferencial. Além disso pode haver um acometimento de mucosas, formando placas múltiplas assintomáticas em mucosa oral e sifílides papulo-erosivas em região retal e vulvar. Pode haver o acometimento de fâneros, com madarose, alopécia, paroníquia e aníquia. Os supercílios, cílios, bigode e barba eventualmente podem estar envolvidos.

Manifestações gerais também podem aparecer, como é o caso uveíte, hepatite, febre, emagrecimento, artralgias, cefaléia, astenia, meningite, micropoliadenopatia e esplenomegalia.

Após a sífilis secundária há um período latente, no qual a identificação da doença só é possível através de VDRL e antígenos treponêmicos como o FTA-ABS.

Na era pré antibiótica, cerca de 37% dos paciente evoluíam, então, para a sífilis terciária num prazo de 2 a 30 anos. Pode haver lesões tegumentares, cardiovasculares e neurossífilis.

As manifestações tegumentares normalmente são únicas ou pouco numerosas, assimétricas, localizadas e destrutivas. Não são contagiosas, não involuem espontaneamente e respondem bem à terapia.

Podem ser de 3 tipos: gomas, tuberocircinadas e nódulos justarticulares.

A manifestações clínicas cardiovasculares aparecem cerca de 10 a 40 anos após a infecção. Incluem aortite sifilítica, aneurisma, estenose do óstio coronário e insufuciência aórtica.

As principais manifestações da neurolues são paresia geral, tabes dorsalis, atrofia primária do nervo óptico e meningite asséptica.

Diagnóstico

Pode ser feito um raspado da lesão para pesquisa do treponema em campo escuro. Só é utilizado para a fase do cancro duro e lesões mucocutâneas da sífilis secundária. São evidenciados treponemas vivos.

Imunofluorescência direta: anticorpo contra o treponema.

VDRL (reação lipídica ou não-treponêmica): utiliza a cardiolipina. Os títulos em geral são altos nas treponematoses (acima de 1/16).

Reações treponêmicas: correspondem aos testes de Reiter, FTA-ABS, FTA-ABS-IgM teste de imobilização do treponema e teste de hemoaglutinação do Treponema pallidum. O mais utilizado é o FTA-ABS. Tornam-se precocemente positivas e continuma assim, mesmo após a cura.

Tratamento

A penicilina é a droga de escolha. Administra-se penicilina G benzatina 2.400.000 UI IM dose única ou 2.400.000 UI IM de 7 em 7 dias por 2 semanas (dose total 4.800.000 UI). Outra alternativa é a penicilina G procaína, 600.000 UI IM/dia por 10 dias.

Drogas alternativas são a tetraciclina, eritromicina e doxiciclina.

No caso de sífilis tardia (exceto neurolues), utiliza-se penicilina benzatina 2.400.000 UI IM de 7 em 7 dias por 3 semanas (dose total 7.200.000 UI).

Na neurossífilis usa-se penicilina G cristalina 12 a 24 milhões UI EV/dia (2 a 4 milhões de 4/4 horas por 10 a 14 dias) ou penicilina G procaína 2,4 milhões UI IM/dia mais probenecida 500mg VO 4x ao dia por 14 dias. Sempre usar penicilina benzatina 2.400.000 UI IM semanalmente por 3 semanas após qualquer um dos 2 tratamentos.

Fonte: www.hc.ufpr.br

Sífilis

A sífilis ou lues é uma doença infecciosa de evolução crônica e distribuição universal. A principal via de transmissão são as relações sexuais.

O agente causador é o treponema pallidum, o qual é muito suscetível à dessecação, ao calor e aos antisépticos suaves e sua transmissão requer um contato muito direto ou muito constante.

A via de transmissão através de transfusões sangüíneas é praticamente inexistente, mas a transmissão de mãe para filho deve ser considerada. Ainda que seja provável que o microorganismo possa atravessar a pele ou as mucosas intactas, o que parece é que o mecanismo de contágio se dá por contato direto do microorganismo com erosões microscópicas ou de maior tamanho com superfícies úmidas.

Sifílis primária

As manifestações clínicas da sífilis são distribuídas cronologicamente nos seguintes períodos:

Período Primário (sífilis primária)

Período Secundário (sífilis secundária)

Período Terciário (sífilis tardia)

A sífilis primária é caracterizada pelo "cancro" e a afecção de gânglios próximos.

O cancro é a primeira manifestação da sífilis e se localiza no ponto de inoculação do treponema.

Ele se manifesta como uma erosão indolor, circunscrita e de contornos sobreelevados redondos ou ovais.

O cancro é acompanhado por uma afecção dos gânglios linfáticos, geralmente na região inguinal, e pode ser encontrado por apalpação dos vários gânglios afetados, duros e pouco dolorosos. De três a cinco semanas, o cancro regride, seca e enpalidece pouco a pouco, cicatrizando definitivamente.

Sífilis secundária

Apresenta mal estar generalizado, perda de apetite, rouquidão, ligeira perda de peso e leve aumento da temperatura corporal.

Também aparecem lesões cutâneas: roséola sifilítica e lesões papulosas.

A roséola sifilítica é uma erupção de manchas arredondadas de cor vermelho-cobre que se localizam predominantemente no tórax, braços e abdômen. Podem passar despercebidas e duram de poucos dias até semanas, desaparecendo espontaneamente.

Em torno de 4 a 12 meses após o início da doença, aparecem as lesões papulosas de cor vermelho escuro, proeminentes, arredondadas e de tamanho variável.

Dependendo da localização, identifica-se dois tipos de quadros clínicos: os condilomas planos (localizados nas pregas onde há umidade e maceração) e as sifilides palmoplantares (afetam as palmas das mãos e as solas dos pés).

Sífilis tardia e Sífilis congênita

As lesões na pele aparecem geralmente entre os 3 e 7 anos após a infecção e são caracterizadas por gomas, que começam como um ou vários nódulos subcutâneos indolores em qualquer parte do corpo (com maior freqüência no rosto, couro cabeludo e tronco).

A lesão cardiovascular habitual é um processo inflamatório da aorta que pode aumentar o seu diâmetro até causar o rompimento. A afecção do sistema nervoso pode ocasionar um quadro de paralisia geral progressiva.

Na sífilis congênita, o contágio do feto se produz através da placenta de uma mãe que tenha sífilis. Durante o primeiro ano que tiver a doença, a probabilidade de que uma mulher grávida sem tratamento contagie o feto é de aproximadamente 90%.

Tratamento

Na sua evolução, em 30 a 50% dos casos não tratados são observadas graves alterações cutâneas, mucosas e dos sistemas ósseo, cardiovascular e nervoso.

A penicilina é o melhor tratamento para a sífilis. No tratamento da sífilis com menos de um ano de evolução é administrada a penicilina G benzatínica, em uma dose única por via intramuscular.

Em caso de alergia à penicilina, utiliza-se a doxiciclina. Em mulheres grávidas alérgicas à penicilina, administra-se a eritromicina.

O plano de tratamento da sífilis com mais de um ano de evolução é a penicilina G benzatínica por via intramuscular, distribuída em 3 doses por semana, durante três semanas.

Fonte: www.homeandhealthbrasil.com

Sífilis

É uma doença infecciosa causada pela bactéria Treponema pallidum.

Manifesta-se em três estágios:

Primária

Secundária

Terciária.

Os dois primeiros estágios apresentam as características mais marcantes da infecção, quando se observam os principais sintomas e quando essa DST é mais transmissível.

Depois, ela desaparece durante um longo período: a pessoa não sente nada e apresenta uma aparente cura das lesões iniciais, mesmo em casos de indivíduos não tratados.

A doença pode ficar, então, estacionada por meses ou anos, até o momento em que surgem complicações graves como cegueira, paralisia, doença cerebral, problemas cardíacos, podendo inclusive levar à morte.

Sinais e Sintomas

A sífilis manifesta-se inicialmente como uma pequena ferida nos órgãos sexuais (cancro duro) e com ínguas (caroços) nas virilhas, que surgem entre a 2ª ou 3ª semana após a relação sexual desprotegida com pessoa infectada.

A ferida e as ínguas não doem, não coçam, não ardem e não apresentam pus.

Após um certo tempo, a ferida desaparece sem deixar cicatriz, dando à pessoa a falsa impressão de estar curada. Se a doença não for tratada, continua a avançar no organismo, surgindo manchas em várias partes do corpo (inclusive nas palmas das mãos e solas dos pés), queda de cabelos, cegueira, doença do coração, paralisias.

Caso ocorra em grávidas, poderá causar aborto/natimorto ou má formação do feto.

Transmissão

A sífilis pode ser passada de uma pessoa para outra por meio de relações sexuais desprotegidas (sem preservativos), através de transfusão de sangue contaminado (que hoje em dia é muito raro em razão do controle do sangue doado), e durante a gestação e o parto (de mãe infectada para o bebê).

Prevenção

Como não há perspectiva de desenvolvimento de vacina, em curto prazo, a prevenção recai sobre a educação em saúde: uso regular de preservativos, diagnóstico precoce em mulheres em idade reprodutiva e parceiros, e realização do teste diagnóstico por mulheres com intenção de engravidar.

Tratamento

O tratamento mais indicado para a sífilis é a utilização do mais antigo dos antibióticos: a penicilina.

O maior problema do tratamento é o seu diagnóstico, visto que a sífilis pode ser confundida com muitas outras doenças.

Os pacientes devem evitar ter relação sexual até que o seu tratamento (e do parceiro com a doença) se complete. A gestante deve realizar controle de cura mensal.

Se não tratada, a sífilis progride, torna-se crônica e pode comprometer várias partes do corpo ou levar à morte.

Síflis congênita

A sífilis congênita é resultado da infecção do feto pelo Treponema pallidum, bactéria causadora da sífilis, através da placenta.

A sífilis congênita é resultado da infecção do feto pelo Treponema pallidum, bactéria causadora da sífilis.

Essa infecção se dá através da placenta de uma mulher grávida que esteja infectada pela sífilis. É uma doença grave e pode causar má formação do feto, sérias conseqüências para a saúde da criança ou até a morte.

Sinais e Sintomas

A sífilis pode se manifestar logo após o nascimento ou durante os primeiros dois anos de vida da criança. Na maioria dos casos, os sinais e sintomas estão presentes já nos primeiros meses de vida.

Ao nascer, a criança infectada pode apresentar problemas muito sérios, entre eles: pneumonia, feridas no corpo, cegueira, dentes deformados, problemas ósseos, surdez ou retardamento. A doença pode também levar à morte. Há ocorrências em que a criança nasce aparentemente normal e a sífilis se manifesta só mais tarde, após o segundo ano de vida.

Transmissão

A transmissão da mãe infectada para o bebê pode ocorrer em qualquer fase da gestação ou durante o parto. Estando presente na corrente sangüínea da gestante, após penetrar na placenta, o treponema ganha os vasos do cordão umbilical e se multiplica, rapidamente, por todo o organismo da criança que está sendo gerada.

A infecção do feto depende do estágio da doença na gestante. Quanto mais recente a infecção materna, mais treponemas estarão circulantes e, portanto, mais grave será o risco de transmissão para o bebê.

Prevenção

Realização do teste diagnóstico em mulheres com intenção de engravidar, tratamento imediato dos casos diagnosticados nas mulheres e em seus parceiros.

Tratamento

Realizar testes em amostra de sangue dos recém-nascidos cujas mães apresentaram infecção pela sífilis ou em casos de suspeita clínica de sífilis congênita. O tratamento deve ser imediato nos casos detectados e deve ser feito com penicilina. Com o tratamento adequado, mães com sífilis podem dar à luz a crianças saudáveis.

A notificação e investigação dos casos detectados, incluindo os que nascem mortos ou os casos de aborto por sífilis, são compulsórias e dever de todo cidadão, obrigatórias a médicos e outros profissionais de saúde no exercício da profissão, bem como responsáveis por organizações e estabelecimentos públicos e privados de saúde (Lei nº 6259).

Fonte: www.aids.gov.br

Sífilis

O que é?

Depois da Aids, é a doença sexualmente transmissível mais perigosa.

Trata-se de uma doença infecto-contagiosa sistêmica (isto é, acomete todo o organismo), que evolui de forma crônica (lenta), tendo períodos agudos e outros de latência.

É transmitida por relação sexual, por transfusão de sangue contaminado e pela placenta (de mãe para filho).

Como identificar?

A lesão primária, chamada de cancro, é dura e pouco dolorida, lisa e com uma secreção grossa. Ela tende a sumir em poucos dias, mas a doença continua agredindo o organismo.

Algum tempo depois, começam a aparecer manchas na pele e a doença se torna mais agressiva.

Tratamentos: Com antibióticos

Período de Incubação: 1 semana a 3 meses

Complicações / Conseqüências: A sífilis pode comprometer múltiplos órgãos: a pele, os olhos, os ossos, o sistema cardiovascular e o sistema nervoso. Se não tratada, pode levar à morte.

Prevenção: Camisinha usada adequadamente, do início ao fim da relação.

Fonte: www.armariox.com.br

Sífilis

Sífilis adquirida

A sífilis é uma doença infecto-contagiosa. sistêmica, de evolução crônica, com manifestações cutâneas temporárias, provocadas por uma espiroqueta.

A evolução da sífilis é dividida em recente e tardia. A transmissão da sífilis adquirida é sexual e na área gênito-anal, na quase totalidade dos casos.

Na sífilis congênita, há infecção fetal via hematogênica. em geral a partir do 40 mês de gravidez. a) Sífilis adquirida recente: essa forma compreende o primeiro ano de evolução, período de desenvolvimento imunitário na sífilis não-tratada e inclui sífilis primária, secundária e latente.

A sífilis primária caracteriza-se por apresentar lesão inicial denominada cancro duro ou protossifiloma, que surge em 1 a 2 semanas, ocorrendo adenite satélite.

O cancro duro, usualmente, desaparece em 4 semanas, sem deixar cicatrizes. As reações sorológicas para sífilis tomam-se positivas entre a 20 e a 40 semanas do aparecimento do cancro.

A sífilis secundária é marcada pela disseminação dos treponemas pelo organismo.

Suas manifestações ocorrem de 4 a 8 semanas do aparecimento do cancro.

A lesão mais precoce é constituída por exantema morbiliforme não pruriginoso: a roséola.

Posteriormente, podem surgir lesões papulosas palmo-plantares, placas mucosas, adenopatia generalizada, alopécia em clareira e os condilomas planos. As reações sorológicas são sempre positivas.

No período de sífilis recente latente, não existem manifestações visíveis, mas há treponemas localizados em determinados tecidos. Assim, o diagnóstico só é obtido pelas reações sorológicas.

Pode ocorrer com frequência polimicroadenopatia, particularmente de linfonodos cervicais, epitrocleanos e inguinais.

Sífilis adquirida tardia: é considerada tardia após o primeiro ano de evolução e ocorre em doentes que não receberam tratamento adequado ou que não foram tratados. Suas manifestações clínicas surgem depois de um período variável de latência e compreendem as formas cutânea, óssea, cardiovascular, nervosa e outras. As reações sorológicas são positivas.

A sífilis tardia cutânea caracteriza-se por lesões gomosas e nodulares, de caráter destrutivo. Na sífilis óssea, pode haver osteíte gomosa. periostite osteíte escrerosante, artralgias, artrites, sinovites e nódulos justa-articulares.

O quadro mais frequente de comprometimento cardiovascular é a aortite sifilítica (determinando insuficiência aórtica), aneurisma e estenose de coronarias.

A sífilis do sistema nervoso é assintomática ou sintomática com as seguintes formas: meningo-vascular, meningite aguda, goma do cérebro ou da medula, crise epileptiforme, atrofia do nervo óptico, lesão do sétimo par, paralisia geral e tabes dorsalis.

Sifilis congênita: é consequente à infecção do feto pelo Treponema pallidum. por via placentária.

A transmissão faz-se no período fetal a partir de 4 a 5 meses de gestação. Antes dessa fase, a membrana celular das vilosidades coriais parece constituir obstáculo intransponível para o treponema.

Após sua passagem transplacentária, o treponema ganha os vasos do cordão umbilical e se multiplica rapidamente em todo o organismo fetal.

Sífilis congênita precoce: é aquela em que as manifestações clínicas se apresentam logo após o nascimento ou pelo menos durante os primeiros 2 anos. Na maioria dos casos, estão presentes já nos primeiros meses de vida. Assume diversos graus de gravidade, sendo sua forma mais grave a sepse maciça com anemia intensa, icterícia e hemorragia.

Apresenta lesões cutâneo-mucosas, como placas mucosas, lesões palmo-plantares. fissuras radiadas perorificiais e condilomas planos anogenitais; lesões ósseas, manifestas por periostite e osteocondrite, lesões do sistema nervoso central e lesões do aparerelho respiratório, hepatoesplenomegalía, rinites sanguinolentas. pseudo-paralisia de Parrot (paralisia dos membros), pancreatite e nefrite.

Sífilis congênita tardia: é a denominação reservada para a sífilis que se declara após o segundo ano de vida.

Corresponde, em linhas gerais, à sífilis terciária do adulto, por se caracterizar por lesões gomosas ou de esclerose delimitada a um órgão ou a pequeno número de órgãos: fronte olímpica, mandíbula curva, arco palatino elevado, tríada de Hutchinson (dentes de Hutchinson + cenatite intersticial + lesão do VIII par de nervo craniano), nariz em sela e tíbia em lâmina de sabre.

Sinonímia

Lues
Lues venérea
Mal gálico
Sifilose
Doença britânica
Mal venéreo
Peste sexual.

Agente etiológico

Treponema pallidum. um espiroqueta de alta patogenicidade.

Reservatório - O homem

Modo de transmissão

Da sífilis adquirida é sexual, na área genital, em quase todos os casos. O contágio extragenital é raro.

Na sífilis congênita, há infecção fetal por via hematogênica. em geral a partir do 40 mês de gravidez.

A transmissão não sexual da sífilis é excepcional, havendo poucos casos por transfusões de sangue e por inoculação acidental.

Período de incubação

Geralmente, de 1 a 3 semanas

Diagnóstico
Clínico
Epidemiológico
Laboratorial.

A identificação do Treponema pallidum confirma o diagnóstico.

A microscopia de campo escuro é a maneira mais rápida e eficaz para a observação do treponema, que se apresenta móvel.

O diagnóstico sorológico baseia-se fundamentalmente em reações não treponêmicas ou cardiolipínicas e reações treponêmicas. A prova de escolha na rotina e a reação de VDRL, que é uma microaglutinação que utiliza a cardiolipina.

O resultado é dado em diluições e esse é o método rotineiro de acompanhamento da resposta terapêutica, pois nota-se uma redução progressiva dos títulos. Sua desvantagem e a baixa especificidade, havendo reações falso-positivas em numerosas patologias. Rotineiramente, é utilizado o FTA-abs, que tem alta sensibilidade e especificidade sendo o primeiro a positivar na infecção.

O comprometimento do sistema nervoso é comprovado pelo exame do líquor, podendo ser encontradas pleocitose, hiperproteinorraquia e a positividade das reações sorológicas. O RX de ossos longos é muito útil como apoio ao diagnóstico da sífilis congênita.

Diagnóstico diferencial

a) Cancro primário: cancro mole, herpes genital. Linfofo-granuloma venéreo e donovanose.

b) Lesões cutàneas na sífilis secundária: sarampo, rubéola, ptiriase rósea de Gilbert, eritema polimorfo, hanseniase wirchoviana e colagenoses.

A sífilis tardia se diferencia de acordo com as manifestações de cada indivíduo.

Sífilis congênita: outras infecções congênitas (toxoplasmose, rubéola, citomegalovírus e herpes).

Tratamento

Sífilis primária: penicilina G benzatina, 2.400.000UI. IM, dose única (1.200.000, IM, em cada glúteo)

Sífilis secundária: penicilina G benzatina, 2.400.000UI, IM. 1 vez por semana, 2 semanas (dose total 4.800.000UI);

Sífilis terciária: penicilina G benzatina, 2.400.000UI, IM, 1 vez por semana, 3 semanas (dose total 7.200.000UI).

Sífilis Congênita no período neonatal: para todos os casos, toda gestante terá VDRL á admissão hospitalar ou imediatamente após o parto

Todo recém-nascido cuja mãe tenha sorologia positiva para sífilis deverá ter VDRL de sangue periférico; nos recém-nascidos de mães com sífilis não tratada ou inadequadamente tratada (terapia não penicilínica. ou penicilínica incompleta, ou tratamento penicilínico dentro dos 30 dias anteriores ao parto), independentemente do resultado do VDRL do recém- nascido, realizar RX de ossos longos, punção lombar (se for impossível, tratar o caso como neurosífilis) e outros exames quando clinicamente indicados: se houver alterações clínicas e/ou sorológicas e/ou radiológicas, o tratamento deverá ser feito com penicilina cristalina na dose de 100.000U/kg/dia, IV, em 2 ou 3 vezes, dependendo da idade, por 7 a 10 dias: ou penicilina G procaína, 50.000U/ kg, IM, por 10 dias;

Se houver alteração liquórica, prolongar o tratamento por 14 dias com penicilina G cristalina na dose de 150.000 U/kg/dia, IV, em 2 ou 3 vezes, dependendo da idade: se não houver alterações clínicas, radiológicas, liquóricas e a sorologia for negativa no recém-nascido, dever-se-á proceder ao tratamento com penicilina benzatina. IM, na dose única de 50.000U/kg. Acompanhamento clínico e com VDRL (1 e 3 meses).

Nos recém-nascidos de mães adequadamente tratadas: VDRL em sangue periférico do RN;

Se for reagente ou na presença de alterações clínicas, realizar RX de ossos longos e punção lombar. Se houver alterações clínicas e/ou radiológicas, tratar com penicilina cristalina, na dose de 100.000U/kg/dia, IV, em 2 ou 3 vezes, dependendo da idade, por 7 a 10 dias;

Ou penicilina G procaína, 50.000U/kg, IM, por 10 dias;

Se a sorologia (VDRL) do recém-nascido for 4 vezes maior (ou seja 2 diluições) que a da mãe, tratar com penicilina cristalina na dose de 100.000U/kg/dia, IV. em 2 ou 3 vezes, dependendo da idade, por 7 a 10 dias, ou penicilina G procaína. 50.000U/kg IM, por 10 dias: se houver alteração liquórica, prolongar o tratamento por 14 dias com penicilina G cristalina, na dose de 150.000U/kg/dia. IV, em 2 ou 3 vezes, dependendo da idade;

Se não houver alterações clinicas. radiológicas, liquóricas e a sorologia for negativa no recém-nascido, acompanhar o paciente, mas na impossibilidade, tratar com penicilina benzatina, IM, na dose única de 50.000U/kg.

Observações: No caso de interrupção por mais de 1 dia de tratamento, o mesmo devera ser reiniciado.

Em todas as crianças sintomáticas, deverá ser efetuado exame oftalmológico (fundo de olho).

Seguimento: Ambulatorial mensal; realizar VDRL com 1, 3, 6, 12, 18 e 24 meses, interrompendo quando negativar, diante das elevações de títulos sorológicos ou não-negativação desses até os 18 meses, reinvestigar o paciente.

Sífilis congênita após o período neonatal: fazer O exame do LCR e iniciar o tratamento com penicilina G cristalina, 100.000 a 150.000 U/kg/dia, administrada a cada 4 a 6 horas, durante 10 a 14 dias. Sífilis e Aids - A associação de sífilis e aids é atualmente relatada. De acordo com o grupo social, essa associação pode ocorrer em 25% dos doentes.

Na maioria dos doentes com sífilis e infecção pelo HIV, as lesões ulcerosas são mais numerosas e extensas, com fácil sangramento e tempo de cicatrização maior, sugerindo um quadro que ocorria no passado, denominado de sífilis maligna precoce. Os títulos sorológicos pelo VDRL são, em média, mais elevados nos doentes co-infectados pelo HIV.

Vigilância Epidemiológica

Objetivos

A) detecção ativa e precoce dos casos de sífilis congênita para tratamento adequado das mães e crianças, para adoção das medidas de controle visando sua eliminação

B) interromper a cadeia de transmissão da sífilis adquirida (detecção e tratamentos precoces dos casos e dos parceiros).

Notificação

A sífilis congênita é doença de notificação compulsória e de investigação obrigatória.

A sífilis adquirida deve ser notificada de acordo com as normas estaduais e/ou municipais.

Deve-se observar a correta forma de tratamento dos pacientes
A plena integração de atividades com outros programas de saúde; o desenvolvimento de sistemas de vigilância locais alvos;
Interrupção da cadeia de transmissão (diagnóstico e tratamento adequados)
Aconselhamento (confidencial):
orientações ao paciente com DST para que discrimine as possíveis situações de risco em suas práticas sexuaisDesenvolva a percepção quanto à importância do seu tratamento e de seus parceiros sexuais e de comportamentos preventivos.
Promoção do uso de preservativos.
Aconselhamento aos parceiros
Educação em saúde, de modo geral.

Observação:

As associações entre diferentes DST são frequentes, destacando-se, atualmente a relação entre a presença de DST e aumento do risco de infecção pelo HIV, principalmente na vigência de úlceras genitais.

Desse modo, se o profissional estiver capacitado a realizar aconselhamento, pré e pós teste para detecção de anticorpos anti-HIV.

Quando do diagnóstico de uma ou mais DST, deve ser oferecida essa opção ao paciente.

Portanto, toda DST constitui-se em evento sentinela para busca de outra doença sexualmente transmissível e possibilidade de associação com o HIV.

É necessário, ainda, registrar que o Ministério da Saúde vem implementando a "abordagem sindrômica" aos pacientes de DST, visando aumentar a sensibilidade no diagnóstico e tratamento dessas doenças, o que resultará em um maior impacto na redução dessas infecções.

Fonte: www.hemonline.com.br

Sífilis

Sífilis é uma doença sexualmente transmissível causada pela bactéria Treponema pallidum que caracteriza-se por causar feridas na vulva, orifício retal e/ou órgão reprodutor masculino.

A sífilis pode ser dividida em:

1) Congênita: transmitida ao bebê durante a gravidez. O bebê pode morrer (aborto ou parto prematuro) ou nascer com defeitos físicos.

2) Adquirida: pode ser dividida em 3 fases:

Sífilis Primária ou Cancro Duro (Primeira Fase) - começa com aparição de feridas indolores nos órgãos genitais (cancro), acompanhada de íngua na virilha. Os sintomas surgem de 1 a 2 semanas após o contágio. O cancro desaparece espontaneamente, sem nenhum tratamento, sem deixar seqüelas locais ou apenas discretas cicatrizes. Entretanto, pessoas infectadas podem não apresentar estes sintomas.

Sífilis Secundária (Segunda Fase) - caracteriza-se por apresentar manchas avermelhadas pelo corpo, principalmente nas palmas das mãos e plantas dos pés. Os sintomas surgem até 6 meses após o contágio (aparecimento do cancro). Não coçam, mas podem surgir ínguas no corpo. No caso da sífilis secundária não ser tratada adequadamente, segue-se um período de latência, onde os sintomas desaparecem, mas a doença continua o seu curso no organismo, levando o paciente a sentir-se curado. A fase latente pode evoluir para cura espontânea, permanecer neste estado latente ou passar à fase tardia (Sífilis terciária).

Sífilis Terciária (Terceira Fase) - ocorre vários anos após o contágio, as lesões tornam-se crônicas e destrutivas. Podem ser afetados: pele, coração, ossos e sistema nervoso, podendo levar à paralisia, doença mental, cegueira e até à morte.

A Sífilis tem cura e o tratamento correto pode evitar complicações. Não tome remédios por conta própria e procure seu médico.

Fonte: www.gaparp.org.br

Sífilis

A sífilis é uma doença de transmissão sexual causada pela bactéria Treponema pallidum.

Esta bactéria penetra no organismo através das membranas mucosas, como as do órgão genital feminino ou da boca, ou então através da pele. Horas depois chega aos gânglios linfáticos e em seguida propaga-se por todo o organismo através do sangue. A sífilis também pode infectar um feto durante a gravidez, causando defeitos congénitos ou outros problemas.

O número de afetados com sífilis atingiu o seu ponto máximo durante a Segunda Guerra Mundial, para depois cair de forma espetacular até à década de 60, quando os índices começaram a subir novamente. Durante este período, um grande número de casos de sífilis surgiu entre homens homossexuais.

Essas taxas permaneceram relativamente estáveis até meados da década de 80, porque, devido à epidemia de SIDA e à prática de sexo seguro, a incidência entre eles decresceu.

Como consequência, o número geral de pessoas com sífilis também diminuiu. No entanto, esta redução foi seguida por um rápido incremento de casos entre consumidores de cocaína, principalmente entre as mulheres ou os seus filhos recém-nascidos. Recentemente, os programas de controlo voltaram a reduzir a incidência em alguns países desenvolvidos.

Uma pessoa que tenha sido curada de sífilis não fica imune e pode voltar a infectar-se.

Sintomas

Os sintomas costumam começar de 1 a 13 semanas depois do contágio; a média é de 3 a 4 semanas.

A infecção com Treponema pallidum passa por vários estádios: o primário, o secundário, o latente e o terciário. A infecção pode durar muitos anos e raramente provoca lesões cardíacas, cerebrais ou a morte.

Estádio primário

No estádio primário, aparece uma ferida ou úlcera indolor (sifiloma, também designado por cancro) no local da infecção, geralmente sobre o pénis, a vulva ou o órgão genital feminino. O cancro também pode aparecer no orifício retal, no reto, nos lábios, na língua, na garganta, no colo uterino, nos dedos ou, raramente, noutras partes do corpo. Em regra, manifesta-se uma única ferida, mas por vezes podem ser várias.

O sifiloma começa como uma pequena zona vermelha saliente que em breve se converte numa ferida aberta (úlcera), porém continua a ser indolor. A ferida não sangra, mas ao tocar-lhe liberta-se um líquido claro altamente infeccioso. Os gânglios linfáticos próximos costumam aumentar de volume, embora permaneçam indolores.

Como a lesão causa tão poucos sintomas, é habitualmente ignorada. Cerca de metade das mulheres infectadas e um terço dos homens infectados não sabem que a têm. Costuma sarar em 3 a 12 semanas, depois do que o indivíduo afetado parece encontrar-se perfeitamente bem.

Estádio secundário

O estádio secundário inicia-se com uma erupção cutânea, que costuma aparecer de 6 a 12 semanas após a infecção. Cerca de 25 % dos infectados ainda têm uma ferida que está a sarar durante esta fase. Aquela erupção pode durar pouco tempo ou então prolongar-se durante meses. Mesmo que a pessoa não receba tratamento, habitualmente desaparece. No entanto, pode aparecer de novo semanas ou meses mais tarde.

No estádio secundário, são frequentes as úlceras na boca que afetam mais de 80 % dos doentes. Cerca de 50 % apresentam gânglios linfáticos inflamados em todo o corpo e aproximadamente 10 % têm inflamação nos olhos.

Esta inflamação habitualmente não causa sintomas, embora, por vezes, o nervo óptico se inflame e então a visão torna-se turva. Aproximadamente 10 % apresenta inflamação nos ossos e articulações, que causa muitas dores.

A inflamação renal pode fazer com que se encontrem proteínas na urina e a do fígado pode provocar icterícia. Um número reduzido de pessoas sofre uma inflamação da membrana que reveste o cérebro (meningite sifilítica aguda), que se traduz em dor de cabeça, rigidez da nuca e, por vezes, surdez.

Ocasionalmente, surgem formações algo salientes (condilomas planos) em que a pele se junta a uma membrana mucosa, por exemplo, nos bordos internos dos lábios e da vulva e nas zonas húmidas da pele.

Estas lesões extremamente infecciosas podem achatar-se e adoptar uma cor rosa-escura ou cinzenta. O pêlo costuma cair em tufos, dando uma aparência de «roído por traças». Outros sintomas incluem sensação de mal-estar (indisposição), perda de apetite, náuseas, vómitos, fadiga, febre e anemia.

Estádio latente

Uma vez que a pessoa recuperou do estádio secundário, a doença entra num estádio latente em que não se verificam sintomas. Esta etapa pode durar anos ou décadas ou durante o resto da vida. Durante a primeira parte do estádio latente, por vezes as úlceras recidivam.

Estádio terciário

Durante a terceira etapa (estádio terciário), a sífilis não é contagiosa. Os sintomas oscilam entre ligeiros e devastadores.

Podem aparecer três tipos principais de sintomas: sífilis terciária benigna, sífilis cardiovascular e neurossífilis.

A sífilis terciária benigna é muito rara na atualidade. Em vários órgãos aparecem formações chamadas gomas, que crescem lentamente, saram de forma gradual e deixam cicatrizes. Estas lesões podem aparecer em quase todo o corpo, mas são mais frequentes na perna mesmo abaixo do joelho, na parte superior do tronco e no couro cabeludo. Os ossos podem ser afetados, provocando uma dor profunda e penetrante que se costuma agravar à noite.

A sífilis cardiovascular costuma aparecer de 10 a 25 anos depois da infecção inicial. O doente pode desenvolver um aneurisma (enfraquecimento e dilatação) da aorta (a principal artéria que sai do coração) ou uma insuficiência da válvula aórtica. Estas perturbações podem causar dor no peito, insuficiência cardíaca ou morte.

A neurossífilis (sífilis do sistema nervoso) afeta cerca de 5 % de todos os sifilíticos não tratados. As três classes principais são a neurossífilis meningovascular, a neurossífilis parética e a neurossífilis tabética.

Diagnóstico

O médico suspeita de que uma pessoa tem sífilis a partir dos seus sintomas. O diagnóstico definitivo baseia-se nos resultados das análises laboratoriais e no exame objetivo.

Utilizam-se dois tipos de análises de sangue. O primeiro é uma análise de controlo, como a chamada VDRL (iniciais de «laboratório de investigação de doenças venéreas») ou RPR (de «reargina rápida do plasma»). Estas análises são fáceis de fazer e não se revelam dispendiosas.

Em certos casos dão resultados falsos positivos, mas têm a vantagem de se tornarem negativas quando se repetem depois de um tratamento correto. É possível que o médico precise de repetir este tipo de exames, porque os resultados podem ser negativos nas primeiras semanas de sífilis primária.

O segundo tipo de análise de sangue, que é mais exato, detecta anticorpos contra a bactéria que causa a sífilis; contudo, uma vez que se obtenha um resultado positivo, os seguintes serão sempre positivos, mesmo depois de um tratamento bem sucedido. Uma destas provas, chamada FTA-ABS, utiliza-se para confirmar que o resultado positivo de uma análise de controlo é realmente causado pela sífilis.

Nos estádios primário e secundário, é possível diagnosticar a doença colhendo uma amostra de líquido de uma úlcera da pele ou da boca e identificando as bactérias ao microscópio. Também se pode utilizar a análise de pesquisa de anticorpos efetuada sobre uma amostra de sangue. Para a neurossífilis, efetua-se uma punção lombar para realizar uma pesquisa de anticorpos. No estádio latente, a sífilis só se diagnostica através de provas de anticorpos efetuadas com amostras de sangue ou líquido espinhal (liquor). No estádio terciário, diagnostica-se a partir dos sintomas e do resultado de uma pesquisa de anticorpos.

Tratamento e prognóstico

Dado que as pessoas com sífilis nos estádios primário e secundário transmitem a infecção, devem evitar o contato sexual até que elas e os seus parceiros sexuais tenham completado o tratamento. No caso da sífilis no estádio primário, todas as pessoas com quem tenham mantido relações sexuais nos três meses anteriores correm perigo. Com a sífilis no estádio secundário, todos os parceiros sexuais do último ano podem ter-se contagiado. Estas pessoas precisam de ser controladas com uma análise de pesquisa de anticorpose, se o resultado for positivo, devem receber tratamento.

A penicilina, que em geral é o melhor antibiótico para todos os estádios da sífilis, é habitualmente administrada por via intramuscular durante o estádio primário, aplicando-se na nádega de uma só vez. Nos casos de sífilis no estádio secundário, aplicam-se duas injecções adicionais com intervalos de uma semana. A penicilina também se utiliza em casos de sífilis latente e no estádio terciário, apesar de poder ser necessário um tratamento endovenoso mais intenso. As pessoas alérgicas à penicilina podem receber doxicilina ou tetraciclina oral durante 2 a 4 semanas.

Mais de metade das pessoas com sífilis nos seus primeiros estádios, especialmente no estádio secundário, desenvolve uma reacção (chamada reacção de Jarisch-Herxheimer) de 2 a 12 horas depois do primeiro tratamento. Julga-se que esta é o resultado da morte súbita de milhões de bactérias.

Os sintomas compreendem: sensação de mal-estar, febre, dor de cabeça, sudação, arrepios com tremores e um agravamento temporário das úlceras sifilíticas.

Em ocasiões raras, as pessoas com neurossífilis podem ter convulsões ou sofrer de paralisia.

As pessoas com sífilis nos estádios latente ou terciário devem ser examinadas com intervalos regulares uma vez acabado o tratamento. Os resultados das análises aos anticorpos costumam ser positivos durante muitos anos, por vezes durante toda a vida. Isso não indica que exista uma nova infecção. Também se efetuam outros exames para verificar se não existem novas infecções.

Depois do tratamento, o prognóstico para os estádios primário, secundário e latente da sífilis é excelente. Porém o prognóstico é mau nos casos da sífilis terciária que afete o cérebro ou o coração, já que as lesões existentes são, em geral, irreversíveis.

Sífilis do sistema nervoso

Cerca de 5 % de todas as pessoas com sífilis não tratada desenvolvem neurossífilis ou sífilis do sistema nervoso, mas estes casos são raros nos países desenvolvidos.

A neurossífilis meningovascular é uma forma crónica de meningite.Os sintomas dependem de ser o principal órgão afetado o cérebroou de a doença atacar tanto o cérebro como a espinal medula.

Quandoo cérebro fica afetado, os sintomas compreendem dor de cabeça,vertigem, falta de concentração, cansaço e falta de energia,dificuldade em conciliar o sono, rigidez da nuca, visão turva, confusãomental, convulsões, tumefacção do nervo óptico (papiledema),anomalias nas pupilas, dificuldade em falar (afasia) e paralisia de uma extremidadeou de metade do corpo.

Quando tanto o cérebro como a espinal medula ficam afetados, os sintomas incluem uma dificuldade crescente em mastigar, engolire falar; debilidade e atrofia dos músculos do ombro e do braço;paralisia lentamente progressiva com espasmos musculares (paralisia espástica);incapacidade para esvaziar a bexiga e inflamação de uma secçãode espinal medula que progride para uma perda de controlo da bexiga e uma paralisiarepentina, enquanto os músculos permanecem relaxados (paralisia flácida).

A neurossífilis parética (também chamada a paralisia dolouco) começa gradualmente como uma série de alteraçõesde comportamento nas pessoas que têm mais de 40 ou 50 anos. estas pessoaslentamente tornam-se dementes.

Os sintomas podem incluir convulsões, dificuldadeem falar, paralisia temporária de metade do corpo, irritabilidade, dificuldadeem se concentrar, perda de memória, discernimento defeituoso, dores decabeça, dificuldade respiratória, fadiga, letargia, deterioraçãoda higiene pessoal e dos hábitos de se arranjar, mudanças de humor,perda de força e energia, depressão, delírios de grandezae falta de perspicácia.

A neurossífilis tabética (tabes dorsal) é uma doençaprogressiva da espinal medula que começa gradualmente. Em geral, o primeirosintoma é uma dor intensa e pungente nas pernas que aparece e desaparecede forma irregular.

A pessoa não tem estabilidade ao andar, especialmentena escuridão, e pode andar com os pés afastados, por vezes pisandocom força. Como a pessoa não consegue sentir quando a bexiga está cheia,a urina acumula-se e produz uma perda de controlo da bexiga e repetidas infecçõesdo trato urinário. É frequente que o homem se torne impotente.A pessoa pode ter tremores na boca, na língua, nas mãos e em todoo corpo. A caligrafia torna-se trémula e ilegível.

A maioria das pessoas com neurossífilis tabética são delgadase o seu rosto tem um aspecto triste. Têm espasmos de dor em vários órgãos,especialmente no estômago. Estes podem causar vómitos.

Espasmosigualmente dolorosos podem afetar o reto, a bexiga e a laringe (zona vocal).Devido à falta de sensibilidade nos pés, podem aparecer úlcerasabertas nas suas plantas. Estas podem penetrar profundamente e atingir mesmoo osso subjacente. Como a pessoa perde a sensação de dor, as articulaçõespodem ficar lesionadas.

Fonte: www.manualmerck.net

Sífilis

Sífilis ou Lues é uma DST muito perigosa pelo fato de difundir-se em todo o organismo e por sua sintomatologia, que é menos exuberante. Incomoda pouco o paciente o qual dificilmente vai procurar o médico nas fases iniciais (e menos graves) da doença, fazendo-o geralmente em fases tardias quando conseqüências, até irreversíveis, já estão presentes. É causada por uma bactéria pertencentes à família das espiroquetas, o Treponema Pallidum capaz de penetrar na pele ou mucosas não íntegras caindo na corrente sangüínea ou linfática.

Transmissão

Esta é uma moléstia de transmissão essencialmente sexual pelo contato da espiroqueta com a pele ou mucosas que apresentam pequenas erosões e permitam a penetração da bactéria. Há ainda a possibilidade de quando esta bactéria ganha a circulação, algumas horas após o contágio, ela esta presente no sangue, e a transfusão deste é uma via eficaz de contaminação. Outra forma bastante importante de adquirir sífilis á a contaminação do feto pela mãe sifilíca, uma vez que a espiroqueta atravessa a barreira placentária, caracterizando a sífilis congênita e que pode trazer conseqüências graves e até a morte do bebê.

Atualmente pouco comum, mas perfeitamente possível, são as transmissões profissional e acidental das sífilis. A primeira é devida à manipulação pelo profissional de saúde sem o cuidado necessário do cancro duro ( que contém a bactéria e é altamente contaminante); enquanto a segunda se verifica através de material cirúrgico mal esterilizado e outros objetos contaminados.

Sintomas

Em relação a sífilis congênita, os sintomas que a criança pode apresentar são:

Natimorto ( ocorre pelos mesmos motivos do aborto)

Sífilis congênita recente (o feto nasce vivo, porém seus sintomas dias ou meses após o nascimento da criança, tendo suas lesões bastante contagiosas por apresentarem grandes quantidades de Treponema)

Sífilis congênita tardia (os sintomas surgem entre os 3 e 14 anos, e podem apresentar as mesmas lesões da recente).

A sintomatologia desta DTS é complexa no seu arranjo temporal e didaticamente dividida em estágios da seguinte forma:

Sífilis Recente

Primária: o contágio às roséolas (1º à 60º dia)

Secundária: das roséolas à ausências de sintomas (60º dia à 1º ano)

Sífilis Latente (fase do silêncio que vai do 1º ao 4º ou 5º ano)

Sífilis Tardia ( a partir do 4º ou 5º ano).

No local onde houve a penetração da espiroqueta formar-se, cerca de 10 à 90 dias após este contato, uma lesão cutânea em geral única, ulcerada, arredondada, de bordos endurecidos, sem secreção, indolor e rica em Treponema que é o cancro duro.

Este pode aparecer em várias regiões do corpo como: o órgão genital feminino, vulva, órgão reprodutor masculino, uretra, colo do útero, reto, saco escrotal,orifício retal, lábios, língua, ponta do dedo, etc. O cancro desaparece em um ou dois meses, sem deixar cicatriz. Com tratamento adequado a regressão do cancro sifilítico pode se dar em menos da metade deste tempo, além é claro de interromper a evolução da doença, que para ai, na primeira fase. Vale lembrar, que é comum verificar-se neste estágio a presença de "ínguas" nas proximidades da região contaminada.

Na maior parte dos casos todavia, este estágio passa desapercebido, primeiro pelas características não muito incomodativas da lesão que pode inclusive nem ser visível e depois pela dificuldade em relacioná-la a um ato sexual.

Desta forma, a moléstia segue seu curso, instalando-se o segundo estágio (sífilis secundária).

Dois meses (ou mais) após o aparecimento do cancro sifilítico, que pode, portanto ainda não Ter desaparecido, surgem manchas na pele em tom róseo ou escurecido, em todo o corpo (ou localizadas) não poupando sequer palmas das mãos e plantas dos pés, que podem descamar, mas não coçam ou doem. São as róseas sifilíticas. Junto com os róseas, pode ocorrer perda repentina e difusa de cabelo, o que é bastante comum. Esta erupção cutânea característica da sífilis secundária, contém a espiroqueta e pode ser contaminante. Esta fase, muitas vezes branda, pode ser interpretada pelo paciente como uma manifestação alérgicas ou algo semelhante, com menor gravidade que a real, e também pode haver regressão espontânea dos sintomas, encerrando a sífilis recente e inaugurando o estágio de latência da doença. No caso do tratamento não acontecer, ou ter sido errado, insuficiente (auto-medicação), a doença tornar-se latente, quando não se verificará a presença de qualquer sintoma, situação que pode perdurar por muitos anos.

Em média, 4 anos após o contágio, inicia-se então a sífilis tardia, com lesões graves e nem sempre reversíveis, mesmo depois do tratamento Tanto na latente quanto esta fase a sífilis não pode ser transmitida, a não ser na gestante, não tratada, pode contaminar o feto.

As lesões deste estágio da moléstia podem atingir qualquer parte do organismo, mas a mais freqüentes são:

a) Sistema nervoso central:

Medula - dores fortes, perda do equilíbrio, surdez, cegueira, fraqueza muscular, etc.);
Cérebro -
demência, paralisia geral, etc.

b) Tegumento:

Gomas sifilíticas

c) Sistema ósteo-articular:

Nódulos articulares
Artrites, gomas ósseas

d) Sistemas cardio-vascular:

Aneurisma da artéria aorta
Estenose coronariana
Gomas cardíacas

Tratamento

Para diagnosticar esta enfermidade, além dos exames direto do material colhido das lesões, só possível na sífilis recente, onde há Treponema, que se vê em microscópio, e ainda, uma série de testes sorológicos (exame de sangue), dotados de alto grau de eficiência.

Os testes mais conhecidos para a detecção da doença são:

Wassermann

VDRL

FTA_ABS

Geralmente se associa testes para uma maior confiabilidade do resultado, que é expresso de duas forma: Qualitativo (positivo ou negativo) e Quantitativo (título, que é o que realmente importa).

A sífilis, como as demais doenças e talvez mais do que as outras, pela gravidade de sua evolução, é necessariamente tratada por um médico, através de antibióticos, cuja dosagem e tempo de tratamento irão variar conforme o estágio da doença e é o médico quem os estabelece. Vale relembrar, o perigo da automedicação, que além de não curar, pode "mascarar" a doença.

Fonte: www.cefetsp.br

Sífilis

O que é sífilis?

A sífilis é uma doença sexualmente transmissível causada por uma bactéria chamada de Treponema pallidum. Ocorrem episódios de doença ativa, seguidos por períodos de latência, quando a pessoa permanece infectada, mas não apresenta sinais ou sintomas.

Inicialmente a sífilis surge como uma ferida ou ulceração indolor, no local por onde a bactéria penetrou (usualmente na região genital) e pode passar desapercebida. Esta lesão é chamada de cancro e esta fase é chamada de sífilis primária.

Manchas vermelhas disseminadas e sintomas gripais surgem logo depois (sífilis secundária).

Se não tratada, a sífilis terciária pode se desenvolver anos depois e causar problemas que afetam o coração, olhos, sistema nervoso e ossos.

Como se pega esta doença?

Esta doença é transmitida pelo contato direto com as lesões cutâneas da sífilis. Estas ocorrem mais comumente na região genital ou anal, mas também pode ser encontrada na boca ou lábios. Assim, a transmissão ocorre por via sexual, que pode ser oral, órgão genital feminino ou anal.

Outras maneiras de se pegar sífilis são:

Através de sangue ou derivados que não tenham sido adequadamente testados

Pela placenta, da mãe para o bebê.

Homens e mulheres possuem um risco igual de pegar sífilis. Esta doença ocorre entre 15 e 34 anos.

Quais são os sinais e sintomas da sífilis?

Após a infecção, há um período de incubação de 10-90 dias (em média 21 dias) antes que qualquer sinal se torne aparente.
 

Estágio Características
Primário Pequena lesão única, vermelha, que rapidamente ulcera (cancro). Cicatriza em 4-8 semanas com ou sem tratamento. As lesões que ocorrem no órgão genital feminino ou no orifício retal podem passar desapercebidas
Secundário Se não tratada, ou se houver alguma falha no tratamento, 3 semanas até 3 meses após o primeiro estágio, lesões vermelhas ocorrem em todo corpo
Estas lesões podem ser discretas, ou apresentar descamação, ou ser acastanhadas. Podem ocorrer em qualquer região do corpo, mas freqüentemente afetam as palmas e as plantas. Pode ser confundida com várias outras doenças
Queda de cabelo
Placas vermelhas nas superfícies mucosas
Placas elevadas, acinzentadas nas virilhas, região interna das coxas, axilas ou embaixo dos seios. Este tipo de lesão é chamado de condiloma latum
Outros sintomas incluem febre, cansaço, dores articulares e musculares, dor de cabeça e gânglios aumentados.
Outros órgãos podem ser afetados, como fígado, rins, sistema nervoso central, articulações e olhos.
Latente Ausência de alterações ao exame clínico
Infecção mantida é detectada através dos testes realizados no sangue (sorologia).
Terciária Sinais e sintomas podem se desenvolver 3-10 anos após a infecção inicial
Lesões solitárias tumorais (granulomatosas) podem ser encontradas na pele, na boca e na garganta ou ocorrer nos ossos. Estas lesões são chamadas de gumas. Nódulos, grandes ou pequenos, ou feridas podem permanecer por anos. As lesões na pele podem ser indolores, mas gumas nos ossos longos causam uma dor constante, que é pior à noite.
Envolvimento cerebral (neurosífilis) pode causar dor de cabeça, vertigem, visão borrada, distúrbios mentais, paralisia e demência.
Doença da medula espinhal resulta em dificuldade para andar, incontinência ou retenção urinária, impotência, e redução importante da sensibilidade, o que resulta em uma destruição das articulações (juntas de Charcot) e úlceras nos pés.
Outros órgãos internos podem ser afetados como o coração, vasos, olhos e  fígado podem ser danificados pela infecção
Congênita A sífilis congênita pode ser prevenida pelo tratamento antes de 16 semanas de gestação
O risco para o feto é maior na sífilis adquirida recentemente.
Abortamento espontâneo ou natimorto podem ocorrer.
Nas primeiras semanas de vida, os efeitos são semelhantes ao que ocorre na sífilis secundária, podendo ocorrer bolhas, vermelhidão e descamação, placas mucosas e condiloma latum (é muito infeccioso).
Secreção nasal, ossos inflamados, aumento do fígado e dos gânglios são comuns.
Alterações do sangue incluem anemia, plaquetas baixas e aumento dos leucócitos.
A sífilis congênita tardia afeta com freqüência os olhos, ouvidos, articulações, e o sistema nervoso.
Sinais característicos incluem: dentes mal formados, aspecto facial típico e tíbia em sabre. 

Sífilis primária: lesões em locais menos freqüentes, dedo e lábio inferior. Evitamos incluir fotos de lesões mais típicas, da região genital, devido ao amplo público dos boletins.

Sifilis
Sífilis primária

Sifilis
Sífilis secundária

Sifilis 
Sífilis terciária - más-formações dentárias típicas da lesão congênita

Sifilis
Sífilis terciária - Lesões nodulares

Quais os exames laboratoriais para se diagnosticar esta doença?

A sífilis pode ser diagnosticada nas fases iniciais pelo exame direto em campo escuro de tecido ou material retirado de uma lesão.

Nos estágios mais tardios, será necessário se testar o sangue ou o líquido cefalorraquidiano para anticorpos.

Há vários tipos de testes que podem ser realizados:

Testes não-específicos (RPR e VDRL)

Podem apresentar reações falsamente positivas em algumas situações como gravidez, outras infecções, uso de drogas, portadores de lúpus eritematoso, e envelhecimento.

 Os níveis usualmente se correlacionam com a atividade da doença e são usados para monitorar o tratamento.

Após o tratamento eficaz da sífilis estes testes usualmente se tornam negativos, mas em algumas pessoas, podem permanecer positivos em níveis baixos.

Testes específicos anti-treponêmicos (FTA-ABS. TPHA)

Estes testes não diferenciam as diferentes espécies de treponemas, assim podem ser positivos em portadores de outras doenças, como Pinta ou Bejel, que são causadas por outras espécies de treponemas.

A maior parte daqueles que apresentam positividade terá testes reativos para o resto da vida.

Normalmente pacientes que apresentem uma doença sexualmente transmissível são considerados grupo de risco para infecção pelo HIV, assim esta sorologia é realizada de rotina nestes casos.

Qual o tratamento da sífilis?

A penicilina injetável ainda é o tratamento de escolha para a sífilis em todos os estágios. Outros antibióticos são menos confiáveis, mas tetraciclinas, cefalosporinas ou eritromicina podem ser usados naqueles alérgicos à penicilina. Mulheres grávidas alérgicas a penicilina devem ser dessensibilizadas e tratadas com penicilina.

Falhas no tratamento podem ocorrer em qualquer estágio da doença, assim acompanhamento por 1 a 2 anos é importante. Sífilis assintomática deve ser tratada para prevenção da sífilis terciária. A resposta ao tratamento no estágio terciário é variável, principalmente nos casos em que a pessoa já está infectada há muito tempo. Pacientes portadores de AIDS devem ser acompanhados de forma mais cuidadosa, pois ocorrem falhas com uma maior freqüência.

Como esta doença pode ser prevenida?

Todos os pacientes suspeitos devem interromper sua atividade sexual e procurar auxílio médico. Caso seja confirmado, todos os contatos sexuais devem ser notificados para que possam ser tratados de forma adequada.

Outras medidas para limitar a disseminação da sífilis incluem:

Limitar o número de parceiros sexuais

Uso de camisinha

Fonte: www.derme.org

Sífilis

A sífilis congênita é resultado da infecção do feto pelo Treponema pallidum, bactéria causadora da sífilis. Essa infecção se dá através da placenta de uma mulher grávida que esteja infectada pela sífilis. É uma doença grave e pode causar má formação do feto, sérias conseqüências para a saúde da criança ou até a morte.

SINAIS E SINTOMAS

A sífilis pode se manifestar logo após o nascimento ou durante os primeiros dois anos de vida da criança. Na maioria dos casos, os sinais e sintomas estão presentes já nos primeiros meses de vida.

Ao nascer, a criança infectada pode apresentar problemas muito sérios, entre eles: pneumonia, feridas no corpo, cegueira, dentes deformados, problemas ósseos, surdez ou retardamento. A doença pode também levar à morte. Há ocorrências em que a criança nasce aparentemente normal e a sífilis se manifesta só mais tarde, após o segundo ano de vida.

TRANSMISSÃO DA SÍFILIS

A transmissão da mãe infectada para o bebê pode ocorrer em qualquer fase da gestação ou durante o parto. Estando presente na corrente sangüínea da gestante, após penetrar na placenta, o treponema ganha os vasos do cordão umbilical e se multiplica, rapidamente, por todo o organismo da criança que está sendo gerada. A infecção do feto depende do estágio da doença na gestante. Quanto mais recente a infecção materna, mais treponemas estarão circulantes e, portanto, mais grave será o risco de transmissão para o bebê.

PREVENÇÃO

Realização do teste diagnóstico em mulheres com intenção de engravidar, tratamento imediato dos casos diagnosticados nas mulheres e em seus parceiros.

TRATAMENTO

Realizar testes em amostra de sangue dos recém-nascidos cujas mães apresentaram infecção pela sífilis ou em casos de suspeita clínica de sífilis congênita. O tratamento  deve ser imediato nos casos detectados e deve ser feito com penicilina. Com o tratamento adequado, mães com sífilis podem dar à luz a crianças saudáveis.

A notificação e investigação dos casos detectados, incluindo os que nascem mortos ou os casos de aborto por sífilis, são compulsórias e dever de todo cidadão, obrigatórias a médicos e outros profissionais de saúde no exercício da profissão, bem como responsáveis por organizações e estabelecimentos públicos e privados de saúde (Lei no 6259).

Fonte: www.sintivest.org.br

Sífilis

Doença sistêmica causada pela bactéria espiroqueta Treponema pallidum.

Etiologia

A transmissão pode ocorrer por via sexual, contato íntimo não sexual, transplancetária ou parenteral (acidente percutâneo ocupacional ou uso de drogas endovenosas). Doença de distribuição cosmopolita, afeta todas as faixas etárias, principalmente pessoas sexualmente ativas.

Clínica

Período de incubação de 3 a 90 dias. A evolução da doença é dividida nas seguintes fases:

Lesão primária: período de incubação médio de 21 dias. Presença de lesão papular indolor que evolui para úlcera com fundo liso, limpo e apresenta bordas endurecidas, formando cancro duro. Em homens, a lesão geralmente manifesta-se em glande e sulco balanoprepucial. As mulheres podem apresentar lesões que passam despercebidas. O cancro pode também ser encontrado em outros locais onde houve inoculação. Adenopatia regional pode ser encontrada. Mesmo sem tratamento específico, a lesão cicatriza espontaneamente após 2 a 8 semanas.

Lesão secundária: geralmente manifesta-se 6 a 8 semanas após aparecimento de lesões primárias e caracteriza-se pelo exantema macular, maculopapular, papular ou pustular acometendo tronco e membros, e lesões características que acomete palmas e plantas.

O quadro clínico é acompanhado de linfadenopatia generalizada, sintomas sistêmicos como febre, astenia, anorexia, artralgias, faringite e cefaléia, sendo diagnóstico diferencial das síndromes mononucleose símile. O processo inflamatório mononuclear perivascular pode envolver folículos capilares ocasionando alopecia e queda de pêlos.

Em áreas úmidas do corpo como regiões interdigitais, vulva, escroto e axilas, as pápulas podem hipertrofiar e sofrer erosão central, com coloração rosada ou branco-acinzentada, também conhecidas como condiloma lata. São encontradas em 10% dos pacientes com sífilis secundária. Outras manifestações sistêmicas são raras. Incluem meningite, uveíte, irite granulomatosa, hepatite, alterações gastrintestinais, nefropatia e periostite.

Sífilis latente: caracterizada pela reação sorológica positiva para sífilis na ausência de sintomatologia clínica. Pode ser classificada em sífilis latente precoce, quando a infecção ocorreu há menos de um ano, e sífilis latente tardia, quando a infecção ocorreu há mais de 1 ano.

Devido à dificuldade de caracterização do momento da infecção e do subdiagnóstico de manifestações primárias, para definir como sífilis latente precoce, o paciente precisa ter as seguintes condições:

  • soroconversão recente ou aumento de título maior que quatro vezes;
  • sintomas típicos de lesão primária ou secundária há menos de 1 ano;
  • parceiro sexual com ma­nifestação primária, secundária ou sífilis latente precoce bem documentada;
  • reações treponêmica e não treponêmicas positivas em indivíduos com clara exposição nos últimos 12 meses. A duração de sífilis latente é variável, podendo ser de 3 a 10 anos.
  • Sífilis terciária: sinais e sintomas geralmente surgem após 3 a 12 anos de infecção. Caracteriza-se principalmente por lesões mucocutâneas destrutivas (goma), neurológicas, cardiovasculares (endarterite obliterante, aneurisma aórtico) e articulares (artropatia de Charcot).

    Neurossífilis: o acometimento do sistema nervoso central pode ocorrer em qualquer estágio da doença. Principais manifestações são alteração motora e de sensibilidade (tabes dorsalis), acometimento de pares cranianos, alterações oftalmológicas (uveíte) ou auditivas, demência, meningite crônica e meningoencefalites.

    Diagnóstico

    Sífilis primária: o diagnóstico é feito através da identificação do T. pallidum na secreção da lesão por microscopia em campo escuro ou por imunofluorescência. Nessa fase da doença, a sorologia geralmente é negativa, portanto, na prática clínica, o diagnóstico deve ser realizado na presença da lesão característica com epidemiologia sugestiva de infecção recente.

    Outras formas de sífilis:

    Exame direto: identificação do agente do material obtido do esfregaço das lesões. T. pallidum não é cultivável em meios de cultura.

    Sorologia:

    Testes não treponêmicos: VDRL (venerealdisease research laboratory) e RPR (rapid plasm reagin) são testes quantitativos importantes para o diagnóstico e controle pós-tratamento. Geralmente tornam-se positivos a partir da segunda semana após aparecimento da lesão primária. Os títulos sofrem redução natural no primeiro ano de evolução. Após o tratamento específico, tendem a negativar-se em 6 a 12 meses, ou mantêm-se baixos por tempo prolongado. Testes de resultado falso positivo podem ocorrer, portanto, é necessário teste treponêmico para confirmação.

    Testes treponêmicos: imunofluorescência com FTA-Abs (fluorescent treponema antibody absorvent test), MH-TP ou TPHA (microaglutinação para T. pallidum) e ELISA (imunoenzimático). São testes específicos e qualitativos, importantes para confirmação da infecção.

    Neurossífilis: é importante salientar que o acometimento do SNC pode ser assintomático, portanto, todos pacientes que têm sorologia positiva (excluindo lesão recente) sem tratamento específico prévio, devem ser investigados quanto ao acometimento do SNC. A confirmação de neurossífilis requer sempre mais de um teste. Exame liquórico apresenta pleocitose linfomonocitária, com elevação de proteína. VDRL no liquor é altamente específico, mas tem baixa sensibilidade. A presença de VDRL positivo no liquor não acidentado confirma o diagnós­tico. Todos os outros testes são altamente sensíveis, porém, pouco específicos. Na presença de alteração liquórica compatível com títulos treponêmicos elevados, o diagnóstico de neurossífilis deve ser considerado.

    Tratamento

    Sífilis primária, secundária, latente precoce:

    Penicilina G benzatina 2.400.000 UI IM dose única.

    Doxiciclina 100 mg VO 12/12 horas por 14 dias.

    Tetraciclina 500 mg VO 6/6 horas por 14 dias.

    Ceftriaxona 1 g IM ou EV 1 x/dia por 8-10 dias.

    Azitromicina 2 g VO dose única.

    Latente tardia e terciária, sem acometimento SNC:

    Penicilina G benzatina 2.400.000 UI IM 1 x/semana por 3 semanas.

    Doxiciclina 100 mg VO 12/12 horas por 28 dias.

    Tetraciclina 500 mg VO 6/6 horas por 28 dias.

    Neurossífilis e forma ocular:

    Penicilina cristalina 3-4 milhões UI EV 4/4 horas por 10-14 dias.

    Penicilina G procaína 2,4 milhões UI IM + probenecida 500 mg 6/6 horas por 10-14 dias.

    Ceftriaxone 2 g IM ou EV 1 x/dia por 14 dias.

    Observações:

    Gestantes: sempre preferir tratamento com penicilina. Fazer dessensibilização se for alérgica.

    Reação febril de Jarisch-Herxheimer: exacerbação das lesões cutâneas que aparecem após início do tratamento na doença recente. A involução é espontânea e geralmente tem duração de 12 a 48 horas. Exige apenas tratamento sintomático, não necessita de interrupção do tratamento.

    Considera-se tratamento inadequado de sífilis em gestantes:

    Todo tratamento em mães que não fizeram tratamento com penicilina ou tratamento incompleto, mesmo com penicilina ou tratamento não adequado para fase clínica da doença;

    Administração do tratamento com menos de 30 dias antes do parto;

    Elevação dos títulos no seguimento após o tratamento;

    Parceiro não tratado ou tratado inadequa-damente;

    Ausência de documentação do tratamento;

    Ausência da queda dos títulos do parceiro após o tratamento.

    Em todos os filhos não tratados ou tratados inadequadamente, independentemente do resultado do VDRL do recém-nascido, deve-se realizar radiografia de ossos longos, punção lombar e outros exames para avaliação de sífilis congênita.

    Se houver alterações clínicas e/ou sorológi­cas e/ou radiológicas, deve-se tratar o recém-nascido com:

    penicilina cristalina 100.000 UI/kg/dia EV, divididas em 12/12 ou 8/8 horas, por 7 a 10 dias;

    penicilina G procaína 50.000 UI/kg IM por 10 dias;

    se houver alteração liquórica ou na impos­sibilidade de punção, penicilina cristalina 150.000 UI/kg/dia EV, divididas em 12/12 ou 8/8 horas, por 14 dias.

    Se não houver alterações clínicas, sorológicas e radiológicas, deverá ser administrada penici­lina benzatina 50.000 UI/kg IM dose única.

    Acompanhar recém-nascido clinicamente e com VDRL (1º e 3º mês).

    Fonte: www.consultormedico.com

    Sífilis

    A sífilis é causada por uma bactéria especifica. A sífilis, se não tratada, é uma das doenças sexualmente transmissíveis mais grave podendo levar a falência do coração, cegueira, loucura e morte.

    A sífilis pode progredir lentamente através de três estágios ao longo de vários anos.

    Entretanto, quando tratada cedo, pode ser curada. Sinais e sintomas Sintomas da sífilis primaria: duas a 6 semanas após a contaminação, surge uma ferida, grande e indolor, conhecida como cancro, que geralmente aparece ao redor da área do contato sexual.

    O cancro desaparece em algumas semanas. sintomas da sífilis secundária: Aproximadamente 1 mês após o final do estágio primário, pode aparecer uma vermelhidão na pele, geralmente nas palmas das mãos, solas dos pés e, algumas vezes ao redor da boca e do nariz.

    A vermelhidão geralmente tem pequenas manchas ou lesões arredondadas e vermelhas que não coçam. Podem ocorrer outros tipos de manchas na pele, gânglios inflamados (íngua), febre e sintomas de gripe, e pequenos tufos de cabelo podem cair do couro cabeludo, barba, cílios e sobrancelhas.

    Sintomas da sífilis terciária

    Uma vez que a doença atinge esse estágio, pode permanecer despercebida por vários anos, ao longo dos quais vai lentamente danificando o coração, o sistema nervoso central, os músculos e vários outros órgãos e tecidos. Os resultados geralmente são fatais.

    Tratamento

    Tratamento Se você foi exposto à sífilis ou tem os sintomas da doença, procure um médico.

    O tratamento da sífilis, em seus estágios iniciais é feito com penicilina. Se a doença estiver mais avançada, serão necessárias 3 semanas consecutivas de injeções.(se você for alérgico a penicilina ira receber um antibiótico alternativo por via oral durante 2 a 4 semanas).

    Você pode fazer exame de sangue 3, 6 e 12 meses após completar o tratamento para ter certeza de que a doença foi curada.

    Uma vez completado o tratamento, você não transmite mais a doença. Você pode pegar sífilis novamente se tiver contato sexual com uma (a) parceiro(a) infectado(a).

    Dicas de autocuidado

    Só existe uma maneira de garantir que você nunca terá uma doença sexualmente transmissivel:

    Não fazer sexo.

    Limitar a sua atividade sexual a apenas um parceiro durante toda a vida, desde que o(a) parceiro(a) também seja monogamico(a) e não tenha doença sexualmente transmissivel.

    Evite o contato sexual com pessoas cujo estado de saúde e pratica sexual você não conheça.

    Evite sexo se um dos parceiros apresentar sinais ou sintomas de infecção genital.

    Não faça sexo sob a influência de álcool ou drogas (exceto em um relacionamento monogamico em que ambos os parceiros não estejam infectados com alguma doença sexualmente transmissivel.)

    Antes de começar um relacionamento discuta com seu(sua)parceiro(a)a história sexual anterior dele(a).

    (Lembre-se, no entanto, de que as pessoas nem sempre são honestas sobre as suas vidas sexuais.)

    Camisinha de látex pode diminuir a transmissão de doenças quando usada correta e cuidadosamente, e para cada ato sexual. Elas não eliminam completamente o risco. Exceto se ambos os parceiros estiverem em um relacionamento monogamico, tanto homens quanto mulheres devem carregar consigo camisinha de látex, e insistir que esta seja em suas relações sexuais. O uso de espermicidas (principalmente o que contém nonoxinol-9) pode ajudar a diminuir o risco de contágio de doença sexualmente transmissivel, quando associado com a camisinha.

    Se necessário, use lubrificante a base de água.Não use lubrificante à base de petróleo, como vaselina, pois estes podem danificar a camisinha de látex. Lave os genitais com água e sabão após ter uma relação sexual. Procure um médico para tratamento de doença sexualmente transmissivel se souber que seu(sua) parceiro(a) sexual está infectado(a). Se você tem múltiplos parceiros sexuais, visite o ginecologista a cada 6 meses para verificar a presença ou não de doenças sexualmente transmissivel, mesmo que você não tenha sintomas.

    Fonte: www.lincx.com.br

    Sífilis

    Sífilis ou lues é uma doença infecto-contagiosa, sexualmente transmissível, causada pela bactéria Treponema pallidum.

    Pode também ser transmitida verticalmente, ou seja, da mãe para o feto, por transfusão de sangue ou por contato direto com sangue contaminado.

    Se não for tratada precocemente, pode comprometer vários órgãos como olhos, pele, ossos, coração, cérebro e sistema nervoso.

    Diagnóstico

    Lesões duras, mas nem sempre doloridas nos órgãos genitais, são o primeiroi sintoma da sifilis.

    Chamadas de cancros, elas geralmente aparecem nos genitais, mas podem ocorrer também no orifício retal, na pele, na gengiva, na palma das mãos e na planta dos pés.

    Mesmo sem tratamento, essas lesões costumam desaparecer em alguns dias, mas a doença continua ativa no organismo e pode provocar outros sintomas: manchas avermelhadas na pele e nas mucosas (sífilis secundária) e alterações no sistema nervoso central (sífilis terciária).

    Nas fases iniciais, o diagnóstico pode ser confirmado por exame de sangue. Em fase avançada, é necessário pedir um exame de líquor para verificar se o sistema nervoso não foi afetado.

    Tratamento

    O tratamento é feito com antibióticos, normalmente penicilina, e deve ser acompanhado com exames de sangue para verificar a evolução da doença.

    Prevenção

    O uso de preservativos durante as relações sexuais é a única maneira de prevenir a doença.

    Recomendações

    Use camisinha nas relações sexuais, se não tiver certeza de que o/a parceiro/a não tem a doença que pode ser transmitida por homens e mulheres infectados;

    Esteja atento: sífilis pode ser transmitida também nas relações anais e orais;

    Mulheres devem fazer exame para verificar se são portadoras da doença antes de engravidar. Se já estiverem grávidas, devem fazer o tratamento adequado para evitar que o feto seja infectado;

    Fonte: drauziovarella.ig.com.br

     

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