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Síndrome do Pânico

O que é

A Síndrome do Pânico é um distúrbio que leva a pessoa a ter várias crises de medo, angústia e terror.

Co o tempo causa profundas mudanças no indivíduo, a pessoa passa a ter medo das coisas mais simples, como sair de casa ou andar de elevador, por exemplo.

Principais sintomas da Crise de Pãnico

Apesar de ser uma doença psicológica, o pânico provoca sintomas físicos.

São crises muito intensas, caracterizadas por:

Andiedade
Palidez
Fraquesa
Suor intenso
Falta de ar
Palpitações
Tonturas
Tremores
Desmaio
Sensação de morte

Causas

A Síndrome do Pânico pode surgir após alguma situação traumática vivida, por exemplo, um assalto, sequestro, acidente, entre outro.

Tratamento

É necessária uma assoaciação de medicamentos com a psicoterapia.

Os remédios diminuem a ocorrência das crises e o tratamento psicológico ajuda a entender a causa das crises.

Técnicas de controle de respiração e da ansiedade ajudam a amenizar as crise de pânico.

Curiosidades

A Síndrome do Pânico atinge duas vezes mais as mulheres que os homens, especialmente entre os 18-35 anos.

Quando não tratada, a síndrome leva o indivíduo a desenvolver diversas fobias que vão limitando sua vida, afastando-o dos amigos e familiares e tornando a pessoa cada vez mais reclusa dentro de casa.

Fonte: www.sindromedopanico.com.br

Síndrome do Pânico

A "Síndrome do Pânico" é um quadro clínico no qual ocorrem crises agudas de ansiedade sem que haja um estímulo disparador compatível com a intensidade das crises. O indivíduo vive uma variedade de experiências intensas, desprazeirosas e estranhas para ele sem que consiga identificar, a princípio, o que as desencadeou. Este quadro clínico teve sua incidência aumentada dramaticamente nos últimos dez anos. Este aumento pode ser atribuído a modificações sócio-culturais e a uma maior possibilidade diagnóstica nos tempos modernos.

A característica principal do quadro clínico da "Síndrome do Pânico" são crises de ansiedade agudas, as chamadas crises de pânico. Estas se caracterizam pela súbita, inesperada e freqüentemente avassaladora sensação de terror e apreensão, acompanhada de sintomas somáticos em muitos órgãos e sistemas, como falta de ar, palpitações e sensação de desfalecimento. Os sinais e sintomas de uma crise de pânico são semelhantes aos que ocorrem durante um esforço físico intenso ou numa situação de risco de vida.

Principais Sintomas da Crise de Pânico:

A crise de pânico vem rapidamente e com severa angústia. A sua duração média é de 20 a 30 minutos, podendo variar de minutos a horas, atingindo seu ápice em aproximadamente 10 minutos. A freqüência de ocorrência das crises é variada e estas são em geral totalmente debilitantes, sendo usualmente seguidas de fadiga, conseqüência do desgaste gerado pela mesma.

Os Principais sintomas de uma crise de Pânico são:

Dor no peito
Sensação de engasgo
Palpitação
Tremores
Falta de ar
Rigidez
Ondas de frio ou calor
Palidez
Sudorese abundante e fria
Reflexos intensificados (hipervigilância)
Formigamento das mãos e pés
Sensação de morte ou loucura eminente
Tonteira, Vertigem, Instabilidade,
Fraqueza, Sensação de desmaio
Sensação de perda de controle, dificuldades no pensamento linear e lógico

De onde vem?

Distúrbios na capacidade homeostática do indivíduo geram, com o decorrer do tempo, uma fragilidade, a qual se faz sentir nos momentos em que a pessoa depara-se com sentimentos que exigem um esforço maior de adaptação. A partir da ocorrência da primeira crise o indivíduo passa a funcionar num círculo vicioso no qual o medo de ter crise precipita a própria crise.

A "Síndrome do Pânico" ocorre duas vezes mais em mulheres do que em homens, sendo sua maior incidência entre os 18 e 35 anos. É estatisticamente mais freqüente em indivíduos que tenham algum familiar que apresente o quadro. Observa-se uma freqüência acima da média de casos de prolapso da válvula mitral entre indivíduos que apresentam este distúrbio.

A ingestão de algumas drogas como cocaína, maconha, crack, ecstasy, podem aumentar a atividade e o medo, facilitando a eclosão de um quadro de "Síndrome do Pânico". As crises de pânico não tratadas podem evoluir para uma série de fobias, limitando a liberdade do indivíduo, podendo enclausurá-lo em sua própria casa durante décadas.

Como tratar?

Tratamento Psicológico

O Psicólogo busca auxiliar o cliente no desenvolvimento de seu auto-suporte. Procura facilitar a pessoa a entrar mais em contato com suas sensações, por exemplo através do trabalho corporal (ex.: respiração). Visa proporcionar ao cliente a oportunidade de experimentar a possibilidade de correr riscos com seu próprio suporte, dentro do ambiente "seguro" proporcionado pelo espaço psicoterapêutico, solidificando sua autoconfiança.

Uso de Medicação

A medicação pode ser utilizada para aliviar o sofrimento geralmente dramático imposto pela "Síndrome do Pânico", porém não modifica os fatores geradores deste quadro. A especialidade médica responsável por este tipo de tratamento é a Psiquiatria. Usualmente se utiliza uma associação de antidepressivos e ansiolíticos. Existem também algumas pesquisas a cerca do uso de medicação similar a usada em casos de epilepsia.

OBSERVAÇÃO: Normalmente uma associação de tratamento psicoterápico e medicamentoso traz excelentes resultados.

Fonte: www.geocities.com

Síndrome do Pânico

Introdução

A síndrome ou transtorno do pânico é um distúrbio de ansiedade no qual a pessoa tem crises súbitas e recorrentes de intenso medo e ansiedade acompanhadas de sintomas físicos que se igualam à resposta normal do corpo frente ao perigo.

A síndrome do pânico teve um aumento de incidência dramático nos últimos quinze anos. Este aumento pode ser atribuído às modificações sócio-culturais (ex. violência urbana, liberalidade sexual, etc) e à maior eficiência diagnóstica da psiquiatria.

Os sinais e sintomas de uma crise de pânico são semelhantes aos que ocorrem durante o esforço físico intenso ou numa situação de verdadeiro perigo, incluindo taquicardia (coração acelerado), formigamento nas pernas e braços, sudorese fria, apreensão e posição de alerta.

Num ataque de pânico, entretanto, estas mudanças acontecem sem que haja perigo real.

A pessoa pode ter várias crises por dia ou pode não ter nenhuma por várias semanas ou meses.

O medo constante e a premeditação quanto à próxima crise podem eventualmente levar a pessoa à agorafobia (medo de estar em lugares públicos onde seja difícil ou embaraçoso sair subitamente).

Os parentes de pacientes que têm síndrome do pânico são quatro a oito vezes mais prováveis de desenvolver a doença que as pessoas sem história familiar deste problema.

As mulheres são duas vezes mais prováveis que os homens de terem síndrome do pânico, e são aproximadamente três vezes mais prováveis de desenvolver agorafobia. Os sintomas normalmente começam ao redor dos 25 anos de idade, mas isso não é regra.

É comum o surto de pânico seguir uma situação de stress, como um divórcio, a perda do trabalho ou a morte de um parente. Por razões desconhecidas as pessoas que têm síndrome do pânico têm um risco extraordinariamente alto de desenvolver outros tipos de problemas psiquiátricos como depressão essencial (90% dos casos), distúrbios de ansiedade, desordem de personalidade ou de se tornarem dependentes químicos.

Quadro Clínico

Um ataque de pânico é definido por apresentar pelo menos quatro dos sintomas seguintes:

Dor no peito
Taquicardia e palpitações
Reflexos intensificados (hipervigilância)
Medo de ficar louco
Medo de morrer
Sensação de perda de controle, dificuldades no pensamento linear e lógico
Falta de ar
Ondas de frio ou calor
Sudorese abundante e fria
Formigamento nas mãos e nos pés
Tontura, vertigem e instabilidade,
Fraqueza, sensação de desmaios
Sensação de sufocação
Tremores
Rigidez muscular
Palidez da pele

Entre um ataque e outro, a pessoa com síndrome do pânico vive sob medo constante, prevendo que um ataque possa acontecer a qualquer momento. Ela não só teme o desconforto psicológico e físico do ataque de pânico, como também irá se preocupar que seu comportamento extremado, durante um episódio de pânico, possa envergonhá-la ou possa assustar outras pessoas.

Estas preocupações podem fazer a pessoa mudar drasticamente seu comportamento ou estilo de vida para evitar o embaraço de "perder o controle" ou "de passar-se por louca" na presença dos outros.

Diagnóstico

No início da doença, a pessoa com síndrome do pânico pode chegar a consultar um clínico geral, não sabendo definir se seus sintomas são de uma doença clínica, como um ataque do coração, um derrame ou um problema respiratório, antes de procurar o psiquiatra.

Muitas doenças clínicas podem causar sintomas que imitam ataques de pânico, tais como:

Doenças do coração,
Distúrbios hormonais,
Infecções,
Epilepsia,
Asma e bronquite,
Meningites,
Perturbações associadas a certas substâncias químicas do sangue.

Os critérios para diagnosticar um paciente como sendo portador de síndrome do pânico incluem:

Um episódio isolado de um ataque de pânico não preenche as condições necessárias para o diagnóstico da síndrome do pânico.
Os sintomas que caracterizam o ataque não devem ser gerados por uma situação ou acontecimento externo.
O ataque tem que apresentar 4 ou mais dos sintomas citados acima (principalmente medo de morrer ou de perder o controle)
Como muitos dos sintomas coincidem com o de outras doenças orgânicas e psiquiátricas é necessário uma bateria de exames para descartar ou confirmar a possibilidade da existência de uma destas doenças.

Algumas drogas podem ativar os ataques de pânico como:

Anfetaminas,
Cocaína,
Maconha,
Alucinógenos,
Álcool e outras drogas,
Certos medicamentos.

Os exames laboratoriais para descartar outros problemas clínicos quase sempre são normais. Se ele suspeitar que o problema é síndrome do pânico, ele encaminhará o paciente a um psiquiatra.

Prevenção

Não há nenhuma maneira de se prevenir a síndrome do pânico.

Ajuda a prevenir os ataques de pânico consumir menos álcool, cafeína ou outras substâncias que podem desencadear as crises. Uma vez o diagnóstico é feito, o tratamento elimina freqüentemente os ataques de pânico ou diminui a intensidade deles.

Tratamento

O tratamento dos ataques de pânico inclui várias opções de tratamento.

O psiquiatra pode tentar um ou mais dos seguintes tratamentos:

Benzodiazepínicos

São remédios que trazem alívio rápido do medo intenso e da ansiedade presentes nos ataques de pânico de forma confiável. Podem levar à tolerância (deixar de funcionar porque o corpo fica acostumado com ele) e à dependência (ter dificuldade de ficar sem o remédio). A interrupção do uso deve ser gradual, pelo risco de reações de retirada. Este grupo inclui o diazepam (Valium®, Diempax®), o Alprazolam (Apraz®), o clonazepam, o lorazepam e o bromazepam.

Antidepressivos

É o principal grupo de medicamentos no tratamento da síndrome do pânico, especialmente quando os ataques persistem ou quando a pessoa tem depressão associada. Outra função importante é atuar nas recaídas.

Terapia Cognitiva Comportamental

A terapia cognitiva comportamental consiste basicamente de três passos: psicoeducação (ajuda o paciente a conhecer seu problema), exposição interoceptiva (prática de exercícios que simulam os ataques de pânico) e exposição ao vivo (enfrentamento de situações que causam pânico ao paciente)

Os antidepressivos levam várias semanas para ter o efeito máximo (impregnar), assim, um benzodiazepínico é freqüentemente prescrito para dar alívio durante este período.

Para muitos pacientes, a abordagem mais efetiva é uma combinação de um ou mais medicamentos, somado a alguma forma de psicoterapia ou terapia cognitiva comportamental.

Qual médico procurar?

O médico que acompanha os pacientes com síndrome do pânico é o psiquiatra.

Se a pessoa tem um ataque de pânico, e nunca foi diagnosticada com tendo síndrome do pânico, ela deve procurar ajuda médica imediatamente. É bom lembrar que os sintomas de um ataque de pânico podem imitar muitas doenças clínicas ameaçadoras à vida. Por isto, um clínico geral às vezes é consultado para determinar a causa do problema.

Os ataques de pânico são tão incômodos que é provável que a pessoa esteja ansiosa para conseguir ajuda rapidamente. Quando o paciente procura o psiquiatra, ele deve fornecer tantos detalhes quanto for possível.

Prognóstico

A síndrome do pânico normalmente é um problema de longa duração. Porém, com o tratamento adequado, muitos pacientes encontram alívio duradouro de seus sintomas.

Quase quarenta por cento dos pacientes controlam os sintomas a longo prazo, enquanto outros cinqüenta por cento continuam só tendo sintomas leves que não afetam significativamente sua vida diária. Cerca de dez a vinte por cento dos pacientes não obtém melhora.

A maioria dos psiquiatras concorda que o mais importante é a manutenção do equilíbrio emocional.

Fonte: www.policlin.com.br

Síndrome do Pânico

Transtorno do Pânico ou Síndrome do Pânico

O Transtorno do Pânico, ou Síndrome do Pânico, na maioria das vezes não é uma doença mas sim uma reação do organismo a uma situação difícil, cuja solução é igualmente difícil.

Sintomas da Síndrome do Pânico ou Transtorno do Pânico

Os sintomas físicos mais comuns são taquicardia, sudorese, sensação de falta de ar (não se preocupe porque ninguém jamais morreu sufocado por causa de Pânico), tremor, fraqueza nas pernas, ondas de frio ou de calor, tontura, sensação de que o ambiente está estranho, que a pessoa "não está lá" (isso se chama desrealização e não tem nada a ver com loucura, não se preocupe), de que vai desmaiar, de que vai ter um infarto, de uma pressão na cabeça, de que vai "ficar louco", de que vai engasgar com alimentos, assim como crises noturnas de acordar sobressaltado com o coração disparando e com sudorese intensa.

Alguns pacientes referem diarréias intensas em determinadas situações. Outros tem todos os sintomas de uma Labirintite. Outros passam a ter pensamentos que não saem da cabeça de que poderiam ter doenças graves mesmo que todos os exames sejam normais, ou de que poderiam fazer mal a si mesmo ou a outras pessoas.

Podem ocorrer pensamentos que a pessoa sabe que não fazem sentido, mas não consegue tirar da cabeça, por exemplo se atirar de uma janela, machucar alguém ou ela mesma com uma faca. Tecnicamente falando, pensamentos obsessivos, fazem do quadro clínico e desaparecem com o tratamento do pânico.

Um medo muito comum é o de "voltar a sentir medo". Muitas vezes o simples pensamento de entrar num avião ou passar ao lado de um abismo já desencadeiam a crise. Algumas pessoas vão a um cinema, teatro ou restaurante e procuram sentar-se perto da saída, outras não trancam a porta quando vão ao banheiro, sempre para sair facilmente caso venham a passar mal.

É comum a pessoa ter passado por cardiologistas, clínicos, hospitais, laboratórios, etc., com todos os exames normais, a não ser, com certa freqüência, um Prolapso de Válvula Mitral, que os cardiologistas não consideram patológico.

Muitas vezes as primeiras crises aparecem subitamente em situações normais e habituais.

É claro que a maioria das pessoas não tem todos os sintomas acima.

Uma forma mais específica da Síndrome do Pânico ou Transtorno do Pânico se chama Fobia Social e se caracteriza por crises de ansiedade em situações como por exemplo reuniões, apresentações, discussões com superiores, assinar algum documento, cheques ou mesmo levantar uma xícara de café em público.

Algumas vezes os sintomas aparecem após uma experiência traumática na qual a pessoa se sentiu indefesa ou humilhada ou sem possibilidade de reação, por exemplo assalto, seqüestro, acidentes. Essa forma mais específica de distúrbio de ansiedade se chama Distúrbio de Stress Pós Traumático.

Desenvolvimento de fobias

Após ter tido muitas crises, a pessoa pode não sentir mais os sintomas físicos mas continua com medos que ela mesmo percebe que não são lógicos, como por exemplo de dirigir (principalmente em congestionamentos, túneis ou estradas), de pegar ônibus, metrô, avião, de participar de reuniões, de viajar, de ficar sozinha ou de sair sozinha de casa, ou de escuridão, de ficar em lugares com muita gente como Shopping, cinema, restaurantes, filas, elevadores, ou então de lugares muito abertos e vazios. Às vezes aparece até mesmo medo de dormir, quando a pessoa teve crises noturnas, ou de se alimentar, quando teve sensações de engasgar.

Causas

Psicológicas (são as mais comuns): reação a um Stress ou a uma situação difícil cuja solução é igualmente difícil. Essa situação difícil pode ser profissional, afetiva, financeira, de saúde, etc.

Físicas: alterações no organismo provocadas, por medicamentos, doenças físicas, por abuso de álcool em drogas.

Genética: familiar de Pânico, Depressão, DOC, TAG, PTSD, DDA, etc.

Atenção: predisposição genética não quer dizer hereditariedade. Ou seja, Síndrome do Pânico ou Transtorno do Pânico não passa de pai para filho, não se preocupe.

O mais comum é uma combinação de várias causas.

Sofrer de Pânico não tem nada a ver com personalidade forte ou fraca, com a pessoa ser ou não corajosa.

O tratamento da Síndrome do Pânico ou Transtorno do Pânico consiste basicamente em duas etapas:

1. Acabar com os sintomas físicos

Os quais costumam passar rapidamente com a ajuda de certos medicamentos. Nessa fase inicial onde o objetivo é acabar com os sintomas físicos (e que realmente acabam muito rápido, às vezes em questão de horas), a Psicoterapia sozinha ajuda muito pouco.

2. Acabar as fobias

Nesta fase o tratamento mais eficaz é uma combinação de medicação com Psicoterapia (que aliás nem sempre é necessária), principalmente a Psicoterapia Breve Focal, que consiste em poucas sessões para ajudar o paciente a mudar de atitudes, sair de situações difíceis e principalmente ver os problemas com mais objetividade, ficando portanto mais fáceis de serem resolvidos.

Ao mesmo tempo, seu médico irá pesquisar alguma doença física que possa estar provocando

Para a família

Geralmente a família sofre porque não consegue ajudar e sobrecarrega o paciente porque vê a pessoa passar por cardiologistas, clínicos, neurologistas, gastroenterologistas, otorrinolaringologistas, etc., fazer exames, tomar calmantes, estimulantes e vitaminas sem melhora. Então começa a dizer que é fita, "frescura", falta de força de vontade, de coragem, e começa a dar palpites para você "se ajudar" "se animar" "reagir" e etc., como se você não soubesse de tudo isso.

Observações

Existem alguns casos em que o primeiro remédio não produz resultado. Isso não quer dizer caso grave e nem incurável. Na maioria das vezes basta trocar a medicação.

Mesmo que você já esteja se sentindo bem, não interrompa a medicação. Interromper a medicação antes da hora significa quase sempre uma recaída.

A Síndrome do Pânico ou Transtorno do Pânico é benigna e curável, quase todos os sintomas desaparecem nas primeira horas de tratamento, porem ela é muito "teimosa" e o tratamento de manutenção é longo. Evidentemente que sem sintomas, mas com a manutenção da medicação.

A Síndrome do Pânico ou Transtorno do Pânico pode reaparecer sim, mesmo que os problemas tenham acabado.

Durante o Transtorno do Pânico ou Síndrome do Pânico a pessoa pode passar por fases de depressão. Isso não quer dizer que você sofra de duas doenças.

Algumas pessoas com Síndrome do Pânico ou Transtorno do Pânico tem receio de fazer ginástica. Pelo contrário, um bom condicionamento físico é sempre importante, ainda mais para quem está sujeito a ter crises de taquicardia. Além disso, ginástica libera Endorfinas, que são nossos Antidepressivos naturais e aumentam nosso bem estar.

Yoga, meditação, massagem de relaxamento: sempre ajudam e muito, principalmente as duas primeiras.

Diminuir álcool e cafeína (café, chá preto, chá mate, refrigerantes) sempre ajuda.

Fonte: www.mentalhelp.com

Síndrome do Pânico

A Síndrome do Pânico, tão freqüente na mídia e no discurso das pessoas, não parece ser uma doença nova, atual.

Na verdade, pode-se dizer que a descrição do Transtorno do Pânico constitui-se num novo recorte do quadro clínico descrito por Freud há 100 anos, sob o nome de neurose de angústia, integrado atualmente às doenças psiquiátricas.

Crê-se que este transtorno atinja hoje 3% a 4% da população mundial, na maioria jovens , na faixa etária entre 21 a 40 anos, sendo observado um grau de incidência maior nas mulheres (3 mulheres para cada homem). Embora incomum, um pequeno número de casos pode ter início na infância ou após os 45 anos.

Segundo especialistas, seu tratamento parece não ser exclusivamente medicamentoso e nem tão pouco se restringe apenas a intervenções terapêuticas.

Os sintomas característicos de um ataque de pânico surgem repentinamente e sem nenhuma causa aparente, podendo incluir: taquicardia, dor / tensão no peito, vertigem, náusea, dificuldade em respirar, "formigamento" ou falta de sensibilidade nas mãos, rubores ou calafrios, sensação de estar sonhando ou distorções da percepção, terror, uma sensação de que algo inimaginavelmente horrível está para acontecer e se está impotente para se prevenir, medo de perder o controle e fazer algo embaraçador, medo de morrer.

Um ataque de pânico típico dura vários minutos e é uma das condições mais desesperadoras que alguém pode experienciar. Muitas pessoas que têm um ataque poderão ter outros. Quando alguém tem ataques repetidos, ou sente ansiedade severa sobre ter outro ataque, é chamado portador de transtorno do pânico. Um ataque isolado, porém, não caracteriza a crise.

Por outro lado, é comum que, uma vez que alguém teve um ataque de pânico , por exemplo , enquanto dirigia, fazendo compras em uma loja abarrotada de gente ou andando de elevador, desenvolva paralelamente medos irracionais, chamados fobias, sobre essas situações, começando a evitá-las. Eventualmente, o padrão de evitação e o nível de ansiedade sobre ter outro ataque pode chegar ao ponto em que, o indivíduo com transtorno do pânico, pode se tornar incapaz de dirigir ou mesmo sair de casa. Nesse estágio, a pessoa é dita tendo transtorno de pânico com agorafobia.

Assim, o transtorno do pânico pode ter um sério impacto sobre a vida diária da pessoa, como as outras grandes doenças, até que o indivíduo receba tratamento efetivo.

Vale lembrar que, por causa dos sintomas perturbadores que acompanham o transtorno do pânico, ele também pode ser confundido com uma doença do coração ou alguma outra doença que ponha em risco a vida. Por esta razão, é comum as pessoas dirigem-se às salas de emergência hospitalar quando estão tendo um ataque de pânico, onde serão efetuados exames médicos extensivos com o intuito de descartar outras condições. Neste momento, alguns médicos tentam reassegurar a pessoa que está tendo um ataque de pânico, de que ela não está em grande perigo. Expressões como "nada sério", "tudo na sua cabeça", ou "nada com que se preocupar" podem dar, porém, a impressão errada de que não existe um problema real e de que um tratamento não é possível ou necessário.

Muitos estudos e pesquisas têm sido feitos com o intuito de determinar as causas e soluções para a síndrome do pânico, porém, ainda continuamos a trabalhar com algumas hipóteses que necessitam de uma maior comprovação científica.

Segundo alguns estudiosos do assunto, existe um perfil psicológico mais propenso a sofrer do Transtorno do Pânico. Geralmente são pessoas extremamente produtivas à nível profissional, costumam assumir uma carga excessiva de responsabilidades e afazeres, são bastantes exigentes consigo mesmos, não convivem bem com erros ou imprevistos, têm tendência a se preocuparem excessivamente com problemas cotidianos, alto nível de criatividade, perfeccionismo, excessiva necessidade de estar no controle e de aprovação, auto-expectativas extremamente altas, pensamento rígido, competente e confiável, repressão de alguns ou todos os sentimentos negativos (os mais comuns são, o orgulho e a irritação), tendência a ignorar as necessidades físicas do corpo, entre outras.

Essa forma de ser acaba por predispor estas pessoas a situações de stress acentuado, fato este que pode levar ao aumento intenso da atividade de determinadas regiões do cérebro desencadeando assim um desequilíbrio bioquímico e, consequentemente, o aparecimento da Síndrome do Pânico.

Já outra corrente de pesquisadores, acredita que o mecanismo de defesa e alerta do cérebro (que prepara o indivíduo para a fuga ou luta) é acionado por um alarme falso, devido a uma falha no "lócus cerúleos" (centro localizado no tronco cerebral, na região do sistema nervoso, onde se localizam os controles da respiração e da freqüência cardíaca).

Isso ocasionaria uma emissão de neurotransmissores, entre eles: Noradrenalina, Serotonina, Dopamina, Endorfina etc. Não havendo uma situação de real perigo, a sintonia entre corpo e mente deixaria de existir, desencadeando vários sintomas que levariam a pessoa ao pânico, decorrentes do acréscimo de adrenalina lançado à circulação pelas glândulas supra-renais.

Fatores hereditários, stress emocional ou físico, drogas, prolapso da válvula mitral, entre outros, são fatores também apontados como desencadeadores dos Ataques de Pânico e devem ser considerados na hora de fazer-se o diagnóstico diferencial. Como dissemos anteriormente é importante, porém, frisar que um único ataque isolado não é suficiente para caracterizar a síndrome.

Como não sabemos ainda qual é o mecanismo inicial que aciona indevidamente o sistema de alerta e de defesa do cérebro ocasionando as crises, o que se tem feito até agora, é o controle dos sintomas, através da combinação de uma variedade de tratamentos disponíveis.

Experiências clínicas têm demonstrado que pacientes que se utilizam de terapias complementares, como o Reiki e a Terapia Floral têm obtido bons resultados no espaçamento e diminuição da sintomatologia durante as crises. Isto pode nos levar a inferir que a utilização destes métodos vibracionais ativaria de alguma forma uma espécie de bioinformação curativa, auxiliando o indivíduo neste processo.

Tratando o indivíduo de forma holística, aqui estaríamos atingindo também os seus corpos sutis, que correspondem a diversos estados ou níveis de consciência lidando, desta forma , diretamente com a energia do medo, com o estresse, com o descontrole emocional, que têm uma causa que vai além do físico. Se levarmos em consideração que o nosso pensamento , enquanto energia sutil, pode ter o poder de deslocar ou reajustar os elétrons de suas órbitas, levando-nos ao adoecimento físico e psíquico, poderíamos pensar que as terapias vibracionais harmonizariam a dinâmica dos átomos reconduzindo os elétrons às suas respectivas órbitas, produzindo o equilíbrio do sistema energético das células e a conseqüente recondução ao estado normal, ao que denominaríamos saúde.

Assim, o tratamento holístico apropriado do transtorno do pânico pode prevenir os ataques ou pelo menos reduzir substancialmente sua severidade e freqüência trazendo alivio significativo para 70% a 90% das pessoas que convivem com este pesadelo. Isto, porém, não garante que o transtorno esteja totalmente erradicado.

Não existe nenhum estudo científico que comprove que uma pessoa, depois de determinado número de anos sem crises, seja considerada curada. A prova disso, é que, portadores que há vários anos estão sem crises e sem medicamentos, ainda sentem alguns sintomas isolados de baixa intensidade. Poderíamos dizer que trata-se de uma forma latente do Transtorno do Pânico.

Se o Transtorno do Pânico, porém, não for tratado, ele tenderá a continuar por meses ou anos, podendo causar sérios transtornos à vida da pessoa, tanto pelos ataques de pânico em si , como pela tentativa de evitar ou escondê-los. É comum as pessoas apresentarem problemas com amigos e familiares ou perderem seus empregos enquanto esforçam-se em lidar com o transtorno do pânico. Este transtorno não é erradicado, a menos que a pessoa receba tratamento específico para tal fim.

O apoio e compreensão da família e o conhecimento mais aprofundado da doença por parte do seu portador e familiares auxiliam sobremaneira para que o tratamento se processe de forma mais rápida e eficaz.

Fonte: www.terapiasenergeticas.com.br

Síndrome do Pânico

"De repente os olhos embaçaram, eu fiquei zonzo, me senti meio fora da realidade, comecei a ficar com medo daquele estado, eu não sabia onde ia parar, eu não sabia por que..."

" ...é uma coisa que parecia sem fim, as pernas tremiam, eu não conseguia engolir, o coração batendo forte, eu estava ficando cada vez mais ansiosa, o corpo estava incontrolável, eu comecei a transpirar, foi horrível..."

"Depois da primeira vez eu comecei a temer que acontecesse de novo, cada coisa diferente que eu sentia e eu já esperava...ficava com medo, não conseguia mais me concentrar em nada...deixei de sair de casa, eu não conseguia nem ir trabalhar."

"Quando começa eu já espero o pior, "aquilo" é muito maior do que eu, o caos toma conta de mim, é como uma tempestade que passa e deixa vários estragos...principalmente eu me sinto arrasada. Eu sempre fico com muito medo de que aquilo ocorra de novo...minha vida virou um inferno."

Por estes relatos, que poderiam ser de diferentes pessoas que sofrem de Síndrome do Pânico, é possível identificar o grau de sofrimento e impotência que estas pessoas sentem ao passar pelas crises de Pânico.

Há pessoas que por causa das crises de pânico ficam anos sem pôr os pés para fora de casa. Elas passam a restringir as suas vidas ao mínimo, a limitar toda forma de estimulação para tentar evitar "que aquilo volte".

A pessoa sente como se estivesse com algo muito errado em seu corpo, pois este se comporta de modo muito "estranho", "louco", porém os exames clínicos não detectam nada de anormal com seu organismo.

Como entender?

Na Síndrome do Pânico o organismo responde a um aparente "alarme falso", o corpo reage como se estivesse frente a um perigo extremo, porém não há nada visível que possa justificar esta reação.

A pessoa reage com ansiedade frente às sensações de seu próprio corpo, há um estranhamento e grande susto em relação ao que é sentido no corpo. Na Síndrome de Pânico o perigo vem de dentro. Mas para entender isto vamos partir do início.

O que é Síndrome do Pânico?

A Síndrome do Pânico é caracterizada pela ocorrência de freqüentes e inesperados ataques de pânico. Os ataques de pânico, ou crises, consistem em períodos de intensa ansiedade e são acompanhados de alguns sintomas específicos.

Os ataques de pânico se iniciam geralmente com um susto em relação a algumas sensações do corpo. Estas sensações disparadoras podem ser variadas, desde uma alteração nos batimentos cardíacos, uma sensação de perda de equilíbrio, tontura, falta de ar, alguma palpitação diferente ou um tremor, por exemplo.

A partir deste susto inicial, começa um processo de medo e ansiedade que vai crescendo até atingir uma intensidade em que a pessoa se sente em estado de desespero e pânico.

No estado de pânico a pessoa pode se sentir "fora da realidade", com falta de ar, taquicardia, com temores de que vai desmaiar, perder o controle, enlouquecer ou mesmo morrer.

As crises de Pânico são estados passageiros de muito sofrimento emocional, com o pavor de que o organismo entre em colapso, com medo de desmaiar, enlouquecer e até morrer.

OS SINTOMAS

Os sintomas mais comuns nas crises de Pânico são:

Taquicardia, perda do foco visual, falta de ar, dificuldade de respirar, formigamentos, vertigem, tontura, dor ou desconforto no peito, medo de perder o controle, sensação de irrealidade, despersonalização, medo de enlouquecer, sudorese, tremores, náuseas, desconforto abdominal, calafrios, ondas de calor, medo de desmaiar, sensação de iminência da morte, boca seca.

Nem todos estes sintomas podem estar presentes nas crises, mas alguns sempre estarão. Há crises mais completas e outras menores, com poucos sintomas.

Geralmente as crises têm início súbito e a intensidade dos sintomas cresce de modo acelerado, muitas vezes acompanhados por uma sensação de catástrofe iminente e por uma ânsia de escapar da situação. A freqüência dos ataques de pânico varia de pessoa para pessoa.

Ansiedade antecipatória

Uma das características da Síndrome do Pânico é a pessoa viver com muita ansiedade, na expectativa constante de ter uma nova crise. Este processo, denominado ansiedade antecipatória, leva muitas pessoas a evitarem certas situações e a restringirem suas vidas a um mínimo de atividades.

Podem ocorrer reações fóbicas secundárias, que geralmente estão relacionadas às situações nas quais a pessoa teve as primeiras crises (no elevador, dirigindo, passando por um determinado lugar, etc). A partir daí, a pessoa passa a associar essas situações às crises. Com o tempo, os sintomas do Pânico tendem a ocorrer em outras situações também, mas é muito comum a pessoa continuar a temer situações específicas, que acentuariam o estado de ansiedade, desencadeando novas crises.

Há uma classificação diagnóstica de Síndrome do Pânico com e sem agorafobia. A agorafobia é um estado de ansiedade relacionado a estar em locais ou situações onde escapar ou obter ajuda poderia ser difícil, caso a pessoa tenha um ataque de pânico. Pode incluir várias situações como estar sozinho, estar no meio de multidão, estar dentro do carro, metrô ou ônibus, estar sob um viaduto, etc.

Frequentemente a pessoa precisa de alguém para acompanhá-la e se sentir mais segura e acaba elegendo alguém como companhia preferencial. Este fator é muito importante para se compreender a dinâmica psicológica da Síndrome do Pânico.

O Surgimento da Classificação Científica

A primeira classificação diagnóstica oficial de Síndrome do Pânico ocorreu em 1980, com a publicação, pela Associação Americana de Psiquiatria, do DSM III (Diagnostic and Statistical of Mental Disorders, 3rd Edition), atualmente em sua quarta edição (DSM IV).

A Síndrome do Pânico faz parte dos chamados transtornos de ansiedade conjuntamente com as fobias (fobia simples e fobia social), o estresse pós-traumático, o transtorno obsessivo-compulsivo e a ansiedade generalizada.

O Transtorno do Pânico é reconhecido também pela Organização Mundial de Saúde (OMS) sendo listado na sua Classificação Internacional de Doenças (CID 10).

QUESTÕES ESSENCIAIS

O Medo das Sensações do Corpo

Na crise de pânico a pessoa vive um profundo estranhamento em relação às suas sensações corporais, seu corpo é vivido como uma fonte de ameaça. A pessoa acha que vai ter um ataque cardíaco, que está doente, que vai morrer, etc. No fundo há um distanciamento de si e um grande susto em relação às sensações do próprio corpo.

Este medo do corpo leva a automatismos no processo de atenção, que passa a se deslocar constantemente para o próprio corpo, monitorando qualquer sensação que possa indicar que algo está errado. O enfraquecimento da capacidade de controle voluntário da atenção está relacionado à dificuldade de concentração frequentemente relatada pelas pessoas com Pânico

A pessoa constantemente faz interpretações equivocadas e catastróficas de suas sensações corporais. Surge uma profunda falta de confiança no funcionamento do organismo e nas sensações que dele derivam.

A pessoa com Síndrome do Pânico se assusta com todas as suas sensações e vive ansiosamente o que poderia ser vivido como experiências e sentimentos diferenciados. Numa situação que poderia despertar alegria, a pessoa sente-se ansiosa; numa situação que provocaria raiva ela também se sente ansiosa e assim por diante.

Qualquer reação interna ou sentimento mais intenso desperta ansiedade.

Antes precisamos compreender a origem deste estranhamento do corpo.

Vulnerabilidade e Desamparo

A relação com o próprio corpo depende das experiências precoces de maternagem . Inicialmente a mãe ajuda a regular o corpo da criança até que o corpo um pouco mais maduro possa se auto-regular. Mas nas pessoas com Síndrome do Pânico esta função parece não ter sido bem estabelecida e a pessoa sente-se vulnerável e à mercê do caos que domina o seu corpo. As experiências precoces parecem ter deixado uma fissura na confiança no corpo que eclode quando a Síndrome do Pânico se inicia.

Há uma relação significativa entre o Pânico e as crises de ansiedade disparadas pelas situações de separação na infância. Uma boa parte das pessoas que desenvolvem Síndrome do Pânico não conseguiu construir uma referência interna do outro (inicialmente a mãe) que lhe propiciasse segurança e estabilidade emocional. Esta falta de confiança pode trazer, em momentos críticos, vivências profundas de solidão, desespero, desconexão e desamparo.

A experiência do Pânico é muito próxima do desespero de uma criança pequena que se sente perdida dos pais, uma experiência limite de sofrimento intenso, de sentir-se deixada ao devir, frágil, sem proteção, sob o risco do aniquilamento e da morte.

Encontramos este estado de desamparo profundamente enraizado nas pessoas com Síndrome de Pânico e junto com ele, uma perda de confiança no funcionamento do próprio corpo.

As pessoas com Síndrome do Pânico sofrem com uma falta de conexão básica, falta de conexão e confiança nos vínculos e falta de conexão e confiança no corpo, o que leva a uma vivência desesperadora, como alguém isolado, absolutamente sozinho, sentindo-se vulnerável e desamparado.

Pânico, Contato e Conexão

Quando duas pessoas estão conversando, elas estão em contato, mas não necessariamente em conexão. Contato é uma interação de presença, que pode ser superficial, enquanto conexão é uma ligação profunda que ocorre mesmo quando as pessoas estão distantes. Duas pessoas podem estar em contato, conversando, mas com baixíssima conexão, como numa situação social formal. Por outro lado, duas pessoas podem estar distantes, e, portanto sem contato, mas se sentirem conectadas.

Esta distinção entre contato e conexão é muito importante para compreender o que corre na situação que produz as crises de pânico. Quando tem uma crise de pânico, a pessoa perde a conexão com os outros . A desconexão é um dos fatores importantes para desencadear uma crise de pânico.

As pessoas com pânico geralmente conhecem as sensações de estar "ausente", meio fora da realidade, se sentindo distante dos outros, mesmo de quem está ao lado.

Muitas pessoas relatam que quando estão juntas de alguém querido, confiável, tendem a não ter crises de Pânico. Porém, isto é verdadeiro somente quando elas se sentem conectadas com esta pessoa. Quando a outra pessoa está ao lado, portanto em contato, mas sem conexão emocional , a crise de Pânico pode se instalar do mesmo modo.

A conexão com o outro previne as crises por oferecer uma certa proteção essencial , uma garantia de um vínculo que protege contra a sensação de desamparo, que desencadearia a crise. Esta outra pessoa funcionaria como um assegurador do funcionamento normal do corpo. Na ausência do sentimento de conexão com o outro, o corpo pode se desregular e a sensação de pânico, eclodir.

Os Dois Processos de Regulação da Ansiedade

Agora podemos compreender os dois processos de regulação emocional de que dispomos. Um se dá através de recursos de auto-regulação emocional, onde podemos regular o nosso próprio estado interno, nos acalmando, nos contendo, nos motivando, etc. O outro processo envolve a regulação através dos vínculos , onde um acalma o outro, um regula os afetos e a fisiologia do outro. Os dois processos são normais, necessários e importantes, ocorrendo ao longo de toda a vida.

Tomada pela ansiedade nas crises, mas também num grau menor no período entre as crises, a pessoa com pânico não sabe como apagar o fogo que arde dentro de si.

Daí a importância de ativarmos os dois processos de regulação afetiva: auto-regulação e regulação pelo vínculo.

Através da auto-regulação a pessoa adquire a capacidade de influenciar o seu estado emocional, diminuindo a sua ansiedade, lentificando seu corpo e acalmando.

Este processo é possível pelo aprendizado de técnicas de gerenciamento da ansiedade.

A regulação pelos vínculos ocorre, por exemplo, quando a mãe acalma a criança assustada, pegando-a no colo, dirigindo-lhe palavras num tom de voz sereno, ajudando deste modo a diminuir a ansiedade e a agitação do corpo da criança. Este processo envolve o estabelecimento de um vínculo com uma comunicação profunda de estados emocionais. Demanda conexão e não apenas contato.

Geralmente as pessoas que desenvolvem pânico tiveram experiências vinculares traumáticas, que podem envolver perdas, rompimentos, traições ou abandono.

Estes traumas prejudicaram a capacidade da pessoa estabelecer e manter conexões emocionais profundas, fator essencial para a regulação emocional pelo vínculo.

Restabelecer a capacidade de se regular pelo vínculo envolve rever e lidar com os traumas emocionais, recuperando a capacidade da pessoa estabelecer e sustentar conexões profundas e vínculos de confiança. Este processo vai permitir que a pessoa supere o desamparo que a mantém vulnerável à crises de Pânico.

O TRATAMENTO

Há algumas diretrizes importantes para o tratamento da Síndrome do Pânico:

1 - A partir da compreensão da Síndrome do Pânico, assumir a atitude certa para lidar com a ansiedade e as crises.

Os sintomas do pânico são intoleráveis enquanto não compreendidos. A compreensão das reações de ansiedade, do funcionamento das crises e dos pensamentos catastróficos permite a criação de uma atitude construtiva, superando o medo, o pavor e a confusão que acabam produzindo mais pânico.

2 - Aprender técnicas de auto-regulação, gerenciando os níveis de ansiedade, diminuindo a intensidade e a incidência dos sintomas nas crises de Pânico e nos intervalos entre elas.

Utilizamos um amplo repertório de técnicas: trabalhos respiratórios, técnicas de direcionamento da atenção, fortalecimento da capacidade de concentração, técnicas de percepção visual, manejo voluntário - Método dos Cinco Passos - dos padrões somático-emocionais que mantém o estado de pânico pré-organizado, entre outras. Estas técnicas têm uma forte eficácia ao influenciar, por ação reversa, os centros cerebrais que desencadeiam as respostas de pânico, diminuindo o nível de ansiedade e a intensidade das crises. As técnicas de auto-gerenciamento ensinam à pessoa como influir sobre os seus estados internos, como reorganizar os padrões somático-emocionais que mantém a ansiedade e levam às crises de Pânico.

3 - Modificar a relação com as sensações do próprio corpo.

Para ajudar na integração das sensações corporais - tão temidas pelas pessoas com pânico - utilizamos técnicas de auto-observação, com atenção dirigida e resignificação das sensações corporais. Exploramos com o Método dos Cinco Passos as correlações entre as posturas somáticas e os estados psicológicos. Estes recursos ajudam na familiarização com as sensações do corpo, favorecendo a intimidade com a linguagem somática que organiza a vida emocional.

4 - Restabelecer e desenvolver a capacidade de criar e sustentar conexões e vínculos com pessoas significativas, o que protege do desamparo e do pânico.

Buscamos desenvolver a capacidade de regulação emocional através dos vínculos. Para isto trabalhamos identificando os padrões de vinculação da pessoa em suas relações significativas. Revemos a história de vida de relacionamentos, incluindo os traumas emocionais que possam ter comprometido a potência vincular. Buscamos ajudar na reorganização dos padrões vinculares em direção a relações mais estáveis que possam permitir criar uma rede de vínculos confiança e trocas afetivas, essenciais para a proteção das crises de Pânico.

5 - Elaborar os processos psicológicos que estavam atuando quando as crises começaram e que podem repercutir traumas e inseguranças antigas que se reatualizam de modo mais intenso nas crises de pânico.

Abordamos as situações causais em diferentes níveis.Fazemos um levantamento dos fatores estressantes que estavam presentes quando a Síndrome do Pânico começou, onde poderiam contribuir, por exemplo, ambientes e eventos estressantes. Mapeamos possíveis crises existenciais e transições - mudanças de fases da vida, crises em relacionamentos, crises profissionais, etc - fatores que poderiam estar contribuindo para a emergência do pânico.

Num nível mais profundo buscamos investigar e trabalhar as memórias de experiências de vulnerabilidade que poderiam estar se reeditando nas experiências atuais de pânico. Este processo envolve trabalhar com memórias implícitas , memórias emocionais não conscientes, relacionados à traumas da primeira infância ou traumas posteriores intensos. Estas memórias não conscientes continuam a agir ao longo da vida, produzindo grandes sofrimentos psicológicos.

O acesso a estas memórias implícitas é possível pela atenção à comunicação não verbal - memória motora - e pela análise cuidadosa por parte do psicólogo, dos sentimentos que emergem no campo da relação terapêutica. É fundamental poder identificar e integrar estes diversos níveis de afetos não elaborados, pois eles originam estados internos de vulnerabilidade e desamparo que levam a pessoa ao Pânico.

Os melhores resultados são obtidos por um tratamento que contemple todos estes objetivos: a compreensão do pânico, o gerenciamento das crises, a modificação da relação da pessoa com o próprio corpo, a retomada da capacidade de proteção pelo vínculo e a elaboração dos processos afetivos inconscientes que levaram ao Pânico.

Para que a pessoa tenha uma recuperação real do estado de Pânico é importante não desconsiderar o sofrimento da pessoa, ensinando técnicas de auto-regulação que ajudem a controlar as crises de Pânico, e, ao mesmo tempo poder trabalhar as causas que precipitaram a pessoa no pânico. Este processo passa por uma grande transformação no modo como a pessoa lida com as sensações de seu corpo e caminhar na transformação de seus padrões vinculares. Enquanto não superar estas questões, a pessoa permanece fragilizada, com possibilidade de muitas recaídas .

Uma combinação destes objetivos é a melhor solução para um tratamento eficaz da Síndrome do Pânico.

A medicação

Os remédios são recursos auxiliares importantes para o controle das crises de pânico. Porém hoje contamos com outros recursos sofisticados, como técnicas específicas em que a pessoa aprende a obter certo controle de suas crises. São procedimentos específicos para os estados de ansiedade e pânico, que ensinam a identificar os sinais de iminência de uma crise e a adquirir um manejo do próprio corpo para diminuir a sua intensidade. Temos obtido bons resultados no tratamento da Síndrome do Pânico com pessoas que preferem não tomar medicação, através da utilização destas técnicas.

Melhora: Um Horizonte Possível

A melhora da Síndrome do Pânico é possível quando a pessoa pode se reconectar com os fatores que a precipitaram no Pânico e pode lidar com eles de um modo mais vital, formando outros modos de sentir, de perceber e de agir. A melhora advém quando a pessoa torna-se capaz de sentir-se identificada com seu corpo, capaz de influenciar seus estados internos, sentindo-se profundamente conectada à pessoas próximas e com o mundo à sua volta.

Superar a experiência da Síndrome do Pânico pode ser uma grande oportunidade de crescimento pessoal, de uma retomada vital e contemporânea do processo de vida de cada um.

Fonte: www.psicoterapia.psc.br

Síndrome do Pânico

"Isso é algo que não desejo nem para meu pior inimigo".

Expressão muito usada por quem passou pelas crises.

Existem pessoas, não importa de que classe social, vagam pelos consultórios e clínicas do mundo inteiro sem que ninguém seja capaz de lhes dizer qual a verdadeira origem de seus males.

A pessoa passa por uma série interminável de consultas e exames, em boa parte pagos com dinheiro público, acaba entrando nas estatísticas de certas doenças, mas não tem seu problema resolvido.

Três quartos das pessoas com distúrbio mental não estão onde deveriam estar: no psiquiatra ou no psicólogo. Estão nas mãos do cardiologista, do neurologista ou de outro especialista qualquer.

É uma multidão que não trata a sua doença de forma adequada, pois um mau diagnóstico pode levar essas pessoas a conviver com enormes desconfortos, que acabam se estendendo à toda a sua família.

"Tenho tanto medo. Toda vez que me preparo para sair, tenho aquela desagradável sensação no estômago e me aterrorizo pensando que vou ter outra crise de pânico. "

"De repente, eu senti uma terrível onda de medo, sem nenhum motivo. Meu coração disparou, tive dor no peito e dificuldade para respirar. Pensei que fosse morrer."

Quais os sintomas físicos de uma crise de pânico?

Como se descreve acima, os sintomas físicos de uma crise de pânico aparecem subitamente, sem nenhuma causa aparente (apesar de existir, mas fica difícil de se perceber). Os sintomas são como uma preparação do corpo para alguma "coisa terrível".

A reação natural é acionar os mecanismos de fuga. Diante do perigo, o organismo trata de aumentar a irrigação de sangue no cérebro e nos membros usados para fugir - em detrimento de outras partes do corpo, incluindo os orgãos sexuais.

Eles podem incluir :

Contração / tensão muscular, rijeza
Palpitações (o coração dispara)
Tontura, atordoamento, náusea
Dificuldade de respirar (boca seca)
Calafrios ou ondas de calor, sudorese
Sensação de "estar sonhando" ou distorções de percepção da realidade
Terror - sensação de que algo inimaginavelmente horrível está prestes a
acontecer e de que se está impotente para evitar tal acontecimento
Confusão, pensamento rápido
Medo de perder o controle, fazer algo embaraçoso
Medo de morrer
Vertigens ou sensação de debilidade

Uma crise de pânico dura caracteristicamente vários minutos e é uma das situações mais angustiantes que podem ocorrer a alguém. A maioria das pessoas que tem uma crise terá outras (se não tratar).

Quando alguém tem crises repetidas ou sente muito ansioso, com medo de ter outra crise, diz-se que tem transtorno do pânico

O que é o transtorno do pânico?

Transtorno do pânico é um problema sério de saúde. Este distúrbio é nitidamente diferente de outros tipos de ansiedade, caracterizando-se por crises súbitas, sem fatores desencadeantes aparentes e, frequentemente, incapacitantes.

Depois de ter uma crise de pânico - por exemplo, enquanto dirige, fazendo compras em uma loja lotada ou dentro de um elevador - a pessoa pode desenvolver medos irracionais (chamados fobias) destas situações e começar a evitá-las. Gradativamente o nível de ansiedade e o medo de uma nova crise podem atingir proporções tais, que a pessoa com o transtorno do pânico pode se tornar incapaz de dirigir ou mesmo pôr o pé fora de casa.

Neste estágio, diz-se que a pessoa tem transtorno do pânico com agorafobia. Desta forma, o distúrbio do pânico pode ter um impacto tão grande na vida cotidiana de uma pessoa como outras doenças mais graves - a menos que ela receba tratamento eficaz e seja compreendida pelos demais.

O que causa o transtorno do pânico? Por que ele ocorre?

De acordo com uma das teorias, o sistema de "alerta" normal do organismo - o conjunto de mecanismos físicos e mentais que permite que uma pessoa reaja a uma ameaça - tende a ser desencadeado desnecessariamente na crise de pânico, sem haver perigo iminente. Algumas pessoas são mais suscetíveis ao problema do que outras. Constatou-se que o T.P. ocorre com maior frequência em algumas famílias, e isto pode significar que há uma participação importante de um fator hereditário (genético) na determinação de quem desenvolverá o transtorno. Entretanto, muitas pessoas que desenvolvem este transtorno não tem nenhum antecedente familiar.

O cérebro produz substâncias chamadas neurotransmissores que são responsáveis pela comunicação que ocorre entre os neurônios (células do sistema nervoso).

Estas comunicações formam mensagens que irão determinar a execução de todas as atividades físicas e mentais de nosso organismo (ex: andar, pensar, memorizar, etc). Um desequilíbrio na produção destes neurotransmissores pode levar algumas partes do cérebro a transmitir informações e comandos incorretos.

Isto é exatamente o que ocorre em uma crise de pânico: existe uma informação incorreta alertando e preparando o organismo para uma ameaça ou perigo que na realidade não existe. É como se tivéssemos um despertador que passa a tocar o alarme em horas totalmente inapropriadas.

No caso do Transtorno do Pânico os neurotransmissores que encontram-se em desequilíbrio são: a serotonina e a noradrenalina.

O transtorno do pânico é um problema sério?

O T.P. já é considerado um problema sério de saúde. Atualmente 2 a 4% da população mundial sofre deste mal, que acomete mais mulheres do que homens em uma proporção de 3 para 1. Há muito que o T.P. deixou de ser um diagnóstico de exclusão. Hoje, mais do que nunca, há necessidade de um diagnóstico de certeza para tal entidade clínica. As pessoas que sofrem deste mal costumam fazer uma verdadeira "via-crucis" a diversos especialistas médicos ("doctor shopping") e após uma quantidade exagerada de exames complementares recebem, muitas vezes, o patético diagnóstico do "nada", o que aumenta sua insegurança e seu desespero.

Por vezes esta situação dramática é reduzida a termos evasivos como: estafa, nervosismo, stress, fraqueza emocional ou problema de cabeça. Isto pode criar uma incorreta impressão de que não há um problema de fato e de que não existe tratamento para tal patologia.

O T.P. é real e potencialmente incapacitante, mas pode ser controlado com tratamentos específicos. Por causa dos seus sintomas desagradáveis, ele pode ser confundido com uma doença cardíaca ou outra doença grave. Frequentemente as pessoas procuram um pronto-socorro quando têm a crise de pânico e podem passar desnecessariamente por extensos exames médicos para excluir outras doenças.

Os médicos em geral tentam confortar o paciente em crise de pânico, fazendo-o entender que não está em perigo.

Mas estas tentativas podem às vezes piorar as dificuldades do paciente: se o médico usar expressões como "não é nada grave", "é um problema de cabeça" ou "não há nada para se preocupar", isto pode produzir uma impressão incorreta de que não há problema real e de que não existe tratamento ou de que este não é necessário, conforme já comentado.

Qual é a população atingida?

As pessoas que tem o T.P., em sua maioria, são pessoas jovens (faixa etária de 21 a 40 anos), que encontram-se na plenitude de suas vidas profissionais.

O perfil da personalidade das pessoas que sofrem do T.P., costuma apresentar aspectos em comum: geralmente são pessoas extremamente produtivas à nível profissional, costumam assumir uma carga excessiva de responsabilidades e afazeres, são bastantes exigentes consigo mesmos, não convivem bem com erros ou imprevistos, têm tendência a se preocuparem excessivamente com problemas cotidianos, alto nível de criatividade, perfecionismo, excessiva necessidade de estar no controle e de aprovação, auto-expectativas extremamente altas, pensamento rígido, competente e confiável, repressão de alguns ou todos os sentimentos negativos (os mais comuns são, o orgulho e a irritação), tendência a ignorar as necessidades físicas do corpo, entre outras. Essa forma de ser acaba por predispor estas pessoas a situações de stress acentuado, fato este que pode levar ao aumento intenso da atividade de determinadas regiões do cérebro desencadeando assim um desequilíbrio bioquímico e consequentemente o aparecimento do T.P..

Vale ressaltar ainda que alguns medicamentos como anfetaminas (usados em dietas de emagrecimento) ou drogas (cocaína, maconha, crack, ecstasy, etc), podem aumentar a atividade e o medo promovendo alterações químicas que podem levar ao T.P..

Existe tratamento para este problema?

Existe uma variedade de tratamentos para o T.P.. O mais importante neste aspecto é que se introduza um tratamento que vise restabelecer o equilíbrio bioquímico cerebral numa primeira etapa. Isto pode ser feito através de medicamentos seguros e que não produzam risco de dependência física dos pacientes. Numa segunda etapa prepara-se o paciente para que ele possa enfrentar seus limites e as adversidades vitais de uma maneira menos estressante. Em última análise, trata-se de estabelecer junto com o paciente uma nova forma de viver onde se priorize a busca de uma harmonia e equilíbrio pessoal. Uma abordagem psicoterápica específica deverá ser realizada com esse objetivo.

O sucesso do tratamento está diretamente ligado ao engajamento do paciente com o mesmo. É importante que a pessoa que sofre de T.P. entenda todas as peculiaridades que envolvem este mal e que queira fazer uma boa "aliança terapêutica" com seu médico no sentido de juntos superarem todas as adversidades que poderão surgir na busca do seu equilíbrio pessoal.

Para as pessoas que não tem, e para as que possam vir a conviver com o problema:

O T.P. não é loucura, nem "frescura". Infelizmente é comum que os distúrbios psíquicos sejam interpretados como simples fraqueza de caráter.

O melhor jeito para conviver com uma pessoa que passou pelo T.P., É compreender pelo que a pessoa passa; fazendo com que essa pessoa saiba que você entende o que se passa com ela, isso irá tranquilizá-la, trazendo bem-estar, pois é bem difícil se ter um "ataque", perante uma pessoa ou ambiente que conheça o problema, junto com um "tratamento", preferencialmente, tratado por um psiquiatra.

Pois os que sofrem com o transtorno do pânico são ótimas companhias, devido a sua sensibilidade apurada, pois uma experiência ruim algumas vezes frutifica em crescimento interior.

E sempre mantenha essa pessoa normalmente convivendo com suas atividades, percebendo as suas limitações e não "forçando nenhuma barra". Aos poucos a vida volta a normalidade.

O Transtorno do Pânico é comum, pode ser claramente definido, diagnosticado e tratado

O conhecimento obtido através da pesquisa está resultando num aperfeiçoamento da diagnose, tratamento e qualidade de vida das pessoas que sofrem do distúrbio do pânico

Preparação profissional: Com o aumento da informação, tornando as pessoas cientes do distúrbio, assim médicos e profissionais de saúde mental, devem se preparar para o diagnósticar e/ou tratar do distúrbio do pânico.

" E nenhum Grande Inquisidor tem prontas tão terríveis torturas como a ansiedade tem; e nenhum espião sabe como atacar mais inteligentemente o homem de quem ele suspeita, escolhendo o instante em que ele está mais fraco; ou sabe onde colocar armadilhas em que ele será pego e enredado, como ansiedade sabe e nenhum juiz é mais esperto e sabe interrogar melhor, examinar, acusar como ansiedade sabe, e nunca o deixa (a vítima) escapar, nem através de distrações, nem através de barulhos, nem divertindo, nem brincando, nem de dia nem de noite..."

Fonte: valleser.rumo.com.br

Síndrome do Pânico

Como um psicologo pode ajudar

É um ataque repentino de pânico, ou seja, de repente sente-se algumas alterações no corpo, que causam desconforto e medo de morrer de um ataque cardíaco, derrame ou coisa parecida. Neste momento, a pessoa se desconecta do mundo e passa a perceber somente as reações do seu corpo. Uma vez em pânico ela vai sentir sensações sufocantes como dor no peito, falta de ar, formigamento nas mãos e passa a acreditar que esta tendo um treco, são sensações horríveis e reais. É muito comum a pessoa sair abruptamente do local e procurar ajuda num pronto socorro. O estresse é um dos principais causadores da sindrome do panico, sendo responsavel por 80% dos crises de panico. As drogas representam outro enorme fator de risco. Desde os “energéticos”, na realidade estimulantes do sistema nervoso, até, evidentemente, as drogas ilícitas.

A sindrome do panico acomete, principalmente, mulheres ( na proporcao de 2:1 em relação aos homens) no final da adolescência e início da juventude, mas pode ocorrer em qualquer idade.

A partir da primeira crise sindrome do panico é comum o medo e a ansiedade antecipatória de ter outra parecida. A pessoa passa a ter medo de sentir medo e começa a restringir alguns locais ou situações que possam colocá-lo novamente em pânico, é o que chamamos de fobia. Além desta ansiedade e de várias fobias, o portador também se preocupa em evitar lugares cheios demais, ou muito fechados que não dá para fugir se precisar de ajuda imediata, agorafobia.

Muitas vezes o portador de pânico pode ser visto como uma pessoa medrosa, fraca e às vezes as pessoas não têm muita paciência, principalmente se já foram feitos vários exames e nada foi detectado.

SINTOMAS DA SÍNDROME DO PÂNICO

A pessoa está numa situação de tranqüilidade. Em casa, vendo TV, lendo ou conversando com amigos.De repente “aquilo” VEM! Uma sensação horrível de terror, vindo aparentemente do nada, toma conta dela. O coração dispara, há sensação de sufocação, tontura, tremores, as pernas ficam bambas e ele acha que vai morrer, ter um ataque cardíaco, ficar louca ou perder o controle. Essa sensação terrível, das mais angustiantes narradas pelo ser humano, dura cerca dez minutos entre o inicio e o final. É o chamado ataque de pânico. Se esta pessoa apresentar um único ataque seguido de medo de ter outro ou se os ataques se repetirem ela desenvolve o Transtorno de Pânico.

Os principais sintomas da sindrome do panico são: taquicardia, sudorese, falta de ar, tremor, fraqueza nas pernas, ondas de calor e frio, tontura, sensação que vai desmaiar, ter um enfarto, derrame, pressão na cabeça, sensação que o ambiente é estranho (perigoso), perigo de morte, medo de sair de casa, medo de fazer as coisas mais simples como viajar, dirigir, ir a lugares com muita gente, cinema, feiras e etc.

CAUSAS DA SÍNDROME DO PÂNICO

O estresse é um dos principais causadores da sindrome do panico, sendo responsavel por 80% dos crises de panico. As drogas representam outro enorme fator de risco. Desde os “energéticos”, na realidade estimulantes do sistema nervoso, até, evidentemente, as drogas ilícitas.

Abuso de medicamentos, doenças físicas, drogas ou álcool.
Reação a um stress ou situação difícil.
Predisposição genética

TRATAMENTO DA SÍNDROME DO PÂNICO

Sem tratamento adequado, a sindrome do panico é altamente incapacitante. No tratamento da sindrome do panico, são utilizados medicamentos para a crise de pânico, habitualmente antidepressivos, acompanhado de Psicoterapia Comportamental e Cognitiva. Para as seqüelas da sindrome do panico, nos medos decorrentes, a medicação não atua. O tratamento de escolha da sindrome do panico é a psicoterapia comportamental e cognitiva. O mesmo se aplica ao trabalho necessário para reconduzir o paciente à sua vida normal.

Quais são as chances de recuperação no tratamento da sindrome do panico ?

Apesar da gravidade dos sintomas, a sindrome do panico mostra bom prognóstico ao tratamento: cerca de 70 a 90% de recuperação. Mas o INMH (Instituto Nacional de Saúde Mental dos EUA) adverte que apenas um terço das pessoas que tem sindrome do panico recebem tratamento adequado.

Desse modo, percebe-se a necessidade de se procurar auxilio de um psicologo quando o individuo se ve acometido pela sindrome do panico. A psicoterapia ajuda a trabalhar a ansiedade, as fobias e mudar a atitude perante a doença. O entrosamento e a vontade de se curar do paciente é fundamental para o tratamento da sindrome do panico. Pode ser necessário também iniciar um tratamento psiquiátrico, com antidepressivos e ou ansiolíticos, para acabar com os efeitos físicos, provocados pelo desequilíbrio bioquímico.

Fonte: www.psicologopsicoterapia.com.br

Síndrome do Pânico

Nos últimos tempos, um grande número de pessoas vêm sendo afetadas por esse terrível mal. Trata-se de uma situação limite, sempre relatada de forma extremamente dramática pelas pessoas que vivenciaram ou que ainda vivenciam tal situação.

Essas pessoas se percebem inteiramente tomadas por sensações assustadoras descritas de maneira muito semelhante: aflição no peito, taquicardia, sudorese, contrações musculares, medo de perder o controle, sensação de morte iminente. São manifestações físicas e psíquicas que reunidas formam o quadro sintomatológico da Síndrome do Pânico conforme reconhecido pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Tal instituição, ao se encarregar da publicação dos diferentes manuais de psiquiatria, especifica os critérios de diagnóstico e, por conseguinte, circunscreve os diversos distúrbios, formalizando assim as doenças.

A partir desse referencial a Síndrome do Pânico se distingue dos demais tipos de ansiedade pelo que é considerado a sua principal característica: crises de pânico súbitas sem fatores desencadeantes aparentes.

Em geral, segundo relato das pessoas acometidas pela Síndrome do Pânico, instala-se o que vem sendo chamado de "medo do medo", isto é, o medo de que a crise retorne. Devido a um processo de associação, a partir da primeira crise, qualquer estímulo interno (uma dor, tonteira, alterações nos batimentos cardíacos, etc) ou externo (um lugar, um cheiro, túnel, ônibus, metrô, etc) pode remeter à situação das crises anteriores e funcionarem como o elemento-índice, desencadeador de uma nova crise. Nesse sentido, fazendo parte de um procedimento defensivo para evitar que novas crises ocorram, vão se produzindo diferentes tipos de fobia.

E assim vai se circunscrevendo um quadro cuja principal característica é um medo revestido de irracionalidade já que o medo é impalpável, invisível, ilógico.

Consequentemente, de uma maneira gradativa, a vida cotidiana das pessoas acometidas dessa síndrome, vai se tornando restrita. De tal forma as limitações vão se impondo que o resultado é uma dramática incapacidade de dirigir a própria vida. As mais simples tarefas, já tão familiares, tornam-se barreiras intransponíveis.

As dificuldades vão surgindo de forma interrelacionada e aumentando progressivamente. Muitas pessoas perdem o emprego enquanto lutam contra esse mal.

Subitamente se percebem inundadas por um sentimento de total impotência e incompetência, cujos motivos, até então invisíveis, começam a ser percebidos no meio social a partir dos gradativos fracassos que se infiltram, pouco a pouco, perpassando todos os setores da vida. As restrições vão se impondo sucessivamente a tal ponto que o indivíduo pode mesmo vir a se encontrar enclausurado em sua própria casa (agorafobia), inteiramente dependente de terceiros.

Infelizmente um grande número de pessoas com a Síndrome do Pânico, devido à falta de informação e de acesso a tratamento adequado, buscam alívio no álcool e nas drogas.

A cura não se dá de forma espontânea, o que significa que a sintomatologia não desaparece a menos que a pessoa receba tratamento específico, especializado, para que seja eficaz.

Atualmente, o tipo de tratamento para a Síndrome do Pânico que vem obtendo bons resultados tem se baseado nas recentes contribuições de estudos e pesquisas inspiradas numa visão integrada do ser humano ¾ psico-soma. Isso significa, em termos de tratamento, associar psicoterapia e medicamentos.

Enquanto a psicoterapia auxilia a compreensão dos motivos do pânico e estimula as mudanças de atitudes necessárias para eliminá-lo, os medicamentos, em casos onde o quadro sintomatológico é mais intenso, garantem à pessoa o equilíbrio necessário para poder se beneficiar da psicoterapia.

O processo psicoterapêutico, em geral, leva alguns meses. Quando bem conduzido, num primeiro momento, evita as crises ou pelo menos reduz substancialmente a intensidade e a frequência delas, trazendo alívio significativo. Na medida em que vão ocorrendo as sessões psicoterapêuticas o paciente vai aprendendo mais sobre os seus sintomas, sobre si mesmo, e, sobretudo, aprendendo a agir em conformidade com essas descobertas ou novas percepções. Por conseguinte, ao familiarizar-se com suas potencialidades o paciente se tornará o próprio agente da mudança de seu estado ao invés de envergonhar-se dele.

Com efeito, esse é o passo mais difícil porém decisivo na medida em que funcionará como o elemento detonador do processo de cura. Tal atitude, que será obtida no próprio processo psicoterapêutico, fornecerá os meios necessários para que a pessoa acometida da Síndrome do Pânico se perceba capacitada para alcançar com sucesso a eliminação de tal mal.

Trata-se de uma atitude imprescindível para a conquista da cura, e que pode ser traduzida por: reapropriação do respeito por si próprio.

Tereza Aquino

Fonte: www.cerebromente.org.br

Síndrome do Pânico

O Transtorno do Pânico habitualmente se inicia depois dos 20 anos, é igualmente prevalente entre homens e mulheres, portanto, em sua maioria, as pessoas que tem o Pânico são jovens ou adultos jovens, na faixa etária dos 20 aos 40 anos, e se encontram na plenitude da vida profissional. Normalmente são pessoas extremamente produtivas, costumam assumir grandes responsabilidades e afazeres, são perfeccionistas, muito exigentes consigo mesmas e não costumam aceitar bem os erros ou imprevistos.

Os portadores de Pânico costumam ter tendência a preocupação excessiva com problemas do cotidianos, têm um bom nível de criatividade, excessiva necessidade de estar no controle da situação, têm expectativas altas, pensamento rígido, são competentes e confiáveis. Freqüentemente esses pacientes têm tendência a subestimar suas necessidades físicas. Psicologicamente eles costumam reprimir alguns ou todos sentimentos negativos, sendo os mais comuns o orgulho, a irritação e, principalmente, os conflitos íntimos.

Essa maneira da pessoa ser acaba por predispor a situações de estresse acentuado e isso pode levar ao aumento intenso da atividade de determinadas regiões do cérebro, desencadeando assim um desequilíbrio bioquímico e conseqüentemente o aparecimento do Pânico.

Depois das primeiras crises de Pânico, durante muito tempo os pacientes se recusam aceitar tratar-se de um transtorno psicoemocional. Normalmente costumam ser pessoas que não se vêem sensíveis aos problemas da emoção, julgam-se perfeitamente controladas, dizem que já passaram por momentos de vida mais difíceis sem que nada lhes acontecesse, enfim, são pessoas que até então subestimavam aqueles que sofriam problemas psíquicos.

Alguns traços de personalidade de pessoas propensas à Síndrome do Pânico

1. - Tendência a preocupação excessiva
2.
- Necessidade de estar no controle da situação
3.
- Expectativas altas
4.
- Pensamento relativamente rígido (dificuldade em aceitar mudanças de opinião)
5.
- Reprimem sentimentos pessoais negativos (não sabemos o que estão sentindo)
6.
- Julgam-se perfeitamente controladas (duvidam tenham problemas emocionais)
7.
- São extremamente produtivas (não relaxam, sempre estão fazendo algo)
8.
- Assumem grandes responsabilidades (ocupacionais e familiares)
9.
- Perfeccionistas
10.
- Exigentes consigo mesmas (conseqüentemente, com os outros também)
11.
- Não aceitam bem os erros ou imprevistos

Psicologia do Pânico

Psicologicamente constata-se, na expressiva maioria dos portadores de Pânico, a existência de conflitos intra-psíquicos. Algumas vezes nem mesmo os pacientes têm a nítida noção de estarem vivenciando tais conflitos, os quais atuam, nestes casos, mais à nível inconsciente.

Se a Síndrome do Pânico é uma espécie de reação emocional (ansiosa) à determinados conflitos, vivências e/ou circunstâncias da vida, porque a pessoa reage apresentando esse Pânico e não, por exemplo, a Depressão ou a Ansiedade típica?

Acontece com as emoções o mesmo que ocorre com a alergia, fazendo uma analogia didática. Imagine 20 pessoas numa sala impregnada de fungos, mofo ou bolor. Destas 20 pessoas, pode ser que apenas 6 delas tenham alergia como reação aos fungos. Dessas 6 pessoas, pode ser que 2 delas reajam com rinite alérgica e espirros, outras 2 com urticária e eczemas e as 2 restantes com asma brônquica. Como vimos, diante de um mesmo agente agressor, nem todos foram sensibilizados e, dos que foram sensíveis, tivemos três tipos de reação diferente.

Emocionalmente algo semelhante acontece. Diante da tensão, do estresse, da angústia, dos conflitos, ou da ansiedade exagerada as pessoas podem reagir diferentemente; algumas necessitam de muito mais estímulos para reagirem, e das que reagem cada qual reagirá à sua maneira. Algumas pessoas reagirão com Depressão Típica, outras com Fobias, outras ainda com Pânico, Obsessão-Compulsão, Ansiedade Generalizada, etc.

A emoção, como o álcool, embriaga em graus variáveis e, como na embriaguez verdadeira, cada um de nós reagirá à este estado de acordo com sua personalidade. Hipoteticamente, sendo impossível ao ser humano viver sem emoções, vamos imaginar que vivemos embriagados em graus variados. Assim sendo, a experiência clínica tem nos mostrado que sofrerá de Pânico, como uma forma de Depressão Atípica, todo aquele que se esforça para disfarçar sua "embriaguez" com todas suas forças. É como se o custo por dissimular os conflitos e as emoções fosse muito alto.

É por isso que, inicialmente, nenhum paciente com Pânico se diz emotivo, deprimido ou mesmo vivendo algum conflito. Como dissemos, na maioria das vezes os portadores de Pânico são pessoas extrovertidas, determinadas, decididas, capazes de enfrentar situações muito adversas, corajosas e sem antecedentes de transtornos emocionais.

Apesar dessas características, depois do primeiro episódio de Pânico, normalmente de gravidade suficiente para atendimento em Pronto-Socorro, essas pessoas tornam-se mais amedrontadas, tensas e inseguras. Considerar que o extremo mal estar pelo qual passaram tenha tido origem puramente emocional é a última coisa que acreditam.

Ataques do Pânico

Os ataques de pânico são recorrentes (voltam) e caracterizam essencialmente este distúrbio. Essas crises se manifestam por ansiedade aguda e intensa, extremo desconforto, sintomas vegetativos (veja a lista) associados e medo de algo ruim acontecer de repente, como por exemplo da morte iminente, ou passar mal, desmaiar, perder o controle, etc. As crises de ansiedade no Pânico duram minutos e costumam ser inesperadas, ou seja, não seguem situações especiais, podendo surpreender o paciente em ocasiões variadas.

Não obstante, existem outros pacientes que desenvolvem o episódio de pânico diante de determinadas situações pré-conhecidas, como por exemplo, dirigindo automóveis, diante de grande multidão, dentro de bancos, etc. Quando as situações que precipitam as crises são semelhantes à essas, dizemos que o Transtorno do Pânico é acompanhado de Agorafobia.

Uma vez que os Ataques de Pânico ocorrem em diversos quadros de Ansiedade, um Ataque de Pânico não significa, necessariamente, que existe a clássica Síndrome do Pânico. Pode haver ataque de Pânico na Ansiedade Generalizada, por exemplo. Vejamos então, o Ataque de Pânico, propriamente dito.

Ataque de Pânico

A característica essencial de um Ataque de Pânico é um período distinto de intenso medo ou desconforto acompanhado por pelo menos 4 dos 13 sintomas físicos citados abaixo.

O ataque tem um início súbito e aumenta rapidamente, atingindo um pico em geral em 10 minutos e é acompanhado por um sentimento de perigo ou catástrofe iminente.

Os 13 sintomas físicos são os seguintes:

1 - palpitações,
2 - sudorese,
3 - tremores ou abalos,
4 - sensações de falta de ar ou sufocamento,
5 - sensação de asfixia,
6 - dor ou desconforto no tórax,
7 - náusea ou desconforto abdominal,
8 - tontura ou vertigem,
9 - sensação de não ser ela(e) mesma(o),
10 - medo de perder o controle ou de "enlouquecer",
11 - medo de morrer,
12 - formigamentos e
13 - calafrios ou ondas de calor.

Os ataques que satisfazem todos os demais critérios mas têm menos de 4 sintomas físicos são chamados de ataques com sintomas limitados.

As pessoas que buscam cuidados médicos para Ataques de Pânico inesperados, geralmente descrevem o medo como intenso e relatam que achavam que estavam prestes a morrer, perder o controle, ter um ataque cardíaco ou acidente vascular cerebral ou de "enlouquecer". Eles também citam, geralmente, um desejo urgente de fugir de onde quer que o ataque esteja ocorrendo.

A falta de ar é um sintoma comum nos Ataques de Pânico. O rubor facial é comum em Ataques de Pânico ligados a situações relacionadas à ansiedade social e de desempenho. A ansiedade característica de um Ataque de Pânico pode ser diferenciada da ansiedade generalizada por sua natureza intermitente (em crises) enquanto na ansiedade generalizada a ansiedade não vem em crises mas sim, continuada.

Transtornos de Ansiedade onde podem ocorrer os Ataques de Pânico

1 - Transtorno de Ansiedade,
2 - Fobia Social,
3 - Fobia Específica,
4 - Transtorno de Estresse Pós-Traumático,
5 - Transtorno de Estresse Agudo

Na determinação da diferença diagnóstica entre um Ataque de Pânico e outro quadro emocional é crucial considerar o contexto no qual ocorre o Ataque de Pânico.

Existem três tipos característicos de Ataques de Pânico, com diferentes relacionamentos entre o início do ataque e a presença ou ausência de ativadores situacionais:

1 - Ataques de Pânico Inesperados (não evocados), nos quais o início do Ataque de Pânico não está associado com uma situação ativadora, isto é, ocorre espontaneamente, "vindo do nada";
2
- Ataques de Pânico Ligados a Situações (evocados), nos quais o Ataque de Pânico ocorre, quase invariavelmente, logo após à exposição ou antecipação a uma situação ativadora, como por ex., ver uma cobra ou um cão que sempre ativa um Ataque de Pânico imediato;
3
- Ataques de Pânico Predispostos pela Situação, que tendem mais a ocorrer na exposição a uma situação ativadora, mas não estão invariavelmente associados a ela e não ocorrem necessariamente após a exposição. Por ex., os ataques tendem a ocorrer mais quando o indivíduo está dirigindo, mas existem momentos em que a pessoa dirige e não tem um Ataque de Pânico ou momentos em que o Ataque de Pânico ocorre após dirigir por meia hora.

A importância dessa classificação quanto ao surgimento do ataque prende-se ao conhecimento de que:

a - A ocorrência de Ataques de Pânico inesperados é um requisito para o diagnóstico de Transtorno de Pânico (com ou sem Agorafobia).
b
- Ataques de Pânico ligados a situações são mais característicos da Fobia Social e Fobia Específica.
c
- Os Ataques de Pânico predispostos por situações são especialmente freqüentes no Transtorno de Pânico, mas às vezes podem ocorrer na Fobia Específica ou Fobia Social.

Fazer a diferença de diagnóstico dos Ataques de Pânico é complicado pelo fato de nem sempre existir um relacionamento exclusivo entre o diagnóstico e o tipo de Ataque de Pânico. Por exemplo, embora o Transtorno de Pânico por definição exija que pelo menos alguns dos Ataques de Pânico sejam inesperados, os indivíduos com Transtorno de Pânico muitas vezes relatam ataques ligados a situações, particularmente no curso mais tardio do transtorno.

Normalmente, depois do primeiro ataque as pessoas com Pânico experimentam importante ansiedade e medo de vir a apresentar um segundo episódio. Trata-se de extrema insegurança e por muito tempo essas pessoas continuam achando que sofrem do coração ou, quando se tenta afastar essa possibilidade, mediante uma série de exames cardiológicos negativos, pensam ser eminente um derrame cerebral.

A ansiedade é tanta que os pacientes ficam ansiosos diante da possibilidade de virem a ficar ansiosos. É o famoso,"medo de ter medo". Por causa disso, esses pacientes passam a evitar situações possivelmente facilitadoras da crise, prejudicando-se socialmente e/ou ocupacionalmente em graus variados. São pessoas que deixam de dirigir, não entram em supermercados cheios, evitam aventurar-se pelas ruas desacompanhadas, não conseguem dormir, não entram em avião, não freqüentam shows, evitam edifícios altos, não utilizam elevadores e assim por diante. De qualquer forma a mobilidade social e profissional de tais pacientes encontra-se prejudicada de alguma maneira. Esse é o chamado comportamento evitativo.

Os pacientes com Transtorno do Pânico podem necessitar sempre de companhia quando saem de casa e, posteriormente, podem até se recusar a sair de casa devido ao medo de passar mal na rua, de morrer subitamente ou enlouquecer ou perder o controle de repente. Eles também citam, geralmente, um desejo de fugir urgente de onde quer que o ataque possa ocorrer. Algumas vezes podem apresentar ansiedade antecipada diante da possibilidade de ter que sair de casa.

Normalmente esses pacientes têm muita dificuldade em dormir desacompanhados, procuram insistentemente o cardiologista e recorrem ao auxílio religioso com entusiasmo.

As pessoas que sofrem deste mal costumam fazer uma verdadeira via-sacra a diversos especialistas médicos e, após uma quantidade exagerada de exames médicos negativos, recebem o frustante diagnóstico de que não têm nada, aumentando ainda mais a insegurança e desespero.

Durante os Ataques de Pânico alguns médicos tentam confortar o paciente fazendo-o entender que não está em perigo, mas isso pode, inclusive, aumentar ainda mais sua angústia. Podem até julgar que o médico está sendo displicente e não estar valorizando devidamente seu grave estado. Portanto, quando o médico usa expressões como "não é nada grave", "é um problema de cabeça" ou "não há nada para se preocupar", isso pode até piorar as dificuldades do paciente. Pode dar a falsa impressão de que não há problema real ou de que não existe tratamento. A maioria dos médicos deveria dizer que não há nada de grave fisicamente ou organicamente mas sim, um sério problema emocional que deve ser tratado.

Depois de um Ataques de Pânico - por exemplo, enquanto dirige, fazendo compras em uma loja lotada, dentro de um elevador ou na fila do banco - a pessoa pode desenvolver medos irracionais, chamados de fobias à estas situações e, daí em diante, começa a evitar as circunstâncias supostamente capazes de desencadear novas crises. O nível de ansiedade e o medo de uma nova crise vai gradativamente aumentando, até atingir proporções onde a pessoa pode se tornar incapaz de dirigir ou mesmo de pôr o pé fora de casa. Desta forma, o distúrbio do Pânico pode ter um impacto tão grande na vida cotidiana da pessoa como qualquer outra doença grave.

Transtorno do Pânico (Doença do Pânico, Síndrome do Pânico)

O Pânico pode ser considerado também como um estado de Ansiedade Paroxística, classificado na CID-10 dentro dos Transtornos de Ansiedade (F41.0). Os ataques de pânico recorrentes caracterizam essencialmente este distúrbio; crises de medo agudo e intenso, extremo desconforto, sintomas autossômicos vegetativos associados e medo de morte iminente.

O DSM-IV enfatiza e a CID-10 cita que, muito freqüentemente, um Transtorno Depressivo coexiste com o Transtorno do Pânico. Nós, particularmente, achamos que a Síndrome do Pânico é, literalmente, uma forma atípica de doença depressiva. O sentimento de pânico é, em essência, uma grave sensação de insegurança e temor. Ora, quem mais, além dos deprimidos, pode sentir-se tão inseguro a ponto de sentir a morte (ou o passar mal) iminente ?

O Transtorno do Pânico habitualmente se inicia depois dos 20 anos, é igualmente prevalente entre homens e mulheres quando desacompanhado da Agorafobia, mas é duplamente mais freqüente em mulheres quando associado à este estado fóbico.

Biologicamente o Transtorno do Pânico tem sido associado à elementos muito interessantes:

1- Há susceptibilidade do paciente com Pânico ao teste do lactato de sodio, sendo possível desencadear crises em laboratório através da infusão do lactato. Os ataques de pânico pós-exercício facilitaram a hipótese sobre a pouca tolerância destes pacientes ao ácido láctico (metabólito do exercício muscular). Constatou-se que 70% dos pacientes com esse diagnóstico desenvolviam a crise no laboratório depois da infusão de lactato de sódio, enquanto apenas 5% dos não-portadores do distúrbio desenvolviam a crise com a infusão. Atualmente tem sido aceita a idéia do lactato de sódio induzir a um aumento de noradrenalina circulante, fazendo crer que, não o lactato em si, mas a noradrelina seria a responsável pelo desenvolvimento da crise de pânico.
2-
O estudo das imagens cerebrais e a freqüente coexistência do Transtorno do Pânico com prolapso de válvula mitral são concordâncias clínicas importantes. Os estudos referentes à prolapso da válvula mitral demonstraram que esta alteração anatômica está presente em 50% dos pacientes com Transtorno do Pânico e em apenas 5% da população normal. A síndrome do prolapso da válvula mitral é assintomática em 20% dos casos, entretanto, quando há sintomas cardiorespiratórios o quadro se assemelha muito ao Transtorno do Pânico. A base e o significado da associação entre o prolapso da válvula mitral e o Transtorno do Pânico é desconhecida.
3 -
Kaplan refere um estudo onde se constata um aumento do fluxo sangüíneo cerebral na área para-hipocampal direita de pacientes com teste positivo para a infusão de lactato. Tais pacientes mostravam ainda um metabolismo cerebral global aumentado.
4 -
O componente genético do Transtorno do Pânico é outro elemento a ser considerado. A taxa de concordância para gêmeos monozogóticos é de 80 a 90%, enquanto para os dizigóticos à apenas de 10 a 15%. Entre os parentes de primeiro grau, 15 a 17% são também afetados.

Incidência e Causas de Pânico

No mundo inteiro, existem pessoas que sofrem de Síndrome do Pânico. De acordo com as pesquisas, de 2 a 4% da população mundial é acometida por este mal, o qual já é considerado um sério problema de saúde. O Pânico ou as diversas formas de Fobias é, certamente, uma das causas mais freqüentes de procura a psiquiatras e podemos considerá-lo o segundo lugar de todas as queixas emocionais, precedido apenas pela Depressão. Mesmo assim, é demasiadamente freqüente a associação do Pânico com a Depressão.

Qual seria a causa desse grande aumento do número de casos de Transtorno do Pânico. Possivelmente deve-se ao aumento da ansiedade patológica na vida moderna. A cronificação dessa ansiedade patológica irá desencadear estados de estresse continuado.

Tanto eventos desagradáveis, profissionais ou extra-profissionais, quanto eventos agradáveis, também em ambos os campos, podem se constituir em agentes estressores: morte de ente querido, nascimento de filho, despedida ou promoção no emprego, casamento ou separação, todos são potencialmente estressores.

Sabemos hoje que a síndrome do Pânico está biologicamente associada a uma disfunção dos neurotransmissores a qual criaria um fator agravante na sensação de medo. De acordo com uma das teorias, o sistema de alerta normal do organismo - um conjunto de mecanismos físicos e mentais que permite que uma pessoa reaja à alguma ameaça ou se adapte a uma circunstância - é ativado desnecessariamente na crise de Pânico, sem que haja um perigo iminente de fato.

O cérebro produz substâncias chamadas neurotransmissores, responsáveis pela comunicação entre os neurônios (células do sistema nervoso). Estas comunicações formam mensagens que irão determinar a execução de todas as atividades físicas e mentais de nosso organismo (ex: andar, pensar, memorizar, etc). Um desequilíbrio na produção destes neurotransmissores pode levar algumas partes do cérebro a transmitir informações e comandos incorretos. Daí o organismo desencadearia uma reação de alerta indevidamente, como se houvesse realmente uma ameaça concreta.

Seria isto, exatamente, o que ocorreria em um Ataque de Pânico: uma informação incorreta, decorrente de uma disfunção dos neurotransmissores, alertando e preparando o organismo para uma ameaça ou perigo que, na realidade, concretamente não existe.

No caso do Transtorno do Pânico os neurotransmissores que se encontram em desequilíbrio são os mesmos envolvidos na Depressão: a Serotonina e a Noradrenalina. Vem daí a idéia de aplicar-se ao transtorno do Pânico o mesmo tratamento medicamentoso da Depressão.

Constata-se também que o Pânico ocorre com maior freqüência em algumas famílias, significando haver uma participação importante de fatores hereditários na determinação de quem está sujeito ao distúrbio. Apesar dessa concordância, muitas pessoas desenvolvem este distúrbio sem nenhum antecedente familiar.

Vale ressaltar ainda, que alguns medicamAentos como anfetaminas (usados em dietas de emagrecimento) ou drogas (cocaína, maconha, crack, ecstasy, etc.), podem aumentar a atividade e o medo promovendo alterações químicas que podem levar ao Pânico.

*Texto baseado no DSM.IV (Classificação da Associação Norte-Americana de Psiquiatria)

Fonte: www.psiqweb.med.br

Síndrome do Pânico

Muitas pessoas sentem ansiedade e não sabem se sofrem de um ataque de ansiedade ou do síndrome do pânico. O que é então o síndrome do pânico? Isso vamos esclarecer neste artigo.

Você está na fila do super mercado à espera de pagar, já está à espera há algum tempo mas só falta uma pessoa até chegar a sua vez. Espera… que sensação é essa? Está a sentir uma coisa estranha na sua garganta, sente uma espécie de aperto no peito, começa a faltar o ar e parece que o seu coração saltou um batimento. Você pensa “Por amor de Deus… aqui não!”

Você olha à sua volta – há perigo ou ameaças? Quatro caras pouco simpáticas atrás de mim e uma pessoa à minha frente. Você sente um formigueiro e umas picadas no braço esquerdo, sente uma leve tontura e depois têm uma explosão de medo enquanto teme o pior. Você está quase a ter um ataque de ansiedade.

Você não tem dúvidas que este vai ser um dos grandes.

Você se concentra: você lembra-se de tudo o que lhe ensinaram e agora chegou a hora de aplicar as técnicas que lhe ensinaram. Você começa a respirar fundo como o médico recomendou. Inspira pelo nariz e expira pela boca. Você pensa em coisas relaxantes e quando inspira novamente você pensa “Relaxa”, e depois expira. Mas parece que isso não está a fazer um efeito positivo… só o facto de você se concentrar na respiração você ainda se sente com mais insegurança.

Então você utiliza a segunda técnica.

Relaxamento muscular gradual. Você faz tensão nos ombros, mantém durante 10 segundos e depois relaxa. Você tenta outra vez. Não… ainda não sente diferença. A ansiedade está a aumentar e só o facto de você não ter mais técnicas ainda torna o seu pânico maior. Era bom se estivesse rodeada pela sua família, um amigo ou amiga ao seu lado e assim você poderia ter confiança para lidar com a situação.

Agora a adrenalina está a correr pelas suas veias, tem um formigueiro no corpo, sente a sua pulsação, sensações desconfortáveis e agora está com medo de perder o controlo. Ninguém à sua volta faz ideia do terror que você está a sentir. Para eles é um dia igual aos outros e mais uma ida chata ao super mercado.

Agora você não tem mais opções por isso recorre ao seu plano de emergência. A melhor técnica para lidar com um ataque de pânico é fugir. Você sai da fila e sente-se um embaraçada porque chegou a sua vez de pagar. O caixa olha para você com cara de espanto enquanto você sai do super mercado deixando as compras para trás enquanto foge pela porta. Não há tempo para pedir desculpas – você precisa de estar sozinho/a. Você sai do super mercado e entra no carro e começa a conduzir. Será que este pode ser o pior, aquele que vai ultrapassar os seus limites mentais e físicos? Dez minutos depois o pânico diminui e desaparece.

São 10 da manhã e você não sabe como vai chegar ao fim do dia.

Esta situação parece-lhe familiar? Talvez as sensações do seu corpo são um pouco diferentes. Talvez lhe tenha acontecido pela primeira vez num avião, no dentista ou mesmo em casa enquanto não fazia nada de especial. Se você já teve um ataque de pânico ou ataque de ansiedade não se preocupe pois não é o único.

Um ataque de ansiedade vem de um sentimento vivo e eminente de medo. Você sente que vai perder o controlo do seu corpo e vai ter um ataque de coração e que vai acabar os seus dias entre as prateleiras de enlatados ou de comida congelada.

Você não está sozinho; existem milhões de pessoas com transtornos de ansiedade. Cerca de 5% da população sofre de algum tipo de transtorno de ansiedade.

Para alguns podem ser ataques de pânico pouco frequentes. Para outros podem ser tão frequentes que as pessoas não querem sair de casa. Os ataques de pânico frequentes podem transformar-se no que os médicos chamam de síndrome de ansiedade.

Um dos primeiros passos para recuperar o controlo da sua vida é encontrando informação útil. Neste livro eu vou dar-lhe isso e mais. O início da sua recuperação começa aqui. O que você vai ler deste livro é que existe uma grande oportunidade de você acabar com o ciclo de ataques de pânico na sua vida.

Apesar disso eu não quero fazer promessas exageradas sobre as técnicas deste livro. O que interessa é que a sua vida pode voltar a ser o que era. Ao aplicar as técnicas explicadas neste livro, você vai aprender a reconquistar uma vida sem preocupações que já teve e além disso vai ganhar uma nova confiança na vida.

Fonte: sindromedopanico.net

Síndrome do Pânico

Síndrome do pânico: saiba como lidar com ela

Ele ou ela entra no consultório com aparência mais saudável possível, costumam ter entre 20 e 35 anos e quase sempre trazem uma pilha de exames totalmente normais. Olham para mim como se eu fosse a sua última esperança.

Geralmente são adultos bem sucedidos. Tem uma autocrítica acima da média, e por serem muito competentes atraem, naturalmente, muita responsabilidade. Eu diria que este tipo de paciente “dá um passo maior do que a perna”. São devotos à perfeição e, portanto, como assumem muitos compromissos, não conseguem executa-los da maneira que gostariam.

Isto de maneira lenta e progressiva leva a um conflito interno. Este conflito gera ansiedade que se persistir, pode culminar com o distúrbio da ansiedade* mais conhecido do momento: “a síndrome do pânico” ou “ataque de pânico”.

*Os distúrbios da ansiedade não são considerados condições psiquiátricas e são caracterizados por componentes psicológicos (tensão, medos, apreensão e dificuldade de concentração) e somáticos (taquicardia, aumento da freqüência respiratória com sensação de falta de ar, palpitação, tremores e transpiração).

Os distúrbios da ansiedade são:

1) transtorno obsessivo-compulsivo.
2) ansiedade generalizada.
3) ansiedade fóbica.
4) transtornos dissociativos.
5) transtorno do pânico (síndrome do pânico).

No ataque de pânico, os pacientes se queixam de uma crise de taquicardia, formigamento ao redor da boca, lábios e nas extremidades (mãos), taquicardia (aumento da freqüência dos batimentos cardíacos), falta de ar, transpiração intensa e fria, principalmente nas mãos, e as vezes sensação de desmaio. Junto com estas manifestações fisiológicas, o paciente se queixa de um medo intenso de morrer.

Apesar de curta e imprevisível, a crise pode ser desencadeada por lugares muito cheios (shopping, cinema, trânsito etc), caracterizando a agorafobia (medo de lugares repletos de pessoas). Em trinta por cento dos casos, o ataque de pânico acontece no meio da noite.

Todos os pacientes sentem uma ansiedade antecipatória da crise, gerando insegurança que os limita para atividades rotineiras. Estes pacientes freqüentemente acabam em um serviço de emergência queixando-se de ataque cardíaco ou queda de açúcar.

No meu entender, o ataque de pânico nada mais é do que uma resposta de adrenalina (adrenérgica) a um inimigo virtual e portanto, totalmente inadequada. A resposta adrenérgica é muito conhecida no mundo animal. Ela é um mecanismo de defesa primitivo, que prepara o animal para escapar do predador ou caçar a presa.

A adrenalina promove algumas alterações como:

1) transporta o sangue superficial da pele para o músculo fazendo com que o músculo fique mais irrigado e forte. Daí a palidez e o formigamento nas extremidades e face (menos irrigação sanguínea nesta área).
2)
dilata a pupila para melhorar a acuidade visual.
3)
aumenta a intensidade e os batimentos cardíacos para melhorar a oxigenação dos tecidos.
4)
eleva a pressão arterial para, também, melhor irrigar as células.

Ora, o que temos que entender é que diante das pressões do mundo moderno, somos cobrados intensamente (principalmente por nós mesmos) e nos agredimos tanto que o nosso organismo libera a resposta de defesa pré-programada mais primitiva: adrenalina no sangue. O paciente então apresenta todas as manifestações somáticas, não entende o que está acontecendo, acha que vai morrer e entra em pânico.

Como lidar com isso?

Primeiramente devemos pesquisar se o paciente esta dormindo bem, pois estes ataques estão fortemente associados a noites mal dormidas. Sendo este o fator de “stress” e ansiedade. Uma vez descartado o distúrbio do sono, devemos optar por medicamentos e psicoterapia com o intuito de detectarmos e tratarmos o foco de ansiedade. Estes medicamentos controlam rapidamente e facilmente a maioria dos casos.

Na crise aguda os benzodiazepínicos são os preferidos (popular calmante). Para manutenção do tratamento, dá-se preferência aos antidepressivos, não porque o paciente está deprimido, mas sim porque estes medicamentos funcionam bem e não causam dependência. Este tratamento dura de 1 a 2 anos. O acompanhamento com um profissional especializado (psicólogo ou psiquiatra) é bom e sempre recomendável.

Na realidade temos de conscientizar o paciente a não se envolver tanto, a apertar o “botão dane-se”, a procurar mudar de hábitos, ter mais válvulas de escape. A válvula de escape que mais recomendo é o esporte quando possível.

A leitura de assuntos agradáveis e diferentes do assunto de trabalho sempre ajuda. A introspecção diária é importantíssima para localizar o foco da ansiedade.

Uma vez localizado, devemos enfrentar o problema de frente e escolhermos a melhor solução, sem culpa.

Dicas para prevenir síndrome do pânico

1) Durma bem, se tiver dificuldade procure um profissional para pesquisar o motivo;
2) evite comer durante o trabalho, pare e faça as refeições com calma;
3) coma uma fruta entre as refeições;
4) faça uma atividade física pelo menos 60 minutos, pelo menos, três vezes por semana (comece devagar);
5) faça o que estiver a seu alcance, para aquilo que estiver fora do seu alcance, aperte o “dane-se” e seja feliz.
6) faça mais vezes o que gosta;
7) seja menos rigoroso consigo mesmo.

Fonte: www.sitemedico.com.br

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