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Sopro no Coração

 

O que é

O Sopro no Coração é o ruído provocado pela turbulência do fluxo do sangue dentro das cavidades cardíacas ou em veias e artérias, principalmente as ligadas ao coração.

A turbulência resulta do aumento da velocidade do sangue ou de alguma anormalidade anatômica dentro do coração ou nos vasos (artérias e veias).

Tipos de sopro

Funcional ou inocente - detectado em crianças.
Sopros causados por febre alta, anemias importantes e hipertireoidismo.
Sopros decorrentes de doença cardíaca, congênita ou adquirida.
Sopro que resulta de lesões nas válvulas cardíacas como seqüela da febre reumática.

Sopro funcional ou inocente

É comum em 50% das crianças no primeiro ano de vida, mas não causa nenhum tipo de dano e desaparece nos primeiros dez anos ou até a adolescência;

O sopro funcional é de baixa intensidade, é localizado num ponto único (não se irradia) e tem som suave ao ouvido durante a asculta do coração. Não requer cuidados especiais, apenas acompanhamento médico anual da criança;

Decorre da desarmonia transitória do tamanho dos vasos e cavidades cardíacas, no primeiro ano de vida. Também podem resultar de doenças de fora do coração e dos vasos (febre elevada, hipertireodismo, anemias).

Sopro no Coração

(1) Sopros patológicos

Sopro no Coração

Podem ser causados por alterações congênitas (a criança já nasce com o problema). Quando a mãe tem rubéola nos primeiros tês meses de gravidez, é comum a criança nascer com sopro devido a uma doença cardíaca congênita. No adulto, quase sempre o sopro é causado por uma cardiopatia.

Uma das causas mais cumuns de sopro é a ligação entre a artéria aorta (que leva sangue oxigenado para todo o organismo) e a artéria pulmonar (que conduz o sangue venoso, através do coração, para ser oxigenado nos pulmões).

(2) Defeitos nas válvulas

Sopro no Coração

Crianças em idade escolar (a partir dos sete anos), e as vezes no pré-escolar (de 2 a 6 anos), podem ter febre reumática deixando seqüelas permanentes nas válvulas cardíacas. O problema pode ser evitado tratando-se adequadamente a infecção de garganta. As válvulas não se fecham ou não se abrem completamentecomo deveriam(valvopatias reumáticas).

Outras causas de alterações nas válvulas cardíacas: degeneração provocada pela idade avançada, principalmente na váuvula aórtica: degeneração da própria válvula (prolapso da váuvula mitral).

(3) Comunicação interventricular

É um defeito congênito e resulta do não fechamento da parede que separa os ventrículos.

Uma abertura faz a ligação entre os ventrículos direito e esquerdo(comunicação interventricular), misturando o sangue arterial com o venoso. Quando a passagem não se fecha expontaneamente, só a cirurgia resolve o problema.

Estreitamento

Sopro no Coração

Quando há estreitamento de artéria ou de váluvula cardíaca, o sangue passa de forma turbulenta, fazendo um som rude (quando o sopro é causado por doença).

O som diferente é indicativo que há um problema naquele local.

Fístulas

Sopro no Coração

São ligações anômalas entre artéria e veia, por causa congênita, adquirida por algum tipo de trauma (tiro ou perfuração), ou terapêutica (quem faz hemodiálise).

O problema chama-se fístula arterio-venosa e o sopro é um sinal de que há uma passagem indevida de sangue da artéria para a veia.

Tratamento

Sopro no Coração
O tratamento para estreitamento (estenose) de artéria é um dos mais simples e muitas vezes não requer cirurgia: introduz-se um catéter inflável até no local da obstrução.

Sopro no Coração
No local do estreitamento o balão do catéter é inflado com soro fisiológico. O procedimento pode ser repetido algumas vezes, até o estreitamento ser corrigido.

Sopro no Coração
Geralmente o catéter consegue resolver o problema, deixando a passagem livre. Sem o estreitamento o sangue flui silenciosamente.

O uso de medicamentos é uma medida paliativa. No caso da criança, os remédios ajudam a controlar o problema até que ela tenha condições de ser operada.

A válvula com defeito é substituída por outra mecânica (no caso das crianças) ou por uma confeccional a partir do pericárdio bovino (menbrana que reveste o coração do boi).

Fonte: www.santalucia.com.br

Sopro no Coração

Sopro é o ruído do fluxo sangüíneo auscultado no tórax com um estetoscópio. Este som não é necessário que corresponda a uma anormalidade, e lembra o som de água saindo de um cano. O fato de se ouvir um sopro não significa que há uma doença no coração. Não se deve confundir sopro com cardiopatia.

Existem sopros que são chamados de inocentes, que são encontrados durante o exame físico da criança e não significam doença, além de não requererem qualquer tratamento. Outros sopros são chamados de patológicos, estes são decorrentes de alterações na estrutura do coração, ou seja, são causados por um defeito cardíaco que pode ser congênito (nascer com a pessoa) ou adquirido ao longo da vida.

A visita ao cardiologista quando existe um sopro é obrigatória, sendo ideal que a criança seja avaliada pelo cardiopeditra antes de qualquer exame complementar, para evitar exames desnecessários ou impróprios para a investigação.

Como ocorrem os sopros?

O som geralmente é resultado de um fluxo turbilhonar barulhento no coração. A turbulência pode estar quantitativamente normal, mas a variação pessoa a pessoa da acústica do tórax, pode aumentar a intensidade do ruído , fazendo com que o ruído do fluxo de sangue normal do coração seja audível. Em algumas situações, o aumento da turbulência acontece devido a problemas que envolvem o coração de maneira secundária, como por exemplo a febre e a anemia, que aumentam a freqüência e a intensidade do batimento cardíaco e podem provocar sopros inocentes.

Já os ruídos patológicos são provocados por alterações da estrutura do coração, como a presença de comunicações anormais entre cavidades ou doenças das válvulas, fazendo com que o sangue passe por um orifício muito estreito e faça barulho.

Em nosso meio uma importante causa de sopro cardíaco é a febre reumática, uma doença adquirida, em que há lesão das válvulas do coração, principalmente as válvulas mitral e aórtica. Esta doença ocorre em pessoas que apresentam infecções de garganta de repetição, por um germe chamado estreptococos, e na sua evolução pode ocorrer inflamação e destruição parcial das válvulas cardíacas.

Quais os sintomas mais comuns?

Quando o sopro é inocente, em geral o paciente não apresenta nenhum sinal importante de doença cardiovascular, afinal, o sopro inocente e aparece no coração normal.

Os sintomas mais comuns das doenças cardíacas que provocam sopro são:

Cansaço: Nos bebês principalmente às mamadas e nas crianças maiores aos esforços, em geral elas param de brincar e aparentam cansaço e falta de ar.
Baixo ganho ponderal:
É a dificuldade em ganhar peso, com dificuldade e cansaço na hora da alimentação.
Dor no peito:
Somente 2 a 5% delas estão associadas a doenças no coração, mas na presença de sopros cardíacos é um sintoma a ser valorizado.
Cianose:
É a coloração arroxeada que aparece nos lábios e nos dedos, e deve ser diferenciada do roxo do excesso de choro (perda de fôlego) e do excesso de frio, ambos normais especialmente em bebês. Algumas cardiopatias apresentam sopro e cianose, e nestes casos, o paciente é cianótico em repouso e independentemente da temperatura.
Taquicardia:
Corresponde a disparos da freqüência cardíaca que podem ser fugazes ou mantidos. Na maioria das vezes em que ocorrem a criança fica pálida e suando frio. Podem também ser acompanhados de vômitos, sensação de tonteira ou desmaio.

Como se faz o diagnóstico?

Na presença de sopro em crianças, a visita ao cardiopediatra é fundamental. Através do relato dos sintomas e do exame físico da criança, já é possível ter uma boa idéia do diagnóstico, se trata-se de sopro inocente ou patológico, ou seja, se aquele ruído representa ou não uma doença.

Além disso o cardiologista pediátrico dispõe de:

Radiografia do tórax, que permite avaliar o tamanho do coração e se há alterações pulmonares secundárias a doença cardíaca.
Eletrocardiograma, que afasta as arritmias cardíacas e dá pista sobre a presença de sinais de doenças cardiovasculares.
Ecocardiograma-Doppler, que corresponde a uma ultrassonografia do coração, em que se pode ver a estrutura e avaliar o fluxo sangüíneo dentro do coração. O que permite ver defeitos nas paredes e nas válvulas do coração.

Existem outros exames como o cateterismo cardíaco, ressonância magnética, cintigrafia e teste ergométrico, cada qual com sua função e que serão utilizados de acordo com a doença encontrada.

Como se trata?

Os sopros inocentes (os que não representam doenças) não necessitam acompanhamento ou tratamento, pois o coração é normal. Uma vez investigado e constatado tratar-se de sopro inocente, o paciente está de alta da cardiopediatria.

Já os sopros patológicos serão tratados e acompanhados de acordo com a doença que representam. Alguns pacientes necessitam de medicação ou mesmo de cirurgia, o que varia de caso a caso. As técnicas atuais permitem o tratamento de muitas anomalias congênitas do coração através do cateterismo cardíaco terapêutico, para outros é necessário realizar correção cirúrgica do defeito. A complexidade do tratamento varia com a doença que está sendo acompanhada, podendo chegar até à necessidade de transplantar o coração.

Conclusão

Sopro é o nome de um ruído que se ausculta no tórax do paciente com o estetoscópio. Não é sinônimo de doença, porém não significa dizer que é sempre benigno.

O sopro chamado inocente corresponde a um ruído cardíaco que não é acompanhado de doença, por isso não necessita acompanhamento, tratamento ou restrição à prática de esportes.

Quando o sopro é patológico é sempre importante saber o nome da doença que o provoca afim de poder informá-lo ao pediatra numa situação de emergência.

Se o seu filho tem uma doença cardiológica é muito importante saber o nome da doença e as complicações que ela pode apresentar. Converse sempre e tire todas as suas dúvidas com seu cardiopediatra.

Fonte: www.babycor.com.br

Sopro no Coração

Sopro cardíaco

Sopro cardíaco é um som produzido pela passagem do fluxo de sangue através das estruturas do coração, principalmente, válvulas cardíacas anormais. É um achado do exame físico cardiológico. O sopro cardíaco poderá ser funcional (chamado de sopro inocente) ou patológico (em decorrência de uma doença no coração).Cerca de até 40% das crianças saudáveis apresentam sopros inocentes, sem haver nenhum outro indício de doença, com um desenvolvimento físico totalmente normal ao longo do tempo.

Causas

Não existe uma explicação precisa para o aparecimento dos sopros funcionais ou fisiológicos. No período neonatal, por exemplo, o sistema cardiovascular passa por modificações e o recém-nascido pode ter sopros que desaparecem dentro de alguns dias. Os sopros patológicos, indicatvos de doença, podem ser classificados em congênitos ou adquiridos.

Sopros patológicos congênitos

Estão associados as cardiopatias congênitas, como a comunicação interatrial ou interventricular (CIA e CIV) , persistência do canal arterial (PCA) , estenose aórtica ou pulmonar congênitas , tetralogia de Fallot , entre outras cardiopatias.

Sopros patológicos adquiridos

Estão associados as seqüelas nas válvulas cardíacas pela moléstia reumática (febre reumática) , como a estenose mitral e insuficiência aórtica reumáticas, prolapso da válvula mitral com insuficiência mitral, endocardite infecciosa (infecção das válvulas cardíacas e do revestimento interno do coração), infarto do miocárdio (complicado por uma insuficiência mitral ou comunicação interventricular) , miocardiopatias (exemplos: miocardiopatia dilatada e hipetrófica) ou por degenarção e calcificação das válvulas (estenose aórtica e insuficiência mitral calcificadas).

Investigação do sopro cardíaco

A base da investigação de um sopro cardíaco é o exame clínico (anamnese e o exame físico) , associado ao ecocardiograma (transtorácico e transesofágico). Na ausculta cardíaca , alguns achados são indicativos que o sopro possa ser inocente: leve intensidade , aparecimento na sístole cardíaca (fase de contração do coração) , uma irradiação ampla (é percebido em vários locais de ausculta) e ausência alterações das bulhas cardíacas (sons produzidos pelo abrir e fechas das válvulas cardíacas) . Outro exame útil para diagnosticar alterações estruturais do coração , que possam produzir sopros , é a ressonância cardíaca.

Fonte: www.portaldocoracao.com.br

Sopro no Coração

O que é

O Sopro no Coração é uma alteração no fluxo do sangue dentro do coração provocada por problemas em uma ou mais válvulas cardíacas ou por lesões nas paredes das câmaras. Na maioria das vezes, não existem seqüelas. No entanto, quando o sopro é muito forte, decorrente de lesões nas paredes das câmaras, ele certamente precisará ser tratado, pois um volume considerável de sangue sem oxigênio irá se misturar com o sangue que já foi oxigenado.

Algumas pessoas já nascem com válvulas anormais. Outras vão apresentar esse tipo de alteração por causa de males como a febre reumática, a insuficiência cardíaca e o infarto, que podem modificar as válvulas.

Sopro no Coração

Sintomas

Sopros são caracterizados por ruídos anormais, percebidos quando o médico ausculta o peito e ouve um som semelhante ao de um fole. O problema pode ser diagnosticado de maneira mais precisa pelo exame de ecocardiograma, que mostra o fluxo sangüíneo dentro do coração.

Tratamento

Como existem várias causas possíveis, o médico precisa ver o que está provocando o problema antes de iniciar o tratamento — que vai desde simples medicamentos até intervenções cirúrgicas para conserto ou substituição das válvulas, que poderão ser de material biológico ou fabricadas a partir de ligas metálicas.

Prevenção

Não há uma maneira de prevenir o sopro. Mas existem formas de evitar que ele se agrave. Para isso, é importante que você saiba se tem ou não o problema, realizando exames de check-up.

Fonte: www.geocities.com

Sopro no Coração

Introdução

Um sopro do coração é um som anormal produzido pelo fluxo de sangue turbulento dentro do coração.

Algumas causas comuns de sopros do coração incluem:

Uma anormalidade das válvulas do coração

O coração tem quatro válvulas: as válvulas aórtica, mitral, tricúspide e pulmonar (veja figura abaixo). Um sopro do coração pode acontecer quando qualquer uma destas válvulas desenvolve uma estenose (estreitamento da válvula - isso interfere com o fluxo de sangue), insuficiência (vazamento da válvula) ou regurgitação (vazamento que causa um regurgitamento significativo de sangue). Muitas anormalidades das válvulas do coração são causadas pela febre reumática - uma doença inflamatória que pode ocorrer após uma infecção de garganta pela bactéria estreptococo que não foi tratada.

Prolapso da válvula mitral

Nesta condição, os folhetos da válvula mitral (veja na figura acima) não se fecham corretamente.

Problemas congênitos (de nascença) do coração

Congênito significa que o problema estava presente durante o nascimento. Problemas congênitos do coração incluem defeitos do septo (divisão longitudinal do coração – veja na figura), ducto arterioso persistente e outros problemas. Defeitos do septo, também conhecidos como “buracos no coração”, são aberturas anormais no septo do coração. Um ducto arterioso persistente (um canal existente entre a artéria pulmonar e a aorta, funcionante no feto) depois do nascimento.

Antes do nascimento, o ducto arterioso permite que o sangue evite os pulmões porque o feto não respira. Uma vez que a criança nasce e seus pulmões estão funcionando, o ducto arterioso fecha naturalmente.

Endocardite

A endocardite é uma inflamação / infecção das válvulas do coração e do endocárdio (o revestimento interno das câmaras do coração).

Pericardite

A pericardite é uma inflamação do pericárdio (uma membrana semelhante a um saco que envolve o coração). Ela pode ser causada por uma infecção, através de uma doença grave dos rins, por um infarto do miocárdio (ataque do coração) ou através de vários outros problemas. A pericardite tipicamente produz um ruído pela fricção do coração contra o pericárdio, como se estivesse rangendo.

Mixoma cardíaco

O mixoma é um tumor benigno e macio. Raramente, pode crescer dentro do coração e obstruir o fluxo de sangue.

Sopro no Coração
Coração - Aspecto Externo

Sopro no Coração
Coração - Aspecto Interno

Aproximadamente 10 por cento dos adultos e 30 por cento das crianças (freqüentemente entre as idades de 3 e 7 anos) têm um sopro, inofensivo ou inocente, que é produzido por um coração normal. Este sopro inocente pode ficar mais aparente se a pessoa estiver sendo examinada, quando ela estiver mais ansiosa, tiver uma baixa contagem de glóbulos vermelhos (anemia), acabou de se exercitar ou tem febre.

Quadro Clínico

Se alguém tem um sopro inocente, nenhum sintoma relacionado ao coração é esperado.

Para outros tipos de sopros do coração, os sintomas variam, dependendo da causa que está por trás.

Em geral, quando um sopro do coração interferir significativamente com a capacidade do coração de bombear sangue, o paciente pode experimentar um ou mais dos sintomas seguintes:

Falta de ar
Tonturas
Episódios de batida do coração rápida (taquicardia)
Dor no peito
Uma tolerância diminuída aos esforços físicos
Em fases posteriores, sintomas de insuficiência cardíaca.

Diagnóstico

Muitos sopros são inesperadamente descobertos quando o médico escuta o coração de alguém com um estetoscópio durante um exame físico rotineiro. Em outros casos, quando alguém estiver tendo sintomas de problemas do coração, o médico fará perguntas relacionadas a um tipo específico de doença do coração.

Por exemplo, ele pode perguntar por uma história de febre reumática, porque esta doença é a principal causa de anormalidades das válvulas do coração. Como a endocardite pode ocorrer através do uso de drogas intravenosas, certos exames médicos ou procedimentos dentais, seu médico pode perguntar por estes fatores de risco. Se o paciente for uma criança, o pediatra irá perguntar se há uma história familiar de problemas congênitos do coração.

Como os problemas específicos do coração estão associados com tipos específicos de sopros, o cardiologista freqüentemente fará o diagnóstico baseado em sua história médica, sintomas e o som característico do sopro num intervalo de tempo (se o sopro acontece quando o coração estiver bombeando ou quando está descansando).

Para confirmar o diagnóstico, seu médico solicitará exames diagnósticos que podem incluir:

Eletrocardiografia (o ECG): Este procedimento indolor mede a atividade elétrica do coração.
Radiografia do tórax:
Ela é usada para ver se o coração está aumentado de tamanho e para certas anormalidades congênitas.
Ecocardiografia:
Este teste não-invasivo usa ondas sonoras para criar uma imagem da estrutura do coração, inclusive a estrutura de suas válvulas.
Doppler Ecocardiografia:
Este exame é semelhante à ecocardiografia, mas cria uma imagem dos padrões de fluxo de sangue do coração ao invés de definir sua estrutura.
Cateterismo cardíaco:
Neste exame, um cateter (um pequeno tubo fino e estéril) é conduzido até o coração e mede a pressão e os níveis de oxigênio nas câmaras do coração. Um contraste é injetado pelo cateter para produzir uma imagem de raios X da estrutura interna do coração e padrões de fluxo de sangue.
Exames de sangue:
Os exames de sangue são usados para definir a presença de uma infecção em pessoas com suspeita de endocardite ou pericardite.

Prevenção

Atualmente, não há nenhuma forma de se prevenir dos defeitos congênitos do coração que causam alguns sopros cardíacos.

Se você tem um risco elevado de endocardite, o médico irá prescrever antibióticos antes de executar qualquer procedimento médico ou dentário durante o qual as bactérias tenham uma chance de entrar em seu sangue e infectar seu coração. Você também pode ajudar a prevenir a endocardite evitando o uso de drogas intravenosas.

Você pode prevenir muitas anormalidades das válvulas do coração prevenindo a febre reumática. Para fazer isto, tome antibióticos exatamente como prescrito pelo médico, sempre que você tiver uma infecção de garganta. Pessoas que já tiveram um episódio de febre reumática podem precisar tomar antibióticos profiláticos (para prevenir a doença) por até 10 anos depois do ataque inicial.

Tratamento

Sopros inocentes do coração não precisam ser tratados. Dependendo da causa subjacente, outros sopros que não tenham sintomas podem não requerer nenhum tratamento habitual além de ser monitorado por seu cardiologista. Quando o tratamento é necessário, ele varia, dependendo da causa do sopro.

Uma anormalidade das válvulas do coração

Dependendo do tipo de anormalidade da válvula, medicamentos como o digital (Digoxina â) ou os Inibidores da Conversão da Angiotensina (Captopril â, Enalapril â, etc) podem ser usados para tratar os sintomas. Os casos graves podem ser corrigidos cirurgicamente, freqüentemente substituindo-se a válvula doente por uma artificial.

Prolapso de válvula mitral

Em pessoas onde os exames diagnósticos mostraram que a válvula mitral está significativamente deformada, podem ser necessários antibióticos para prevenir a endocardite. As pessoas com arritmias cardíacas são tratadas com medicamentos antiarrítmicos, enquanto aqueles com dor no peito são tratados com beta-bloqueadores (medicamentos que reduzem a carga de trabalho do coração reduzindo a velocidade da freqüência cardíaca e a força de contrações do músculo de coração). Em casos raros onde o prolapso leva à regurgitação mitral severa, a válvula mitral anormal será consertada ou será substituída cirurgicamente.

Problemas congênitos do coração

A maioria dos casos de doença congênita do coração deve ser corrigida cirurgicamente.

Endocardite: uando a endocardite é causada por uma infecção bacteriana, ela é tratada normalmente com duas a seis semanas de antibióticos. Na maioria dos casos, este tratamento antibiótico é administrado por via endovenosa, com o paciente hospitalizado. Às vezes, a válvula do coração infectada deve ser substituída através de cirurgia.
Pericardite:
tratamento da pericardite aguda depende de sua causa. Em geral, a pessoa é internada para descansar e tomar medicamentos para a dor, uma droga antiinflamatória e medicamentos para tratar uma infecção subjacente. Pessoas com pericardite devido a Insuficiência Renal precisarão intensificar seu programa de hemodiálise. Se há excesso de fluido acumulado ao redor do coração, ele será retirado com uma agulha estéril (um procedimento chamado pericardiocentese).
Mixoma cardíaco:
O mixoma cardíaco é retirado por cirurgia.

Qual médico procurar?

Procure o cardiologista se você começar a sofrer de falta de ar, tonturas persistentes, episódios de taquicardia ou arritmia do coração ou dor no peito.

Prognóstico

Quando um sopro inocente do coração é ativado por febre, ansiedade ou esforço físico, ele pode desaparecer depois que o fator desencadeante tiver fim. Em crianças saudáveis com sopros inocentes mais duradouros, o sopro fica freqüentemente menos intenso quando a criança cresce, e pode desaparecer completamente na vida adulta.

Quando um sopro é causado por um problema de coração, a duração dele depende do tipo de problema que está por trás da disfunção cardíaca. Por exemplo, algumas formas de endocardite começam de repente e progridem rapidamente ao longo de alguns dias, enquanto outros produzem sintomas mais moderados durante semanas ou meses. Sopros causados por problemas das válvulas ou problemas congênitos do coração normalmente persistem ao longo da vida, e (dependendo da causa específica) eles podem piorar com o passar do tempo.

Em geral, até mesmo quando a cirurgia do coração é necessária, o prognóstico é bom, graças à segurança e a eficácia das técnicas cirúrgicas modernas.

Quando a cirurgia cardíaca é executada para remover um mixoma, o tumor volta em 1 a 22 por cento dos pacientes.

Fonte: www.policlin.com.br

Sopro no Coração

O sopro cardíaco é um ruído diferente que o médico detecta quando ausculta o coração com um aparelho chamado estetoscópio, e apesar do grande temor que causa principalmente às mães de crianças portadoras, na grande maioria das vezes não significa doença.

Existem várias diferenças que devem ser avaliadas pelo médico, que pode usar outros exames, como o eletrocardiograma, o RX de tórax e principalmente o ecocardiograma (ultra- sonografia do coração) com Doppler, para diferenciar os vários tipos.

Muitas vezes, a criança nasce com um sopro, devido ao coração ainda não ter terminado de se formar completamente, mas geralmente desaparece nos primeiros meses de vida. Quando o sopro permanece e existem sinais de desconforto, rouxidão nos lábios, cansaço às mamadas, deve ser levado ao cardiologista, pois pode ser uma cardiopatia congênita (existem vários tipos de malformação do coração, que atingem cerca de 3% das crianças nascidas).

O sopro mais comum, chamado de fisiológico, geralmente aparece por volta de 3 à 4 anos de idade, não necessita de nenhum cuidado específico, e costuma desaparecer durante a adolescência, quando o coração muda para o tipo adulto. Não deve haver angústia alguma por este tipo.

Outro tipo de sopro é o que ocorre quando existe acometimento do coração por doença reumática no sangue, que geralmente ocorre na infância/ adolescência, por infecções de repetição em garganta, ouvido, mas felizmente só em poucas pessoas. Estas são chamadas de valvulopatias e as mais comuns são a estenose/insuficiência mitral e aórtica, que devem ser bem acompanhadas, geralmente com uso mensal de penicilina benzatina, e muitas vezes, os pacientes precisam ser operados para trocar as válvulas.

Nas pessoas idosas, costuma aparecer alguns sopros, ou por endurecimento das artérias e válvulas cardíacas, ou por disfunção do músculo do coração devido à infartos, hipertensão arterial e só o médico especializado tem condições de definir o risco e o tratamento necessário.

Fonte: www.medcorcardio.com.br

Sopro no Coração

O sopro cardíaco é um ruído que pode ser ouvido entre um batimento e outro do coração. Não se trata de uma doença, mas de um achado ao se examinar o coração com o estetoscópio, que pode ter ou não significado clínico, ou seja, indicar ou não doença do coração.

Pode ocorrer em crianças, adultos e idosos. Cerca de 40% a 50% das crianças saudáveis apresentam o sopro denominado inocente ou fisiológico, decorrente de fenômenos naturais. É um tipo de sopro com características próprias, que após investigação clínica não se encontra doença.

Entretanto, o sopro também pode ser representação de doenças cardíacas congênitas ou adquiridas. Por haver essa possibilidade, é preciso esclarecer sua origem. Como muitas vezes o sopro é detectado em consultas de rotina em crianças, a notícia costuma causar uma grande preocupação para os pais.

Contudo, na maioria das vezes, o sopro é do tipo inocente, ou seja, sem causa ou doença detectável e, mesmo quando há doenças responsáveis pelo seu aparecimento, as perspectivas atuais de sucesso no tratamento, quando necessário, são muito boas.

Causas e Sintomas

Como o sopro é apenas um sinal ao exame do coração, ele não produz sintomas. Os sintomas vão depender do tipo e da gravidade da doença que causa o mesmo, se existir.

Muitas doenças do coração, principalmente em crianças, não causam sintomas e só são suspeitadas quando o médico detecta o sopro durante a ausculta cardíaca. Quando há sintomas, os principais podem ser cansaço, taquicardia, desmaios repentinos e coloração azulada nos dedos e nos lábios (cianose), particularmente em crianças, em virtude da baixa oxigenação do sangue – manifestação que, aliás, requer atendimento médico imediato.

Não há uma explicação muito precisa para os sopros inocentes. O ruído pode derivar simplesmente de modificações temporárias no sistema circulatório do recém-nascido, da criança e do adolescente, ou mesmo em adultos, ou, então, de vibrações das estruturas elásticas do coração.

Outra explicação seria a maior turbulência do fluxo sangüíneo, decorrente de febre ou de um quadro de anemia, que são condições comuns em crianças.

Entre os problemas congênitos que causam sopros estão as alterações nas valvas cardíacas e as comunicações entre as cavidades esquerda e direita e entre artérias. Uma causa bastante freqüente de sopros é decorrente de alterações nas valvas cardíacas causadas por febre reumática na infância, uma complicação cardíaca secundária a infecções de garganta por uma bactéria chamada estreptococo.

Doenças degenerativas das valvas do coração, mais freqüentes em idosos, também podem causar sopro, como no caso da estenose da valva aórtica.

Exames e Diagnósticos

O sopro é diagnosticado pela ausculta do coração pelo médico que atende a criança ou o adulto. Embora a história clínica e as características do sopro auxiliem na caracterização do mesmo, se inocente ou causado por alguma doença, muitas vezes, para esclarecer a causa são necessários exames complementares.

Os mais empregados nessa investigação são a radiografia de tórax, o eletrocardiograma e, principalmente, o ecocardiograma, que é um ultra-som que mostra imagens do coração e o seu funcionamento e permite o diagnóstico da maioria das causas de sopros em adultos e crianças.

Tratamento e Prevenções

Os sopros propriamente não requerem tratamento. Quando existe uma doença que cause o sopro, há necessidade de acompanhamento e, algumas vezes, pode ser necessário tratamento clínico ou por meio de cirurgia ou outro procedimento invasivo.

Quando não há doença e o sopro é considerado fisiológico ou inocente não há necessidade de tratamento e as crianças que apresentam esse sinal podem levar uma vida normal, sem restrições e sem necessidade de acompanhamento cardiológico.

Apesar de haver fatores que independem de prevenção, o risco de ter um bebê com doença cardíaca que cause sopro anormal pode ser reduzido por um bom acompanhamento pré-natal, que inclua medidas de prevenção contra doenças infecciosas, particularmente a sífilis e a rubéola, e por cuidados com o uso de medicamentos e de outras substâncias que interfiram na formação do coração do feto, que ocorre até a oitava semana de gestação.

Já durante a infância, é importante tratar adequadamente a criança que contrai infecções por estreptococos, sempre pelo tempo recomendado pelo médico, para evitar uma possível evolução do quadro para febre reumática, que, em alguns casos, pode ocasionar lesões nas valvas do coração.

Fonte: www.fleury.com.br

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