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Teníase

A teníase é causada por duas espécies de cestódeo: Taenia saginata e Taenia solium.

Etiologia

O homem é o único hospedeiro definitivo de ambas espécies. A T. saginata só infecta o ser humano na sua fase adulta, através da ingestão de carne do hospedeiro intermediário (gado) infectada com larvas da parasita. A infecção por T. solium pode ser através da ingestão de carne do porco (hospedeiro intermediário) ou ovo de T. solium através da ingestão de verduras contaminadas ou por auto-infecção causando cisticercose (homem como hospedeiro definitivo e intermediário).

As teníases são encontradas mundialmente, porém algumas regiões têm maior prevalência, como na América Latina, África Subsaariana, China, Sul e Sudeste da Ásia, e Leste Europeu. No Brasil, as regiões Sul e Sudeste têm maiores notificações de casos de teníase e cisticercose.

Clínica

Teníase

As infecções intestinais muitas vezes são assintomáticas e só são notadas quando o paciente observa a eliminação de proglotes pelas fezes. Quando o indivíduo é sintomático, as manifestações podem ser dores ou desconfortos abdominais leves, náusea, alteração do apetite, flatulência, diarréia ou obstipação. Em alguns casos, podem causar perda de peso ou alteração de crescimento e desenvolvimento em crianças. Raramente, há complicações como apendicite, obstru­ção do colédoco ou ducto pancreático devido ao crescimento exagerado do parasito.

Cisticercose

Manifestação variável, de acordo com a localização do cisticerco. Eles podem ser encontrados em qualquer parte do or­ganismo, principalmente no SNC, sistema musculoesquelético, tecido subcutâneo e olhos. As manifestações neurológicas são mais comuns e geralmente caracterizam-se pela convulsão (lesão intraparenquimatosa em áreas motoras), sinais de hipertensão intracraniana com náusea, vômitos cefaléia e borramento visual, hidrocefalia (obstrução do fluxo liquórico ou aracnoidite), infarto cerebral (vasculite) e síndrome medular.

Sintomas da Cisticercose

A teníase geralmente é assintomática. Como não há invasão das mucosas, a maioria das manifestações clínicas ocorrem devido a presença do verme no intestino associada a competição por nutrientes entre o parasito e o hospedeiro. Além disso, a absorção dos excretos do verme podem causar alguns sintomas como cefaléia e irritabilidade. Sendo assim, o sintoma mais comum é a dor abdominal inespecífica, mas pode ocorrer também náuseas, adinamia, perda de peso, alterações no apetite, obstipação intestinal ou diarréia e prurido do orifício retal. Na teníase por T. saginata pode ocorrer sintomas abdominais agudos devido a migração das proglotes seguida por obstrução do apêndice ou vias biliares e pancreáticas. Uma manifestação psicologicamente perturbadora ocorre quando as proglotes migram para fora do orifício retal alcançando a pele ou roupa.

A evolução crônica pode causar distúrbios mentais e psicóticos.

A chamada forma racemosa ocorre em ventrículos e cisterna basal, caracterizada pelo crescimento anormal da membrana do cisto com degeneração do escólex do parasita.

Diagnóstico

Teníase

Detecção de ovos ou proglotes nas fezes ou através da detecção de proglotes no swab do orifício retal com fita de celofane. A distinção entre T. saginata e T. solium requer exame do proglote maturo ou do escólex. A eosinofilia pode estar presente.

Cisticercose

Baseado nos critérios abaixo:

Critério absoluto: demonstração do parasito através do material histológico ou fundo de olho (na forma ocular) ou exames radiológicos de imagem com visualização da lesão cística contendo escólex.

Critérios maiores: lesão radiológica sugestiva de neurocisticercose, anticorpo sérico anticisticerco positivo através da técnica de EITB (enzyme-linked immunotransfer blot), resolução da lesão após instituição do trata­mento específico.

Critérios menores: lesão de imagem compatível com neurocisticercose, manifestação clínica sugestiva, demonstração de anticorpo ou antígeno de cisticerco no liquor pela técnica de ELISA, evidência de cisticercose extra-sistema nervoso central.

Critério epidemiológico: residente da região endêmica de cisticercose, viagem para área endêmica, contato familiar com indivíduos infectados pela T. solium.

Diagnóstico definitivo:

Um critério absoluto

Dois critérios maiores

Um critério menor e um critério epidemiológico.

Diagnóstico provável:

Um critério maior e dois critérios menores

Um critério maior, um critério menor e um critério epidemiológico

Três critérios menores e um critério epidemiológico.

Alterações radiológicas:

Lesão cística hipodensa, de contornos bem delimitados e com escólex no seu interior (cisticerco vivo ou ativo) intraparenquimatoso ou no espaço subaracnóide

Lesão hipodensa com reforço em anel ou isodensa com reforço homogêneo na fase contrastada (lesão em degeneração); • lesão nodular calcificado.

Alteração liquórica:

Pleocitose com predomínio de linfócitos, neutrófilos ou eosinófilos, elevação de proteína, glicorraquia normal ou diminuída. 

Tratamento

Teníase: praziquantel (10 mg/kg).

Neurocisticercose:

Tratamento sintomático: anticonvulsivantes, derivação em caso de hidrocefalia;

Tratamento específico: avaliar riscos e benefícios do tratamento devido ao risco de exacerbação da resposta inflamatória perilesional, que pode agravar sintomas de con-vulsão e hidrocefalia.

Albendazol 15 mg/kg/dia 8/8 horas 8 a 28 dias ou

Praziquantel 50 mg/kg/dia dividido em 8/8 horas por 15 a 28 dias.

Corticosteróide para evitar piora inflamatória com uso de drogas antiparasitárias e para reduzir risco de bloqueio de shunt de derivação ventricular (dexametasona ou metilprednisona).

Fonte: www.consultormedico.com

Teníase

Teníase ( solitária )

A teníase pode ser causada por dois vermes da mesma família, a Taenia saginata e a Taenia solium.

O homem adquire a infecção pela T. saginata através da ingestão de carne bovina mal cosida ou crua.

A Taenia solium, no estágio adulto, parasita exclusivamente o intestino humano.

Pode chegar a medir cerca de 10 metros de comprimento se apresentando de forma achatada e segmentada em que podem ser distinguidas 3 porções: a cabeça ou escólex, o pescoço e o corpo, sendo o último constituído por uma série de segmentos ou anéis.

Normalmente é um parasito solitário ( daí o nome vulgar de solitária ), sendo raro encontrarmos mais de um exemplar numa mesma pessoa.

O gado bovino é seu hospedeiro intermediário, no qual é encontrado em estado larvário.

A Taenia solium é semelhante a anterior, chegando ao estágio adulto no intestino delgado com comprimento que pode variar de 2 a 9 metros.

O hospedeiro intermediário dela é, normalmente o porco, podendo outros animais também estarem envolvidos como o macaco, o cão o gato e o próprio homem.

O ciclo evolutivo é semelhante em ambas, os ovos são depositados nos pastos com as fezes de indivíduos infectados, sendo ingeridos por bovinos ou suinos.

Há a fixação dos embriões no músculo do hospedeiro intermediário após a migração do aparelho digestivo, formando as larvas.

O homem ingere a carne mal cosida e o parasita se fixa através de ventosas ao intestino delgado, dando início a formação dos proglotes ( segmentos ).

As Taenias são hermafroditas e em cada anel ou segmento existem os elementos masculinos e femininos da reprodução sexual. Após cerca de 3 meses, os anéis já gravídicos, repletos de ovos são expulsos de forma ativa ( T. saginata ) ou passiva ( T. solium ).

Quanto aos sintomas a solium adulta pode não provocar sintomas ou, ocasionalmente produz desconforto abdominal, dor tipo fome, sensação de má-digestão, diarréia ou alternância desta com constipação ( prisão de ventre ).

O exame físico é pobre e não contribui para o diagnóstico.

A saginata produz alteração significativa da função intestinal por desviar para sua nutrição as substâncias digeridas pelo hospedeiro.

Diarréia, e dor tipo fome se desenvolve, perda de peso ocasional e falta de apetite. Raramente pode ocasionar obstrução intestinal.

Os proglotes ( segmentos ) alojados no apêndice podem levar a quadro de apendicite aguda.

A absorção de produtos tóxicos do verme pode levar a quadros alérgicos com edema ( inchaço ) de face, tronco e membros inferiores.

Os sintomas mais comuns são o desconforto abdominal e a irritação ocasionada pelos proglotes ao moverem-se lentamente no orifício retal.

A neurocisticercose possui grande incidência no Brasil, ocasionando convulsões, hipertensão intracraniana ou somente distúrbio psiquiátrio inicialmente.

O quadro de deficit do sistema nervoso central dependerá da localização do Cysticerco no cérebro.

O Cysticercus cellulosae, larva da Taenia solium ( do porco ), que foi antes ingerida como ovo, atravessa a mucosa do estômago, penetra na corrente sanguínea e dissemina-se pelo organismo do hospedeiro, incluindo o sistema nervoso.


Taenia solium

Nessa localização pode levar a 3 formas clínicas:

Forma cística nos ventrículos e no parênquima cerebral

Forma racemosa nas meninges

Forma miliar, mais comum em crianças

A cisticercose compromete o SNC, globo ocular, tecido celular subcutâneo e músculos esqueléticos.

O diagnóstico é suspeitado pela presença de ovos nas fezes, reação de fixação do complemento positiva ( Weinberg ).

O líquido céfalo raquiano mostra eosinofilia, hiperproteinorraquia ( aumento das proteínas ), hipoglicorraquia ( diminuição dos níveis de glicose ) e aumento de gamaglobulina.

A biópsia de nódulo cutâneo ou muscular pode auxiliar no diagnóstico.

A Tomografia Computadorizada do crânio ou a Ressonância Nuclear Magnética podem demonstrar hidrocefalia e cistos calcificados.

A cintilografia radioimunológica com anticorpos anti-Cysticercus marcados com iodo 131 é diagnóstica.

Laboratorialmente os exames de rotina estão normais, a não ser uma moderada eosinofilia de até 13% no hemograma.

O diagnóstico é feito pelo achados dos típicos ovos ou de proglotes gravídicos expulsos espontâneamente.

A profilaxia da teníase é feita com a destinação adequada das fezes humanas, inspeção rigorosa das carnes nos matadouros, a não ingestão de carne crua ou mal cosida e pelo tratamento das pessoas infestadas.

O tratamento é feito com drogas como a niclosamida, o mebendazol e o praziquantel.

Na neurocisticercose procedimentos neurocirúrgicos podem ser necessários.

Fonte: www.geocities.com

Teníase

Teníase e cisticercose são doenças causadas por tênias, em fases diferentes do ciclo de vida desses cestódeos.

Sinônimos: Solitária

O que é teníase?

A teníase é resultado da presença da forma adulta da Taenia solium ou da Taenia saginata no intestino delgado do homem.

É uma parasitose intestinal que pode causar dores abdominais, náuseas, debilidade, perda de peso, flatulência (gases), diarréia ou constipação.

Quando o parasita permanece no intestino, o parasitismo pode ser considerado benigno.

Excepcionalmente, requer intervenção cirúrgica por haver penetração do parasita em locais como o apêndice cecal (parte do intestino que costuma ser operada quando há "apendicite"), colédoco (ducto que drena secreção do fígado para o intestino), ducto pancreático (ducto que drena secreção do pâncreas para o intestino) devido ao crescimento exagerado do parasita nestes locais, o que pode ocasionar obstrução.

Em alguns casos, pode provocar retardo no crescimento e no desenvolvimento das crianças e baixa produtividade no adulto.

A infestação pode ser percebida pela eliminação espontânea de proglotes (parte do corpo do verme que contém ovos) nas fezes.

O que é cisticercose?

A cisticercose é causada pela larva da Taenia solium nos tecidos humanos.

As manifestações clínicas dependem da localização e do número de larvas que infectaram o indivíduo, da fase de desenvolvimento dos cisticercos e da resposta imunológica do hospedeiro (é assim que costumam ser chamas as pessoas que "hospedam" o verme).

As formas graves estão localizadas no sistema nervoso central e apresentam sintomas neuro-psíquicos (convulsões, distúrbio de comportamento, hipertensão intracraniana) e oculares.

Quem é o agente causador?

A Taenia solium é a tênia da carne de porco e a Taenia saginata é a da carne bovina. Esses dois cestódeos na forma adulta causam doença intestinal (teníase). São os ovos da Taenia solium que causam a cisticercose ao serem ingeridos.

A tênia é conhecida popularmente como solitária.

Como se transmite?

A teníase é adquirida através da ingestão de carne de boi ou de porco mal cozida, que contém as larvas.

Quando o homem ingere os ovos da Taenia solium, provenientes de verduras e legumes mal lavados ou higiene inadequada, adquire a cisticercose.

Tempo até os primeiros sintomas

O tempo para o aparecimento da cisticercose humana varia de 15 dias a anos após a infecção.

Para a teníase, cerca de três meses após a ingestão da larva, o parasita adulto já pode ser encontrado no intestino delgado humano.

Tem algum risco?

Relativos à teníase:

Obstrução de apêndice

Colédoco ou ducto pancreático

Relativos à cisticercose:

Problemas visuais

Neurológicos.

Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico de teníase geralmente é feito através da observação de proglotes (partes do verme) nas fezes ou pela presença de ovos no exame de fezes.

O diagnóstico da neurocisticercose se faz através de exames de imagem (Raio X, tomografia computadorizada e ressonância nuclear magnética de cisticercos calcificados).

Como se trata?

É importante ficar bem claro que as medicações utilizadas devem ser receitadas por um médico que acompanhe o paciente.

O hábito de tomar remédios para vermes por conta própria não é adequado.

Como todos os remédios essas medicações não são isentas de efeitos colaterais, o que pode trazer sérios problemas à saúde.

Com o acompanhamento, o médico poderá receitar a droga mais indicada para o caso e acompanhar os possíveis efeitos colaterais.

Como evitar?

Através de medidas básicas de higiene, como lavar as mãos antes das refeições e após ir ao banheiro, com o cozimento adequado da carne de boi e de porco e a correta lavagem de verduras e legumes.

Fonte: www.medicinal.com.br

Teníase

A teníase é uma doença causada pela forma adulta das tênias (Taenia solium e Taenia saginata, principalmente), com sintomatologia mais simples.

Muitas vezes, o paciente nem sabe que convive com o parasita em seu intestino delgado.

São duas fases distintas de um mesmo verme, causando, portanto, duas parasitoses no homem, o que não significa que uma mesma pessoa tenha que ter as duas formas ao mesmo tempo.

As tênias também são chamadas de "solitárias", porque, na maioria dos caso, o portador traz apenas um verme adulto. São altamente competitivas pelo habitat e, sendo hermafroditas com estruturas fisiológicas para autofecundação, não necessitam de parceiros para a cópula e postura de ovos.

Ciclo Evolutivo

O homem portador da verminose apresenta a tênia no estado adulto de seu intestino, sendo, portanto, o hospedeiro definitivo.

Os últimos anéis ou proglótides são hermafroditas e aptos à fecundação. Geralmente, os espermatozóides de um anel fecundam os óvulos de outro segmento, no mesmo animal. A quantidade de ovos produzidos é muito grande (30 a 80 mil em cada proglote), sendo uma garantia para a perpetuação e propagação da espécie. Os anéis grávidos se desprendem periodicamente e caem com as fezes.

O hospedeiro intermediário é o porco, animal que, por ser coprófago, ingere os proglótides grávidos ou os ovos que foram liberados no meio.

Dentro do intestino do animal, os embriões deixam a proteção dos ovos e, por meio de seis ganchos, perfuram a mucosa intestinal. Pela circulação sangüínea, alcançam os músculos e o fígado do porco, transformando-se em larvas denominadas cisticercos, que apresentam o escólex invaginado numa vesícula.

Quando o homem se alimenta de carne suína crua ou malcozida contendo estes cisticercos, as vesículas são digeridas, liberando o escólex que se everte e fixa-se nas paredes intestinais através dos ganchos e ventosas.

O homem com tais características desenvolve a teníase, isto é, está com o helminte no estado adulto, e é o seu hospedeiro definitivo.

Os cisticercos apresentam-se semelhantes a pérolas esbranquiçadas, com diâmetros variáveis, normalmente do tamanho de uma ervilha. Na linguagem popular, são chamados de "pipoquinhas" ou "canjiquinhas".

Sintomas

Muitas vezes a teníase é assintomática. Porém, podem surgir transtornos dispépticos, tais como: alterações do apetite (fome intensa ou perda do apetite), enjôos, diarréias freqüentes, perturbações nervosas, irritação, fadiga e insônia.

Profilaxia e Tratamento

A profilaxia consiste na educação sanitária, em cozinha bem as carnes e na fiscalização da carne e seus derivados (lingüiça, salame, chouriço,etc.)

Em relação ao tratamento, este consiste na aplicação de dose única (2g) de niclosamida. Podem ser usadas outras drogas alternativas, como diclorofeno, mebendazol, etc.

O chá de sementes de abóbora é muito usado e indicado até hoje por muitos médicos, especialmente para crianças e gestantes.

Fonte: www.ecotia.com.br

Teníase

Taenia solium e a Taenia saginata pertencem à classe Cestoidea, ordem Cyclophillidea, família Taenidae e gênero Taenia.

Na forma larvária (Cysticercus cellulosae _ T. solium e Cysticercus bovis _ T. saginata) causam a teníase.

Na forma de ovo a Taenia saginata desenvolve a cisticercose no bovino, e a Taenia solium no suíno ou no homem.

TENÍASE

Verminoses freqüentes em nosso meio causadas pela Tênia, ou "solitária", como é popularmente conhecida, são transmitidas através da ingestão de carne e derivados de porco e/ou de vaca, ou outro alimento contaminado por cistéceros, conhecidos por "pipoca", "quirera" ou "canjica".

Por sua vez, tanto o porco como o gado é infestado através da ingestão de fezes de pessoas contaminadas.

A Tênia (nome comum de um platelminto, parasita intestinal de vertebrados) tem o corpo formado por anéis, mede de 2 a 3 metros e fica alojada no intestino de adultos ou crianças. Cada anel pode ter até oitenta mil (80.000) ovos que são eliminados pelas fezes.

Na verminose, conhecida como teníase, os sintomas são falta de apetite, perda de peso, dores de barriga e fraqueza.

CISTICERCOSE

A Cisticercose é uma doença que se caracteriza pela formação dos "cistícercos" que são pequenos grãos que podem se localizar nos músculos, cérebro, pulmão e olhos. Os animais (porco e boi) e o homem adquirem a cisticercose quando ingerem os ovos da Tênia que foram eliminados nas fezes humanas. A cisticercose humana é uma doença muito grave.

Os sintomas são:

É uma doença grave, onde os cisticercos formam pequenos grãos que podem se localizar nos músculos, coração, pulmão, olhos e cérebro. Como conseqüência, pode ocorrer dor de cabeça, dificuldade para andar, alteração do comportamento, convulsão, cegueira e outras complicações que podem levar à morte.

Como medida preventiva é importante observar que:

Os esgotos das casas devem estar adequadamente ligados à rede pública ou à fossa devidamente construída para essa finalidade.
Não se deve usar fezes humanas para adubação, nem água contaminada para irrigação de hortas e plantações.
Os alimentos dados aos animais devem ser saudáveis.
Carnes e lingüiças devem ser consumidas cozidas, fritas ou assadas. Se estiverem cruas, a contaminação é mais fácil.
Não se deve consumir carne ou lingüiça de origem desconhecida.
A água encanada que será bebida deve ser fervida ou filtrada. Água de poço deverá ser filtrada e fervida.
As mãos devem ser sempre lavadas antes do preparo dos alimentos, antes das refeições e logo após o ato de defecar.
As verduras devem ser lavadas e higienizadas. Após serem lavadas, devem permanecer por meia hora em uma vasilha com um litro de água filtrada e duas colheres de água sanitária. Como alternativa, pode ser usado um litro de água limpa com uma colher de sopa de vinagre.

Fonte: www.drashirleydecampos.com.br

Teníase

SINTOMAS

Taenia saginata produz a doença denominada cisticercose bovina que compreende sintomas variáveis desde dor abdominal leve, até nervosismo, insônia, anorexia, perda de peso e outros distúrbios digestivos.

O fato mais surpreendente consiste na passagem (ativa ou passiva) das proglotes.

Ocasionalmente, apendicite ou colangite podem resultar da migração de proglotes. Exceto pela eliminação dos vermes pelo orifício retal, a maioria das infecções é assintomática.

TAENIA SOLIUM

A cisticercose suína é uma doença parasitária originada a partir da ingestão de ovos de Taenia solium, cujas formas adultas têm o homem como hospedeiro final; normalmente, os suínos apresentam apenas a forma larval (Cysticercus cellulosae). O quadro clínico da teníase no homem pode acarretar dor abdominal, anorexia e outras manifestações gastrointestinais, sem provocar conseqüências mais sérias.

A teníase, no entanto, pode conduzir à cisticercose humana, cuja localização cerebral é a sua manifestação mais grave, podendo levar o indivíduo à morte.

A infecção pode permanecer assintomática durante muitos anos e nunca vir a se manifestar. Nas formas cerebrais a sintomatologia pode iniciar-se por crises convulsivas, o quadro clínico tende a agravar-se à medida que aumente a hipertensão intercraniana, ou na dependência das estruturas acometidas, evoluindo para meningoencefalite e distúrbios de comportamento.

Agente etiológico

Taenia solium, o verme do porco causa infecção intestinal com a forma adulta e somática com a larva (cisticercos). O homem adquire teníase quando ingere carne suína, crua ou parcialmente cozida, contendo cisticercos.

Os suínos, por outro lado, adquirem cisticercose quando ingerem ovos de T. solium, presentes no ambiente contaminado por matéria fecal de seres humanos contaminados. Do mesmo modo que o suíno, o homem pode adquirir cisticercose a partir da ingestão de ovos de T. solium, presentes em alimentos contaminados com matéria fecal de origem humana, sobretudo verduras cruas, ou por auto-infecção, através das mãos e roupas contaminadas com a próprias fezes.

Ocorrência Mundial

A cisticercose humana é freqüente na América Latina, na Europa Oriental, na África e no sudeste da Ásia, e, consequentemente, em imigrantes destas regiões.

Existem muitos casos no México, Guatemala, El Salvador, Peru, Chile e Brasil.

O ciclo da infecção-transmissão ocorre, preferencialmente, em comunidades onde o saneamento é deficiente e onde os homens vivem em contato próximo com porcos e comem carne malpassada; é muito rara em países muçulmanos. Constitui enfermidade rara nos Estados Unidos e Canadá.

Reservatório

Humanos são o hospedeiro definitivo; o porco é o hospedeiro intermediário.

Modo de transmissão

1. Transferência direta dos ovos da T. solium das fezes de um indivíduo com teníase para a sua própria boca ou a de outras pessoas;
2.
Por movimentos retroperistálticos do intestino, onde os proglotes de uma tênia poderiam alcançar o est6omago para em seguida retornar ao intestino delgado liberando as oncosferas (auto infecção); ou,
3.
Indiretamente, através da ingestão de alimentos (geralmente verduras) ou água contaminada com os ovos de Taenia solium.

Período de incubação

O período de incubação da cisticercose pode variar de 1 a 35 dias, mas geralmente, o quadro clínico manifesta-se entre 2 a 5 anos pós-infecção.

Diagnóstico e conduta médica

Dentre os exames laboratoriais que permitem diagnosticar a cisticercose no homem destacam-se:

Exame do líquido cefalorraquidiano, o qual fornece elementos consistentes para o diagnóstico, pois o parasita determina alterações compatíveis com o processo inflamatório crônico.

Provas sorológicas, com resultados limitados, pois não permitem localizar os parasitas ou estimar a carga parasitária, além de que, a simples presença de anticorpos não significa que a infecção seja atual.

As provas mais utilizadas são:

ELISA, com sensibilidade aproximada de 80%

Imunoeletroforese, que embora não forneça resultados falso-positivos, revela apenas 54% a 87% dos pacientes com cisticercose; e,

Imunofluorescência indireta, altamente específica, mas pouco sensível.

Exame radiológico, realizado mediante imagens dos cistos calcificados, cujo aspecto é relativamente característico- a calcificação só ocorre após a morte do parasita.

Tomografia computadorizada, que auxilia na localização das lesões, notadamente ao nível do sistema nervoso central, tanto para os cistos viáveis, como para os calcificados.

Exame anatomopatológico, realizado ante-mortem, quando eventuais nódulos subcutâneos, permitem biópsia e a análise histopatológica, ou post-mortem, quando da realização de autópsia ou de necropsia.

MODO DE TRANSMISSÃO

Carne bovina crua ou mal cozida contaminada por cisticercos.

DIAGNÓSTICO

O tratamento é realizado com niclosamida ou praziquantel. Intervir cirurgicamente para aliviar o desconforto do paciente; hospitalizar e tratar com Praziquantel ou Albendazol os paciente com cisticercose ativa no sistema nervoso central, controlando o edema cerebral pela morte do cisticerco, com uma série curta de corticóides.

É importante destacar que os ovos das tênias dos suínos e dos bovinos são, microscopicamente, impossíveis de se diferenciar.

As principais diferenças entre a T. solium e a T. saginata dos bovinos são:



Taenia solium
Taenia saginata
Escólex Globoso

Com rostro

Com dupla fileira de acúleos

Quadrangular

Sem rostro

Sem acúleos

Proglotes
Ramificações uterinas pouco numerosas, de tipo dendrítico

Saem passivamente com as fezes

Ramificações uterinas muito numerosas, de tipo dicotômico

Saem ativamente no intervalo das defecações

Cysticercus
C. cellulosae

Apresenta acúleos

C. bovis

Não apresenta acúleos

Cisticercose umana
Possível
Não comprovada
Ovos
Indistinguíveis
Indistinguíveis

Medidas de controle

a) Medidas preventivas

A ocorrência da cisticercose suína e/ou bovina, é um forte indicador das más condições sanitárias dos plantéis.

Com base nos conhecimentos atuais, a erradicação das tênias, T. solium e T. saginata, é perfeitamente possível pelas seguintes razões: os ciclos de vida necessitam do homem como hospedeiro definitivo; a única fonte de infecção para os hospedeiros intermediários, pode ser controlada; não existe nenhum reservatório selvagem significativo; e, existem drogas seguras e eficazes para combater a teníase.

É importante:

1. Informar as pessoas para: evitar a contaminação fecal do solo, da água e dos alimentos destinados ao consumo humano e animal; não utilizar águas servidas para a irrigação das pastagens ;e, cozer totalmente as carnes de suínos e bovinos.
2
. Identificar e tratar, imediatamente, os indivíduos infectados com a T. solium para evitar a cisticercose, tomando precaução para proteger os pacientes da auto-contaminação, bem como seus contatos.
3.
Congelar a carne suína e bovina a temperatura abaixo de –5° C, por no mínimo 4 dias; ou irradiar a 1 Kgy, a fim de que os cisticercos sejam destruídos eficazmente.
4. submeter à inspeção as carcaças, nos abatedouros de suínos e bovinos, destinando-se conforme os níveis de contaminação:
condenação total, parcial, congelamento, irradiação ou envio para as indústria de reprocessamento.
5.
Impedir o acesso de suínos às fezes humanas, latrinas e esgotos.

b) Controle do paciente, contato e meio-ambiente:

1. Informar a autoridade sanitária local.
2.
Colaborar na desinfecção; dispor as fezes de maneira higiênica; enfatizar a necessidade de saneamento rigoroso e higienização das instalações; investir em educação em saúde promovendo mudanças de hábitos, como a lavagem das mãos após defecar e antes de comer.
3.
Investigar os contatos e as fontes de infecção; avaliar os contatos com sintomas.

TAENIA SAGINATA/TENÍASE

Agente etiológico

Taenia saginata, transmitida pela carne bovina contaminada causa somente infecção intestinal com o verme adulto em humanos

Ciclo de Vida

Os humanos são os únicos hospedeiros definitivos de Taenia saginata. O verme adulto (comprimento: em torno de 5 m ou menos, mas até 25 m) reside no intestino delgado onde se fixa por uma estrutura chamada escólex.

Produzem proglotes (cada verme tem de 1.000 a 2.000 proglotes) que se engravidam, destacam-se do verme e migram para o orifício retal ou saem com as fezes (cerca de 6 por dia). Cada proglote grávida contém de 80.000 a 100.000 ovos que são liberados depois que esta estrutura se destaca do corpo do verme e saem com as fezes. Os ovos podem sobreviver por meses até anos no ambiente.

ingestão de vegetação contaminada pelos ovos (ou proglotes) infesta o hospedeiro intermediário (bovinos e outros herbívoros). No intestino do animal, os ovos liberam a oncosfera, que o órgão genital feminino, invade a parede intestinal e migra para os músculos estriados, onde se desenvolve no cisticerco. O cisticerco pode sobreviver por muitos anos no animal.

ingestão de carne crua ou mal passada com cisticerco infesta os humanos. No intestino humano, o cisticerco se desenvolve 2 meses depois no verme adulto, que pode sobreviver por mais de 30 anos

Fonte: arquivomedico.hpg.ig.com.br

Teníase

Aspectos Epidemiológicos da Teníase/Cisticercose

O complexo Teníase/Cisticercose constitui-se de duas entidades mórbidas distintas, causadas pela mesma espécie de cestódio, em fases diferentes do seu ciclo de vida. A teníase é provocada pela presença da forma adulta da Taenia solium ou da Taenia saginata, no intestino delgado do homem. A cisticercose é uma entidade clínica provocada pela presença da forma larvária nos tecidos de suínos, bovinos ou do homem.

Agente Etiológico

Taenia solium e a Taenia saginata pertencem à classe Cestoidea, ordem Cyclophillidea, família Taenidae e gênero Taenia. Na forma larvária (Cysticercus cellulosae _ T. solium e Cysticercus bovis _ T. saginata) causam a teníase. Na forma de ovo a Taenia saginata desenvolve a cisticercose no bovino, e a Taenia solium no suíno ou no homem.

Reservatório e Fonte de Infecção

O homem é o único hospedeiro definitivo da forma adulta da Taenia solium e da Taenia saginata. O suíno ou o bovino são os hospedeiros intermediários (por apresentarem a forma larvária nos seus tecidos).

Modo de Transmissão

O homem que tem teníase, ao evacuar a céu aberto, contamina o meio ambiente com ovos eliminados nas fezes, o suíno ou o bovino ao ingerirem fezes humanas (direta ou indiretamente), contendo ovos de Taenia solium ou Taenia saginata, adquirem a cisticercose. Ao alimentar-se com carne suína ou bovina, mal cozida, contendo cisticercos, o homem adquire a teníase. A cisticercose humana é transmitida através das mãos, da água e de alimentos contaminados com ovos de Taenia solium.

Período de Incubação

O período de incubação para a cisticercose humana pode variar de 15 dias a muitos anos após a infecção.

Para a teníase, após a ingestão da larva, em aproximadamente três meses, já se tem o parasita adulto no intestino delgado humano.

Período de Transmissibilidade

Os ovos de Taenia solium e de Taenia saginata podem permanecer viáveis por vários meses no meio ambiente, principalmente em presença de umidade.

Susceptibilidade e Imunidade

A susceptibilidade é geral. Tem-se observado que a presença de uma espécie de Taenia garante certa imunidade, pois dificilmente um indivíduo apresenta mais de um exemplar da mesma espécie no seu intestino; porém não existem muitos estudos abordando este aspecto da infestação.

Distribuição, Morbidade, Mortalidade e Letalidade

A América Latina tem sido apontada por vários autores como área de prevalência elevada. Schenone et al (1982) relataram a existência de neurocisticercose em 18 países latino-americanos, com uma estimativa de 350.000 pacientes. A situação da cisticercose suína nas Américas não está bem documentada.

O abate clandestino de suínos, sem inspeção e controle sanitário, é muito elevado na maioria dos países da América Latina e Caribe, sendo a causa fundamental a falta de notificação (OPS - 1994). No Brasil, a cisticercose tem sido cada vez mais diagnosticada, principalmente nas regiões Sul e Sudeste, tanto em serviços de neurologia e neurocirurgia quanto em estudos anatomopatológicos (Pupo et al - 1945/46; Brotto - 1947; Spina-França - 1956; Canelas - 1962; Lima - 1966; Takayanagui - 1980, 1987; Vianna et al - 1986, 1990; Arruda et al - 1990; Silva - 1993; Silva et - 1994; Agapejev - 1994; Tavares - 1994; Costa-Cruz et al - 1995).

A baixa ocorrência de cisticercose em algumas áreas do Brasil, como por exemplo nas regiões Norte e Nordeste, pode ser explicada pela falta de notificação ou porque o tratamento realizado em grandes centros, como São Paulo, Curitiba, Brasília e Rio de Janeiro, dificultam a identificação da procedência do local da infecção.

Segundo dados da Fundação Nacional de Saúde/Centro Nacional de Epidemiologia (FNS/CENEPI 1993), o Brasil registrou um total de 937 óbitos por cisticercose no período de 1980 a 1989. Até o momento não existem dados disponíveis para que se possa definir a letalidade do agravo.

Aspectos Clínicos da Teníase

Descrição

O complexo teníase/cisticercose é uma zoonose e manifesta-se no homem sob duas formas clínicas:

Parasitose intestinal

Teníase: causa retardo no crescimento e no desenvolvimento das crianças, e baixa produtividade no adulto. A sintomatologia mais freqüente são dores abdominais, náuseas, debilidade, perda de peso, flatulência, diarréia ou constipação.

O prognóstico, é bom. Excepcionalmente é causa de complicações cirúrgicas, resultantes do tamanho do parasita ou de sua penetração em estruturas do aparelho digestivo tais como apêndice, colédoco e ducto pancreático.

Parasitose extra-intestinal

Cisticercose: infecção causada pela forma larvária da Taenia solium cujas manifestações clínicas estão na dependência da localização, tipo morfológico, número e fase de desenvolvimento dos cisticercos e da resposta imunológica do hospedeiro. Da conjunção destes fatores resulta um quadro pleomórfico, com uma multiplicidade de sinais e sintomas neurológicos (Trelles & Lazarte - 1940; Pupo et al - 1945/46; Brotto - 1947; De la Riva - 1957; Canelas - 1962; Lima - 1966; Takayanagui - 1980; 1987), inexistindo um quadro patognomônico.

A localização no sistema nervoso central é a forma mais grave desta zoonose, podendo existir também nas formas oftálmica, subcutânea e muscular (como o tecido cardíaco). As manifestações clínicas variam desde a simples presença de cisticerco subcutâneo até graves distúrbios neuropsiquiátricos (convulsões epileptiformes, hipertensão intracraniana, quadros psiquiátricos como demência ou loucura), com seqüelas graves e óbito.

Diagnóstico Laboratorial da Teníase

Teníase

Geralmente tem ocorrência sub-clínica, sendo muitas vezes não diagnosticada através de exames coprológicos, devido à forma de eliminação deste helminto, é mais comumente realizado através da observação pessoal da eliminação espontânea de proglótides. Os exames parasitológicos de fezes são realizados pelos métodos de Hoffmann, fita gomada e tamização.

Cisticercose

O diagnóstico é realizado através de biópsia tecidual, cirurgia cerebral, testes imunológicos no soro e líquido cefalorraquiano ou exames de imagem (RX, tomografia computadorizada e ressonância magnética).

Vigilância Epidemiológica

Notificação

A notificação da teníase/cisticercose poderá fornecer dados epidemiológicos mais precisos sobre a prevalência populacional e permitir o mapeamento geográfico das áreas mais afetadas para melhor direcionamento das medidas de controle.

Medidas de Controle

Trabalho Educativo da População

Como uma das medidas mais eficazes no controle da teníase/cisticercose deve ser promovido extenso e permanente trabalho educativo da população nas escolas e nas comunidades. A aplicação prática dos princípios básicos de higiene pessoal e o conhecimento dos principais meios de contaminação constituem medidas importantes de profilaxia. O trabalho educativo da população deve visar à conscientização, ou seja, ao corte dos hábitos e costumes inadequados e à adoção de novos, mais saudáveis, por opção pessoal.

Bloqueio de Foco do Complexo Teníase/Cisticercose

O foco do complexo teníase/cisticercose pode ser definido como sendo a unidade habitacional com pelo menos:

a. Nos indivíduos com sorologia positiva para cisticercose
b.
Um indivíduo com teníase
c.
Um indidíduo eliminando proglótides
d. 
Um indivíduo com sintomas neurológicos suspeitos de cisticercose
e.
Nos animais com cisticercose (suína/bivina).

Serão incluídos no mesmo foco outros núcleos familiares que tenham tido contato de risco de contaminação. Uma vez identificado o foco, os indivíduos deverão receber tratamento com medicamento específico.

Fiscalização da Carne

Essa medida visa reduzir ao menor nível possível a comercialização ou o consumo de carne contaminada por cisticercos e orientar o produtor sobre medidas de aproveitamento da carcaça (salga, congelamento, graxaria, conforme a intensidade da infecção) reduzindo a perda financeira, com segurança para o consumidor.

Fiscalização de Produtos de Origem Vegetal

A irrigação de hortas e pomares com água de rios e córregos que recebem esgoto deve ser coibida através de rigorosa fiscalização, evitando a comercialização ou o uso de vegetais contaminados por ovos de Taenia.

Cuidados na Suinocultura

O acesso do suíno às fezes humanas e à água e alimentos contaminados com material fecal deve ser coibido: esta é a forma de evitar a cisticercose suína.

Isolamento

Para os indivíduos com cisticercose ou portadores de teníase, não há necessidade de isolamento.

Para os portadores de teníase, entretanto, recomenda-se medidas para evitar a sua propagação: tratamento específico, higiene adequada das mãos, deposição dos dejetos garantindo a não contaminação do meio ambiente.

Desinfecção Concorrente

É desnecessária, porém é importante, o controle ambiental através da deposição correta dos dejetos (saneamento básico), e rigoroso hábito de higiene (lavagem das mãos após evacuações, principalmente).

Tratamento

O tratamento da teníase poderá ser feito através das drogas: Mebendazol, Niclosamida ou Clorossalicilamida, Praziquantel, Albendazol. Com relação à cisticercose, até há pouco mais de uma década e meia, a terapêutica medicamentosa da neurocisticercose era restrita ao tratamento sintomático.

Atualmente, praziquantel e albendazol têm sido considerados eficazes na terapêutica etiológica da neurocisticercose. (TAKAYANAGUI - 1987; 1990-b). Há questionamentos sobre a eficácia das drogas parasiticidas na localização cisternal ou intraventricular e na forma racemosa, recomendando-se, como melhor opção, a extirpação cirúrgica, quando exeqüível (COLLI - 1996; COLLI et al - 1994-b; TAKAYANAGUI - 1990-b; 1994).

Levando-se em consideração as incertezas quanto ao benefício, a falibilidade e os riscos da terapêutica farmacológica, a verdadeira solução da neurocisticercose está colocada primordialmente nas medidas de prevenção da infestação (OPS - 1994).

Fonte: dtr2001.saude.gov.br

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