A teníase pode ser causada por dois vermes da mesma família, a Taenia saginata e a Taenia solium.
O homem adquire a infecção pela T. saginata através da ingestão de carne bovina mal cosida ou crua.
A Taenia solium, no estágio adulto, parasita exclusivamente o intestino humano.

Taenia solium
Pode chegar a medir cerca de 10 metros de comprimento se apresentando de forma achatada e segmentada em que podem ser distinguidas 3 porções: a cabeça ou escólex, o pescoço e o corpo, sendo o último constituído por uma série de segmentos ou anéis.
Normalmente é um parasito solitário ( daí o nome vulgar de solitária ), sendo raro encontrarmos mais de um exemplar numa mesma pessoa.
O gado bovino é seu hospedeiro intermediário, no qual é encontrado em estado larvário.
A Taenia solium é semelhante a anterior, chegando ao estágio adulto no intestino delgado com comprimento que pode variar de 2 a 9 metros.
O hospedeiro intermediário dela é, normalmente o porco, podendo outros animais também estarem envolvidos como o macaco, o cão o gato e o próprio homem.
O ciclo evolutivo é semelhante em ambas, os ovos são depositados nos pastos com as fezes de indivíduos infectados, sendo ingeridos por bovinos ou suinos.
Há a fixação dos embriões no músculo do hospedeiro intermediário após a migração do aparelho digestivo, formando as larvas.
O homem ingere a carne mal cosida e o parasita se fixa através de ventosas ao intestino delgado, dando início a formação dos proglotes ( segmentos ).
As Taenias são hermafroditas e em cada anel ou segmento existem os elementos masculinos e femininos da reprodução sexual. Após cerca de 3 meses, os anéis já gravídicos, repletos de ovos são expulsos de forma ativa ( T. saginata ) ou passiva ( T. solium ).
Quanto aos sintomas a solium adulta pode não provocar sintomas ou, ocasionalmente produz desconforto abdominal, dor tipo fome, sensação de má-digestão, diarréia ou alternância desta com constipação ( prisão de ventre ).
O exame físico é pobre e não contribui para o diagnóstico.
A saginata produz alteração significativa da função intestinal por desviar para sua nutrição as substâncias digeridas pelo hospedeiro.
Diarréia, e dor tipo fome se desenvolve, perda de peso ocasional e falta de apetite. Raramente pode ocasionar obstrução intestinal.
Os proglotes ( segmentos ) alojados no apêndice podem levar a quadro de apendicite aguda.
A absorção de produtos tóxicos do verme pode levar a quadros alérgicos com edema ( inchaço ) de face, tronco e membros inferiores.
Os sintomas mais comuns são o desconforto abdominal e a irritação ocasionada pelos proglotes ao moverem-se lentamente no orifício retal.
A neurocisticercose possui grande incidência no Brasil, ocasionando convulsões, hipertensão intracraniana ou somente distúrbio psiquiátrio inicialmente.
O quadro de deficit do sistema nervoso central dependerá da localização do Cysticerco no cérebro.
O Cysticercus cellulosae, larva da Taenia solium ( do porco ), que foi antes ingerida como ovo, atravessa a mucosa do estômago, penetra na corrente sanguínea e dissemina-se pelo organismo do hospedeiro, incluindo o sistema nervoso.
Nessa localização pode levar a 3 formas clínicas:
Forma cística nos ventrículos e no parênquima cerebral
Forma racemosa nas meninges
Forma miliar, mais comum em crianças
A cisticercose compromete o SNC, globo ocular, tecido celular subcutâneo e músculos esqueléticos.
O diagnóstico é suspeitado pela presença de ovos nas fezes, reação de fixação do complemento positiva ( Weinberg ).
O líquido céfalo raquiano mostra eosinofilia, hiperproteinorraquia ( aumento das proteínas ), hipoglicorraquia ( diminuição dos níveis de glicose ) e aumento de gamaglobulina.
A biópsia de nódulo cutâneo ou muscular pode auxiliar no diagnóstico.
A Tomografia Computadorizada do crânio ou a Ressonância Nuclear Magnética podem demonstrar hidrocefalia e cistos calcificados.
A cintilografia radioimunológica com anticorpos anti-Cysticercus marcados com iodo 131 é diagnóstica.
Laboratorialmente os exames de rotina estão normais, a não ser uma moderada eosinofilia de até 13% no hemograma.
O diagnóstico é feito pelo achados dos típicos ovos ou de proglotes gravídicos expulsos espontâneamente.
A profilaxia da teníase é feita com a destinação adequada das fezes humanas, inspeção rigorosa das carnes nos matadouros, a não ingestão de carne crua ou mal cosida e pelo tratamento das pessoas infestadas.
O tratamento é feito com drogas como a niclosamida, o mebendazol e o praziquantel.
Na neurocisticercose procedimentos neurocirúrgicos podem ser necessários.
Fonte: www.geocities.com
Teníase e cisticercose são doenças causadas por tênias, em fases diferentes do ciclo de vida desses cestódeos.
Solitária
A teníase é resultado da presença da forma adulta da Taenia solium ou da Taenia saginata no intestino delgado do homem.
É uma parasitose intestinal que pode causar dores abdominais, náuseas, debilidade, perda de peso, flatulência (gases), diarréia ou constipação.
Quando o parasita permanece no intestino, o parasitismo pode ser considerado benigno.
Excepcionalmente, requer intervenção cirúrgica por haver penetração do parasita em locais como o apêndice cecal (parte do intestino que costuma ser operada quando há "apendicite"), colédoco (ducto que drena secreção do fígado para o intestino), ducto pancreático (ducto que drena secreção do pâncreas para o intestino) devido ao crescimento exagerado do parasita nestes locais, o que pode ocasionar obstrução.
Em alguns casos, pode provocar retardo no crescimento e no desenvolvimento das crianças e baixa produtividade no adulto.
A infestação pode ser percebida pela eliminação espontânea de proglotes (parte do corpo do verme que contém ovos) nas fezes.
A cisticercose é causada pela larva da Taenia solium nos tecidos humanos.
As manifestações clínicas dependem da localização e do número de larvas que infectaram o indivíduo, da fase de desenvolvimento dos cisticercos e da resposta imunológica do hospedeiro (é assim que costumam ser chamas as pessoas que "hospedam" o verme).
As formas graves estão localizadas no sistema nervoso central e apresentam sintomas neuro-psíquicos (convulsões, distúrbio de comportamento, hipertensão intracraniana) e oculares.
A Taenia solium é a tênia da carne de porco e a Taenia saginata é a da carne bovina. Esses dois cestódeos na forma adulta causam doença intestinal (teníase). São os ovos da Taenia solium que causam a cisticercose ao serem ingeridos.
A tênia é conhecida popularmente como solitária.
A teníase é adquirida através da ingestão de carne de boi ou de porco mal cozida, que contém as larvas.
Quando o homem ingere os ovos da Taenia solium, provenientes de verduras e legumes mal lavados ou higiene inadequada, adquire a cisticercose.
O tempo para o aparecimento da cisticercose humana varia de 15 dias a anos após a infecção.
Para a teníase, cerca de três meses após a ingestão da larva, o parasita adulto já pode ser encontrado no intestino delgado humano.
Relativos à teníase:
Obstrução de apêndice
Colédoco ou ducto pancreático
Relativos à cisticercose:
Problemas visuais
Neurológicos.
O diagnóstico de teníase geralmente é feito através da observação de proglotes (partes do verme) nas fezes ou pela presença de ovos no exame de fezes.
O diagnóstico da neurocisticercose se faz através de exames de imagem (Raio X, tomografia computadorizada e ressonância nuclear magnética de cisticercos calcificados).
É importante ficar bem claro que as medicações utilizadas devem ser receitadas por um médico que acompanhe o paciente.
O hábito de tomar remédios para vermes por conta própria não é adequado.
Como todos os remédios essas medicações não são isentas de efeitos colaterais, o que pode trazer sérios problemas à saúde.
Com o acompanhamento, o médico poderá receitar a droga mais indicada para o caso e acompanhar os possíveis efeitos colaterais.
Através de medidas básicas de higiene, como lavar as mãos antes das refeições e após ir ao banheiro, com o cozimento adequado da carne de boi e de porco e a correta lavagem de verduras e legumes.
Fonte: www.medicinal.com.br