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Tifo

O tifo epidêmico, popularmente chamado simplesmente de tifo, é uma doença epidêmica transmitida pelo piolho humano do corpo e causada pela bactéria Rickettsia prowazekii. Atualmente, o termo tifo também pode designar uma série de doenças infecciosas agudas, causadas por rickettsias, caracterizadas por dores de cabeça, calafrio, febre, dor no corpo e nas articulações, manchas vermelhas e toxemia (substâncias tóxicas no sangue), que duram cerca de duas ou três semanas. O tifo não tem nenhuma relação com a febre tifóide, causada pelas Salmonellas. 

Epidemias da doença quase sempre estão relacionadas a fatores de ordem social, como falta de higiene e pobreza extrema, razão pela qual são comuns em períodos de guerra e escassez de água, campos de refugiados, prisões, campos de concentração e navios. Veja abaixo os principais tipos de tifo: 

Tifo epidêmico (ou exantemático)

Causado pela bactéria Rickettsia prowazekii, ele é transmitido pelo piolho humano do corpo Pediculus humanus corporis ou, mais raramente, pelo piolho dos cabelos. A transmissão se dá quando o piolho excreta suas fezes, liberando bactérias que invadem o corpo humano através de feridas invisíveis na pele. Estes micro-organismos se reproduzem no interior de células endoteliais, que revestem os vasos sanguíneos, provocando inflamação. 

O tifo epidêmico foi durante muito tempo uma causa importante de epidemias mortíferas na Europa e Ásia. Focos da doença existem hoje em muitos países da Ásia, África, regiões montanhosas do México, e América do Sul e Central. No Brasil, esta forma de tifo ainda não foi descrita.

O tempo de incubação do tifo exantemático varia de 1 a 2 semanas, mas, na maior parte dos casos, os sintomas ficam evidentes dentro de 12 dias. A febre alta costuma surgir após duas semanas e, dentro de quatro a sete dias, aparecem as manchas. A mortalidade da doença é de cerca de 10 a 40% dos casos não tratados, mas em pessoas maiores de 50 anos, essa taxa pode subir para 60%. O paciente deve ser medicado com antibióticos. Existe uma vacina, mas ela só é usada eventualmente.

Uma complicação decorrente do tifo exantemático é a doença de Brill-Zinsser, que pode ocorrer até anos mais tarde. A doença é consequência de rickettsias que se esconderam do sistema imune (de defesa do organismo) e que aproveitam períodos de baixa imunidade para se instalar.

Tifo murino (ou endêmico)

Os ratos são os principais vetores da doença causada pela bactéria Rickettsia mooseri. Assim como ocorre na peste, o tifo murino é transmitido para o homem quando há um grande número de roedores contaminados (epizootia), o que obriga a pulga Xenopsylla cheopis a buscar novos hospedeiros. A doença é comum em várias ilhas e zonas portuárias do mundo. No Brasil, ela já foi descrita nos Estados de Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro.

A evolução do tifo murino é essencialmente a mesma do exantemático, embora ele seja mais brando e apresente complicações menos frequentes. Como as demais infecções causadas por rickettsias, o tifo murino é tratado com antibióticos.

Para combater a doença, é necessário manter condições adequadas de higiene e controlar a proliferação de ratos.

Maria Ramos

Fonte: www.invivo.fiocruz.br

Tifo

Condições de higiene precárias são propícias à propagação do tifo, razão pela qual essa doença é tradicionalmente associada a períodos de guerra e escassez de água, campos de refugiados, prisões, campos de concentração e navios.

Aplica-se o nome de tifo a uma série de doenças infecciosas agudas caracterizadas por um súbito ataque de dor de cabeça, calafrio, febre, dores generalizadas, erupção cutânea e toxemia (substâncias tóxicas no sangue), sintomas que duram por duas ou três semanas.

O tifo esteve originalmente associado a uma única manifestação clínica, mas hoje designa um grupo de doenças assemelhadas causadas por rickéttsias.

Transmitido por insetos, é classificado como exantemático ou epidêmico, murino ou endêmico, febre de tsutsugamushi, tifo rural e tifo do carrapato.

Tifo exantemático

Causado pela Rickettsia prowazekii, o tifo exantemático é transmitido pelo piolho, que se infecta ao picar um indivíduo contaminado.

O homem se infecta ao coçar o local da picada, esfregando assim as fezes do animal na ferida aberta.

Após a instalação da doença, uma erupção cutânea característica se alastra por todo o corpo.

A temperatura se eleva até o final da primeira semana e só começa a diminuir no 12º dia, para se tornar normal em dois a quatro dias.

Em casos fatais, a prostração é progressiva, seguida de delírio e coma. O colapso cardíaco costuma ser a causa imediata de morte.

Como os outros tipos de tifo, o exantemático pode ser tratado de forma rápida e eficaz com os antibióticos cloranfenicol e tetraciclina.

Uma vacina desenvolvida durante a segunda guerra mundial consegue conter o avanço da doença em pessoas contaminadas.

Apesar das técnicas de vacinação e de combate ao piolho, o tifo exantemático é uma ameaça constante aos povos miseráveis de todo o mundo.

Tifo murino

A ratazana é o principal vetor do tifo murino, causado pela Rickettsia mooseri. Em algumas ocasiões também foram descobertos ratos domésticos e outras espécies de pequenos roedores infectados. A pulga (Xenopsylla cheopis) transmite a doença do rato para o homem. A evolução do tifo murino é essencialmente a mesma do exantemático, embora seja ele mais brando e apresente complicações menos freqüentes.

Fonte: ©Encyclopaedia Britannica do Brasil Publicações Ltda.




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