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Toxoplasmose

 

O Toxoplasma gondii, agente etiológico da toxoplasmose, tem o gato como hospedeiro definitivo, e o homem e outros animais como hospedeiros intermediirios.

Os alimentos vegetais contaminados com oocistos e os de origem animal, principalmente produtos suknos e ovinos com cistos, sco os maiores responsiveis pela infececo humana e no cco. Além destes alimentos, estco envolvidos, ainda, o solo contaminado e roedores infectados, ingeridos parcial ou totalmente, como conseqüzncia dos hibitos carnivoros exercidos por estes animais. Esta doenea pode provocar graves lesões sistémicas, variando de sinais neurológicos, ósteo-musculares, respiratórios a oculares, dentre outros.

Introdução e etiologia

A toxoplasmose é uma coccidiose dos felkdeos, causada pelo Toxoplasma gondii. É uma das mais comuns parasitoses, afetando praticamente todos os animais homeotérmicos, em todo o mundo, inclusive o homem, constituindo-se em importante zoonose. Trata-se de um sério problema para as criaeões de suknos e pequenos ruminantes, nas quais causa prejukzos pelos abortos, infertilidade, além de diminuir a produeco dos animais infectados pela via congénita. No homem, é a principal causa de encefalite nos indivkduos afetados pela skndrome da imunodeficizncia imunológica adquirida (SIDA), causando também lesões neurológicas e oftilmicas em crianeas expostas durante a vida intra-uterina, e em indivkduos imunodeprimidos.

O Toxoplasma gondii apresenta trzs formas infectantes: os taquizoktos (taqui=ripido), que sco as formas de proliferaeco ripida, e estco presentes em grande nsmero, nas infeceões agudas. No animal afetado, o parasita pode estar no sangue, excreeões e secreeões. Neste estigio sobrevive no meio ambiente ou na carcaea por poucas horas. Os bradizoktos (bradi = lento) sco formas de reprodueco lenta do Toxoplasma gondii, e estco presentes nas infeceões congénitas e crónicas. Organizam-se aos milhares particularmente em mssculos e tecido nervoso. Neste estigio pode sobreviver em tecidos por alguns dias depois da morte, mas é destrukdo pelo congelamento a –12oC por 24 horas ou coceco a 58oC por dez minutos. Os oocistos sco as formas resultantes do ciclo sexuado do parasita, que ocorre apenas no trato gastrointestinal dos felkdeos. Os oocistos sco eliminados nas fezes ainda nco esporulados, tornando-se infectantes após a esporulaeco no meio-ambiente, que ocorre entre trzs e cinco dias de acordo com as condieões ambientais. O oocisto esporulado pode permanecer viivel no meio ambiente por até um ano e meio.

Epidemiologia

Os gatos infectam-se principalmente pela ingestco dos microrganismos encistados presentes nos tecidos dos hospedeiros intermediirios, tais como os roedores, entre outros.

A parede dos cistos é digerida, liberando organismos infectantes na luz intestinal, que penetram pela parede intestinal e rapidamente multiplicam-se, formando taquizoktos que espalham-se por todos os órgcos do animal. Simultaneamente o parasito reproduz-se nas células da parede intestinal, denominando-se ciclo entero-epitelial, culminando na formaeco de oocistos, que sco excretados com as fezes.

Na medida que se produz a resposta imune no gato, a eliminaeco de oocistos é detida e os taquizoktos reproduzem-se cada vez mais lentamente, modulando-se em bradizoktos que se organizam em cistos teciduais, localizados nos mais diversos tecidos do corpo dos animais.

Os gatos que nco se expuseram previamente comeeam a eliminar oocistos entre trzs e dez dias após a ingestco de bradizoktos e continuam a eliminaeco por até dez a 14 dias, produzindo virios milhões de oocistos. Após o estabelecimento da resposta imune, a reexcreeco de oocistos é extremamente rara, podendo ocorrer com a utilizaeco de imunossupressores, como os glicocorticóides em altas doses, por perkodos prolongados.

Os felkdeos sco o ponto-chave da epidemiologia da toxoplasmose, sendo os snicos hospedeiros da forma sexuada do parasita e, por eliminarem oocistos nas fezes, sco a snica fonte de infececo dos animais herbkvoros. Nestes animais como suknos, caprinos, ovinos, roedores e outros mais, ocorre apenas o ciclo extraintestinal, com proliferaeco de taquizoktos nos órgcos e, com a resposta imune, desenvolvem-se os cistos teciduais. Estes permanecem viiveis e sco infectantes para os gatos e para os outros hospedeiros intermediirios como o homem e o cco. Nestes sltimos, a infececo geralmente pode acontecer pela ingestco de oocistos, presentes no solo ou alimentos de origem vegetal, ou de carne com cistos tissulares.

A transmissco congznita do T. gondii pode ocorrer quando a infececo aguda coincide com a prenhez, com conseqüzncias mais sérias aos fetos, no primeiro tereo ou metade da gestaeco, embora quanto mais adiantada a gestaeco, maior é a probabilidade da infececo fetal, porém com menos riscos de fetopatias graves. O Toxoplasma gondii multiplica-se na placenta e, entco difundem-se para os tecidos fetais. Embora a infececo possa se desenvolver durante qualquer estigio da gestaeco, o feto é afetado mais severamente quando a fzmea gestante se infecta durante a primeira metade da gestaeco.

Sinais Clinicos

Os sinais clknicos da toxoplasmose muitas vezes sco inespeckficos, e podem confundir o diagnóstico da enfermidade. Os sintomas mais freqüentes sco aqueles associados ao sistema respiratório e digestivo, acompanhados de febre, anorexia, prostraeco e secreeco ocular bilateral muco-purulenta. O comprometimento pulmonar é evidenciado pela tosse, espirros, secreeco nasal catarro-purulenta e dispnéia. Podem ocorrer ainda hepatite, linfoadenomegalia mesentérica, obstrueco intestinal pela formaeco de granulomas, peritonite, miosite e miocardite. A toxoplasmose pode ser suspeitada em gatos com uvéite anterior, retinocoroidite, febre, dispnéia, polipnéia, desconforto abdominal, icterkcia, anorexia, apatia, ataxia e perda de peso.

A toxoplasmose aguda pós-natal pode desenvolver-se em indivkduos aparentemente normais acompanhando a ingestco de grande nsmero de oocistos esporulados ou bradizoktos, o que pode levar ao envolvimento de virios órgcos, o que é comum, incluindo sinais como inapetzncia, dispnéia, tosse, vomito, diarréia, hematemese, aumento das amkgdalas e linfonodos periféricos, esplenomegalia e algumas vezes hepatomegalia. A inflamaeco hepitica pode estar associada a dor abdominal anterior e efusco peritoneal, geralmente associada a vomito, diarréia e inapetzncia e os animais podem tornar-se ictéricos devido a natureza difusa da necrose hepitica, enquanto a toxoplasmose pós-natal cronica causa mais comumente sinais oculares e neurológicos, e raramente provoca envolvimento hepitico primirio.

Lesões oculares por toxoplasmose sco muito comuns em gatos. A toxoplasmose é a causa mais freqüente de uvekte nos gatos, mas é difkcil reconhecer o toxoplasma como a causa da mesma. Apesar que nem todos os gatos com toxoplasmose apresentam uvekte, esta é mais usual em gatos com toxoplasmose sistzmica.

A toxoplasmose esti freqüentemente associada a quadros de imunodepressco, principalmente na espécie canina, havendo possibilidade de reativaeco de focos latentes de toxoplasmose nos casos de cinomose, complicando ainda mais o quadro neurológico dos animais afetados.

DIAGÓSTICO

O diagnóstico da toxoplasmose em cces e gatos baseia-se em métodos diretos, que consistem na identificaeco do parasita em materiais dos animais infectados, e métodos indiretos, baseados na identificaeco de anticorpos especkficos contra o Toxoplasma.

PROFILAXIA

O T. gondii, pela sua versatilidade, dependendo do hospedeiro e da via, pode ser infectante em qualquer estigio evolutivo (taquizoktos, cistos e oocistos), fato que amplia muito, em condieões naturais e laboratoriais, os riscos de infececo para os animais domésticos e o homem.

A preveneco da infececo de cces e gatos baseia-se principalmente em cuidados com a alimentaeco destes animais, nco permitindo o consumo de carne crua ou mal-cozida por estes animais, prevenindo assim a exposieco a cistos teciduais. Os animais devem ser mantidos domiciliados e bem alimentados, prevenindo que venham a caear roedores e aves, que possam estar infectados.

A toxoplasmose no homem deve ser prevenida pela coceco adequada dos alimentos cirneos, pela lavagem das frutas e verduras, assim como dos instrumentos e superfkcies utilizadas na preparaeco dos mesmos.

Nem as pessoas que criam gatos, bem como os veterinirios possuem um risco significante maior de adquirir a toxoplasmose do que a populaeco em geral, o mesmo valendo-se para gestantes e pacientes imunodeprimidos.

Assim, esta populaeco nco deve ser afastada dos seus animais. Hi de se tomar precaueões, removendo as fezes dos felinos diariamente, prevenindo a esporulaeco de posskveis oocistos no convkvio humano, tarefa que nco deve ser realizada por gestantes e pacientes com imunodepressco. Devem ser utilizadas luvas sempre que sejam manipuladas as fezes dos gatos, assim como nos procedimentos de jardinagem.

Fonte: www.hospvetprincipal.pt

Toxoplasmose

Infecção x doença

É muito importante distinguir duas condições bastante diferentes mas que podem ser chamadas do mesmo jeito: toxoplasmose.

A primeira, toxoplasmose infecção, significa a presença deste microorganismo vivo porém quiescente, no organismo humano. Essa condição é muito freqüente, é, na verdade, uma das infecções humanas mais comuns, podendo estar presente em cerca de até 90% de uma população.

Nessa condição, a pessoa não sente absolutamente nada. Portar um microorganismo, algumas vezes pode significar doença, mas na maioria das vezes não.

Na verdade, não existe uma superfície da terra livre de micróbios: não existe vazio ecológico na terra.

Na superfície do corpo humano, na pele e nas mucosas, existem muitos microorganismos que convivem harmonicamente conosco, respeitados alguns limites. No intestino grosso temos 106 a 108 microorganismos por cm3 de fezes. Na intimidade de alguns tecido&s também podemos ter alguns microorganismos e conviver com eles sem perder a saúde.

O Toxoplasma gondii, agente causador, um protozoário de alta infecciosidade mas baixa patogenicidade ocorre em todo o mundo. Isto pode ser verificado através da pesquisa de anticorpos antitoxoplasma no soro de populações (enquete sorológico). A prevalência humana mais baixa é encontrada em climas quentes e secos, tal como no Arizona. A incidência aumenta com a idade. No Brasil, a prevalência de anticorpos varia de 54% no Cento-Oeste a 75% no Norte; porém alguns municípios aleatoriamente podem Ter prevalência mais alta. Cerca de 50% dos gatos apresentam anticorpos.

Na segunda condição, toxoplasmose doença, a pessoa tem sintomas porque, intencionalmente redundante, está doente.

Adoescimento

Para adoecer de toxoplasmose são necessárias as seguintes condições (na primoinfecção em adultos):

Contágio com o agente causador, o Toxoplasma gondii

O inóculo (quantidade) do micróbio deve ser grande

Deve haver uma resposta inflamatória da pessoa que adquire o micróbio: se a resposta inflamatória é pequena, a pessoa tem poucos sintomas, podendo ser apenas leve mal estar, pouco apetite, febrícula, algumas ínguas.

Para adoecer de uma forma grave de toxoplasmose (disseminada, encefalite) são necessárias as seguintes condições:

Deficiência imunológica importante como em Doença do HIV/Aids, em câncer, em uso de corticóides e quimioterápicos

Transmissão durante a gestação (em mãe que não havia tido contato ainda com o parasita)

Manifestações clínicas

Se a resposta inflamatória é grande, os sintomas são mais importantes: febre alta, mal estar, dor de garganta, náusea, vômito, dor de cabeça, inguas grandes, aumento do baço e do fígado. Menos freqüentemente, pode comprometer outros órgãos. Sem dúvida, é muito mais comum não ter nenhum sintoma ou ter muito poucos. Estas formas são autolimitadas por causa da produção de anticorpos e da baixa virulência do toxoplasma.

A toxoplasmose ocular (retinite) pode fazer parte dos quadros crônicos; sua persistência pode levar à perda progressiva da visão. No recém-nascido, incide em 3-5% ao ano ocorrendo em 40% dos fetos de mães que adquiriram a infecção durante a gestação.

A infecção congênita geralmente é assintomática, com as seqüelas podendo tornar-se aparentes anos depois, com alterações cerebrais e oculares. Mais agressiva quando adquirida no 2º e 3º trimestre, pode ocasionar abortos de repetição, surdez, encefalites, malformações e morte, bem como as manifestações da fase febril aguda. As seqüelas incluem déficits de aprendizagem, retardo mental e comprometimento visual que pode chegar à cegueira.

Exames laboratoriais

Os exames sorológicos são os principais meios diagnósticos complementares em quadro clínico-evolutivo compatível pois detectam os anticorpos tanto da fase aguda quanto na crônica.

Sugerimos consultar médico especialista e evitar interpretações que se iniciam por um teste positivo para anticorpos, por exemplo IgG. Presença de anticorpos detecta resposta imune específica e não faz diagnóstico de doença por si só.

Tratamento

O tratamento específico é feito com sulfadiazina e pirimetamina associados por cerca de 40 dias, sendo importante o acompanhamento com exames de sangue e urina.

A toxoplasmose congênita deve ser sempre tratada precocemente, mesmo quando assintomática, na tentativa de impedir seqüelas oculares e no sistema nervoso central.

Na toxoplasmose ocular, deve-se associar corticóides para diminuir a resposta inflamatória contra a infecção porque esta também pode ser nociva nessa forma de apresentação da doença.

No pacientes com Aids, recomenda-se a manutenção das drogas por toda a vida, porém em doses mais baixas, podendo ser substituídas se surgirem efeitos tóxicos.

A toxoplasmose ganglionar geralmente não necessita tratamento, em face da benignidade do quadro e do caráter autolimitado.

A transmissão se dá através de:

Ingestão de carnes cruas ou mal-cozidas n Ingestão de alimentos crus (saladas, frutas) não devidamente lavados

Contaminação direta com oocistos das fezes dos gatos (solo, areia, latas de lixo, jardins, etc.). Os vetores (moscas, insetos, vermes) podem disseminar o toxoplasma e levá-los aos alimentos. Infecção passando da placenta para o feto

Transfusões sangüíneas ou transplantes de órgãos

Portanto, as medidas profiláticas são as medidas gerais de higiene e incluem os cuidados no trato ou afastamento dos gatos (pessoas que nunca tiveram contato com gatos também podem se contaminar) e a não-ingestão de carnes cruas ou mal cozidas.

Importantíssimos são os cuidados e as consultas pré-natais da gestante, melhor ainda se antes da gestação.

Fonte: www.drgate.com.br

Toxoplasmose

O que é?

Trata-se de doença infecciosa causada por um protozoário chamado Toxoplasma gondii. Este protozoário é facilmente encontrado na natureza e pode causar infecção em grande número de mamíferos e pássaros no mundo todo.

A infecção nos humanos é assintomática em 80 a 90 % dos casos, isto é, não causa sintomas, e pode passar desapercebida naqueles pacientes cuja imunidade é normal. As defesas imunológicas da pessoa normal podem deixar este parasita “inerte” no corpo (sem causar dano algum) por tempo indeterminado.

No entanto, quando esta pessoa tornar-se imunodeprimida (com as defesas imunológicas diminuídas) por qualquer razão (AIDS, secundária a remédios usados para transplantados ou mesmo após uma doença muito debilitante) os sintomas e a doença toxoplasmose pode se manifestar.

Outro período particularmente de risco para se adquirir a infecção é durante a vida intra-uterina, da gestante para o feto (transmissão vertical). O feto pode ter afetada a sua formação quando contaminado.

Como se adquire a doença?

De quatro formas:

Por ingestão de cistos presentes em dejetos de animais contaminados, particularmente gatos, que podem estar presentes em qualquer solo onde o animal transita. Mais comum no nosso meio.

Por ingestão de carne de animais infectados (carne crua ou mal-passada), mais comum na Ásia.

Por transmissão intra-uterina da gestante contaminada para o feto (vertical).

Uma quarta forma de transmissão pode ocorrer através de órgãos contaminados que, ao serem transplantados em pessoas que terão que utilizar medicações que diminuem a imunidade (para combater a rejeição ao órgão recebido), causam a doença.

O que se sente?

Aqui precisamos fazer distinção entre:

Pessoas “imunocompetentes“ (com imunidade normal), e

Pessoas “imunodeprimidos“ (com a imunidade diminuída).

Naquelas pessoas que possuem a imunidade preservada ocorrem sintomas somente em 10% dos casos.

Nestes casos a principal manifestação é a presença de linfonodos ou gânglios linfáticos aumentados: são as chamadas ínguas, que podem ocorrer em qualquer lugar do corpo onde existam gânglios (regiões inguinal, axilar, pescoço, etc), mas mais freqüentemente acometem o pescoço. Os gânglios ficam perceptíveis a simples visualização ou a palpação e são indolores. As manifestações podem ficar restritas a isto e são auto-limitadas, isto é, desaparecem espontaneamente.

No entanto alguns pacientes podem apresentar febre, dores nos músculos e articulações, cansaço, dores de cabeça e alterações visuais, quando ocorre comprometimento da retina (camada que reveste a face interna e posterior do olho que é rica em terminações nervosas sensíveis a luz), dor de garganta, surgimento de pontos avermelhados difusos por todo o corpo - como uma alergia, urticária e aumento do fígado e do baço; menos comumente ocorre inflamação do músculo do coração. Dores abdominais podem ocorrer quando houver comprometimento dos gânglios da região posterior do abdômen. Apesar de, na maioria das vezes estes gânglios desaparecerem espontaneamente, em alguns casos podem durar meses, bem como o cansaço e a fadiga.

Uma forma menos benigna de acometimento dos pacientes com imunidade normal é a já citada inflamação da retina (corioretinite).

Ela acontece no mais das vezes como decorrência da contaminação na vida fetal, manifestando-se na adolescência ou quando adulto jovem, raramente após os quarenta, mas pode - com muito menos freqüência - ocorrer na infecção aguda.

As pessoas com estes quadros apresentam visão borrada e pontos cegos no campo visual que podem permanecer ou até levar à cegueira do olho comprometido se não adequadamente tratado.

Após uma fase aguda de infecção, seja com manifestações mínimas (ínguas) ou não, a doença fica latente, como se estivesse “adormecida” assim permanecendo para sempre ou podendo reapresentar-se mais adiante espontaneamente ou como decorrência de uma queda do nível de imunidade.

A apresentação desta doença naqueles com imunidade diminuída, como já se poderia imaginar é muito mais agressiva. Particularmente mais comum neste grupo são os pacientes contaminados pelo vírus HIV-1 (vírus que causa a síndrome da imunodeficiência adquirida, SIDA ou AIDS em inglês).

Em geral também ocorre por reativação de infecção latente.

Os sintomas nestes casos são manifestações de comprometimento do cérebro, pulmões, olhos e coração.

A apresentação mais comum decorre do comprometimento cerebral manifesta por dores de cabeça, febre, sonolência, diminuição de força generalizada ou de parte do corpo (metade direita ou esquerda) evoluindo para diminuição progressiva da lucidez até o estado de coma.

Se não tratados, estes casos evoluem para uma rápida progressão e morte.

Como se faz o diagnóstico?

Por se tratar de doença com sintomas muito inespecíficos e comuns a muitas outras, o diagnóstico geralmente é feito por médicos com experiência na área. A confirmação do diagnóstico é feito por diversos testes sangüíneos, Os mais comuns são os que detectam a presença de anticorpos no sangue contra o Toxoplasma gondii.

Tratamento

A necessidade e o tempo de tratamento serão determinados pelas manifestações, locais de acometimento e principalmente estado imunológico da pessoa que está doente.

São três as situações: Imunocompetentes com infecção aguda:

Imunocompetentes com infecção aguda

Somente comprometimento gânglionar: em geral não requer tratamento.

Infecções adquiridas por transfusão com sangue contaminado (raros, pois todos os doadores são testados nos bancos de sangue) ou acidentes com materiais contaminados (em profissionais da área da saúde): em geral são quadros severos e devem ser tratados.

Infecção da retina (corioretinite): devem ser tratados.

Infecções agudas em gestantes

Devem ser tratadas pois há comprovação de que assim diminui a chance de contaminação fetal

Com comprovação de contaminação fetal: necessita tratamento e o regime de tratamento pode ser danoso ao feto, por isso especial vigilância deve ser mantida neste sentido.

Infecções em imunocomprometidos

Estas pessoas sempre devem ser tratadas e alguns grupos, como os contaminados pelo vírus HIV-1, devem permanecer tomando uma dose um pouco menor da medicação que usaram para tratar a doença por tempo indeterminado. Discute-se, neste último caso a possibilidade de interromper esta manutenção do tratamento naqueles que conseguem recuperação imunológica com os chamados coquetéis contra a AIDS.

Como se previne?

Como a principal forma de contaminação é via oral, de uma forma geral a prevenção deve ser feita:

Pela não ingestão de carnes cruas ou mal-cozidas.

Comer apenas vegetais e frutas bem lavados em água corrente.

Evitar contato com fezes de gato.

As gestantes, além de evitar o contato com gatos, devem submeter-se a adequado acompanhamento médico (pré-natal). Alguns países obtiveram sucesso na prevenção da contaminação intra-uterina fazendo testes laboratoriais em todas as gestantes.

Em pessoas com deficiência imunológica a prevenção pode ser necessária com o uso de medicação dependendo de uma análise individual de cada caso.

André Peretti Torelly

Fonte: www.laboratoriocremasco.com.br

Toxoplasmose

Doença causada pelo Toxoplasma gondii, parasita que é eliminado sob a forma de ovos nas fezes de felinos contaminados.

Após ingestão, infectam o hospedeiro intermediário e em seus tecidos formarão os cistos.

A contaminação também pode se dar através de alimentos como carnes cruas ou mal-cozidas, bovinas, de carneiro ou de porcos, animais que ingeriram os ovos e em seus tecidos se formaram os cistos. A carne de frango, principalmente o coração, contem altas concentrações de cistos e deve ser evitada.

Ovos crus ou mal-cozidos e leite de cabra também devem ser evitados.

A gestante deve ser orientada a não provar tempero de carne crua e lavar muito bem tudo que entrou em contato com esta carne, antes de manipular outros alimentos.

O contato com gatos deve ser particularmente cuidadoso, para não haver contaminação ao tratar de recipientes com areia para fezes e parques com areia, que podem estar contaminadas.

Os sintomas mais freqüentes são fadiga e linfadenomegalia (gânglios ou ínguas), com cefaléia (dor de cabeça), coriza (secreção nasal aumentada), dores nos músculos e febre. São muito parecidos com uma gripe. Na grande maioria das vezes a infecção é assintomática. A única maneira que temos para diagnóstico portanto, é o exame de sangue.

Os exames que podem ser solicitados para diagnóstico e acompanhamento de uma infecção por toxoplasmose são: hemaglutinação, imunofluorescência e fixação de complemento. Ao iniciar o pré-natal deve ser solicitado o teste com pesquisa de IGG e IGM em pacientes que não tenham feito este exame anteriormente ou que tenham feito porem o IGG era negativo. Se o resultado de pré-natal anterior ou exame pré-nupcial tiver IGG positivo, então sabemos que esta gestante é imune.

Em países desenvolvidos como França e Áustria, é obrigatório o rastreamento de infecção em mulheres que tenham IGG e IGM negativos, numa freqüência de 2 em 2 meses, podendo variar de acordo com o serviço e população.

Em casos em que o IGM está positivo e pelo rastreamento temos uma infecção aguda, o tratamento deve ser instituído imediatamente, pois sabe-se que a transmissão é vertical, na grande maioria dos casos. Isto é, a mãe, mesmo com imunidade boa, pode contaminar o feto, e quanto mais cedo este feto for acometido, maior a chance de comprometimento.

O diagnóstico da infecção fetal, baseava-se na análise do sangue fetal e do líquido amniótico, a partir de 20 semanas, mais os dados ultrassonográficos, que sugerem hidrocefalia, calcificações intracranianas, hepato-esplenomegalia ( aumento de fígado e baço do feto), ascite fetal (aumento da quantidade de líquido livre no abdomen do feto), placenta espessada.

A análise do sangue fetal, pode ser definitivo quando temos IGM específica para toxoplasmose positiva, presença do DNA do parasita, através da biologia molecular e inoculação em camundongos com achado do parasita.

A análise do líquido amniótico também pode seguir esses mesmos preceitos.

Caso seja afastada a infecção fetal, ainda assim deve ser tratada a mãe, até o fim da gravidez, com acompanhamento ultrassonográfico mês a mês.

Quando o feto está infectado, o tratamento é feito com uma associação medicamentosa, a base de pirimetamina e sulfadiazida. O monitoramento do hemograma materno deve ser rigoroso, a cada 2 semanas, devido a toxicidade desses medicamentos para a mãe. Para o feto não foram descritos efeitos adversos.

Interromper ou não a gestação quando o comprometimento se da no 1º trimestre da gestação, é muito polêmico e mesmo nos países onde o aborto é permitido, a maioria dos médicos só indica em lesões graves do sistema nervoso central por hidrocefalia, dada no seguimento ultrassonográfico.

Trabalhos nacionais e internacionais mostram que mesmo em infecções abaixo de 28 semanas, a evolução do recém-nascido é boa, mesmo em seguimentos após 2 anos. Este resultado excelente só pode ser conseguido com seguimento adequado durante o pré natal.

Assim, todas as pessoas que iniciam um pré-natal devem ser pesquisadas, no sentido de se saber se são suscetíveis ou não. Se for IGG positiva, então temos uma mulher imune. Se for IGG negativa, então deve ser rastreada de 2 em 2 meses, para detecção precoce de uma soro conversão (é a passagem de IGM negativa para IGM positiva e, portanto, doença atual, aguda).

A mulher que faz um pré-natal bem feito em serviços onde se respeite todos os critérios de prevenção de doenças de transmissão congênita, estará bem assistida.

É o que desejamos; que todos os profissionais envolvidos com a área de saúde da mulher saibam o quanto é importante a prevenção de doenças de transmissão congênita.

Izilda Ferreira Pupo

Fonte: enfermagem.online.vilabol.uol.com.br

Toxoplasmose

A toxoplasmose é uma doença causada por um parasita (o protozoário Toxoplasma gondii). Ela geralmente se manifesta através de alterações cerebrais, mas também pode infeccionar outras partes do corpo, inclusive os olhos. A toxoplasmose causa graves lesões no cérebro. Existem bons tratamentos para a toxoplasmose mas ela é uma doença muito perigosa e deve ser tratada rapidamente.

Como se contrai toxoplasmose?

Na maioria das pessoas essa infecção não causa nenhum mal porque o agente da toxoplasmose permanece "adormecido". No entanto, se uma pessoa estiver ao mesmo tempo infectada pelo toxoplasma e pelo HIV, o agente da toxoplasmose pode "despertar" ou ser reativado e causar sérias doenças.

Pessoas com HIV podem desenvolver a toxoplasmose se:

a) tiverem sido infectadas pelo agente da toxoplasmose

b) tiverem sistemas imunológicos seriamente enfraquecidos. A maioria das pessoas que desenvolvem toxoplasmose têm contagem de células CD4 inferior a 200 por mm3.

Muitas pessoas contraem o agente da toxoplasmose ao comer carne mal-passada (mal - cozida) ou alimentos contaminados com fezes de gato. O contato com o gato infectado também pode transmitir a toxoplasmose. Se você tem gato, deve lavar suas mãos muito bem após tocá-lo ou os seus objetos.

Posso saber se fui infectado pelo agente da toxoplasmose?

Sim. Seu médico pode pedir um exame de sangue (uma sorologia para toxoplasmose) para saber se você está infectado pelo agente da toxoplasmose. Se você foi infectado, não significa que você tenha a doença. Porém, significa que você pode desenvolver a toxoplasmose no futuro. Todas as pessoas portadoras do vírus HIV devem fazer a sorologia para toxoplasmose para saber se correm risco de desenvolver a doença. É melhor fazer esse exame quando você estiver forte e sua contagem de células CD4 estiver acima de 200. Informe-se com seu médico sobre esse exame.

Quais são os sinais de toxoplasmose?

A toxoplasmose pode apresentar muitos sintomas brandos e graves, incluindo fraqueza ou adormecimento de um lado do corpo, mudanças de humor e personalidade, alterações visuais (visão dupla, sensibilidade acentuada à luz ou perda total da visão), espasmos musculares, convulsões e dores de cabeça muito fortes, que não melhoram com analgésicos. A menos que a doença seja tratada de forma apropriada, esses sintomas irão piorar e progredir até atingir o estado de coma ou até mesmo a morte.

Como o médico pode saber se estou com toxoplasmose?

Diagnosticar a toxoplasmose pode ser difícil em alguns casos. Se você tiver sintomas de uma infecção cerebral, seu médico poderá supor que é decorrente da toxoplasmose e irá lhe receitar remédios para tratar dela. No entanto, em alguns casos pode ser necessário um exame do cérebro (chamado tomografia computadorizada ou ressonância magnética) ou então uma biópsia do cérebro. Para fazer a biópsia é necessário inserir uma agulha na cabeça. Este procedimento é feito sob anestesia e, em geral, é seguro.

Toxoplasmose pode ser evitada?

Sim, muitos casos de toxoplasmose já podem ser evitados. O TM-SMZ (trimetoprima + sulfametoxazol; possui vários nomes comerciais) que proporciona tratamento preventivo para PPC (pneumonia por Pneumocystis carinii), também previne a toxoplasmose, na maioria dos casos. Pergunte ao seu médico sobre a possibilidade de tomar TM-SMZ para prevenir a toxoplasmose e a PPC. Muitas pessoas apresentam reações alérgicas ao TM-SMZ, incluindo erupções cutâneas, coceiras e náuseas. Nestes casos, o médico irá decidir se suspende o medicamento ou se acrescenta outros para controlar a alergia. Isso parece ajudar muitas pessoas que pensavam que não podiam tomar TM-SMZ. Outra alternativa é o medicamento dapsona, isoladamente ou associado com a pirimetamina.

Toxoplasmose pode ser tratada?

Sim, a toxoplasmose pode ser tratada. Se você desenvolver a doença, terá de ser medicado para o resto da vida porque os medicamentos não matam o agente da toxoplasmose, apenas o mantêm sob controle. Portanto, se você tem toxoplasmose, precisa tomar o medicamento para sempre, para que a doença não volte a se manifestar.

A toxoplasmose pode ser tratada com diversos medicamentos. Porém, por ser uma doença muito grave, normalmente são necessários pelo menos dois remédios. Seu médico irá receitar os medicamentos apropriados para você.

Sulfadiazina e pirimetamina administradas conjuntamente são os medicamentos mais comuns para o tratamento da toxoplasmose. Mas, em muitas pessoas, a sulfadiazina pode causar sérias reações alérgicas, como erupções cutâneas, coceiras e náuseas. Se você não puder tomar sulfadiazina, seu médico poderá lhe receitar clindamicina. A clindamicina pode causar problemas estomacais em algumas pessoas. A pirimetamina pode causar diminuição de glóbulos sangüíneos.

Para neutralizar os possíveis efeitos colaterais da pirimetamina na medula óssea, pode-se receitar ácido folínico associado com pirimetamina.

Existem outros medicamentos utilizados com bastante freqüência no tratamento da toxoplasmose.

Entre elas: azitromicina, fansidar e mepron. Caso os tratamentos padrão não estejam fazendo efeito ou estejam lhe fazendo mal, informe-se com seu médico sobre esses outros tratamentos.

Fonte: www.soropositivo.org

Toxoplasmose

A toxoplasmose é uma zoonose cosmopolita (encontrada em todas as partes do mundo). É provocada por um protozoário, o Toxoplasma gondii. É considerado um eurixeno (capaz de infectar animais em diferentes níveis da escala zoológica).

O toxoplasma gondii é um parasito intracelular que invade todos os tipos de células nucleadas do organismo do hospedeiro (pancitotropismo), mas sua afinidade maior é pela células do sistema fagocítico mononuclear, para os leucócitos e para as células parenquimatosas.

Os hospedeiros definitivos são os felídeos. São nos gatos infectados onde ocorre a formação do oocisto, forma infectante que contamina o meio ambiente, outros gatos e o ser humano.

A Toxoplasmose é uma doença considerada benigna, pois quando uma pessoa sadia entra em contato com o parasita, as próprias defesas do organismo são suficientes para evitar maiores danos. No entanto, dependendo do estado físico (mau nutrição, estress, doenças imunodepressoras, transplantes, gravidez, etc) pode acontecer queda das defesas orgânicas e o indivíduo desenvolver uma das formas da doença.

SINAIS E SINTOMAS

A forma assintomática constitui a maioria dos casos e sua importância está na possibilidade da transmissão congênita quando ocorrer durante a gravidez. Existem casos em que os elementos clínicos são escassos e constituídos por febre de curta duração acompanhada por outros distúrbios não característicos que não permitem uma suspeita diagnóstica correta, em outros casos, os sintomas apresentam-se bem evidentes.

A linfadenopatia (aumento dos gânglios) acometendo principalmente a cadeia cervical, em especial a posterior, é a manifestação mais freqüente.

A febre é outro sintoma bastante comum, com sua frequência variando em diferentes porcentagens. Pode ser elevada, às vezes contínua, outras com predomínio vespertino, e raríssimamente apresentam duração superior a um mês. Hepatoesplenomegalia em um terço dos casos, mialgias, sudorese noturna, dor de garganta e erupções cutâneas também são alterações clínicas freqüentes. Algumas vezes o quadro clínico assemelha-se ao da mononucleose infecciosa, inclusive com elevado número de linfócitos atípicos no sangue periférico. A forma linfoglandular é benígna e autolimitada com os sintomas desaparecendo em poucas semanas.

A meningoencefalite também conhecida como toxoplasmose cérebro-espinhal, é uma forma clínica não muito freqüente em pacientes imunocompetentes e tem prognóstico sombrio.

A coriorretinite é a lesão mais frequentemente associada a toxoplasmose. Quando o Toxoplasma gondii atinge o olho, ele provoca uma lesão característica (patognomônica), essa lesão pode levar a perda parcial e mesmo total da visão se o diagnóstico e tratamento não forem realizados logo.

TOXOPLASMOSE EM PACIENTES IMUNOCOMPROMETIDOS

 Os imunocomprometidos fazem parte de um grupo para o qual a infecção pelo Toxoplasma gondii é particularmente grave e muitas vezes fatal. Ela envolve o sistema nervoso central, o fígado, o coração, pode apresentar alterações cultâneas e pneumonia, ou seja, o indivíduo imunodeprimido pode apresentar todas as formas de infecção provocados pela toxoplasmose, só que com gravidade maior. Os parasitas libertos da ação imunológica que os cerceariam, invadem órgãos e tecidos.

TOXOPLASMOSE CONGÊNITA

Ocorre infecção fetal quando a mulher tem uma infecção aguda pouco antes da concepção, durante a gravidez ou em qualquer fase da gestação. Estudos demonstraram que a infecção e os danos fetais dependem da idade da gestação em que ocorre a infecção, e da capacidade de defesa dos anticorpos maternos.

Os danos fetais podem incluir a retinocoroidite (90%), calcificações cerebrais (69%), perturbações neurológicas (60%), hidrocefalia ou microcefalia (50%).

GRUPO DE RISCO

Síndromes de Imunodeficiência Adquirida (SIDA/AIDS)
Nas imunodepressões medicamentosas
Nos transplantes
Nas doenças debilitantes
Nos imunologicamente imaturos como feto e recém –nascidos.

TRANSMISSÃO

O contágio se dá, predominantemente pela ingestão de oocistos eliminados pelas fezes de gatos ou de outros felídeos e que podem permanecer viáveis no solo por longo tempo, resistindo a variações de temperatura e à dissecação, o que torna provável a infecção por inalação de poeiras contaminadas.

Ocorre também pelo consumo de alimentos de origem animal, especialmente de carnes cruas ou mal cozidas contendo cistos (bradizoítos ) do parasita.

Quando digeridos liberam esporozoítos, forma móvel que penetra ativamente nas células do hospedeiro reproduzindo-se rapidamente, e disseminando-se por via hematogênica (pelo sangue), indo localizar-se depois nos mais variados órgãos e tecidos.

A transmissão pode se dá pela contaminação com excreções e secreções como esperma, leite, urina, principalmente na fase aguda, transplante de órgãos de um doador soro-positivo para um receptor soro-negativo, menos comumente em acidentes laboratoriais. De maior importância clínica é a transmissão placentária, com infecção fetal.

COMO PREVENIR

Evitar o consumo de carnes cruas ou mal cozidas. Todas as carnes devem ser submetidas a um aquecimento de no mínimo 65º C por um período de 4 ou 5 minutos, isso é suficiente para destruir os oocistos, que também não resistem nos produtos salgados ou preparados com nitratos.

Manter boa higiene e lavar as mãos após manipular carnes cruas, passar o hábito de lavar sempre as mãos às crianças quando elas brincarem em tanques de areia ou no solo, que eventualmente podem ter sido contaminados por gatos parasitados. Lavar as mãos também após pegar em gatos pois os oocistos podem estar aderidos aos pêlos.

Os gatos domésticos devem ser levados regularmente ao veterinário para ver se estão eliminando oocistos, caso o exame seja positivo, ele deve ser submetido a tratamento. Devem receber alimentos secos, enlatados ou fervidos e impedidos de caçarem ratos ou comerem carniça.

Evitar o contato com gatos vadios ou desconhecidos, e se o diagnóstico ou o tratamento não for possível, o animal deve ser encaminhado para outro lar, principalmente se na casa existir crianças, ou mulheres em perspectiva ou início de gestação.

As fezes dos gatos e o material de forração do local aonde ele dorme devem ser eliminados diariamente, antes que os oocistos tenham tempo para embrionar.

Nunca deixar gestantes realizarem essas tarefas.

Os tanques de areia para a recreação das crianças devem ser cobertos quando não estão em uso, ou cercados para impedir o acesso de gatos, ou então tratá-los periodicamente com água fervente.

Exame e acompanhamento sorológico das gestantes, para a identificação e tratamento daquelas que estejam infectadas.

DIAGNÓSTICO

O diagnóstico da Toxoplasmose é sorológico. Os laboratórios possuem diferentes métodos disponíveis para a detecção de anticorpos específicos no sangue.

Eventualmente o diagnóstico pode ser feito através de tomografias, onde é possível detectar cistos cerebrais), através das lesões oftalmológicas, que são patognomônicas (características da doença).

Existe ainda detecção de fragmentos do DNA do parasita em diferentes materiais biológicos, pelas técnicas de biologia molecular.

Fonte: www.espiritismogi.com.br

Toxoplasmose

O QUE É TOXOPLASMOSE OCULAR?

A toxoplasmose, é uma das causas mais comuns de uveíte (inflamação intra-ocular), sendo causada pelo toxoplasma gondii, um parasita protozoário intracelular obrigatório que infecta um grande número de animais.O gato é o hospedeiro definitivo e outros animais, como camundongo e gado bovino, assim como os seres humanos, são hospedeiros intermediários.

COMO OCORRE A TRANSMISSÃO ?

O indivíduo pode adquirir a doença através da ingestão de verduras mal lavadas, carnes de porco, boi, galinha, ovelha etc., mal cozidas ou transplacentária (transmissão para o feto em grávida com toxoplasmose aguda). O mais comum é o indivíduo nascer com toxoplasmose, ou seja, possuir a forma congênita da doença (a forma adquirida é mais rara ocorrer).

QUAIS SÃO OS EFEITOS OCULARES?

A doença pode seguir um curso benigno, localizado, porém, em alguns casos, a evolução ocorre de maneira mais complicada, podendo deixar seqüelas importantes. Se o indivíduo já possuir um organismo debilitado (baixa imunidade), se não apresentar boas condições nutricionais, pior será o quadro ocular.

A toxoplasmose pode causar uma coriorretinite (processo inflamatório da coróide e retina, que são estruturas oculares extremamente importantes).Dependendo da extensão desta lesão, e das estruturas envolvidas, pode fazer com que o indivíduo, em um período variável de tempo, apresente uma visão somente de vultos ou pior.

A recorrência da toxoplasmose ocular congênita, cicatrizada e antiga, é a forma mais comum de retinite infecciosa em indivíduos imunocompetentes.As recorrências geralmente ocorrem entre os 10 e 35 anos (idade média de 25 anos). Complicações como atrofia do nervo óptico e o descolamento de retina podem ocorrer. É importante que o indivíduo procure o quanto antes o oftalmologista para que o tratamento e o acompanhamento sejam iniciados. Quando ocorre demora na procura do médico, as complicações podem ser graves, podendo ocasionar perda importante da visão.

COMO É FEITO O DIAGNÓSTICO?

O diagnóstico de lesão ocular causado pela toxoplasmose, pode ser feito através de exame clínico oftalmológico e sorologia positiva para anticorpos contra o toxoplasma.O diagnóstico de retinite causada pela toxoplasmose é baseado em uma lesão compatível no fundo de olho.

Qualquer título de anticorpos é significativo

COMO PREVENIR ESTA DOENÇA ?

Para evitar contrair a doença, deve-se evitar comer carne crua ou mal passada e deve-se lavar bem as verduras antes de comê-las. Como uma maneira freqüente de transmissão da doença é através de terra contaminada com fezes de gato, uma população que corre grande risco é aquela constituída por jardineiros, lavradores, enfim pessoas que lidam com o trabalho no campo. Estas devem estar atentas para qualquer perturbação da visão e, na dúvida, devem procurar auxílio médico

Com relação à toxoplasmose congênita, algumas considerações são importantes. Se uma gestante contrai a doença, existem 40% de chance de possibilidade de seu filho ser afetado. Todas as mulheres ao casar devem fazer um teste sorológico para toxoplasmose.

Fonte: www.prooftalmoclinica.com.br

Toxoplasmose

A toxoplasmose é uma protozoonose causada por protozoário, Toxoplasma gondii, que acomete inúmeros vertebrados, inclusive o homem. É uma infecção muito difundida no Brasil e no mundo, porém a prevalência e incidência, em diferentes regiões, sofrem forte influência das características locais, como fatores ambientais, alimentares, culturais, idade, entre outros.

Na toxoplasmose adquirida, a infecção ocorre após o nascimento.

Em pacientes imunocompetentes, a infecção é geralmente assintomática e auto-limitada, quando sintomática apresenta-se com sinais e sintomas inespecíficos, durando de semanas a meses. A sintomatologia mais freqüente é linfoadenopatia (especialmente cervical), febre, mal estar, sudorese noturna, mialgias, hepatoesplenomegalia.

Em paciente imunocomprometido (transplantados, portadores de infecções virais e neoplasias) podem ocorrer complicações mais sérias, como o quadro de neurotoxoplasmose, e levar a morte.

Desta forma, a confirmação diagnóstica, a investigação clínica e a condução terapêutica apropriadas são medidas fundamentais para reduzir complicações futuras especialmente em regiões de maior endemicidade.

A toxoplasmose congênita pode ocorrer quando a gestante adquire pela primeira vez a protozoose - fase aguda da infecção.

Fatores como a idade gestacional, a imunidade materna, a virulência da cepa, entre outros podem determinar a severidade das lesões no feto.

O parasita atinge o concepto, por via transplacentária, e se dissemina.

Ocorre a invasão pelo parasita em vários órgãos, mas prevalecem as lesões no sistema nervoso e na retina, podendo levar à morte fetal, abortamento e má formação congênita.

As crianças que nascem a termo podem vir a apresentar anomalias e alterações no desenvolvimento físico e mental, esses sintomas clínicos podem ser observados ao nascer ou mais tarde, eventualmente, na idade escolar com déficit visual ou de aprendizado.

Na toxoplasmose ocular, a retinocoroidite esta freqüentemente associada e pode causar danos progressivos à visão. Esta complicação pode ser associada à forma adquirida ou congênita da desta zoonose.

Este microrganismo pode apresentar vários mecanismos de transmissão ao homem:

  1. Ingestão acidental de oocistos - pela manipulação de terra contaminada, manipulação de alimentos sem lavar bem as mãos, ingerir frutas e legumes crus sem lavar devidamente, beber água sem filtrar ou ferver.
  2. Ingestão de carne crua ou mal cozida contaminada com cistos.
  3. Passagem via transplacentária de taquizoítas.

Os animais, domésticos e selvagens, são considerados como fonte alimentar de infecção de T. gondii para humanos, quando associados ao hábito de ingerir carne crua ou mal cozida, porém os felídeos, hospedeiros definitivos, têm importância na manutenção do ciclo.

Toxoplasmose Gondii

T. gondii é um protozoário heteroxênico facultativo e intracelular obrigatório, que acometer várias espécies de vertebrados (mamíferos e aves), incluindo o homem.

Este parasita possui três formas estruturais durante o ciclo evolutivo:

1) Taquizoítas (tachys = rápido): forma que apresenta rápida multiplicação, responsável pela fase aguda da infecção
2) Bradizoítas (bradys = lento):
encontrado no interior de cistos teciduais, multiplica-se lentamente, responsável pela forma crônica da infecção
3) Oocistos:
produzidos no epitélio intestinal dos felídeos.

Hospedeiros intermediários

Animais de sangue quente (aves e mamíferos), incluindo o homem. Nestes animais ocorre apenas o processo de reprodução assexuada ou extra-intestinal do parasita, com a formação de cisto tecidual, na fase crônica da infecção, principalmente em tecido nervoso, retina, musculatura cardíaca e esquelética.

Hospedeiros definitivos

Nos felídeos pode ocorrer tanto a reprodução assexuada como a sexuada ou entérica (com a diferenciação do parasita e a formação dos oocistos imaturos, que são eliminados com as fezes).

Hospedeiros intermediários

Animais de sangue quente (aves e mamíferos), incluindo o homem. Nestes animais ocorre apenas o processo de reprodução assexuada ou extra-intestinal do parasita, com a formação de cisto tecidual, na fase crônica da infecção, principalmente em tecido nervoso, retina, musculatura cardíaca e esquelética.

Hospedeiros definitivos

Nos felídeos pode ocorrer tanto a reprodução assexuada como a sexuada ou entérica (com a diferenciação do parasita e a formação dos oocistos imaturos, que são eliminados com as fezes).

Como se pega Toxoplasmose

  1. Comendo carne crua ou mal cozida.
  2. Comendo frutas, verduras ou legumes crus sem lavar.
  3. Beber água sem filtrar ou sem ferver.
  4. Manusear a terra contaminada e não lavando as mãos antes de comer.
  5. Via transplacentária (toxoplasmose congênita).

MEDIDAS DE PREVENÇÃO

1) Lave bem as mãos antes de mexer com os alimentos
2)
Não coma carne crua ou mal cozida
3)
Ao mexer com a terra ou caixa de areia lave bem as mãos ou use luvas
4)
Só beba água filtrada ou fervida
5)
Frutas, verduras e legumes crus devem ser bem lavados.

Observação:

A Toxoplasmose tem cura. O fato de apresentar exame positivo para toxoplasmose não significa que você esta com a doença. Na maioria das vezes, indica a presença de anticorpos.

Os gatos domésticos se infectam caçando pequenos animais infectados, como ratos e aves.

Desta maneira, os gatos que não vão as ruas para caçar, e que comem apenas ração industrializada NÃO oferecem perigo.

Mas, alguns cuidados como limpar sempre a caixa de areia, lavar bem as mãos antes de manusear o alimento e não dar carne crua ou mal cozida para os gatos são medidas importantes.

Fonte: www.ipec.fiocruz.br

Toxoplasmose

INTRODUÇÃO

A toxoplasmose é uma das doenças com índices de prevalência mais altos do mundo. Normalmente as pessoas que ficam com toxoplasmose nem ficam sabendo que a tiveram, confundindo seus sintomas com os de uma gripe. No entanto, a doença pode se manifestar de forma mais severa também. Com a grande quantidade de pessoas afetadas pelo vírus da AIDS, a questão da toxoplasmose tornou-se bem mais séria em termo de saúde pública.

Outro grupo que deve ser particularmente cuidadoso é o das mulheres gestantes. É muito comum a dúvida sobre o que as mulheres grávidas devem fazer com seus gatos. Trata-se de doença infecciosa causada por um protozoário chamado Toxoplasma gondii. Este protozoário é facilmente encontrado na natureza e pode causar infecção em grande número de mamíferos e pássaros no mundo todo.

A infecção nos humanos é assintomática em 80 a 90 % dos casos, isto é, não causa sintomas, e pode passar desapercebida naqueles pacientes cuja imunidade é normal. As defesas imunológicas da pessoa normal podem deixar este parasita “inerte” no corpo (sem causar dano algum) por tempo indeterminado. No entanto, quando esta pessoa tornar-se imunodeprimida (com as defesas imunológicas diminuídas) por qualquer razão (AIDS, secundária a remédios usados para transplantados ou mesmo após uma doença muito debilitante) os sintomas e a doença toxoplasmose pode se manifestar. Outro período particularmente de risco para se adquirir a infecção é durante a vida intra-uterina, da gestante para o feto (transmissão vertical). O feto pode ter afetada a sua formação quando contaminado.

DEFINIÇÃO

A Toxoplasmose é uma doença infecciosa, congênita ou adquirida, causada pelo protozoário Toxoplasma gondii. Ocorre em animais de estimação e produção incluindo suínos, caprinos, aves, animais silvestres, cães, gatos e a maioria dos vertebrados terrestres. Nos bovinos, suínos, cabras, etc. acarreta abortos, nascimento de fetos mal formados causando perdas econômicas.

O gato está relacionado com a produção e eliminação dos oocistos (ovos) e perpetuação da doença, uma vez que este é o hospedeiro definitivo. Ele ingere os cistos que estão nos tecidos dos ratos, lagartixas, pássaros e baratas, e passa a eliminar nas fezes os ovos (oocistos). Estes ovos têm que esporular no meio ambiente antes de se tornarem infectantes; este processo demora de 1 a 5 dias após a excreção, dependendo da temperatura e umidade do meio ambiente.

CARACTERISTICAS DO MICROORGANISMO

O Toxoplasma gondii é um protozoário intracelular obrigatório. Os felinos são os únicos "hospedeiros definitivos". O homem e outros animais de sangue quente são "hospedeiros intermediários".

Apresenta três formas infectantes: os taquizoítos (taqui=rápido), que são as formas de proliferação rápida, e estão presentes em grande número, nas infecções agudas. No animal afetado, o parasito pode estar no sangue, excreções e secreções. Neste estágio sobrevive no meio ambiente ou na carcaça por poucas horas. Os bradizoítos (bradi = lento) são formas de reprodução lenta do Toxoplasma gondii, e estão presentes nas infecções congênitas e crônicas.

Organizam-se aos milhares em cistos teciduais, particularmente em músculos e tecido nervoso.

Neste estágio pode sobreviver em tecidos por alguns dias depois da morte, mas é destruído pelo congelamento a –12oC por 24 horas ou cocção a 58oC por dez minutos. Os oocistos são as formas resultantes do ciclo sexuado do parasita, que ocorre apenas no trato gastrintestinal dos felídeos. Os oocistos são eliminados nas fezes ainda não esporulados, tornando-se infectantes após a esporulação no meio-ambiente, que ocorre entre 3 e 5 dias de acordo com as condições ambientais. O oocisto esporulado pode permanecer viável no meio ambiente por até um ano e meio

O Toxoplasma gondii existe em todos os lugares do mundo e infecta a grande maioria dos mamíferos e das aves. Seu ciclo de vida tem duas fases. A primeira é intestinal, só ocorrendo em gatos (selvagens ou domésticos) e produzindo os oocistos. A segunda é extra-intestinal, ocorre em todos os animais infectados (inclusive gatos) e produz taquizoítos, bradizoítos ou zoitocistos que infectam a carne.

Após ingestão pelo gato de tecidos contendo oocistos ou cistos, estes são liberados no organismo e penetram no epitélio intestinal onde sofrem reprodução assexuada seguida de reprodução sexuada se transformando em oocistos, podendo ser excretados junto com as fezes. Oocistos além de poderem sobreviver durante meses no ambiente e são resistentes a desinfetantes, congelamento e processo de secagem, mas destruídos pelo aquecimento a 70ºC por 10 minutos.

DISTRIBUIÇÃO GEOGRAFICA

Atualmente, estima-se que um terço da população mundial esteja infectada por toxoplasma. O Brasil apresenta índices que se encontram entre os mais altos descritos, onde inquéritos sorológicos registrados demonstraram uma prevalência variando de 37 a 91%. Entre novembro de 2001 e janeiro de 2002, o Brasil registrou o maior surto de toxoplasmose do mundo, ocorrido no município de Santa Isabel do Ivaí – Paraná. Um total de 462 pessoas apresentou sorologia sugestiva para toxoplasmose (IgM reagente). Dentre os acometidos, 07 eram gestantes e destas, 06 tiveram seus filhos infectados, ocorrendo uma anomalia congênita grave e um aborto espontâneo. A investigação epidemiológica concluiu que a fonte de contaminação era um dos reservatórios de água da cidade que estava contaminado por fezes de um gato que estava eliminando oocistos de toxoplasma.

SINTOMAS

Os sintomas são muito variados, dependentes também da imunidade do paciente.

O início dos sintomas pode variar de cinco a 30 dias após a contaminação.

Podemos distinguir algumas manifestações mais chamativas:

Doença febril

Febre e manchas pelo corpo como sarampo ou rubéola; podem haver sintomas localizados nos pulmões, coração, fígado ou sistema nervoso. A evolução dos sintomas tem curso benigno, isto é, autolimitado.

Linfadenite

São as famosas ínguas pelo corpo, mais localizadas na região do pescoço e raras vezes disseminadas.

Doença ocular

É a doença mais comum no paciente com boa imunidade, inicia com dificuldade para enxergar, inflamação, podendo até terminar em cegueira.

Toxoplasmose neonatal

Infecção que ocorre no feto quando a gestante fica doente durante a gravidez, podendo ser sem sintomas até fatal dependendo da idade da gestação; quanto mais cedo se contaminar, pior a infecção. Por isso a importância do pré-natal.

Toxoplasmose e AIDS/Câncer

Como a imunidade do paciente está muito diminuída, a doença se apresenta de forma muito grave, causando lesões no sistema nervoso, pulmões, coração e retina.

NOS ANIMAIS

Os sinais e sintomas clínicos geralmente não estão associados ao ciclo enteroepitelial nos gatos. Após a infecção, excretam oocistos em suas fezes durante três semanas, aproximadamente e tornam-se infectantes (esporulados ) em dois ou três dias. Os sinais e sintomas clínicos da toxoplasmose podem ocorrer em hospedeiros intermediários, inclusive os gatos, durante a fase aguda da infecção extra intestinal.

As síndromes clínicas mais comuns são: deficiências neurológicas, retinocoroidite, polimiosite, linfadenopatia, hepatite, pancreatite, granuloma intestinal, abortamento e moléstia neonatal.

TRANSMISSÃO

As vias de transmissão possíveis são:

1.ingestão de cistos na carne crua ou mal cozida de animais portadores. É a forma mais comum de contaminação em humanos.
2
.ingestão de oocistos (forma resistente do T. gondii) provenientes de fezes de gatos, seja pelo manuseio da caixa de areia, contato com solo ou verduras contaminados pelos oocistos.
3.
infecção transplacentária, quando o parasita ataca o feto antes do nascimento, através da placenta, nos casos em que a gestante tem seu primeiro contato com o Toxoplasma. Quando ela já tem anticorpos no início da gestação isso não ocorre, pois não desenvolverá a doença.

CICLO BIOLÓGICO

Endodiogenia: representa uma forma especializada de divisão assexuada onde duas células filhas são formadas dentro da célula-mãe

Endopoligenia: mesmo processo anterior, mais rápido co formação de mais taquizoítos

IMUNIDADE

Resposta imune envolve mecanismos celular e humoral; Resposta celular é o principal mecanismo de defesa contra o T. gondii; Anticorpos têm grande importância para o diagnóstico

Resposta humoral

IgM: 1º anticorpo a aparecer. Ativa o sistema de complemento
IgG: 2º
anticorpo a aparecer. Importante na proteção do feto
IgA
: Importante no diagnóstico

Resposta humoral promove a formação de cistos intracerebrais

Mecanismos de evasão do parasito: Vacúolo parasitóforo; Vários estágios do parasito; Apoptose

PATOGENIA

Está relacionada:

Cepa do parasito
Resistência da pessoa infectada
Modo como de infecção

Toxoplasmose congênita ou pré-natal: Gestantes na fase aguda da doença podem abortar o feto, produzir partos precoces dando origem a crianças sadias ou com anomalias graves.

Obs: Sabe-se que 40% a 50% dos fetos morrem.

Toxoplasmose pós-natal: Pode apresentar desde casos assintomáticos até a morte.

Toxoplasmose ganglionar ou febril aguda: Forma mais freqüente tanto em crianças como em adultos Ocorre febre alta, Geralmente é de curso crônico e benigno, podendo levar à complicações em outros órgãos

Toxoplasmose cutânea ( rara): Forma lesões generalizadas na pele

Toxoplasmose ocular: A retinocoroidite é a manifestação mais comum. As lesões podem evoluir para uma cegueira parcial ou total ou podem se curar por cicatrização

Toxoplasmose cérebro-espinhal ou meningoencefálica: Mais freqüente em indivíduos imunocomprometidos

Toxoplasmose generalizada ( rara): Ocorre em indivíduos imunocompetentes e imunodeprimidos

DIAGNÓSTICO

Clínico

Difícil - forma crônica pode ser assintomática ou se assemelhar a outras doenças (ex: mononucleose).

Diagnóstico laboratorial

Demonstração do parasito

Testes sorológicos ou imunológicos

Demonstração do parasito - fase crônica

Biópsia de tecidos

Inoculação de camundongos, Histopatologia (raro)

TESTES SOROLOGICOS

Indicam título (diluição do soro sangüíneo) de anticorpos circulantes

Correspondentes à determinada fase da doença:

Reação de Sabin Feldman (RSF)
RIFI
ELISA
IMUNOBLOT

Reação de Sabin Feldman (RSF)

Vantagem

Diagnóstico individual (fase aguda e fase crônica)
Boa sensibilidade (1:16.000)
Espécie - específica

Desvantagens

Toxoplasma vivo
Boa sensibilidade de outros teses (RIFI)

Reação de Imunofluorescência Indireta (RIFI)

Vantagem

Fase aguda (IgM) efase crônica (IgG)
Sensibilidade (1:16.000)
Toxo aguda -títulos 1:1000
Toxo crônica - títulos 1:10 -1:500

Reação de Imunofluorescência Indireta (RIFI)

Desvantagem

Falso positivo - transfusão sangüínea

Imunoensaio Enzimático (ELISA)

Vantagens

Objetividade
Automação e quantificação
Detecta IgM, IgA e IgG de baixa avidez

Desvantagem

Falso positivo

Imunoblot

Vantagens

Detecta antígenos de baixo peso molecular
Indica reativação de bradizoítos após ruptura de cistos teciduais
Pouco usado

PROFILAXIA

Os criadores de gatos devem mantê-los dentro de casa e alimentá-los com carne cozida ou com ração de boa qualidade Profilaxia
Não se alimentar de leite não pasteurizado ou não fervido
Não ingerir carne crua ou mal cozida de qualquer animal
Controlar a população de gatos vadios
Os criadores de gatos devem mantê-los dentro de casa e alimentá-los com carne cozida ou com ração de boa qualidade
Consumir água de boa qualidade, no caso de água de abastecimento público,manter as caixas d’água tampadas e higienizadas a cada seis mesesTer cuidado ao manusear as fezes de gatos e dar o destino adequado das mesmas (usar luvas, pás e lavar bem as mãos após a manipulação) incinerar as fezes do gato
Lavar bem as mãos e unhas: após manusear areia (jardins, hortas e plantações) e das crianças após brincarem em parques e/ou caixas de areia
Exame pré-natal e acompanhamento de todas as gestantes com ou sem infartamento ganglionar ou com história de aborto
Tratamento com espiramicina das gestantes em fase aguda (IgM ou IgA positivas) . profilaxia secundária
Vacinação de ovelhas prenhas . Reduz o número de abortos e garante proteção por 18 meses ( Toxovax®)

Os medicamentos usados no tratamento da toxoplasmose são: Associação de pirimetamina (Daraprim, Malocide) com sulfadiazina ou sulfadoxina (Fansidar)

Duração do tratamento: varia de 2 a 4 semanas

Na toxoplasmose ocular para redução das reações de hipersensibilidade, utiliza-se um corticóide como a prednisolona ou prednisona (Meticorten) associado aos antiparasitários.

Quando há intolerância às sulfas pode-se utilizar a clindamicina como medicação alternativa, associada à pirimetamina

A pirimetamina não pode ser utilizada em gestantes, pois é uma droga teratogênica. Deve ser substituída pela espiramicina

A pirimetamina é um antifólico e pode deprimir a atividade da medula óssea . Acompanhamento do paciente através da realização do hemograma

O uso da azitromicina tem dado bons resultados na terapêutica antitoxoplásmica, apresentando menos efeitos colaterais. É utilizada em pacientes que não toleraram o tratamento convencional (Derouin, 1992)

Droga promissora – Atovaquona Testes in vitro e in vivo (experimental) demonstraram a ação parcialmente efetiva contra cistos teciduais (Petersen, 2007)

EPIDEMIOLOGIA

A epidemiologia da toxoplasmose está bem esclarecida: O ciclo sexuado do toxoplasma ocorre exclusivamente em gatos domésticos e selvagens.

O carnivorismo, a disseminação de oocistos pela água e por alimentos contribui para a ampla distribuição do protozoário

É encontrada em todos os países, com prevalências variadas de acordo com a população pesquisada.

Europa central: prevalência de 37 a 58%

América Latina: 51 a 72%

Sudeste asiático, China e Coréia: 4 a 39% ( Neves, 2005); • A prevalência no Brasil varia de 37 a 91%.

Estudos recentes demonstram haver duas linhagens clonais, uma compreendendo cepas virulentas para camundongos (Cepa tipo I) e outra compreendendo cepas pouco virulentas para camundongos (cepa tipo II e III).

Praticamente todos os mamíferos e aves são susceptíveis, Artrópodes podem ser vetores mecânicos, Oocistos são destruídos a 55-65° C / 2 min.

Cistos (carne) são destruídos a temperatura de 67°C (Neves, 2005)

Reservatório

Os hospedeiros definitivos de Toxoplasma gondii são os gatos e outros felinos que se contaminam pela ingestão de mamíferos.

Modo de transmissão

O Toxoplasma gondii é transmitido ao homem por diversas maneiras: através da ingestão de carne mal cozida contendo cistos de Toxoplasma; pela ingestão de oocistos provenientes de mão contaminada por fezes ou alimento e água; transmissão transplacentária; inoculação acidental de traquizoítos ou pela ingestão de oocistos infectantes na água ou alimento contaminado com fezes de gato. Pode ocorrer transmissão através da inalação de oocistos esporulados. As fezes de cabras e vacas infectadas podem conter traquizoítos. A infecção por transfusão de sangue e transplante de órgãos de um doador infectado é rara, porém pode ocorrer.

Período de incubação: Consiste de 10 a 23 dias quando a infecção provém da ingestão de carne mal cozida; de 5 a 20 dias em uma infecção associada a gatos.

Complicações

Caso se instale no cérebro, o Toxoplasma causa encefalite toxoplasmótica, que tem como sintomas principais convulsão e sinais de paralisia.

Durante o primeiro trimestre de gestação, pode causar deformidades no feto. Em casos mais graves de toxoplasmose ocular, pode levar a cegueira.

Susceptibilidade e resistência: Todos estão susceptíveis à infecção, porém a imunidade é facilmente adquirida, e muitas infecções são assintomáticas. Os pacientes que são tratados por citotóxicos ou imunossupressores são mais susceptíveis à infecção.

Vias de eliminação: Fezes com oocistos esporulados

Vias de penetração:Via digestiva e transplacentária

Hospedeiros suscetíveis: Homem, aves, répteis, anfíbios e outros mamíferos

BIBLIOGRAFIA

DIÁRIO DO NORDESTE. TOXOPLASMOSE: DOENÇA DO GATO. (11/6/2006).
Zoonose - Realidades e Riscos ARAÚJO, W.N.; SILVA, Aristeu V.; LANGONI, Hélio. Toxoplasmose: uma. 2004.
CDC/ATLANTA/USA. DPDx - Toxoplasmosis. In: www.dpd.cdc.gov/dpdx
INFORME-NET DTA. Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo. Centro de Vigilância Epidemiológica - CVE. MANUAL DAS DOENÇAS TRANSMITIDAS POR ALIMENTOS. TOXOPLASMA GONDII/TOXOPLASMOSE.

Fonte: www.medstudents.com.br

Toxoplasmose

A toxoplasmose é uma parasitose amplamente disseminada na natureza, causada pelo protozoário Toxoplasma gondii, que pode infectar pássaros e um grande número de mamíferos, incluindo o homem, em todas as idades.

Após o contágio, o toxoplasma permanece no músculo do hospedeiro, na forma de cistos, ou, então, no caso específico dos gatos, é eliminado nas fezes na forma de oocistos. Os gatos são os únicos hospedeiros definitivos do Toxoplasma, ou seja, somente nestes animais o protozoário tem seu ciclo de vida completo.

Os outros mamíferos são hospedeiros intermediários e por isso, mesmo infectados, não conseguem eliminar oocistos nas fezes.

Em pessoas cuja imunidade apresenta-se normal – imunocompetentes –, a doença pode até passar despercebida. Tanto é assim que, durante o pré-natal, os anticorpos contra o toxoplasma são detectados em cerca de 50% a 80% das mulheres brasileiras, o que indica contato prévio com esse agente. Já em imunodeprimidos, ou seja, nos indivíduos que estão com o sistema imunológico debilitado por doença – como os portadores de aids – ou por tratamentos – como os transplantados –, a infecção pode ser mais severa, com chances de atingir o cérebro, causando o que se chama de neurotoxoplasmose.

A forma congênita da toxoplasmose, passada da mãe para o feto durante a gravidez, também costuma ser grave, uma vez que tem potencial de deixar sequelas neurológicas, visuais e hepáticas no bebê.

Causas e Sintomas

Nas pessoas com imunidade preservada, a toxoplasmose é assintomática em cerca de 90% dos casos. Nos 10% restantes, provoca principalmente o aumento de gânglios – as ínguas – nas axilas, na virilha e no pescoço, além de febre, dores musculares, articulares, de cabeça e de garganta, infecção na retina, pontos avermelhados no corpo e aumento do fígado e do baço.

Nos imunodeprimidos, as manifestações incluem sinais de comprometimento dos pulmões, dos olhos, do coração e, sobretudo, do cérebro, neste caso com um quadro de dor de cabeça, sonolência e redução da força, que pode evoluir para uma diminuição progressiva da lucidez.

A causa é a infecção pelo toxoplasma, que decorre particularmente da ingestão de carne crua ou malcozida, com cistos desse protozoário, ou do consumo de comida contaminada por oocistos, os quais são eliminados nas fezes de gatos. Nesta última situação, a contaminação ocorre mais frequentemente pela manipulação inapropriada dos alimentos – quando a pessoa não lava bem as mãos depois de mexer no gato, por exemplo –, mas também pela simples convivência com esses animais, mesmo os bem-cuidados, pois eles podem ingerir carne crua com cistos do parasita.

A toxoplasmose ainda é adquirida de forma congênita, quando a gestante passa a doença para o bebê durante a gravidez, e em transplantes de órgãos.

Exames e Diagnósticos

Uma vez que os sintomas da toxoplasmose são bastante inespecíficos, o diagnóstico implica a realização de exames de sangue para pesquisar a presença de anticorpos que caracterizam infecção recente pelo toxoplasma.

Como a doença passa despercebida na maioria das vezes, as pessoas só acabam sabendo que tiveram contato com o agente infeccioso quando precisam fazer algum check-up específico, seja em urgências, seja em rotina, seja em situações especiais, como na gestação. Nesses casos, porém, o achado é de uma categoria de anticorpos relacionada com infecção pregressa e que, portanto, indica imunidade contra a toxoplasmose.

Tratamento e Prevenção

Existem medicamentos que agem contra o toxoplasma – não curam a doença, mas impedem a multiplicação do protozoário – e, assim, contribuem para a redução das complicações da toxoplasmose congênita e das formas mais agressivas da doença no adulto, desde que o tratamento seja instituído rapidamente.

Para as formas leves, que cursam somente com febre e gânglios, não há necessidade do uso de medicações, pois a doença acaba regredindo espontaneamente.

A prevenção da toxoplasmose é particularmente importante para gestantes e imunodeprimidos que nunca tiveram contato com esse agente.

Para evitar o contágio, recomenda-se não comer carne crua ou malpassada e usar luvas na hora de manipular qualquer tipo de carne antes do cozimento, além de lavar muito bem legumes e verduras que serão consumidos em saladas.

O convívio com gatos também precisa ser evitado, assim como a visita a locais que possam conter fezes desses animais – como tanques de areia de parques.

Fonte: www.fleury.com.br

Toxoplasmose

A toxoplasmose é uma das doenças com índices de prevalência mais altos do mundo. Normalmente as pessoas que ficam com toxoplasmose nem ficam sabendo que a tiveram, confundindo seus sintomas com os de uma gripe. No entanto, a doença pode se manifestar de forma mais severa também.

Com a grande quantidade de pessoas afetadas pelo vírus da AIDS, a questão da toxoplasmose tornou-se bem mais séria em termo de saúde pública.

Outro grupo que deve ser particularmente cuidadoso é o das mulheres gestantes. É muito comum a dúvida sobre o que as mulheres grávidas devem fazer com seus gatos. Aqui apresento informações sobre a toxoplasmose (que são resultado de pesquisas sobre a doença) na forma de perguntas e respostas

A toxoplasmose é uma doença causada por um protozoário chamado Toxoplasma gondii. Este protozoário pode infectar qualquer animal de sangue quente.

Como os humanos podem pegar Toxoplasmose?

As vias de transmissão possíveis são:

1. Ingestão de cistos na carne crua ou mal cozida de animais portadores. É a forma mais comum de contaminação em humanos.

2. Ingestão de oocistos (forma resistente do T. gondii) provenientes de fezes de gatos, seja pelo manuseio da caixa de areia, contato com solo ou verduras contaminados pelos oocistos.

3. Infecção transplacentária, quando o parasita ataca o feto antes do nascimento, através da placenta, nos casos em que a gestante tem seu primeiro contato com o Toxoplasma. Quando ela já tem anticorpos no início da gestação isso não ocorre, pois não desenvolverá a doença.

Qual é o risco de pegar Toxoplasmose?

Quando um ser humano tem seu primeiro contato com agente causador da Toxoplasmose, ele pode desenvolver sintomas semelhantes aos de uma gripe, como dores no corpo, tosse, entre outros.

As defesas do organismo costumam ser suficientes para conter o processo, embora pessoas com deficiências imunológicas (portadores de AIDS, por exemplo) possam desenvolver sintomas graves em função dessa infecção.

O parasita pode ainda retornar caso a imunidade seja afetada no futuro. Após esta primeira infecção o indivíduo normal ganha imunidade contra a doença.

O grande perigo da infecção ocorre quando uma mulher gestante entra em contato com o Toxoplasma pela primeira vez em sua vida e desenvolve a infecção.

O feto poderá se infectar e apresentar mal-formações como deficiência visual grave quando nascer, entre outros problemas graves de saúde.

Como a mulher gestante pode se prevenir?

Não comendo alimentos crus ou mal-cozidos, usando luvas ao fazer jardinagem (lavando as mãos depois) e deixando de limpar a caixa de areia dos seus gatos. Deve-se limpar cuidadosamente o material que irá entrar em contato com carne crua, como a tábua de cortar carne.

A caixa de areia dos gatos precisa ser limpa todos os dias.

É bom que a gestante possa saber se já tem ou não anticorpos contra a Toxoplasmose, até para poder regular o grau de atenção para as medidas preventivas. Isso se consegue através de um exame de sangue.

É preciso se desfazer dos gatos da casa?

Não, conviver e manusear gatos é seguro, seguindo as recomendações acima.

Qual é o papel dos gatos na transmissão da doença? Como eles se contaminam?

Os felinos são os únicos hospedeiros definitivos do Toxoplasma.

A reprodução sexuada do se dá em seus intestinos.

Após a infecção em um gato, por exemplo, ele irá eliminar cistos (formas resistentes do parasita) nas fezes por um período máximo de quinze dias.

Acontece que esses cistos ficam no solo por até mais de um ano e podem contaminar alimentos e ser transportados por moscas, baratas e até minhocas.

Os gatos se contaminam geralmente ingerindo carne contaminada, seja servida pelos donos ou ingerindo suas presas, como ratos e pássaros.

Como evitar a infecção em gatos?

Evitando que possam caçar e não oferecendo leite cru (principalmente de cabra) nem carne crua.

Mulheres grávidas devem evitar manipular gatos?

A manipulação é segura, porque mesmo que o gato esteja no período de eliminação dos cistos (que dura apenas quinze dias e ocorre apenas uma vez na vida do gato), eles não estarão em sua forma esporulada, ou seja, contaminante.

Isso porque é preciso pelo menos 24 horas para que isso aconteça, e os gatos possuem hábitos de higiene muito desenvolvidos, não ficando em contato com suas próprias fezes e limpando-se boa parte do dia.

Qual o papel dos gatos na transmissão da Toxoplasmose?

Os felinos são os únicos hospedeiros definitivos da toxoplasmose.

Somente eles eliminam cistos contaminantes nas fezes, que são resistentes no meio ambiente. Portanto são responsáveis pela transmissão para os outros animais, que podem ingerir os cistos na água, por exemplo.

Os felinos, principalmente os gatos, são os reservatórios naturais da doença e espalham o parasita para muitas outras espécies através dos cistos resistentes eliminados nas fezes.

São essas espécies que acabam contaminando outros felinos, normalmente quando lhes servem de alimento.

Se não houvessem felinos no mundo, não haveria toxoplasmose.

Fonte: www.cachorrosegatos.com

Toxoplasmose

Agente etiológico: Toxoplasma gondii, um protozoário coccídio intracelular “próprio” dos gatos, e pertencente à família Soncocystidae, na classe Sporozoa.

Reservatório: Os hospedeiros definitivos de T. gondii são os gatos e outros felinos. Os hospedeiros intermediários são os homens, mamíferos não felinos e outros animais.

Modo de transmissão

O homem adquire a infecção por três vias:

a) a ingestão de oocistos do solo, areia, latas de lixo e em qualquer local onde os gatos defecam em torno das casas e jardins, disseminando-se através de hospedeiros transportadores, tais como moscas, baratas e minhocas

b) ingestão de cistos de carne crua e mal cozida, especialmente de porco e carneiro

c) infecção transplacentária, ocorrendo em 40% dos fetos de mães que adquiriram a infecção durante a gravidez.

Período de incubação: De 10 a 23 dias, quando a fonte é a ingestão de carne; de 5 a 20 dias quando se relaciona com o contato com animais.

Período de transmissibilidade: Não se transmite diretamente de uma pessoa a outra, com exceção das infecções intra-uterina.

Aspectos Clínicos

Descrição

A toxoplasmose é uma zoonose cosmopolita, causada por protozoário, responsável por determinar quadros variados, desde infecção assintomática a manifestações sistêmicas extremamente graves.

Do ponto de vista prático, é importante fazer uma distinção entre as manifestações da doença, quais sejam:

Toxoplasmose febril aguda

Na maioria das vezes a infecção inicial é assintomática. Porém, em muitos casos, a infecção pode generalizar-se e ser acompanhada de exantema. As vezes, sintomas de acometimento pulmonar, miocárdico, hepático ou cerebral são evidentes. As lesões resultam da proliferação rápida dos organismos nas células hospedeiras e, quando há manifestações clínicas, essas têm evolução benigna. Há casos em que ocorrem pneumonia difusa, miocardite, miosite, hepatite, encefalite e exantema máculo-papular.

Linfadenite toxoplásmica

A linfadenite regional pode estar relacionada à porta de entrada, durante a síndrome febril aguda. Geralmente, o quadro se caracteriza por linfadenopatia localizada, especialmente em mulheres e, em geral, envolvendo os nódulos linfáticos cervicais posteriores ou, mais raramente, linfadenopatia generalizada. Isso é capaz de persistir por uma semana ou um mês e pode assemelhar-se à mononucleose infecciosa acompanhada por linfócitos atípicos no sangue periférico.

Toxoplasmose ocular

A coriorretinite é a lesão mais freqüentemente associada à toxoplasmose, e, em 30 a 60% dos pacientes com esta enfermidade, pode-se atribuir a etiologia ao toxoplasma.

Dois tipos de lesões de retina podem ser observados:

a) retinite aguda, com intensa inflamação; e

b) retinite crônica com perda progressiva de visão, algumas vezes chegando à cegueira.

Toxoplasmose neonatal

Resulta da infecção intra-uterina, variando de assintomática à fatal, dependendo da idade fetal e de fatores não conhecidos.

Os achados comuns são prematuridade, baixo peso, coriorretinite pós-maturidade, estrabismo, icterícia e hepatomegalia. Se a infecção ocorreu no último trimestre, o bebê pode apresentar, principalmente, pneumonia, miocardite ou hepatite com icterícia, anemia, plaquetopenia, coriorretinite, ausência de ganho de peso ou é assintomático. Se ocorreu no segundo trimestre, o bebê pode nascer prematuramente, mostrando sinais de encefalite com convulsões, pleocitose do líquor e calcificações cerebrais.

Pode aparecer a Tétrade de Sabin: microcefalia com hidrocefalia, coriorretinite, retardo mental e calcificações intracranianas.

Toxoplasmose no paciente imunodeprimido

Como os cistos do toxoplasma persistem por um período indefinido, qualquer imunossupressão significativa pode ser seguida por um recrudescimento da toxoplasmose. As lesões são focais e vistas com maior freqüência no cérebro e, menos freqüentemente, na retina, miocárdio e pulmões. As condições mais comumente associadas a essa forma são a aids, a doença de Hodgkin e o uso de imunossupressores.

Toxoplasmose e gravidez

Como já mencionado, o toxoplasma pode ser transmitido ao feto se a paciente grávida contrair a infecção durante a gestação. Uma vez que a infecção da mãe é usualmente assintomática, geralmente não é detectada. Por isso, tem-se sugerido a realização de testes sorológicos na gestação, porém é uma medida dispendiosa e com pouca aplicabilidade prática. Resta, assim, apenas a instituição da quimioterapia adequada, quando o diagnóstico é realizado.

Vigilância Epidemiológica

Objetivo

Não é doença objeto de ações de Vigilância Epidemiológica, entretanto, tem, hoje, grande importância para a saúde pública devido a sua associação com a aids e pela gravidade dos casos congênitos.

Notificação

Não é doença de notificação compulsória.

Medidas de Controle

Evitar o uso de produtos animais crus ou mal cozidos (caprinos e bovinos);

Incinerar as fezes dos gatos;

Proteger as caixas de areia, para que os gatos lá não defequem;

Lavar as mãos após manipular carne crua ou terra contaminada;

Evitar contatos de grávidas com gatos.

Recomendação

Em virtude dos altos índices de infecção pelo toxoplasma gondii na população em geral, onde geralmente os indivíduos imunocompetentes não desenvolvem a doença, é imperativo que, na vigência da toxoplasmose doença, o paciente seja avaliado quanto a possível associação de imunodeficiência.

Com o surgimento da aids, tem aumentado o número de casos de toxoplasmose, esses pacientes, após o tratamento específico e a cura clínica, devem receber tratamento profilático pelo resto da vida.

Fonte: www.pgr.mpf.gov.br

Toxoplasmose

Toxoplasmose
Toxoplasma gondii

É doença causada pelo protozoário Toxoplasma gondii, cuja posição sistemática ainda não está satisfatoriamente estabelecida.

Seu descobrimento data do ano de 1908 em roedor africano: (Cenodactylus gondi,e no Brasil no coelho, e posteriormente em mais de 80 espécies animais,tanto domésticas quanto silvestres,inclusive em aves.

Parasitando a espécie humana foi comprovado no ano de 1914, porém só em 1923, na Checoslováquia (Jankú) realizou avaliação da doença,considerando-a particularmente perigosa para crianças ainda em fase de gestação no ventre materno.

O parasita é capaz de invadir, naturalmente, qualquer organismo animal de sangue quente (homeotermos),nos quais se multiplica em ciclo assexuado; É parasita estrito do interior da célula (intra celular), e principalmente células do sistema nervoso central, endotélios e dos músculos estriados como o são aqueles esqueléticos e do coração(miocardio); Atravessada a membrana celular da célula que irá parasitar, inicia o toxoplasma sua multiplicação de forma assexuada - sem concurso de células diferenciadas em gametas masculinos ou femininos - e após número variável de partições, a célula hospedeira, que devido seu aspeto passa a denominar-se pseudo-cisto, se rompe, deixando em liberdade os organismos resultantes dessa partição,que passam a denominar-se de zoitos, os quais rapidamente invadem novas células ,prosseguindo em ciclo parasitário.

O parasita, cuja tamanho é microscópico, portanto só visível mediante utilização de meios óticos ou eletrônicos como o próprio microscópio, tem forma semelhante à gomo de laranja, e após a multiplicação assexuada no interior celular, em poucos dias assume sua forma de resistência, denominado de cisto, no qual os parasitas persistem por anos ou mesmo toda a vida do hospedeiro.

Além do anteriormente descrito ciclo assexuado, existe também um outro ciclo, agora sexuado, e denominado de Gametogônico, que ocorre particularmente em felinos, inclusive no gato doméstico. Neste ciclo descoberto por Hutchinson em estudos quase simultâneos aos de Dubey e Frankel, ciclo que se processa em células da camada interna dos intestinos, e no qual aparecem células diferenciadas em gametas masculinos e femininos, denominadas macro e microgametas, os quais dão origem aos chamados oocistos; Tais oocistos passando para a luz dos intestinos são eliminados juntamente com as fezes do animal hospedeiro.

Referidos oocistos para se tornarem infectantes para outros animais, sofrem processo de esporulação, dando origem cada um a dois esporocistos, os quais por sua vez dão origem cada um à quatro espozoitos; Tais oocistos infectantes são capazes de sobreviver à digestão gástrica, ao ácido sulfúrico na concentração de 1%, ao dicromato de potássio a 2,5% e ao hipoclorito na concentração de 2,5%, e de manterem-se viáveis muitos meses em ambiente úmido e arejado.

Daí surgem os vários caminhos para o contagio humano

Possivelmente a via mais freqüente seja a ingestão de carnes cruas ou mal cozidas, o que permite a sobrevida do parasita contido nessas carnes;

Cadeia epidemiológica denominada Gametogônica, e conhecida desde 1969, conseqüente a contaminação de objetos ou mesmo alimentos ou mãos por fezes de gatos infectados;

Acidentalmente, na preparação de antígenos utilizados para provas diagnósticas da doença, ou por caçadores que se contaminam com sangue de animais doentes.

Penetrando o parasita em um organismo animal suscetível à doença, suponhamos que pela via digestiva a través de alimentos contaminados, o toxoplasma é liberado da célula que o continha e penetra em células da mucosa intestinal, nas quais se reproduz rapidamente; Nessas células em que penetrou, após várias divisões celulares, dá origem aos chamados merozoitos, os quais invadem por sua vez novas células, inclusive células de defesa do organismo, como o são os macrófagos; Estas últimas, por serem móveis e circularem junto com o sangue, levam o parasita em seu interior para os gânglios linfáticos regionais, onde o processo tem continuidade, constituindo então por via linfática e sangüínea, uma parasitemia (multiplicação do agente no sangue circulante), com conseqüente disseminação do parasita em todo organismo, e devido a predileção do mesmo por células nervosas e da musculatura estriada, ao sistema nervoso e também ao coração, além dos músculos esqueléticos.

A severidade de tal infeção dependerá, como ocorre em outras infeções, da resistência do hospedeiro assim como virulência do toxoplasma e sua quantidade relativa presente no organismo infectado.

Com a introdução do parasita no organismo hospedeiro têm início os fenômenos imunológicos, que se traduzem: primeiro, pelo aparecimento de anticorpos circulantes do tipo IgM (imuno-globulinas do tipo M) constituindo a chamada imunidade imediata; segue-se a chamada imunidade retardada, mediada por células do sistema retículo endotelial, o que provocará em caso de sucesso das defesas orgânicas, na extinção das formas zoiticas do toxoplasma.

No entretanto, as formas císticas do Toxoplasma persistirão por muitos anos e mesmo toda a vida do hospedeiro infectado, caso o mesmo não venha a perecer do mal, ficando porém portador assintomático, com alto título de anticorpos em seu organismo. Tais cistos, multiplicando-se no interior das células de forma lenta, mantém o estímulo antigênico, e somente no caso de ocorrerem doenças intercorrentes ou medicação imunosupressora, poderão determinar reativação da toxoplasmose, com rompimento de tais cistos e extravasamento dos mesmos para o tecido pericístico vizinho. Tal rompimento de cisto foi já observado com o auxílio do oftalmoscópio, em exames oculares de portadores da doença com localização na retina, o que ocorre com relativa freqüência, determinando a chamada retinocoroidite, freqüente nos primeiros decênios de vida do indivíduo infectado.

Na toxoplasmose congênita, ou seja aquela originária de contagio do feto pela própria mãe infectada, manifestam-se com freqüência desde simples conjuntivite até microftalmia, passando por uma irite, uveite, hemorragias retinianas, opacificação dos meios líquidos do olho, retinocoroidite, etc. É no entretanto, mais freqüentemente observada esta última, conseqüente a reativação localizada imediata.

É descrita em oftalmologia, lesão dita patognomônica (típica) da doença, e que se traduz por retinopatia em forma de roseta.

Trabalhos recentes trazem a suspeita do parasita secretar toxina que é eliminada e se difunde de forma contínua, a través do sangue do hospedeiro, para todo o organismo infectado; Tal toxina atinge maior concentra-ção quando se instalam os pseudo-cistos, e cujo efeito tem maior importância sobretudo ao órgão em que esteja localizado o referido pseudo-cisto, sobretudo no caso de ser este o cérebro. Não parece improvável que a toxina intervenha na patogenia da doença;Demonstrou-se que apenas 0,1 ml do exsudato peritoneal centrifugado, procedente de um rato infectado, injetado em outro rato sadio por via endovenosa, mata este último em poucos segundos.

A grande difusão do parasita na natureza,aliada à facilidade de sua transmissão às mais diversas espécies animais e ao homem, são favore--cidas pela peculiar biologia do mesmo: uma escassa especificidade de hospe-deiro, possibilidade de localizar-se em vários órgãos, sua eliminação em estado infectante, sua grande resistência ante os fatores externos na natureza e suas amplas possibilidades de infeção.

No cão doméstico, os sintomas tem grande semelhança com aqueles da Cinomose (virose que ataca essa espécie);São observados transtornos gástricos, cerebrais e pneumônicos; e os cães jovens (entre 2 meses e 2 anos), são também mais susceptíveis de adoecerem de forma aguda, diferentemente dos animais mais velhos, nos quais a doença, como também na cinomose, tem carater prevalentemente crônico. Nos casos manifestos, acompanham a febre, vômitos, inapetência, diarréia intensa e incoercível, emagrecimento e lassidão, decaimento do estado do animal, conjuntivite e tumefação dos gânglios linfáticos do baço e do fígado.

Na forma nervosa, como na Cinomose, contrações do tipo epileptiformes,espasmos e até paralisias são observados.

Nas formas pulmonares: bronco-pneu-monia não purulenta. Nas úlceras, encontradas em órgãos de animais que pere-ceram do mal, são encontrados ao exame microscópico o agente causal.

Em suinos a doença é encontrada prevalentemente em sua for-ma latente, no entretanto, leitões podem apresentar desde simples eczema de pele, até vertigens, debilidade, dispnéia,tremores musculares e tumefações testiculares, assim como febre alta com pneumonia, enterites e nefrites. Foram já isolados toxoplasmas no leite, carne e placenta de suínos ex-perimental e espontaneamente infectados.

O gado vacum adoece geralmente de forma latente, em poucos casos apresentando-se febre, com respiração acelerada e dispnéia, tosse, rangidos de dentes, inapetência ou decúbitos permanentes. Nesses casos, podem ser encontrados em esfregados de órgãos lesados, espécimens do parasita, que se cora de forma negativa pelo Método de Gram.

Em gatos, além da febre, tosse, tumefações ganglionares e mesmo encefalites, os intestinos apresentam-se ulcerados e necróticos, e nos pulmões são encontrados nódulos até do tamanho de um verme.

Em animais explorados na produção de peles como os visões, assim como em cobaias, nos quais é fácil a introdução do parasita até pela simples tomada da temperatura a través do termômetro não haver sido devidamente desinfetado, a doença se inicia por apresentarem-se os animais com a pelagem eriçada, anorexia, esgotamento, paralisias das extremidades e diarréia.

Os ratos só com dificuldade se infectam, e só experimentalmente.

Lebres e coelhos são infectados com relativa freqüência, e quando doentes, apresentam-se apáticos, deixando-se capturar com facilidade. Nestes, em caso da doença generalizada, os gânglios linfáticos apresentam-se tumefeitos, assim como o baço; pulmões edematosos e hiperê-micos, e o fígado semeado por focos necróticos. Quanto aos sintomas, são os mesmos observados em cobaios e visões.

Em aves, principalmente em galinhas, pombos, faisões, patos e pavões, são dignas de nota as alterações observáveis no sistema nervoso central: estupor, apatia e permanente isolamento de suas companheiras, além de debilidade, movimentos retrógrados (andar para traz) ou circulares (andam as aves em círculo) ,transtornos do equilíbrio, contraturas musculares espasmódicas, caibras, e tombos ao tentarem se locomover, demonstrando encefalite. Aliam-se ainda sintomas de gastroenterite, com diarréia, e mais tarde miocardite e corioretinite. Pelo fato de existirem nesses casos, pseudo-cistos nos ovários, há a possibilidade da passagem do parasita aos ovos das aves. Os sintomas em galinhas, lembram aqueles que se apresentam na denominada Doença de Marek, em sua forma paralítica, diferenciando-se desta pela presença no cérebro dos pseudo-cistos da toxoplasmose.

A infeção humana, quase sempre tem início após o parto, ou seja é congênita (pré-natal)para o bebe ainda em sua vida intra uterina, que se infecta pela mãe quando esta é acometida da doença durante a gestação.

A gravidez da mulher, é seguramente a situação em que mais tem sido a doença estudada, já que por sua gravidade é a situação que mais preocupa clínicos, parteiros e epidemiologistas.

Duas situações se apresentam:

Gravidez em uma mulher SEM infeção toxoplasmática prévia;

Gravidez em uma mulher COM infeção toxoplasmática prévia.

Na primeira situação, tendo a mulher gestante, em algum momento da gestação contagio pelo toxoplasma, se não tratada oportunamente, tem possibilidade de transmitir a infeção ao feto.

Já com respeito à segunda situação, há controvérsia da possibilidade de uma mãe com toxoplasmose crônico, transmitir a doença ao feto em formação em seu próprio organismo, o que só seria possível a través de sua placenta; Sabin e outros investigadores, negam tal possibilidade.

A maioria dos pesquisadores afirmam ser condição necessária para a contaminação do feto durante a gestação, que a infeção da mãe ocorra em algum momento do seu período de gestação.

Conclusão

Em toda mulher grávida ,é obrigatório o teste correspondente; Caso seja NEGATIVO, o que é indicativo da futura mãe não estar infectada, porém poderá sê-lo durante a gestação, é recomendável que realize novos testes durante sua futura gravidez, aos 3,5,7 meses, e no momento do parto, e nestes casos, sendo tal teste POSITIVO, imediato tratamento; Caso o teste seja POSITIVO, quando realizado o teste antes da gravidez, revelando ser a mesma uma doente crônica assintomática, é pouco provável o aparecimento de uma toxoplasmose congênita para o bebe.

A resposta imunológica primária, que é aquela que aparece numa infeção recente, cronologicamente se caracterizando porque os primeiros anticorpos, sejam eles aglutinantes, líticos, ou fixadores do complemento, formam parte da chamada imuno-globulinas M (IgM), de elevado peso molecular (19 S); Posteriormente tais anticorpos são substituídos por anticorpos denominados de IgG, de baixo peso molecular (7S),o que só ocorre tardiamente.

Tem importância saber-se se o indivíduo reagente positivo é de infeção recente ou não, devido ao fato da doença em gestantes se revestir de especial gravidade para o feto, no caso da infeção haver tido início durante a gravidez, quando o feto se torna particularmente suscetível a se contagiar do mal, caso a gestante não seja tratada. Já quando a mãe contraiu a doença muito antes da gestação, o perigo para o feto é quase nulo, constituindo-se o risco apenas à própria gestante.

Para o diagnóstico da doença, as provas sorológicas são especialmente úteis, existindo cerca de sete provas distintas, as quais servem não apenas para seu diagnóstico como para precisar o tempo da infeção e sua fase atual.

Para tratamento de enfermos existem medicamentos específicos, entre os quais as pirimetaminas e mesmo alguns corticoides.

Já para prevenção, não foram ainda conseguidas vacinas eficientes, sendo a profilaxia do mal, baseada em medidas higiênicas, particularmente em se tratando de felinos como o gato doméstico, que merece especial cuidado quando em contato com gestantes.

Carmello Liberato Thadei

Fonte: www.clinicaamigofiel.com.br

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