O tracoma é uma afecção inflamatória crônica da conjuntiva e da córnea, uma ceratoconjuntivite crônica palpebral recidivante que em decorrência das infecções repetidas pode levar a cicatrizes na conjuntiva palpebral. Em casos mais graves evoluem para seqüelas, provocando lesões corneanas importantes, podendo produzir cegueira.
O agente etiológico do tracoma é a Chlamydia trachomatis, uma bactéria de aproximadamente 200 a 300 milimicra, GRAM (-), de vida obrigatoriamente intracelular. Apresenta um tropismo pelas células epiteliais, onde se instala e se multiplica, formando inclusões citoplasmáticas.
Além do tracoma, a Chlamydia trachomatis é responsável pela conjuntivite de inclusão, pelo linfogranuloma venéreo e por outros quadros de doenças sexualmente transmissíveis.
Homem com infecção ativa. As infecções clamidianas são limitadas às superfícies mucosas de humanos.
A transmissão da doença ocorre de forma direta, de olho para olho, ou de forma indireta, através de objetos contaminados.
Os insetos podem atuar como vetores mecânicos, em especial a mosca domestica e a mosca Hippelates sp (lambe-olhos) de importância em algumas regiões.
Em média de 5 a 12 dias.
A doença é transmissível enquanto persistirem as lesões ativas da conjuntiva. A infetividade é maior no início da doença e quando coexistem infecções bacterianas agudas ou crônicas.
Todos indivíduos são suscetíveis à doença, sendo que crianças reinfectam-se com maior freqüência dependendo das condições do meio.
A resposta imune celular é considerada necessária para a cura da infecção, mas provavelmente, também contribuí para o desenvolvimento das lesões conjuntivais cicatriciais.
Os anticorpos responsáveis pela proteção podem ser diferentes dos que causam reações deletérias.
Se fosse possível estimular, especificamente, a resposta imunológica protetora então teríamos uma vacina de tracoma eficaz.
Fonte: www.ribeiraopreto.sp.gov.br
O tracoma (conjuntivite granular, oftalmia egípcia) é uma infecção prolongada da conjuntiva causada pela bactéria Chlamydia trachomatis.
O tracoma é comum nas partes pobres dos países quentes e secos do Mediterrâneo e no Extremo Oriente.
Ocasionalmente, o tracoma ocorre entre os americanos nativos e entre os indivíduos que habitam as áreas montanhosas do sul dos Estados Unidos.
O tracoma é contagioso em seus estágios iniciais e pode ser transmitido através do contato entre a mão e o olho, por certas moscas ou por objetos contaminados (p.ex., toalhas e lenços).
Nos estágios iniciais da doença, a conjuntiva torna-se inflamada, hiperemiada e irritada, ao mesmo tempo que surge uma secreção.
Nos estágios mais avançados, a conjuntiva e a córnea apresentam cicatrizes, fazendo com que os cílios virem para o interior e a visão seja comprometida.
Quando existe uma suspeita de tracoma, o médico realiza um swab ou um raspado da área para obter uma amostra, a qual é enviada ao laboratório, onde o microrganismo infectante é identificado.
O tratamento consiste na aplicação de pomadas antibióticas contendo tetraciclina ou eritromicina durante 4 a 6 semanas.
Alternativamente, esses antibióticos podem ser administrados pela via oral.
Quando o tracoma causa deformidades palpebrais, conjuntivais ou corneanas, a cirurgia pode ser necessária.
Fonte: www.msd-brazil.com