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Doação de Órgãos

O que é transplante?

É um procedimento cirúrgico que consiste na reposição de um órgão (coração, pulmão, rim, pâncreas, fígado) ou tecido (medula óssea, ossos, córneas...) de uma pessoa doente (RECEPTOR) por outro órgão ou tecido normal de um DOADOR, vivo ou morto. O transplante é um tratamento que pode salvar e/ou melhorar a qualidade de vida de muitas pessoas.

Quem pode e quem não pode ser doador?

A doação pressupõe critérios mínimos de seleção. Idade, o diagnóstico que levou à morte clínica e tipo sangüíneo são itens estudados do provável doador para saber se há receptor compatível. Não existe restrição absoluta à doação de órgãos a não ser para aidéticos e pessoas com doenças infecciosas ativas. Em geral, fumantes não são doadores de pulmão.

Por que existe poucos doadores? Temos medo de doar?

É uma das razões, porque temos medo da morte e não queremos nos preocupar com este tema em vida. É muito mais cômodo não pensarmos sobre isso, seja porque "não acontece comigo ou com a minha família" ou "isso só acontece com os outros e eles que decidam".

Quero ser doador. O que devo fazer?

Todos nós somos doadores, desde que a nossa família autorize. Portanto, a atitude mais importante é comunicar para a sua família o seu desejo de ser doador.

Quero ser doador. A minha religião permite?

Todas as religiões têm em comum os princípios da solidariedade e do amor ao próximo que caracterizam o ato de doar. Todas as religiões deixam a critério dos seus seguidores a decisão de serem ou não doadores de órgãos.

Doação de Órgãos

Veja a posição de algumas:

Judaica - Nada mais judaico do que salvar uma vida
Anglicana - Doação de órgãos, um ato de amor a serviço da Vida
Católica Romana
Umbanda e cultos Afro-brasileiros
Doutrina Espírita

Quando podemos doar?

A doação de órgãos como rim, parte do fígado e da medula óssea pode ser feita em vida. Em geral, nos tornamos doadores em situação de morte encefálica e quando a nossa família autoriza a retirada dos órgãos.

O que é morte encefálica?

Morte encefálica é a parada definitiva e irreversível do encéfalo (cérebro e tronco cerebral), provocando em poucos minutos a falência de todo o organismo. É a morte propriamente dita. No diagnóstico de morte encefálica, primeiro são feitos testes neurológicos clínicos, os quais são repetidos seis horas após. Depois dessas avaliações, é realizado um exame complementar (um eletroencefalograma ou uma arteriografia).

Uma pessoa em coma também pode ser doadora?

Não. Coma é um estado reversível. Morte encefálica, como o próprio nome sugere, não. Uma pessoa somente torna-se potencial doadora após o correto diagnóstico de morte encefálica e da autorização dos familiares para a retirada dos órgãos.

Como o corpo é mantido após a morte encefálica?

O coração bate à custa de medicamentos, o pulmão funciona com a ajuda de aparelhos e o corpo continua sendo alimentado por via endovenosa.

Como proceder para doar?

Um familiar pode manifestar o desejo de doar os órgãos. A decisão pode ser dada aos médicos, ao hospital ou à Central de Transplante mais próxima.

Quem paga os procedimentos de doação?

A família não paga pelos procedimentos de manutenção do potencial doador, nem pela retirada dos órgãos. Existe cobertura do SUS (Sistema Único de Saúde) para isso.

O que acontece depois de autorizada a doação?

Desde que haja receptores compatíveis, a retirada dos órgãos é realizada por várias equipes de cirurgiões, cada qual especializada em um determinado órgão. O corpo é liberado após, no máximo, 48 horas.

Quem recebe os órgãos doados?

Testes laboratoriais confirmam a compatibilidade entre doador e receptores. Após os exames, a triagem é feita com base em critérios como tempo de espera e urgência do procedimento.

Quantas partes do corpo podem ser aproveitadas para transplante?

O mais freqüente: 2 rins, 2 pulmões, coração, fígado e pâncreas, 2 córneas, 3 válvulas cardíacas, ossos do ouvido interno, cartilagem costal, crista ilíaca, cabeça do fêmur, tendão da patela, ossos longos, fascia lata, veia safena, pele. Mais recentemente foram realizados transplantes de uma mão completa. Um único doador tem a chance de salvar, ou melhorar a qualidade de vida, de pelo menos 25 pessoas.

Podemos escolher o receptor?

Nem o doador, nem a família podem escolher o receptor. Este será sempre indicado pela Central de Transplantes. A não ser no caso de doação em vida.

Quem são beneficiados com os transplantes?

Milhares de pessoas, inclusive crianças, todos os anos, contraem doenças cujo único tratamento é um transplante. A espera por um doador, que muitas vezes não aparece, é dramática e adoece também um círculo grande de pessoas da família e de amigos.

Existe algum conflito de interesse entre os atos de salvar a vida de um potencial doador e o da retirada dos órgãos para transplante?

Absolutamente não. A retirada dos órgãos para transplante somente é considerada depois da morte, quando todos os esforços para salvar a vida de uma pessoa tenham sido realizados.

Qual a chance de sucesso de um transplante?

É alta. Mas muita coisa depende de particularidades pessoais, o que impede uma resposta mais precisa. Existe no Brasil pessoas que fizeram transplante de rim, por exemplo, há mais de 30 anos, tiveram filhos e levam uma vida normal.

Quais os riscos e até que ponto um transplante interfere na vida de uma pessoa?

Além dos riscos inerentes a uma cirurgia de grande porte, os principais problemas são infecção e rejeição. Para controlar esses efeitos o transplantado usa medicamentos pelo resto da vida. Transplante não é cura, mas um tratamento que pode prolongar a vida com muito melhor qualidade.

Fonte: www.adote.org.br

Doação de Órgãos

Doação de Órgãos e Tecidos: um ato que ajuda ou pode até salvar a vida de uma pessoa.

Doação de Órgãos e Tecidos: um ato que ajuda ou pode até salvar a vida de uma pessoa.

O que é

A doação de órgãos ou de tecidos é um ato pelo qual manifestamos a vontade de doar uma ou mais partes do nosso corpo para ajudar no tratamento de outras pessoas. A doação pode ser de órgãos ( rim, fígado, coração, pâncreas e pulmão) ou de tecidos, (córnea, pele, ossos, válvula cardíacas, cartilagem, medula óssea e sangue do cordão umbilical).

Quais e quantas partes do corpo humano podem ser doadas para transplantes?

Rins, pulmões, córneas, válvulas cardíacas, coração, pâncreas e fígados são frequentemente doados. Além destes, temos a doação de intestino delgado, pele e ossos ou até mesmo uma parte completa (mão e face).

Existe limite de idade para ser doador de órgãos e tecidos?

Não, O que determina o uso de partes do corpo para transplantes é o estado de saúde com base em uma avaliação médica do doador.

Quais órgãos e tecidos podem ser obtidos de um doador vivo?

Rim: por ser um órgão duplo, pode ser doado em vida. Doa-se um dos rins e tanto o doador quanto o transplantado, pode levar um vida perfeitamente normal.

Medula Óssea: Pode ser obtida por meio de aspiração óssea direta ou pela coleta de sangue.

Fígado e Pulmão: poderão ser doados partes destes órgãos.

Existem riscos para um doador vivo?

Hoje com o avanços tecnológicos e a capacitação dos profissionais da área médica, os riscos estão cada vez menores. Porém, há o risco associado a qualquer tipo de cirurgia e existem relato de doadores que faleceram devido a complicações do procedimento de doação de órgãos Converse com seu médico sobre esses riscos que variam para cada situação.

Qual a chance de sucesso de um transplante?

As chances são altas. Mas o sucesso depende de inúmeros fatores como, por exemplo, o tipo de órgão a ser transplantado, a causa da doença e as condições de saúde do paciente, entre outras. Existem pessoas que fizeram transplante de órgãos há mais de 25 anos. tiveram filhos e levam hoje uma vida ativa e normal.

Quantas pessoas aguardam por um transplante no Brasil?

Atualmente mais de 60.000 pessoas estão em lista de espera aguardando por um transplante compatível. Este número tende a aumentar e menos de 10% recebe um órgão ou tecido doado a cada ano por falta de doadores.

Por que é difícil doar órgãos ?

Existe um desconhecimento geral sobre quem pode doar e o que pode ser doado. Isso dificulta a doação. Desta forma, a maneira correta é procurar esclarecimento e discutir sobre o assunto. Pode ser muito difícil discutir isso com seus familiares e amigos, mas é necessário.

Qualquer que seja sua vontade ou desejo, após esclarecer suas dúvidas, é muito importante que sua família saiba disso.

Como devo proceder se quiser ser doador?

A atitude mais importante é informar esse desejo a seus familiares uma vez que, após sua morte, eles decidirão sobre a doação.

Quando se pode doar?

A doação de órgãos como rim, parte do fígado e da medula óssea pode ser feita em vida.

Para a doação de órgãos de pessoa falecidas, somente após a confirmação do diagnóstico de morte encefálica. Tipicamente, são pessoas que sofreram algum tipo de acidente que provocou um traumatismo craniano ( acidente de carro, moto, queda etc.) ou acidente vascular cerebral (derrame) e evoluíram para morte encefálica.

O que é morte encefálica?

É a interrupção irreversível das atividades cerebrais, causada mais frequentemente por traumatismo craniano, tumor ou derrame.

Como o cérebro comanda todas as atividades do corpo, quando este morre, significa a morte do indivíduo.

Quando uma pessoa entra em coma, torna-se um potencial doador?

Não. O coma é um processo reversível. Morte encefálica, como o próprio nome afirma, é irreversível.

Uma pessoa somente torna-se potencial doador após o diagnóstico de morte encefálica e a autorização da doação dos órgão pela família.

Há chances de os médicos errarem no diagnóstico de morte encefálica?

Não. O diagnóstico é realizado por meio de exames específicos e pela avaliação de dois médicos - sendo um deles neurologista - com intervalo mínimo de 6 horas entre as duas avaliações.

Além disso, é obrigatória a confirmação do diagnóstico por, pelo menos, um dos seguintes exames: angiografia cerebral, cintilografia cerebral, transcraniano ou eletroencefalograma.

Como fazer a doação no momento da morte de um familiar?

Um dos membros da família pode manifestar o desejo de doar os órgãos e tecidos ao médico que atendeu o paciente ou a comissão intra hospitalar de doação de órgãos e tecidos do hospital; pode também entrar em contato com a Central de Transplantes, que tomará todas as providencias necessárias.

É possível que meus órgãos sejam comercializados após minha morte?

Não. O fato de muitas pessoas acreditarem em rumores deste tipo contribui para a diminuição do número de doações, tirando a chance de sobrevivência de vários pacientes que aguardam na lista de espera.

Como funciona o sistema de captação de órgãos?

Se existe um doador em potencial, vitima de acidente com traumatismo craniano, ou derrame cerebral, com confirmação da morte encefálica e autorização da família para a doação dos órgãos, a função dos órgãos deve ser mantida artificialmente.

Quem paga pelos procedimentos de doação?

O SUS ( Sistema Único de Saúde ).

Como é a cirurgia para a retirada dos órgãos?

A cirurgia para retirada dos órgãos é como qualquer outra e os cuidados de reconstituição do corpo são obrigados por lei (LEI n° 9.434/ 1987).

Após a retirada dos órgãos, o corpo fica como antes sem qualquer deformidade. Não a necessidade de sepultamentos especiais.

O doador poderá ser velado e sepultado normalmente.

Só é possível ser doador após a morte?

É possível também a doação entre vivos, no caso de órgãos duplos (ex: rim). No caso do Fígado e do Pulmão, também é possível o transplante entre viivos, sendo que apenas uma parte do órgão do doador poderá ser transplantado no receptor.

Quem pode doar em vida?

O "doador vivo" é considerado uma pessoa em boas condições de saúde - de acordo com a avaliação médica - capaz juridicamente e que concorde com a doação.

Pela Legislação Brasileira (LEI Nº 10.211, DE 23 DE MARÇO DE 2001), podem ser doadores em vida os: pais, irmãos, filhos, avós, tios e primos, o cônjuge e ainda, os não parentes com autorização judicial.

Descrição das Etapas:

1 - Hospital notifica a Central de Transplantes sobre um paciente com morte encefálica (doador);

2 - Central de Transplantes repassa a notificação para a OPO (Organização de Procura de Órgão);

3 - OPO contacta o Hospital e viabiliza o doador;

4 - OPO informa a Central de Transplantes se o doador é viável;

5 - Central de Transplantes emite a lista de receptores e encaminha para o Laboratório de Imunogenética (apenas para o Rim);

6 - Laboratório de Imunogenética realiza "crossmatch" e informa para a Central de Transplantes;

7 - Central de Transplantes com a lista definitiva dos receptores para cada órgão, informa as Equipes de Transplante;

8 - Equipes de Transplante realizam os transplantes.

SISTEMA NACIONAL DE TRANSPLANTES

O Sistema Nacional de Transplantes desde sua criação (1997) tem como prioridade, evidenciar com transparência todas as suas ações no campo da política de doação-transplante, visando primordialmente a confiabilidade do Sistema e a assistência de qualidade ao cidadão brasileiro. O Brasil possui hoje um dos maiores programas públicos de transplantes de órgãos e tecidos do mundo. Com 555 estabelecimentos de saúde e 1.376 equipes médicas autorizados pelo SNT a realizar transplante, o Sistema Nacional de Transplantes está presente, através das Centrais Estaduais de Transplantes (CNCDO's), em 25 estados da federação, e em breve, todas as unidades da federação serão partes funcionantes do sistema.

Fonte: www.transdoreso.org

Doação de Órgãos

A doação e o transplante de órgãos é uma conquista recente da Ciência, razão pela qual não foi tratada na Codificação Espírita. À época, sequer se supunha essa possibilidade, que é mais uma etapa do desenvolvimento progressivo da humanidade.

Temos que analisar a questão, portanto, sob a ótica dos ensinamentos trazidos pelos Espíritos, e sempre apoiar-se na codificação de Allan Kardec.

E o que os Espíritos e a Codificação nos revelam? Nos revelam que somos espíritos imortais, criados por Deus para atingir a maior perfeição possível e, com esta, a felicidade eterna. Vivemos ora no mundo espiritual, onde aprendemos com os espíritos mais evoluídos e nos preparamos para novas encarnações e no mundo corporal, onde habitamos um corpo físico que nos servirá para aplicarmos o que aprendemos, sempre tendo como meta a nossa evolução. Ensina-nos ainda, a Doutrina, que o combustível que nos move para essa evolução é a prática da caridade.

Para a Doutrina Espírita a doação de órgãos é um ato de amor e caridade, pois pode salvar alguém que precisa ficar mais algum tempo na vida material.

Quando falamos em morte, temos que distinguir duas coisas bastante diferentes: morte e desencarnação. A morte é uma questão meramente física, é a cessação das funções fisicas. Desencarnação é o desligamento do espírito do corpo físico. Portanto, pode haver a morte, mas se o espírito continuar ligado ao corpo (isto se dá de acordo com seu apego à materia), não ocorrer a desencarnação. O espírito mantendo-se ligado ao corpo mantém as sensações do corpo, ou seja, sente o que acontece com "seu" corpo físico.

Por essa razão, é aconselhável que se obtenha antes a concordância do doador, pois se efetuada a retirada de orgãos sem que o espírito esteja consciente e de acordo ele pode vir a sofrer algum tipo de perturbação ou de dor. É importante ressaltar que a Espiritualidade sempre proverá o amparo no processo de retirada dos orgãos, assim como nos casos de desencarne seja por doenças e ou acidentes, fazendo com com que os padecimentos sejam reduzidos e até mesmo não acontecendo.

Inúmeras mensagens de espíritos desencarnados, que doaram seus órgãos (em especial a córnea, cuja técnica já é dominada há mais tempo) relatam as pequenas repercussões que tiveram (como em qualquer cirurgia), bem como o amplo amparo dos amigos espirituais, além de sentirem, no mais além, as vibrações de agradecimento por parte do receptor e da família do mesmo. Regra geral, o espírito desencarnado não sentirá dor, no sentido físico, pois a maioria estará em uma espécie de "sono" nos momentos seguintes à morte/desencarnação. A exceção são aqueles que tinham muito apego ao corpo físico, às coisas do mundo, e que realmente acompanham, através de sensações desagradáveis, o processo de desligamento.

Transplantes de Orgãos

De início, consideramos que a medicina terrena é bênção divina, acompanhada de perto por Espíritos de elevada caridade e competência, os quais, sob orientação direta do Mestre Jesus, fazem aportar no planeta Terra, no tempo certo, benesses balsâmicas no trato das doenças, propiciando cura delas ou alívio da dor que causam.

Os transplantes constituem uma benesse sublime. Salvam vidas. Aliviam dores.

Sabemos nós, os espíritas, que cada ser humano tem todo um acervo de realizações positivas e negativas ao longo de inúmeras existências terrenas, daí advindo a inexistência de patamares espirituais semelhantes. Por isso mesmo, sendo diferentes as vibrações energéticas perispirituais do doador e do receptor, o órgão a ser transplantado não encontrará sintonia vibracional no destino. Daí advém a rejeição orgânica, que na verdade espelha diferença nos complexos sistemas vitais de um e de outro, regulando o equilíbrio nos interplanos – material e espiritual.

Assim como ocorre nas cirurgias de modo geral, existem equipes espirituais atuando no procedimentos de transplantes, realizando a adaptacao e assimilação dos fluídos do doador pelo receptor. O orgão transplantado se "ajusta" ao corpo físico do receptor. A medicina tambem tem seu avanço nas drogas e procedimetos que permitem altos níveis de sucesso.

Pessoa alguma há que, após passar por um transplante, continue a mesma. O mérito de ganhar mais um tempo na caminhada material pode ser o resgate de grandes provas.

Daí, a auto-reforma.

A Lei Divina de Ação e Reação, de ação automática e permanente, muito beneficiará o doador, além do que o beneficiado (e seu Anjo Guardião), seus parentes, amigos e a própria equipe médica envolvida, estarão todos direcionando a ele, doador, vibrações positivas, em preces de gratidão. Para o doador desencarnado isso é bênção incomparável.

NOTA

Obviamente, não doar órgãos é um direito pleno de cada indivíduo. E jamais o não-doador poderá ser acusado de egoísmo ou de falta de amor para com seu próximo, pois como foi dito anteriormente não há patamares de elevação espiritual semelhantes, e cada um poderá fazê-lo a seu tempo, quando o entendimento assim o permitir.

Mas, verdade seja dita, quem doa demonstra vivenciar louvável posicionamento em estágio moral que só benefícios espirituais hão de lhe ser dispensados.

O não-doador – e somente ele – poderá responder à auto-pergunta: – E se um dia eu precisar de um transplante?

Os transplantes, ligados intimamente que estão ao ato supremo das doações, surgiram como que para testar nossas virtudes de solidariedade humana, nosso altruísmo, nossa generosidade, nossa piedade, nossa compaixão, nossa filantropia, nossa benevolência, nossa bondade, nosso amor ao próximo, nosso espírito humanitário, nossa indulgência, nossa excelência moral, nossa grandeza de alma, nossa misericórdia, nosso espírito de socorro, amparo e auxílio e, sobretudo, a virtude mais decantada nos Evangelhos: o amor e a caridade”

Bibliografia

Doação de Órgãos e Transplantes de Eurípedes Kühl
http://www.newsweek.com/id/178873
Centro Virtual de Divulgação e Estudo do Espiritismo – CVDEE.ORG.BR
Panorama Espírita – panoramaespirita.com.br

Fonte: www.detroitsp.com

Doação de Órgãos

O que é Doação de Órgãos e Tecidos ?

É um ato pelo qual você manifesta a vontade de que, a partir do momento de sua morte, uma ou mais partes do seu corpo (órgãos ou tecidos), em condições de serem aproveitadas, possam ajudar outras pessoas.

Quais são os tipos de Doadores?

Doadores vivos

Doadores não-vivos - constatação de morte encefálica.

Órgãos que podem ser doados em Vida

Um dos rins
Parte do pulmão
Parte do Fígado
Medula óssea

Doadores em Vida...

Pessoas compatíveis com boas condições de saúde.

Pessoas não parentes necessitam de ordem judicial.

Doadores de órgãos não-vivos

São aqueles em que se constata a Morte encefálica.

Órgãos e Tecidos que podem ser doados após a morte

Rins
Pulmões
Coração
Válvulas Cardíacas
Pâncreas
Intestino
Córneas
Ossos
Cartilagem
Tendão
Veias
Pele

O que é Morte Encefálica?

Morte encefálica significa a morte da pessoa

É uma lesão irrecuperável e irreversível do cérebro após traumatismo craniano grave, tumor intracraniano ou derrame cerebral

É a interrupção definitiva de todas as atividades cerebrais

Coma x Morte Encefálica

O estado de coma é um processo reversível
O paciente em coma está vivo

A morte encefálica é irreversível
O paciente em morte encefálica não está mais vivo

Fonte: www.abto.org.br

Doação de Órgãos

POR QUE DOAR?

A carência de doadores de órgãos é ainda um grande obstáculo para a efetivação de transplantes no Brasil. Mesmo nos casos em que o órgão pode ser obtido de um doador vivo, a quantidade de transplantes é pequena diante da demanda de pacientes que esperam pela cirurgia. A falta de informação e o preconceito também acabam limitando o número de doações obtidas de pacientes com morte cerebral. Com a conscientização efetiva da população, o número de doações pode aumentar de forma significativa. Para muitos pacientes, o transplante de órgãos é a única forma de salvar suas vidas.

COMO FUNCIONA O SISTEMA DE CAPTAÇÃO DE ÓRGÃOS?

Passo a passo:

Passo 1: identificação do potencial doador

Um doador em potencial é um paciente com morte encefálica, internado em hospital sob cuidados intensivos. Por algum tempo, suas condições de circulação sangüínea e de respiração poderão ser mantidas por meios artificiais. Nesse período, é informada à família a possibilidade de doação dos órgãos. Caso a família concorde com a doação, viabiliza-se a remoção dos órgãos depois que o diagnóstico de morte encefálica se confirmar. A notificação deste diagnóstico é OBRIGATÓRIA POR LEI.

O diagnóstico de morte encefálica passa por algumas etapas: o primeiro passo é o diagnóstico clínico, que deve ser repetido após seis horas de observação, sendo pelo menos uma destas avaliações realizada por médico neurologista.

Em seguida, deve ser documentado através de um exame complementar: eletroencefalograma, angiografia cerebral, entre outros. Cabe ressaltar que nenhum dos médicos responsáveis pelo diagnóstico de morte encefálica pode fazer parte de equipe que realiza transplante.

Passo 2: notificação

O hospital notifica a Central de Transplantes sobre um paciente com suspeita de morte encefálica (potencial doador). No Estado de São Paulo a captação se faz de forma regionalizada - a Central de Transplantes repassa a notificação para uma OPO (Organização de Procura de Órgão) que cobre a região do hospital notificador.

Passo 3: avaliação

A OPO se dirige ao Hospital e avalia o doador com base na sua história clínica, antecedentes médicos e exames laboratoriais. Avalia-se a viabilidade dos órgãos, bem como a sorologia para afastar doenças infecciosas e teste de compatibilidade com prováveis receptores. A família é abordada sobre a doação e também pode autorizar a remoção do paciente para o hospital da OPO, que muitas vezes tem mais condições para uma melhor manutenção.

Passo 4: informação do doador efetivo

A OPO informa a Central de Transplantes quando o doador já tem toda a sua avaliação completada e o mesmo é viável. São passadas todas as informações colhidas, resultados de exames, peso, altura, medicações em uso, condições hemodinâmicas atuais, bem como local e hora marcada para a extração dos órgãos.

Passo 5: seleção dos receptores

Todo paciente que precisa de transplante é inscrito na Lista Única de Receptores do Sistema Nacional de Transplantes do Ministério da Saúde (cuja ordem é seguida com rigor, sob supervisão do Ministério Público), por uma equipe responsável pelo procedimento do transplante. A partir desse cadastro, a Central de Transplantes emite uma lista de receptores inscritos, compatíveis para o doador; no caso dos rins deve-se fazer ainda uma nova seleção por compatibilidade imunológica ou histológica.

Passo 6: identificação das equipes transplantadoras

A Central de Transplantes informa a equipe de transplante (aquela equipe específica que inscreveu o paciente na Lista Única de Receptores do Sistema Nacional de Transplantes do Ministério da Saúde - controlada pelo Ministério Publico) sobre a existência do doador e qual paciente receptor foi nomeado. Cabe à equipe decidir sobre a utilização ou não deste órgão, uma vez que é o médico o conhecedor do estado atual e condições clínicas de seu paciente.

Passo 7: os órgãos

As equipes fazem a extração no hospital (OPO) onde se encontra o doador, em centro cirúrgico, respeitando todas as técnicas de assepsia e preservação dos órgãos. Terminado o procedimento, as equipes se dirigem para seus hospitais de origem para procederem à transplantação.

Passo 8: liberação do corpo

O corpo é entregue à família condignamente recomposto, sendo fornecida toda orientação necessária para a família.

QUEM PODE SER DOADOR DE ÓRGÃOS EM VIDA?

Restrições legais

Pode ser doador em vida toda pessoa que tiver parentesco consangüíneo de até quarto grau com o indivíduo que receberá o órgão transplantado. Isso significa pais, irmãos, filhos, avós, tios e primos. Além desses casos, cônjuges podem fazer doações e toda pessoa que apresentar autorização judicial. Essa autorização é dispensada no caso de transplante de medula óssea. A doação por menores de idade é permitida somente com autorização de ambos os pais ou responsáveis.

Pessoas não identificadas e deficientes mentais não podem ser doadores.

Restrições de idade

Em geral, o doador deve ter até 60 anos. Para o caso de transplante de fígado, a idade do doador pode chegar até 80.

Restrições de saúde

O doador precisa fazer exames de HIV e de hepatites B e C. Deve fazer também provas de função hepática, de função renal e de função pulmonar.

QUAIS ÓRGÃOS PODEM SER DOADOS?

De doador vivo

Rim: por ser um órgão duplo, pode ser doado em vida. Doa-se um dos rins, e tanto o doador quanto o transplantado podem levar uma vida perfeitamente normal.

Medula óssea: pode ser obtida por meio da aspiração óssea direta ou pela coleta de sangue.

Parte do fígado ou do pulmão: podem ser doados.

De doador com morte encefálica

Órgãos: coração, pulmões, fígado, rins, pâncreas e intestino.

Tecidos: córneas, partes da pele não visíveis, ossos, tendões e veias

QUEM PODE SE BENEFICIAR DE UM TRANSPLANTE?

Principais indicações

Coração: portadores de cardiomiopatia grave de diferentes etiologias (Doença de Chagas, isquêmica, reumática, idiopática, miocardites);

Pulmão: Portadores de doenças pulmonares crônicas por fibrose ou enfisema

Fígado: Portadores de cirrose hepática por hepatite; álcool ou outras causas

Rim: Portadores de insuficiência renal crônica por nefrite, hipertensão, diabetes e outras doenças renais

Pâncreas: Diabéticos que tomam insulina (diabetes tipol) em geral, quando estão com doença renal associada

Córneas: Portadores de ceratocone, ceratopatia bolhosa, infecção ou trauma de córnea

Medula óssea: Portadores de leucemia, linfoma e aplasia de medula

Osso: Pacientes com perda óssea por certos tumores ósseos ou trauma

Pele: Pacientes com grandes queimaduras.

DÚVIDAS MAIS FREQÜENTES

1) Quem é o potencial doador não vivo?

São pacientes em UTI (Unidade de Terapia Intensiva) com morte encefálica, geralmente vítimas de traumatismo craniano ou AVC (derrame cerebral). A retirada dos órgãos é realizada em centro cirúrgico, como qualquer outra cirurgia. Após uma série de exames que excluam doenças transmissíveis, a família será consultada sobre seu desejo pela doação de órgãos. Somente com a autorização dos familiares o paciente será um doador de órgãos.

2) Como é feito o diagnóstico de morte encefálica?

O diagnóstico de morte encefálica passa por algumas etapas: o primeiro passo é o diagnóstico clínico, que deve ser repetido após seis horas de observação, sendo pelo menos uma destas avaliações realizada por médico neurologista. Em seguida, deve ser documentado através de um exame complementar: eletroencefalograma, angiografia cerebral, entre outros. Cabe ressaltar que nenhum dos médicos responsáveis pelo diagnóstico de morte encefálica pode fazer parte de equipe que realiza transplante.

3) O que é morte encefálica?

O encéfalo é a parte do corpo geralmente confundida com o cérebro. Na verdade, é quase a mesma coisa, mas além do cérebro, o encéfalo inclui o tronco cerebral. O encéfalo controla todas as funções essenciais do organismo do homem: a respiração, a temperatura do corpo, o funcionamento dos pulmões etc.

Apenas o coração pode continuar funcionando sem o comando do encéfalo, por causa do seu marcapasso.

Se o encéfalo morre, depois de certos acidentes ou derrame cerebral, os demais órgãos do corpo param de funcionar. Se o marcapasso do coração ainda estiver vivo para fazê-lo bombear o sangue, os outros órgãos podem continuar funcionando por mais algum tempo com ajuda de aparelhos. Nas poucas horas em que os órgãos ainda funcionam por causa dos aparelhos é que é possível aproveitá-los para transplante.

4) Qual é a diferença entre morte encefálica e coma?

Ao contrário do que muita gente pensa, morte encefálica e coma não são a mesma coisa. No estado de coma, o encéfalo ainda está vivo e executando suas funções rotineiras, ainda que com dificuldade. Com a morte encefálica, essas funções não podem mais ser executadas.

5) Quais são os principais pontos da nova Lei de Transplantes?

A Lei determinou ao Conselho Federal de Medicina que definisse os critérios clínicos e exames necessários para o diagnóstico de morte encefálica (morte do paciente), resultando na Resolução CFM 1480/97.

Sistema Nacional de Transplantes - criado para dar controle e organização à atividade. Agora, o transplante de órgãos e tecidos só pode ser realizado por equipes e hospitais autorizados e fiscalizados pelo Ministério da Saúde.

Lista Única de Receptores - a ordem da Lista é seguida com rigor, sob supervisão do Ministério Público. O cadastro é separado por órgãos, tipos sangüíneos e outras especificações técnicas.

Consulta obrigatória à família - a decisão final sobre a doação é tomada pela família após a morte. A consulta é obrigatória mesmo que você tenha autorizado a doação em vida. Assim, se a família não for localizada, não ocorre a doação.

6) Quem pode doar em vida?

O "Doador Vivo" é considerado uma pessoa em boas condições de saúde (sempre avaliada por médico), capaz juridicamente e que concorde com a doação. A decisão deve ser orientada por médico;

Por lei, pais, irmãos, filhos, avós, tios, primos e cônjuges podem ser doadores. Não parentes podem ser doadores somente com autorização judicial;

Antes da doação é feito um check-up completo para certificar que a pessoa pode doar com segurança;

A compatibilidade sangüínea é primordial. Existem também testes especiais (Prova Cruzada e HLA) para selecionar o melhor doador, ou seja, aquele com maior chance de sucesso do transplante.

7) Quais órgãos podem ser obtidos de um doador vivo?

Rim: por ser um órgão duplo, pode ser doado em vida. Doa-se um dos rins, e tanto o doador quanto o transplantado podem levar uma vida perfeitamente normal.

Medula Óssea: pode ser obtida por meio da aspiração óssea direta ou pela coleta de sangue

Parte do fígado ou do pulmão: podem ser doados.

8) O que é a Central de Transplantes?

O nome mais adequado é Central de Notificação, Captação e Distribuição de Órgãos (CNCDO). É o setor da Secretaria de Saúde de cada Estado responsável por organizar e coordenar todos os assuntos relacionados com a notificação dos potenciais doadores, a captação dos órgãos, a locação dos órgãos doados e a realização dos transplantes.

9) Como se inicia a doação de órgãos?

Após o diagnóstico de morte encefálica (sempre realizado por equipe especializada), a Central de Transplantes é comunicada. Profissionais da Equipe de Captação de Órgãos avaliarão o potencial doador e conversarão com os familiares para saber do desejo da doação.

10) O que acontece com os órgãos após sua retirada?

Após a cirurgia de retirada, os órgãos precisam ser transportados, em recipientes estéreis, para o centro que realizará o transplante no paciente definido pela Central de Transplantes da Secretaria de Saúde de cada Estado. Há uma equipe de profissionais responsável pelo procedimento do transplante a ser realizado. Desde a notificação do potencial doador até a realização do transplante, mais de 30 profissionais altamente especializados estão envolvidos.

11) Quais órgãos e tecidos podem ser doados após a morte?

Podem ser doados os seguintes órgãos: coração, pulmões, fígado, rins, pâncreas, e intestino.

E os tecidos: córneas, partes da pele não visíveis, ossos, tendões e veias. A doação pode ser de todos ou apenas de alguns desses órgãos e tecidos.

12) Como a família pode doar os órgãos?

Os familiares serão entrevistados por uma Equipe de Captação de Órgãos, a qual solicitará a doação. Somente após a assinatura do Termo de Doação de Órgãos e Tecidos, pelos familiares, ocorrerá a doação.

13) Como é a cirurgia para a retirada dos órgãos?

A retirada dos órgãos é uma cirurgia como qualquer outra, sendo realizada com todos os cuidados de reconstituição do corpo, obrigatório por lei.

14) E o corpo após a doação?

Após a retirada dos órgãos o corpo fica como antes, sem qualquer deformidade. Não há necessidade de sepultamentos especiais. O doador poderá ser velado e sepultado normalmente.

15) Quem recebe os órgãos e tecidos doados?

Com a nova Lei dos Transplantes foi instituída a Lista Única de receptores (regional) pelas Secretarias Estaduais de Saúde. Os órgãos do potencial doador serão transplantados nos pacientes, obedecendo-se os critérios da lista Única.

16) A família do doador tem alguma despesa com a doação?

NÃO. A família não é responsável por qualquer despesa com exames, cirurgias ou outro procedimento envolvido com a doação dos órgãos. O Sistema Único de Saúde (SUS) cobre todas as despesas.

17) Como devo expressar meu interesse em ser doador?

Informe sua família sobre seu desejo de ser doador de órgãos. Não é necessário qualquer registro em nenhum documento. O mais importante é comunicar em vida sua vontade pela doação.

Fonte: www.ajudabrasil.org

Doação de Órgãos

Como posso ser doador?

Hoje, no Brasil, para ser doador não é necessário deixar nada por escrito, em nenhum documento. Basta comunicar sua família do desejo de doação. A doação de órgãos só acontece após autorização familiar.

Que tipos de doador existem?

Doador vivo

Qualquer pessoa saudável que concorde com a doação. O doador vivo pode doar um dos rins, parte do fígado, parte da medula óssea e parte do pulmão. Para lei, parentes até quarto grau e cônjuges podem ser doadores; não parentes, somente com autorização judicial.

Doador cadáver

São pacientes em UTI (Unidade de Terapia Intensiva) com morte encefálica, geralmente vítimas de traumatismo craniano ou AVC (derrame cerebral). A retirada dos órgãos é realizada em centro cirúrgico como qualquer outra cirurgia.

Quais órgãos e tecidos podem ser obtidos de um doador cadáver?

Coração, pulmão, fígado, pâncreas, intestino, rim, córnea, veia, ossos e tendão.

Para quem vão os órgãos?

Os órgãos doados vão para os pacientes que necessitam de um transplante e estão aguardando em lista única, definida pela Central de Transplantes da Secretaria de Saúde de cada Estado e controlada pelo Ministério Público.

Como posso ter certeza do diagnóstico de morte encefálica?

Não existe dúvida quanto ao diagnóstico.

O diagnóstico da morte encefálica é regulamentado pelo Conselho Federal de Medicina. Dois médicos de diferentes áreas examinam o paciente, sempre com a comprovação de um exame complementar.

Após a doação o corpo fica deformado?

Não. A retirada dos órgãos é uma cirurgia como qualquer outra e o doador poderá ser velado normalmente.

Fonte: www.genzyme.com.br

Doação de Órgãos

Dúvidas Frequentes

Como posso me tornar um doador de órgãos?

O passo principal para você se tornar um doador é conversar com a sua família e deixar bem claro o seu desejo. Não é necessário deixar nada por escrito.

Porém, os familiares devem se comprometer a autorizar a doação por escrito após a morte. A doação de órgãos é um ato pelo qual você manifesta a vontade de que, a partir do momento da constatação da morte encefálica, uma ou mais partes do seu corpo (órgãos ou tecidos), em condiçães de serem aproveitadas para transplante, possam ajudar outras pessoas.

O que é morte encefálica?

É a morte do cérebro, incluindo tronco cerebral que desempenha funçães vitais como o controle da respiração. Quando isso ocorre, a parada cardíaca é inevitável. Embora ainda haja batimentos cardíacos, a pessoa com morte cerebral não pode respirar sem os aparelhos e o coração não baterá por mais de algumas poucas horas. Por isso, a morte encefálica já caracteriza a morte do indivíduo. Todo o processo pode ser acompanhado por um médico de confiança da família do doador. é fundamental que os órgãos sejam aproveitados para a doação enquanto ainda há circulação sangüínea irrigando-os, ou seja, antes que o coração deixe de bater e os aparelhos não possam mais manter a respiração do paciente. Mas se o coração parar, só poderão ser doadas as córneas.

Quais os requisitos para um cadáver ser considerado doador?

Ter identificação e registro hospitalar

Ter a causa do coma estabelecida e conhecida

Não apresentar hipotermia (temperatura do corpo inferior a 35ºC), hipotensão arterial ou estar sob efeitos de drogas depressoras do Sistema Nervoso Central

Passar por dois exames neurológicos que avaliem o estado do tronco cerebral. Esses exames devem ser realizados por dois médicos não participantes das equipes de captação e de transplante

Submeter-se a exame complementar que demonstre morte encefálica, caracterizada pela ausência de fluxo sangüíneo em quantidade necessária no cérebro, além de inatividade elétrica e metabólica cerebral

Estar comprovada a morte encefálica. Situação bem diferente do coma, quando as células do cérebro estão vivas, respirando e se alimentando, mesmo que com dificuldade ou um pouco debilitadas.

Observação

Após diagnosticada a morte encefálica, o médico do paciente, da Unidade de Terapia Intensiva ou da equipe de captação de órgãos deve informar de forma clara e objetiva que a pessoa está morta e que, nesta situação, os órgãos podem ser doados para transplante.

Quero ser um doador de órgãos. O que posso doar?

Córneas (retiradas do doador até seis horas depois da parada cardíaca e mantidas fora do corpo por até sete dias)

Coração (retirado do doador antes da parada cardíaca e mantido fora do corpo por no máximo seis horas)

Pulmão (retirados do doador antes da parada cardíaca e mantidos fora do corpo por no máximo seis horas)

Rins (retirados do doador até 30 minutos após a parada cardíaca e mantidos fora do corpo até 48 horas)

Fígado (retirado do doador antes da parada cardíaca e mantido fora do corpo por no máximo 24 horas)

Pâncreas (retirado do doador antes da parada cardíaca e mantido fora do corpo por no máximo 24 horas)

Ossos (retirados do doador até seis horas depois da parada cardíaca e mantidos fora do corpo por até cinco anos)

Medula óssea (se compatível, feita por meio de aspiração óssea ou coleta de sangue)

Pele

Valvas Cardíacas

Quem recebe os órgãos e/ou tecidos doados?

Quando é reconhecido um doador efetivo, a central de transplantes é comunicada, pois apenas ela tem acesso aos cadastros técnicos com informações de quem está na fila esperando um órgão. Além da ordem da lista, a escolha do receptor será definida pelos exames de compatibilidade entre o doador e o receptor. Por isso, nem sempre o primeiro da fila é o próximo a receber o órgão.

Como garantir que meus órgãos não serão vendidos depois da minha morte?

As centrais de transplantes das secretarias estaduais de saúde controlam todo o processo, desde a retirada dos órgãos até a indicação do receptor. Assim, as centrais de transplantes controlam o destino de todos os órgãos doados e retirados.

Disseram-me que o corpo do doador depois da retirada dos órgãos fica todo deformado. Isso é verdade?

É mentira. A diferença não dá para perceber. Aparentemente o corpo fica igualzinho.

Aliás, a Lei é clara quanto a isso: os hospitais autorizados a retirar os órgãos têm que recuperar a mesma aparência que o doador tinha antes da retirada. Para quem doa não faz diferença, mas para quem recebe sim!

Posso doar meus órgãos em vida?

Sim. Também existe a doação de órgãos ainda vivo. O médico poderá avaliar a história clínica da pessoa e as doenças anteriores. A compatibilidade sangüínea é primordial em todos os casos. Há também testes especiais para selecionar o doador que apresenta maior chance de sucesso. Os doadores vivos são aqueles que doam um órgão duplo como o rim, uma parte do fígado, pâncreas ou pulmão, ou um tecido como a medula óssea, para que se possa ser transplantado em alguém de sua família ou amigo. Este tipo de doação só acontece se não representar nenhum problema de saúde para a pessoa que doa.

Para doar órgãos em vida é necessário:

Ser um cidadão juridicamente capaz

Estar em condições de doar o órgão ou tecido sem comprometer a saúde e aptidões vitais

Apresentar condições adequadas de saúde, avaliadas por um médico que afaste a possibilidade de existir doenças que comprometam a saúde durante e após a doação

Querer doar um órgão ou tecido que seja duplo, como o rim, e não impeça o organismo do doador continuar funcionando; " Ter um receptor com indicação terapêutica indispensável de transplante

Ser parente de até quarto grau ou cônjuge. No caso de não parentes, a doação só poderá ser feita com autorização judicial.

Orgãos e tecidos que podem ser doados em vida:

Rim
Pâncreas
Medula óssea (se compatível, feita por meio de aspiração óssea ou coleta de sangue)
Fígado (apenas parte dele, em torno de 70%)
Pulmão (apenas parte dele, em situações excepcionais)

Quem não pode doar?

Pacientes portadores de insuficiência orgânica que comprometa o funcionamento dos órgãos e tecidos doados, como insuficiência renal, hepática, cardíaca, pulmonar, pancreática e medular

Portadores de doenças contagiosas transmissíveis por transplante, como soropositivos para HIV, doença de Chagas, hepatite B e C, além de todas as demais contra-indicações utilizadas para a doação de sangue e hemoderivados

Pacientes com infecção generalizada ou insuficiência de múltiplos órgãos e sistemas

Pessoas com tumores malignos - com exceção daqueles restritos ao sistema nervoso central, carcinoma basocelular e câncer de útero - e doenças degenerativas crônicas.

O que diz a Lei brasileira de transplante atualmente?

Lei que dispõe sobre a remoção de órgãos, tecidos e partes do corpo humano para fins de transplante é a Lei 9.434, de 04 de fevereiro de 1997, posteriormente alterada pela Lei nº 10.211, de 23 de março de 2001, que substituiu a doação presumida pelo consentimento informado do desejo de doar. Segundo a nova Lei, as manifestações de vontade à doação de tecidos, órgãos e partes do corpo humano, após a morte, que constavam na Carteira de Identidade Civil e na Carteira Nacional de Habilitação, perderam sua validade a partir do dia 22 de dezembro de 2000. Isto significa que, hoje, a retirada de órgãos/tecidos de pessoas falecidas para a realização de transplante depende da autorização da família. Sendo assim, é muito importante que uma pessoa, que deseja após a sua morte, ser uma doadora de órgãos e tecidos comunique à sua família sobre o seu desejo, para que a mesma autorize a doação no momento oportuno.

Como pode ser identificado um doador de órgãos?

A Centrais Estaduais também têm um papel importante no processo de identificação/doação de órgãos.

As atribuições das CNCDOs são, em linhas gerais: a inscrição e classificação de potenciais receptores; o recebimento de notificações de morte encefálica, o encaminhamento e providências quanto ao transporte dos órgãos e tecidos, notificação à Central Nacional dos órgãos não aproveitados no estado para o redirecionamento dos mesmos para outros estados, dentre outras. Cabe ao coordenador estadual determinar o encaminhamento e providenciar o transporte do receptor ideal, respeitando os critérios de classificação, exclusão e urgência de cada tipo de órgão que determinam a posição na lista de espera. O que é realizado com o auxílio de um sistema informatizado para o ranking dos receptores mais compatíveis.

A identificação de potenciais doadores é feita, principalmente, nos hospitais onde os mesmos estão internados, através das Comissões Intra-hospitalares de Transplante, nas UTIs e Emergências em pacientes com o diagnóstico de Morte Encefálica. As funções da coordenação intra-hospitalar baseiam-se em organizar, no âmbito do hospital, o processo de captação de órgãos, articular-se com as equipes médicas do hospital, especialmente as das Unidades de Tratamento Intensivo e dos Serviços de Urgência e Emergência, no sentido de identificar os potenciais doadores e estimular seu adequado suporte para fins de doação, e articular-se com a respectiva Central de Notificação, Captação e Distribuição de órgãos, sob cuja coordenação esteja possibilitando o adequado fluxo de informações.

Fonte: portal.saude.gov.br

Doação de Órgãos

DOAÇÃO DE ÓRGÃOS E TECIDOS HUMANOS

De todos os direitos, o direito à vida, além de ser contemplado em praticamente todas as legislações, faz parte de tratados e convenções internacionais, sempre com a nítida intenção de conferir a ele a proteção jurídica necessária para a manutenção do status de pessoa. Em contraposição a ele, a morte determina o divórcio inevitável da pessoa e da sua vida biológica. Morre a pessoa e assume o cadáver.

Será que a pessoa, em vida ou post mortem, pela sua manifestação anterior, pode dispor de seus órgãos, tecidos e partes do corpo? Dá-se o nome de transplante ou transplantação ao procedimento cirúrgico pelo qual se insere num organismo denominado hospedeiro, um tecido ou órgão, colhido de um doador.

Autotransplante, assim designado, ou transplante autoplástico, quando é feita a transferência de tecidos de um lugar para outro, no mesmo organismo, como ocorre com as cirurgias de “ponte de safena”.

Homo-transplante ou transplante homólogo quando se dá entre indivíduos da mesma espécie. Xenotransplante, quando ocorre a transferência de um órgão ou tecido de animal para um ser humano. É certo que, nesse último caso, apesar dos avanços da tecnociência médica, muitas experiências deverão ser realizadas para se chegar a um resultado que seja considerado satisfatório.

Mais do que isso: se vingar o projeto, muitos problemas éticos serão eliminados pois o corpo humano deixará de ser a fonte geradora de órgãos.

No Brasil, somente é permitida a doação de órgãos, tecidos e partes do próprio corpo vivo, feita por quem seja capaz, desde que se trate de órgãos duplos, como os rins ou partes renováveis do corpo humano, que não coloquem em risco a vida ou a integridade física e que também não comprometam as funções vitais do doador. Além disso, por ser uma regra de exceção, a doação para fins terapêuticos ou para transplantes, só pode contemplar o cônjuge, parentes consangüíneos até o 4º grau, ou ainda mais excepcionalmente, qualquer outra pessoa, desde que seja mediante autorização judicial. O procedimento será realizado em estabelecimentos de saúde públicos ou privados credenciados, assim como por equipes médicas especializadas.

Com a boa cautela, o legislador retirou do alcance de tecidos o sangue, mesmo o extraído da medula óssea, o esperma e o óvulo. As finalidades humanitárias e solidárias justificam plenamente a opção legislativa.

Quando se tratar de doação post mortem, há necessidade da comprovação da morte encefálica, com a juntada dos exames realizados para sua confirmação e da autorização do cônjuge ou parente em linha colateral ou reta até o segundo grau. A opção registrada pela pessoa em vida como doadora, inscrita na Carteira Nacional de Trânsito ou na Carteira de Identidade, perdeu sua eficácia a partir da Lei 10.211, de março de 2001. A vontade da pessoa quando viva não se sobrepõe à de seus parentes. Eles que irão decidir a respeito da doação de órgãos vitais do cadáver, que podem, numa bem sucedida manipulação médica, ser úteis a outras pessoas, como é o caso de doação de rins, córnea, coração, pulmões e pâncreas, com procedimentos bem desenvolvidos.

O corpo humano, desta forma, passa a ser um repositório de tecidos e órgãos, mas nítida é a interferência estatal na disposição de vontade da pessoa a respeito de sua vida. A disponibilidade do corpo tem seus limites e somente poderá ocorrer quando, para fins terapêuticos e humanitários, ficar evidenciado o estado de necessidade. Sacrifica-se um bem em favor de outro, levando-se em consideração o progresso das técnicas médicas que possibilitam uma reposição com considerável margem de sucesso.

Tal fato, por si só, faz incrementar o suprimento de órgãos para transplante, pois o número de pessoas aguardando nas filas é bem superior à oferta de órgãos e acarreta o surgimento do mercado paralelo de órgãos humanos.

Apesar da Organização Mundial de Saúde (OMS) repudiar o comércio paralelo, observando a regra inscrita na Declaração Universal dos Direitos Humanos, no sentido de que o corpo humano e suas partes são bens extra commercium, sem qualquer perfil comercial, é notório o crescimento de grupos que se dedicam a este tipo de atividade ilícita.

O relator de um comitê do Parlamento Europeu, citado por Leo Pessini e Christian de Paul de Barchifontaine, escreveu: “O tráfico organizado de órgãos existe, da mesma forma que o tráfico de drogas... Envolve a matança de pessoas para remover órgãos que podem ser vendidos para obter lucro. Negar a existência de tais atividades seria negar a existência de fornos e câmaras de gás durante a Segunda Guerra Mundial” (Problemas atuais de Bioética, 7.ed. rev. e ampl., São Paulo:Centro Universitário São Camilo: Edições Loyola, 2005, p.346).

O homem quer, a todo custo, prolongar sua vida. Pode até ser uma vocação natural procurar viver mais e, para tanto, corrigir os defeitos para se atingir uma existência mais rica, voltada para valores espirituais, de liberdade, da própria dignidade humana, de solidariedade social. É uma eterna recriação. A medicina detecta o órgão doente, e, em seguida, através de uma intervenção reparadoradestruidora- substitutiva, consegue manipular um órgão são e recolhido de outro organismo, corrigindo aquele comprometido na sua funcionalidade.

O doador, que assume uma dimensão transcendente da sua própria natureza humana, realiza a mais nobre ação humanitária, tal qual pelicano que faz verter seu sangue para alimentar seus filhotes. Neste diapasão, a pessoa, de certa forma, não só se expõe a riscos, mas renuncia à integridade de seu organismo para poder socorrer o próximo, em ambos os casos com a aprovação estatal. Entre a integridade física e a dignidade humana, o Direito ampara a última, pois a disposição do próprio corpo com finalidade altruísta, justifica perfeitamente o estado necessário.

A esse respeito, ensina Adriano de Cupis: “Se pode consentir-se na ofensa de qualquer dos aspectos da integridade física, desde que o consentimento não vise produzir uma diminuição permanente da própria integridade física e não seja, por outro modo, contrário à lei, à ordem pública ou aos bons costumes, é porque existe um direito tendo por objeto todas as manifestações possíveis do bem em referência” (Os direitos da personalidade, Lisboa: Morais, 1961, p.71).

É salutar observar sempre o princípio da precaução nas pesquisas médicas. Diante da incerteza não se deve adotar ou criar atividades técnicas que possam produzir conseqüências negativas e irreversíveis ou ir além de nossa capacidade de controle. É confiável sonhar com voos altos, mas sem desprezar os passos iniciais simples, trilhados nos limites da ética e da segurança jurídica. Faz lembrar Pitigrilli, no seu inesquecível livro “O Homem que inventou o amor”, quando profetizava que tanto a medicina como o direito têm necessidade de montanhas de vítimas para progredir uns poucos metros. Tomara que esteja enganado.

Eudes Quintino de Oliveira Júnior

Fonte: www.unorp.br

Doação de Órgãos

A lei de doação de órgãos

A Lei 9434, de 04 de fevereiro de 1997, mudou o conceito de doação de órgãos no Brasil. Desde a sua publicação já foram feitas várias alterações a ela. A sua fundamentação básica era a doação presumida - que todo brasileiro era um doador potencial de órgãos, tecidos ou partes do corpo, salvo manifestação em contrário. E relatava a necessidade da expressão da vontade de não doar ser registrada na cédula de identidade - RG ou Carteira Nacional de Habilitação, bastando para tanto comparecer aos órgãos competentes (órgão oficial de identificação civil ou departamento de trânsito) que procederão à gravação da expressão "não-doador de órgãos e tecidos" no documento.

Em Outubro de 1998 tivemos uma Medida Provisória n. 1718, a qual exige o consentimento familiar, revogando, portanto, o consentimento presumido , mas mantendo a negativa de doação em documento de identidade ou habilitação.

Em março de 2001 foi sancionada a lei nº10.211 que altera alguns dispositivos da lei nº 9434 como o artigo 2º que passa a vigorar com a seguinte redação: as manifestações de vontade relativas à retirada "post mortem"de tecidos, órgàos e partes, constante da carteira de Identidade Civil e da Carteira Nacional de habilitação, perdem sua validade a partir de 22 de dezembro de 2000

A legislação - 1997/1998/1999

Legislação Descrição
Lei Federal 9.434 04/02/97 Dispõe sobre a remoção de órgãos, tecidos e partes do corpo humano para fins de transplantes e tratamento (revoga a lei 8.489, de 18 de novembro de 1992 e o Decreto 879, de 22 de Julho de 1993.
Decreto 2.268
30/06/97
Regulamenta a Lei nº 9434, de 4 de fevereiro de 1997, que dispõe sobre a remoção de órgãos, tecidos e partes do corpo humano para fins de transplantes e tratamento.
Resolução CFM nº 1.480/97 Critérios de Morte Encefálica
Portaria 797/ 98 Criar o Conselho Deliberativo da Central de Transplantes do Estado
Portaria 3.407 05/08/1998 Aprova o regulamento sobre as atividades de transplantes e dispõe sobre a Coordenação Nacional de Transplantes
Portaria 3.409 05/08/1998 Institui a Câmara Nacional de Compensação de Procedimentos Hospitalares de Alta Complexidade
Portaria 3.410 05/08/1998 Cria grupos de Procedimentos no Sistemas de Informações Hospitalares do Sistema Único de Saúde, relativo ás atividades de Transplantes.
Portaria 3.411 05/08/1998 Determina ao Grupo Técnico de Assessoramento de que trata a Portaria GM/MS/Nº 3.407/98, a realização de estudos visando o aperfeiçoamento da Lei 9.434 de 1997.
Medida Provisória 1.718 06/10/1998 Na ausência de manifestação de vontade de potencial doador , o pai, a mãe, o filho ou o cônjuge poderá manifestar-se contrariamente a doação. O que será obrigatoriamente acatado pelas equipes de transplante e remoção.
Portaria 3761
20/10/1998
Estabelecer no âmbito do Sistema Nacional de Transplantes, a Assessoria Técnica para transplantes de Medula Óssea
Portaria 270
24/06/1999
Aprovar, critérios quanto à realização e cobrança dos transplantes de órgãos no Sistema Único de Saúde.
Portaria 936
22/07/1999
Resolve, criar o Grupo de Procedimentos e procedimentos no Sistema de Informações Hospitalar do Sistema Único de Saúde – SIH/SUS
Portaria Conjunta nº 16 22/07/1999 Regulamentar o financiamento e a distribuição de recursos para execução das atividades assistências increntes ao Sistema Nacional de Transplantes.
Portaria 935
22/07/1999
Dispõe sobre as atividades de transplante conjugado de rim e de pâncreas e do transplantes isolado de pâncreas.
Portaria 937 – 22/07/1999 Critérios sobre importação de Córneas
Portaria 496
31/08/1999
Altera a redação do grupo de procedimentos código, e o acompanhamento pós Transplantes de Rim, Fígado, Pulmão, Coração e Medula Óssea
Portaria 1.217
13/10/1999
Aprovar , na forma de Anexo II desta Portaria, as Normas para Cadastramento/Autorização de Equipes e Estabelecimento de Saúde para a realização de Transplantes de Medula Óssea
Portaria Conjunta nº 02 21/01/2000 Alterar os valores de procedimentos de Histocompatibilidade da tabela de procedimentos ambulatórias do Sistema Único de Saúde
Portaria nº 901 16/08/2000 Criar, no âmbito do Sistema nacional de Transplantes, a Central Nacional de Notificação, Captação e Distribuição de órgãos.
Portaria nº 902 – 16/08/2000 Criar, no âmbito do Sistema Nacional de Transplantes – SUS, os Bancos de Olhos.
Portaria nº 903 16/08/2000 Criar, no âmbito do Sistema Nacional de Transplantes – SUS, os bancos de Sangue de Cordão Umbilical e Placentário – BSCUP
Portaria nº 904 16/08/2000 Criar, no âmbito do Sistema nacional de Transplantes – SUS, os bancos de Tecidos ósteo- fáscio-condro-ligamentosos.
Portaria nº 905 16/08/2000 Estabelecer a obrigatoriedade da existência e efetivo funcionamento de Comissão Intra - Hospitalar de Transplantes passa a integrar o rol das exigências para cadastramento de Unidades de Tratamento Intensivo do tipo II e III.
Portaria 1.701/2000 Altera a composição do Conselho Deliberativo da Central de Transplantes do Estado do Ceará, instituído através de Portaria nº 797/98, de 06 de maio de 1998
Medida Provisória nº 1.959/27 – 24/10/00
  • Altera dispositivos da Lei nº 9.434, de 04 de fevereiro de 1997, que

dispõe sobre a remoção de órgãos, tecidos e partes do corpo humano para fins de transplantes e tratamento.

- Carteira de Identidade Civil ou Habilitação, perdem a sua validade após o dia 01 de março de 2001.

Portaria nº 435 14/11/2000 Fala sobre o Acompanhamento Pós Transplantes de Córnea
Portaria nº 436 14/11/2000 Acompanhamento Pós Transplantes de rim, fígado, pulmão, coração, medula óssea e pâncreas.
Portaria nº 1.312 30/11/2000 Aprovar, as normas de Cadastramento de laboratórios de Histocompatibilidade, no âmbito do Sistema Único de Saúde – SUS
Portaria nº 1.315 30/11/2000 Estabelecer, na forma do Anexo I, os mecanismos destinados a organizar o fluxo de informações , de tipificações e cadastro de doadores no Registro Brasileiro de Doadores Voluntários de Medula Óssea - REDOME
Portaria nº 91 23/01/2001 Estabelecer os mecanismos de relacionamento, critérios de disponibilização de rgãos, o fluxo de informações e as obrigações das Centrais Estaduais/Regionais de Notificação, Captação e Distribuição de Órgãos em relação á Central Nacional.
Portaria nº 92 23/01/2001 Reorganiza a Tabela de Procedimento do sistema de Informações Hospitalares do Sistema Único de Saúde – SIH/SUS, adaptando-a à complexidade dos procedimentos relativos a Transplantes de Órgãos e Tecidos e de melhor distribuir estes procedimentos.

Fonte: www.saude.ce.gov.br

Doação de Órgãos

A Diretoria Colegiada da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, no uso das atribuições que lhe confere o art. 11, inciso IV, do Regulamento da ANVISA aprovado pelo Decreto nº 3.029, de 16 de abril de 1999, c/c o art. 111, inciso I, alínea “e” do Regimento Interno aprovado pela Portaria nº 593, de 25 de agosto de 2000, publicada em 28 de agosto de 2000 e republicada em 22 de dezembro de 2000, em reunião realizada em 24 de outubro de 2005.

adotou a seguinte Resolução de Diretoria Colegiada, e eu, Diretor-Presidente, determino a sua publicação:

Art. 1º Fica aberto, a contar da data de publicação desta Consulta Pública, o prazo de 30 (trinta) dias para que sejam apresentadas críticas e sugestões relativas à proposta de Resolução que estabelece que as Centrais de Notificação, Captação e Distribuição de Órgãos – CNCDOs, fiquem submetidas às ações de vigilância sanitária, em anexo.

Art. 2º Informar que o texto da proposta de Resolução de que trata o art. 1º estará disponível na íntegra, durante o período de consulta, no endereço eletrônico www.anvisa.gov.br e que as sugestões deverão ser encaminhadas por escrito para o seguinte endereço: Agência Nacional de Vigilância Sanitária/Gerência-Geral de Sangue, outros Tecidos, Células e Órgãos, SEPN 515, Bloco "B" Ed. Ômega, Asa Norte, Brasília-DF, CEP 70.770.502.

Art. 3º Findo o prazo estipulado no art. 1º a Agência Nacional de Vigilância Sanitária articular-se-á com os Órgãos e Entidades envolvidos e aqueles que tenham manifestado interesse na matéria, para que indiquem representantes nas discussões posteriores, visando à consolidação do texto final.

ANEXO

A Diretoria Colegiada da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, no uso da atribuição que lhe confere o art. 11 inciso IV do Regulamento da ANVISA aprovado pelo Decreto nº 3.029, de 16 de abril de 1999, c/c o art. 111, inciso I, alínea b, § 1º do Regimento Interno aprovado pela Portaria nº 593, de 25 de agosto de 2000, republicada no DOU de 22 de dezembro de 2000, em reunião realizada em ____ de ______________ de 2005,

considerando que o Sistema Nacional de Transplantes-SNT, definido pela Lei n° 9.434, de 4 de fevereiro de 1997 e regulamentado pelo Decreto n° 2.268, de 30 de junho de 1997, tem como finalidade desenvolver e coordenar o processo de captação e distribuição de tecidos, órgãos e partes retirados do corpo humano para finalidades terapêuticas;

considerando que as Centrais de Notificação, Captação e Distribuição de Órgãos-CNCDOs são as unidades executivas nos Estados e Distrito Federal das atividades do Sistema Nacional de Transplantes, segundo o Decreto n° 2.268, de 30 de junho de 1997 e Portaria n° 3.407, de 5 de agosto de 1998;

considerando que dentre as atribuições das CNCDOs, identificam-se atividades que necessitam regulamentação pela vigilância sanitária, tais como:

a) providenciar o acondicionamento e o transporte de tecidos e órgãos;

b) armazenar órgãos e tecidos que estão aguardando distribuição;

c) garantir infra-estrutura de transporte de equipes de retirada e transplante, tecidos e órgãos, a realização de testes de triagem sorológica e de histocompatibilidade e destino final do material não utilizado;

d) guardar, sob sua responsabilidade, os prontuários de receptores, que deverão permanecer disponíveis pelo prazo de 20 anos, para eventual investigação criminal;

e) arquivar todos os registros das suas atividades durante todo o processo, da captação ao transplante, garantindo a rastreabilidade necessária;

f) possuir rotinas de funcionamento dentro de uma lógica de garantia da qualidade;

g) manter fluxo de dados e de sistema de informação conforme determinado pelo SNT.

considerando que a ANVISA tem por finalidade institucional promover a proteção da saúde da população, por intermédio do controle sanitário da produção e da comercialização de produtos e serviços submetidos à vigilância sanitária, inclusive dos ambientes, dos processos, dos insumos e das tecnologias a eles relacionadas, bem como o controle de portos, aeroportos e de fronteiras (Lei n° 9.782, de 26 de janeiro de 1999);

considerando as atribuições da Gerência-Geral de Sangue, outros Tecidos, Células e Órgãos para elaborar, revisar e atualizar a legislação e vigilância sanitária de sangue, outros tecidos, células e órgãos; promover meios para garantir a qualidade do sangue, outros tecidos, células nos padrões requeridos pelas normas técnicas e coordenar as ações de inspeção na área de sangue, outros tecidos, células e órgãos (Portaria n° 593, de 25 de agosto de 2000, alterada pela Portaria n° 324, de 16 de abril de 2004, incisos I, IV e V), e

considerando que a Coordenação do Sistema Nacional de Transplantes também reconhece a necessidade de se atuar sobre as CNCDOs para garantir a qualidade do processo de todo o ciclo do transplante de órgãos, tecidos e células,

adotou a seguinte Resolução de Diretoria Colegiada, e eu, Diretor-Presidente, determino a sua publicação:

Art. 1° O ambiente físico, os recursos materiais, as condições de trabalho e as atividades e procedimentos relacionados diretamente ao ciclo do transplante de células, tecidos e órgãos, exercidos pelas Centrais de Notificação, Captação e Distribuição de Órgãos, estão sujeitos ao regime de vigilância sanitária.

Art. 2° Esta Resolução entra em vigor na data de sua publicação.

DIRCEU RAPOSO DE MELLO

Fonte: e-legis.bvs.br

Doação de Órgãos

O Que a Bíblia Diz? É errado doar órgãos?

A doação de órgãos é um procedimento médico moderno que não é especificamente mencionado na Bíblia. Algumas pessoas se opõem a ele simplesmente porque é "novo" e "diferente", mas esta não é a base correta para julgar a questão. Deus deu ao homem a capacidade de pensar e inventar (veja Gênesis 4:20-22), e nunca condenou o progresso tecnológico em si.

O homem pode usar sua capacidade imaginativa para o mal. Quando o faz, é condenado por Deus (Gênesis 6:5). Mas ele também pode usar esta capacidade para o bem, como pode ser claramente visto em muitos modos de transporte que podem ser usados para espalhar o evangelho, sejam barcos ou carros da era do Novo Testamento, quer bicicletas, automóveis e aviões de nosso tempo.

Desde que e Bíblia não fala especificamente da doação de órgãos, precisamos aplicar os princípios que o Senhor ensina para julgar este método moderno de salvar vidas. Doar para o benefício de outros é sempre bom (Atos 20:35). Arriscar ou mesmo sacrificar a própria vida para salvar outra é visto como o mais elevado ato de amor (João 15:13)

A doação de órgãos é um ato de dar que raramente envolve risco para o doador, mas que pode servir para beneficiar grandemente o receptor. Em raros casos, uma pessoa viva pode ser chamada a doar um de um par de órgãos, ou tecido parcial de um órgão sadio para salvar a vida de um parente próximo. Se a doação do próprio braço direito ou o rim direito salvar a vida de seu filho, qual o pai amoroso que se recusaria?

A forma da doação que é mais comum é usar o órgão de uma pessoa falecida para salvar ou melhorar a vida de uma pessoa viva. Um acidente de carro pode tirar a vida de um homem saudável cujo coração, fígado e outros órgãos podem ser usados para salvar vidas de outros.

A decisão, enquanto vivo e saudável, de permitir tal doação é um ato de bondade e amor que beneficia um receptor desconhecido.

O órgão que já não serve mais para a pessoa morta pode permitir a uma jovem mãe cuidar de seus próprios filhos, ou a uma criancinha chegar à idade adulta. Se, no fim de minha vida, meu coração puder bater em outro eito ou meus olhos puderem permitir a outro ver, que essa abençoada pessoa agradeça a Deus que deu ao homem a inteligência para desenvolver novos meios de salvar vidas.

Dar é abençoado.

Dennis Allan

Fonte: www.estudosdabiblia.net

Doação de Órgãos

Doar órgãos é um ato de amor e solidariedade. Quando bem sucedido, uma vida é salva e, com ela, resgata-se também a saúde física e psicológica de toda a família envolvida com o paciente transplantado.

A doação de órgãos no Brasil conta com o maior sistema público organizado do mundo para a captação e transplantes de órgãos e tecido.

Temos, por outro lado, a maior fila de espera: dois anos para o transplante de fígado, e quatro para rim.

De 20 a 30% dos 16 mil pacientes que esperam a realização do transplante morrem na fila esperando por uma doação. Alguns mitos precisam ser derrubados para que esta prática atinja o nível de países bem sucedidos nesta luta.

É preciso esclarecer as pessoas sobre as implicações e os procedimentos da doação. Os médicos recebem autorização para a captação de órgãos e tecidos quando a morte encefálica (ou cerebral) é declarada e confirmada por dois exames clínicos e um exame de imagem. O processo de doação de órgãos dura, em média, 24 horas, e o corpo então é liberado para os trâmites do enterro.

Existe todo um cuidado com a estética do corpo, para que possa ser velado isento de quaisquer indícios da remoção dos órgãos. A maioria dos transplantes é feita pelo SUS, mas a maioria dos planos de saúde cobre todo esse processo, o que quase sempre é desconhecido pelos segurados. Embora o Brasil tenha uma política bem definida para transplantes, o número de doadores ainda é considerado baixo. Houve um crescimento em 2008; depois de dois anos de queda e um ano de estagnação em 2007, passamos de 5,4 doadores por milhão de população (pmp) para os atuais 7,2 pmp.

A Argentina, nossa vizinha, registra o número de 12 pmp, e na Espanha esta relação chega a incríveis 35 pmp. Existem alguns aspectos e regras que devem ser observadas, como quem pode doar e quais órgãos podem ser transplantados. O passo principal para você se tornar um doador é conversar com a sua família e deixar bem claro o seu desejo. Não é necessário deixar nada por escrito.

Porém, os familiares devem se comprometer a autorizar a doação por escrito após a morte. A doação de órgãos é um ato pelo qual você manifesta a vontade de que, a partir do momento da constatação da morte encefálica, uma ou mais partes do seu corpo (órgãos ou tecidos), em condições de serem aproveitadas para transplante, possam ajudar outras pessoas.

Outro aspecto deste procedimento que não é muito conhecido pelo grande público é sobre quais órgãos podem ser transplantados. Quando o coração deixa de funcionar, os órgãos ficam comprometidos por falta de oxigenação. Neste caso só é possível a doação de tecidos como córneas, pele, vasos sanguíneos, cartilagens e alguns ossos. Caso o paciente apresente morte encefálica, os órgãos continuam funcionando, o coração é mantido em batimento até a retirada dos órgãos que podem ser doados. Um único doador pode beneficiar até 25 pessoas. Ou seja, 25 vidas.

No entanto, os transplantes mais comuns são assim classificados:

Órgãos

Coração, fígado, rim, pâncreas, pâncreas/rim, pulmão, intestino e estômago. Tecidos: sangue, córnea, pele, medula óssea, dura máter, crista ilíaca, fáscia lata, patela, costelas, ossos longos, cabeça do fêmur, ossos do ouvido, safena, válvulas cardíacas. Existe ainda o transplante intervivos, onde algumas partes de nosso corpo podem ser doadas sem que se retire todo o órgão, quando o doador está vivo e em plena saúde. É o caso do fígado, que pode ter uma parte retirada, pois com o tempo ele se regenera; os pulmões e a medula óssea também funcionam da mesma maneira; já os rins, o doador pode doar só um deles, pois uma pessoa pode viver normalmente com apenas um. O transplante intervivos foi idealizado inicialmente para os receptores pediátricos, já que o número de doadores em potencial para estes casos reduz significativamente as chances da efetivação do transplante.

No dia 27 de setembro é comemorado o Dia Nacional do Doador. As campanhas de conscientização da população para a doação de órgãos e tecidos são desenvolvidas pela Secretaria Municipal de Saúde, em conjunto com outros órgãos do Poder Executivo, podendo também contar com a colaboração de instituições públicas da esfera estadual e federal e de entidades não-governamentais. A conscientização é a única ferramenta para uma realidade mais humana e eficiente. Quando se tratando de doação, quanto mais a população se informar sobre a importância de se tornar um doador, menos angustiante será a fila de espera por órgãos.

Fonte: www.revistatotalsaude.com.br

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