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Tricomoníase

A Trichomonas vaginalis é um protozoário que infecta especificamente o trato genital.

Duas outras espécies de tricomonas colonizam o homem, mas não ocorrem no órgão genital. A T. vaginalis é ovóide e tem 10-20 um de largura (tamanho aproximado de um leucócito).

Tem quatro flagelos livres anteriores e um quinto incluso na membrana ondulante que se estende ao longo dos dois terços anteriores da célula.

Os flagelos movimentam o protozoário com movimentos abruptos.

Epidemiologia

As mulheres são os principais portadores da doença. Cerca de um terço dos parceiros sexuais de mulheres com T. vaginalis tem colonozação uretral, mas os homens, ao contrário das mulheres, eliminam o microorganismo rapidamente. Um estudo observou que 70% dos homens que tiveram relações sexuais com uma mulher infectada dois dias antes foram infectados e que essa percentagem caia para cerca de 47% em torno de 14 dias ou mais. Assim, a transmissão da doença depende de intercurso relativamente frequente de homens com parceiras diferentes e/ou de infecções ocasionais a longo prazo em alguns homens.

Manifestações Clínicas

Cerca de metade das mulheres infectadas com T. vaginalis é assintomática. Esse número depende do tipo de seleção dos casos, do interrogatório a respeito dos sintomas e da sensibilidade das técnicas diagnósticas. Em mulheres sintomáticas a queixa mais comum é o corrimento vaginal. Usualmente tem aspecto purulento e amarelado.

Como na vaginose bacteriana, cerca de 50% das mulheres notam odor desagradável, devido ao crescimento exagerado de microorganismos anaeróbicos que sintetizam aminas.

O prurido vulvar também é relatado em 50% dos casos de tricomoníase. A mucosa vaginal frequentemente está eritematosa, refletindo a natureza inflamatória da doença. Em alguns casos, há inflamação do colo uterino, que apresenta pontos hemorrágicos. Raramente o T. vaginalis é encontrado no trato genital superior, mas o significado desse achado é desconhecido.

A maioria dos homens infectados com T. vaginalis é assintomática. Cerca de 5-10% dos homens com uretrite gonocócica são infectados com T. vaginalis. O microorganismo tem sido isolado do sêmen em associação com reação inflamatória, mas é discutível que seja causa de prostatite.

Fonte: www.fmt.am.gov.br

Tricomoníase

Infecção do trato genito-urinário baixo e orifício retal, causada pelo Trichomonas vaginalis, um protozoário oval ou piriforme, anaeróbio, flagelado, que possui movimento contínuo rotatório. Corresponde a cerca de 15% a 30% dos casos de corrimentos genitais em mulheres, sendo uma grande porcentagem assintomática. A transmissão é, na maioria das vezes, sexual. A associação com o gonococo é comum, provavelmente pela sua capacidade em fagocitá-lo. O sinergismo infeccioso com flora anaeróbia é freqüente.

Fisiopatologia

O protozoário encontra condições ótimas para a colonização no órgão genital de mulheres pós-púberes. Não há proliferação nos órgãos genitais imaturos.

Na flora vaginal normal destacam-se os bacilos de Doderlein (Lactobacillus sp) , produtores de água oxigenada e ácido lático, a partir do glicogênio das células vaginais. Estes dois produtos diminuem o pH vaginal, mecanismo importante para inibir a proliferação de microorganismos oportunistas.

O Trichomonas vaginalis libera aminoácidos que rapidamente se degradam em aminas alcalinas, acarretando aumento do pH vaginal, que por sua vez, inibe a proliferação de bacilos Doderlein favorecendo a manutenção de um pH vaginal elevado, ideal para seu desenvolvimento.

Quadro clínico e diagnóstico

A principal manifestação de vaginite por Trichomonas é o corrimento vaginal amarelo-esverdeado e fétido após 3 a 28 dias da infecção. O aspecto bolhoso depende da associação com o Micrococcus alcaligenes aerogenes. O quadro inflamatório é importante, e pode levar a disúria, dispareunia, polaciúria e dor abaixo do ventre. A sintomatologia geralmente piora após a menstruação e relação sexual, devido a elevação do pH.

Ao exame físico, observa-se órgão genital feminino e colo uterino hiperemiados e edemaciados, além do conteúdo vaginal aumentado. A colpite, de natureza focal, expressa-se clinicamente pelo colo em framboesa e pelo aspecto tigróide ao teste de Schiller .

O diagnóstico é clinico e microscópico. O pH vaginal fica,em geral, em torno de 5,0 a 7,0 e o teste de aminas pode ser francamente positivo. O exame microscópico a fresco aqui apresenta sensibilidade pouco maior que o corado, pois permite identificar a motilidade característica do agente. Ao exame corado, o protozoário revela forma ovóide, aspecto borrado e tamanho intermediário entre os leucócitos e as células epiteliais de descamação. Os polimorfonucleados são numerosos e, os lactobacilos, escassos. Eventualmente, as alterações nucleares podem ser intensas e simular alterações coilocitóticas ou displásicas, que regridem por completo após tratamento adequado.

Tratamento

A terapia específica consiste no emprego dos nitroimidazólicos, tópico e sistemático. Prefere-se o uso oral pela maior biodisponibilidade da droga e por ser a infecção não apenas genital, como também uretral e vesical; daí a necessidade de terapêutica sistêmica. Empregam-se os derivados 5-nitroimidazólicos tópicos, dos quais os mais eficazes são o metronidazol, o tinidazol, o ornidazol e o secnidazol, na dose de 2,0 gramas, pôr via oral, em uma única dose. O parceiro deve ser igualmente tratado, sendo este na maioria das vezes assintomático. A resistência aos imidazólicos é relativa e dose-dependente, bastando, em geral, repetir o tratamento. Como medidas terapêuticas coadjuvantes, indica-se a acidificação do meio vaginal e a embrocação com mercurocromo, na fase aguda e na gravidez.

Na gestação, aconselha-se clotrimazol tópico, de eficácia moderada (cura em 40-60% dos casos). Porém deve ser contra-indicada no primeiro trimestre e evitada no segundo e terceiro trimestres.. Na nutriz, pode ser empregado esta medicação ou os derivados nitroimidazólicos, tendo-se o cuidado, no último caso de interromper a amamentação por 24 horas.

OBSERVAÇÃO

A metronidazol tem efeito dissulfiram-like e, por isso, a paciente deve evitar a ingesta de álcool.

Gloria Martinez

Referências Bibliográficas

1. Morse, Stephen A.; Moreland, Adele A. Atlas de doenças sexualmente transmissíveis e AIDS, 2a.edição.
2. Alchorne, M.M.A.; Alchorne, A.O.A. Doenças tegumentares dos genitais

Fonte: www.drashirleydecampos.com.br

Tricomoníase

A tricomoníase é uma doença sexualmente transmitida (DST) causada por um organismo microscópico unicelular chamado Trichomonas vaginalis.

A tricomoníase pode causar infecções vaginais nas mulheres e inflamação da uretra (o canal que elimina urina da bexiga) em ambos os sexos. Em mulheres grávidas, as infecções pelo Trichomonas podem também aumentar o risco de ruptura prematura das membranas e parto pré-termo.

O Trichomonas é passado de uma pessoa infetada para seu (sua) parceiro (a) durante as relações sexuais sem preservativo. Atualmente, as infecções pelo Trichomonas afetam milhões de mulheres em todo o mundo a cada ano. Os homens podem passar a infecção para seus parceiros sexuais, mas eles raramente desenvolvem sintomas.

Quadro Clínico

Em mulheres, os Trichomonas podem viver por muitos anos no órgão genital sem causar sintomas.

Se os sintomas aparecem, eles podem incluir:

Uma secreção amarelo-esverdeada e com cheiro forte

Coceira ou dor vaginal

Irritação e inflamação ao redor da abertura vaginal

Dispareunia (dor vaginal durante as relações sexuais)

Disúria (desconforto e ardor ao urinar)

Em casos raros haverá desconforto no abdome inferior. Os sintomas podem ser piores durante o período menstrual. Embora os homens normalmente não têm nenhum sintoma, eles podem ocasionalmente ter irritação e inflamação na glande do órgão genital masculino, desconforto ao urinar, e eliminar secreção pelo orifício da uretra.

Diagnóstico

Uma vez você tenha descrito seus sintomas, o médico irá examinar a o órgão genital feminino ou a uretra para observar se há inflamação ou uma secreção anormal, além de um exame pélvico. Durante o exame, ele irá colher uma amostra com um cotonete, e a enviará para o laboratório para ser examinada. A tricomoníase pode ser diagnosticada pela detecção do parasita sob o microscópio ou através da cultura em laboratório. Como as pessoas com infecções pelo Trichomonas são mais prováveis de adquirir outras DSTs, o médico também poderá solicitar exames para gonorréia, clamídia, sífilis e HIV.

Prevenção

Como a tricomoníase pode ser transmitida pela atividade sexual, você pode ajudar a prevenir esta infecção através:

Abstinência sexual

Fazer sexo somente com uma pessoa não infectada

Usar preservativos masculinos de borracha continuamente durante as relações sexuais.

Tratamento

As infecções pelo Trichomonas são melhor tratadas com um medicamento oral chamado metronidazol (Flagyl). Embora o gel do metronidazol também esteja disponível, ele não é tão efetivo quanto o medicamento tomado por boca. Para prevenir e não ser infetado novamente, todos os parceiros sexuais de uma pessoa infetada devem ser tratados. As mulheres grávidas não devem tomar metronidazol durante o primeiro trimestre de gravidez, assim um medicamento alternativo deve ser usado ou o tratamento deve ser retardado até depois do parto. Em pessoas que ingerem álcool, o metronidazol pode provocar câimbras, náuseas, vômitos, dores de cabeça e rubores faciais. Para prevenir estes problemas, evite ingerir bebidas alcoólicas enquanto estiver em uso do metronidazol e durante três dias depois que você deixou de tomar o remédio.

Qual médico procurar?

Se você for uma mulher, procure seu Ginecologista sempre que tiver desconforto vaginal ou uma secreção vaginal anormal, especialmente se você estiver grávida. Se você for homem, procure um Urologista sempre que apresentar uma vermelhidão ou um incômodo ao redor da uretra.

Prognóstico

Com o uso do metronidazol oral a cura da tricomoníase chega aos 90 - 95% dos casos. Se o problema não for resolvido, freqüentemente é porque o parceiro sexual da pessoa infetada não foi tratado e continuou transmitindo o Trichomonas.

Fonte: www.policlin.com.br

Tricomoníase

Tricomoníase (nome popular: uretrite)

Tricomoníase
O parasita que causa a trichomoniasis
(lat. trichomonas vaginalis)

1. O que é?

A tricomoníase é uma infecção comum, que é geralmente transmitida por contato sexual, mas em que não é impossível a contaminação através de assentos de sanita, toalhas molhadas e roupa.

2. O que é que a causa?

A tricomoníase é causada por um parasita protozoário flagelado chamado Trichomonas vaginalis. A cauda proporciona-lhe movimentos de progressão e movimenta-se em ambientes húmidos e quentes, especialmente dentro do órgão genital feminino, mas também na uretra masculina.

3. Como é que se transmite?

A tricomoníase é geralmente transmitida durante a relação vaginal: as mulheres podem infectar os homens e vice-versa. As mulheres também podem infectar outras mulheres se os seus órgãos sexuais estiverem em contato muito próximo. Finalmente, como o parasita da tricomoníase pode sobreviver algumas horas fora do organismo humano se ele encontra um local quente e húmido, ele pode, em casos raros, ser contraído em sanitas, roupas ou toalhas.

Fonte: www2.hu-berlin.de

Tricomoníase

Tricomoníase
Trichomonas vaginalis

Conceito

Doença infecto-contagiosa do sistema gênito-urinário do homem e genital da mulher. No homem causa uma uretrite de manifestações em geral discretas (ardor e/ou prurido uretral e secreção brancacenta, amarelada ou amarelo esverdeada), podendo, eventualmente ser ausentes em alguns e muito intensas em outros.

É uma das principais causas de vaginite ou vulvovaginite da mulher adulta podendo porém, cursar com pouca ou nenhuma manifestação clínica. Quando presente, manifesta-se na mulher como um corrimento vaginal amarelo esverdeado ou acinzentado, espumoso e com forte odor característico. Não é incomum também ocorrer irritação na região genital bem como sintomas miccionais que podem simular uma cistite (dor ao urinar e micções frequentes).

Sinônimos: Uretrite ou vaginite por Trichomonas, Tricomoníase vaginal ou uretral, Uretrite não gonocócica (UNG).

Agente: Trichomonas vaginalis (protozoário).

Complicações/Consequências: Prematuridade. Baixo peso ao nascer. Ruptura prematura de bolsa.

Transmissão

Relação sexual (principalmente). A mulher pode ser infectada tanto por parceiros do sexo masculino quanto do sexo feminino (por contato genital). O homem por parceiras do sexo feminino.

É importante considerar aqui que mesmo a pessoa portadora da doença, mas sem sintomas, pode transmitir a infecção.

Período de Incubação: 10 a 30 dias, em média.

Diagnóstico: Pesquisa do agente em material uretral e/ou vaginal.

Tratamento

Quimioterápicos. O tratamento pode ser oral e local (na mulher).

Prevenção: Camisinha, tratamento simultâneo do(a) parceiro(a).

Fonte: www.dst.com.br

Tricomoníase

A Tricomoníase é uma doença ocasionada por um protozoário unicelular eucarionte do grupo dos triapanossomos, sendo transmitido sexualmente.

Diferentemente das outras doenças sexualmente transmissíveis a tricomoníase não é causada por vírus ou bactéria e sim por um parasita. O parasita da tricomoníase pode estar presente na uretra por anos sem causar sintomas. Sinais e sintomas Quando ocorrem os sintomas típicos em mulheres incluem coceira e queimação vaginal, secreção vaginal amarelo-esverdeada, dor ou queimação ao urinar. A relação sexual pode ser dolorosa. Em homens, os sintomas incluem coceira leve e irritação no falo, dor durante a relação sexual e desconforto ao urinar. Homens que tem tricomoníase geralmente não sentem nenhum sintoma. Eles podem infectar suas parceiras sem saber. A tricomoníase é diagnosticada pelo exame do fluido vaginal ao microscópio.

Tratamento

O medicamento metronidazol por via oral é usado para tratar a tricomoníase. Se você for mulher, não tome este medicamento nos primeiros 3 meses de gestação. Evite beber bebidas alcóolicas 24 horas antes, durante e 24 horas após tomar o metronidazol. Essa combinação provoca vômitos, tonturas e dor de cabeça. Os parceiros sexuais da pessoa infectada também precisam também ser tratados, para evitar que a pessoa se reinfecte novamente e que outras pessoas sejam contaminadas.

Dicas e autocuidado

Só existe uma maneira de garantir que você nunca terá uma doença sexualmente transmissivel: não fazer sexo. Limitar a sua atividade sexual a apenas um parceiro durante toda a vida, desde que o(a) parceiro(a) também seja monogamico(a) e não tenha doença sexualmente transmissivel. Evite o contato sexual com pessoas cujo estado de saúde e pratica sexual você não conheça. Evite sexo se um dos parceiros apresentar sinais ou sintomas de infecção genital. Não faça sexo sob a influência de álcool ou drogas (exceto em um relacionamento monogamico em que ambos os parceiros não estejam infectados com alguma doença sexualmente transmissivel.) Antes de começar um relacionamento discuta com seu(sua)parceiro(a)a história sexual anterior dele(a). (Lembre-se, no entanto, de que as pessoas nem sempre são honestas sobre as suas vidas sexuais.)

Camisinha de látex pode diminuir a transmissão de doenças quando usada correta e cuidadosamente, e para cada ato sexual. Elas não eliminam completamente o risco. Exceto se ambos os parceiros estiverem em um relacionamento monogamico, tanto homens quanto mulheres devem carregar consigo camisinha de látex, e insistir que esta seja em suas relações sexuais. O uso de espermicidas (principalmente o que contém nonoxinol-9) pode ajudar a diminuir o risco de contágio de doença sexualmente transmissivel, quando associado com a camisinha.

Se necessário, use lubrificante a base de água. Não use lubrificante à base de petróleo, como vaselina, pois estes podem danificar a camisinha de látex. Lave os genitais com água e sabão após ter uma relação sexual. Procure um médico para tratamento de doença sexualmente transmissivel se souber que seu(sua) parceiro(a) sexual está infectado(a). Se você tem múltiplos parceiros sexuais, visite o ginecologista a cada 6 meses para verificar a presença ou não de doenças sexualmente transmissivel, mesmo que você não tenha sintomas.

Fonte: www.lincx.com.br

Tricomoníase

A Tricomoníase ou Tricomoniose é uma doença sexualmente transmissível, causada pelo parasita protozoário unicelular Trichomonas vaginalis.

Sintomas

Nas mulheres, a doença costuma começar com uma secreção espumosa de cor verde-amarelada proveniente da uretra. Em algumas, a referida secreção é apenas ligeira. A vulva (os órgãos genitais femininos externos) pode estar irritada e dolorida e é possível que o coito também cause dor. Nos casos graves, a vulva e a pele que a rodeia inflamam-se, bem como os lábios. Os sintomas são dor ao urinar ou um aumento na frequência das micções, que se assemelham aos de uma infecção da bexiga.

Os homens com tricomoníase não manifestam habitualmente sintomas, mas podem infectar as suas parceiras sexuais. Alguns apresentam uma secreção proveniente da uretra que é espumosa e semelhante ao pus, sentem dor ao urinar e precisam de o fazer com frequência. Os referidos sintomas costumam ter lugar de manhã cedo. A uretra pode sofrer uma ligeira irritação e por vezes aparece humidade no orifício do pénis. A infecção do epidídimo, que causa dor testicular, é muito frequente. A próstata também se pode infectar, mas o papel das Trichomonas não é muito claro. Estas infecções são as únicas complicações conhecidas da tricomoníase nos homens.

Progressão e Sintomas

O tricomonas não causa sintomas em quase metade das infecções nas mulheres e em mais de dois terços dos casos nos homens, mas mesmo nessas circunstâncias é infeccioso para outros. Nos restantes casos, após alguns dias de incubação surge um corrimento amarelo purulento e de mau cheiro do órgão genital feminino ou uretra masculina ou feminina devido à inflamação (vaginite ou uretrite) e a bactérias oportunistas. Além disso é frequente a disúria (dor ao urinar), irritação da mucosa com prurido, e ardor.

As complicações são raras.

Diagnóstico e Tratamento

No caso das mulheres, o diagnóstico geralmente estabelece-se em poucos minutos, examinando uma amostra da secreção vaginal ao microscópio. Também se efetuam habitualmente análises para outras doenças de transmissão sexual.

Uma única dose de metronidazol cura até 95 % das mulheres infectadas, desde que os seus parceiros sexuais recebam tratamento simultaneamente. Como não se sabe com certeza se uma única dose é eficaz nos homens, costuma-se tratá-los durante 7 dias.

Se for tomado com álcool, o metronidazol pode causar náuseas e vermelhidão da pele, assim como uma diminuição no número de glóbulos brancos e, nas mulheres, uma maior susceptibilidade às infecções vaginais por leveduras (candidíase genital). Provavelmente será melhor evitar o metronidazol durante a gravidez, pelo menos durante os 3 primeiros meses. As pessoas infectadas que mantêm relações sexuais antes de a infecção estar curada, provavelmente contagiam os seus parceiros.

Nos homens, as secreções provenientes da extremidade do pénis devem ser colhidas de manhã, antes de urinar. Estas examinam-se ao microscópio e envia-se uma sua amostra ao laboratório para cultura. Uma cultura da urina também pode ser útil, porque é mais provável que se detectem Trichomonas que não se encontraram no exame ao microscópio.

O diagnóstico é feito pela observação do parasita ao microscópio óptico em amostras do líquido de corrimento. Os tricomonas têm movimentos "aos tropeções" característicos.

O tratamento é com metronidazole. Ambos os parceiros devem tomar o fármaco simultaneamente, de outro modo a infecção recorrerá já que não há imunidade.

Evita-se a transmissão do parasita causador da doença praticando o sexo seguro, usando-se preservativos. Tanto o preservativo masculino quanto o feminino provaram-se eficazes em reduzir as chances de contaminação.

Tricomoniase: o que causa no organismo

Muitas mulheres que são infectadas pelo Tricomoniase não desenvolvem sintomas. Quando os sintomas surgem são principalmente corrimento abundante juntamente com um prurido (coceira) vaginal. Em outros casos a mulher pode apresentar um corrimento fluido com pouca cor e ainda um certo desconforto na micção.

A maioria dos homens não apresentam sintomas, e quando existem consiste em uma irritação na ponta do pénis.

Forma de contaminação

A via de transmissão principal é o contato sexual. Em condições especiais é possível outras formas de transmissão, contudo são estatisticamente desprezíveis.

Prevenção

É recomendável o uso de preservativo durante o ato sexual, uso individual de roupas íntimas, tratamento de indivíduos portadores, esterilização dos aparelhos ginecológicos, higiene em relação aos sanitários públicos, etc.

Fonte: www.medicinaealimentacao.com

Tricomoníase

O que é?

São as uretrites sintomáticas que tiveram resultado negativo para o gonococo. É uma infecção causada pelo Trichomonas vaginalis. Pode atingir a vulva, a uretra e a cérvice uterina, que serve de reservatório para a doença. Pode permanecer assintomática no homem e, na mulher, principalmente após a menopausa.

No homem, a incubação pode durar de 14 a 21 dias.

Transmissão

A uretrite não gonocócica é transmitida pelo contato sexual. Nas mulheres, é raro aparecer sintomas. Caso a uretrite não seja tratada em alguns dos parceiros, a infecção poderá retornar. Os homens, caso permaneçam sem tratamento, podem adquirir a Doença Inflamatória Pélvica.

Sintomas

Pode não aparecer sintomas no homem e na mulher, principalmente depois da menopausa.

Mas os sintomas mais comuns são: corrimento amarelado ou amarelo-esverdeado com mau cheiro, coceira, placas avermelhadas, além de dor pélvica.

Complicações

As uretrites podem se transformar em: prostatite, vaginite, conjuntivite entre outras complicações.

Exame

O mais comum é o exame do conteúdo vaginal a fresco, mas também há o Esfregaço do conteúdo vaginal corado pelos métodos de Gram, Giemsa ou Papa Nicolau, a cultura e o teste de pH da genitália.

Outros métodos mais simples podem ser usados, apesar de não serem tão eficientes.

Tratamento

O tratamento é a base de antibiótico oral e local (na mulher). Os parceiros dos portadores também devem ser tratados para que não haja reinfecção. Deve ser evitada a ingestão de álcool e deve-se suspender a relação sexual.

Fonte: www.soropositivo.org

Tricomoníase

Causador

Trichomonas vaginalis (protozoário)

A Tricomoníase é uma infecção causada pelo protozoário Trichomonas vaginalis no trato gênito-urinário da mulher e do homem. É o tipo mais frequente de vulvovaginite na mulher adulta.

A via de transmissão principal é o contato sexual, em condições especiais é possível outras formas de transmissão, contudo são estatisticamente desprezíveis.

A tricomoníase é a infecção que mais se associa a outras D.S.T.

No homem

Na quase totalidade dos casos é assintomático, mas alguns apresentam quadro clínico típico de uma uretrite não gonocócica acrescido de prurido no meato uretral ou sensação de fisgadas na uretra.

Na mulher

A ausência de sintomas ocorre com freqüência nas mulheres infectadas de Tricomonas. Entretanto como estas são capazes de transmitir a doença e a maioria apresentarão manifestações clínicas, devem ser tratadas.

O tratamento deve ser simultâneo para os parceiros sexuais. Procure serviços de saúde em caso de duvidas.

Tricomoníase
Protozoário Trichomonas vaginalis

Tricomoníase
Protozoário Trichomonas vaginalis

Fonte: www.ocorpohumano.com.br

Tricomoníase

Trichomonas vaginalis

É uma infecção causada pelo Trichomonas vaginalis considerada uma uretrite não gonocócica. Pode atingir a vulva, o órgão genital e o colo uterino. No homem a incubação pode durar de 14 à 21 dias.

Sintomas: Pode não aparecer sintomas no homem e na mulher, após a menopausa.

Entretanto, os sintomas mais comuns são:

Coceira

Corrimento corrimento amarelado ou amarelo- esverdeado com mau cheiro

Placas avermelhadas

Dores pélvicas

Transmissão: contato sexual

Tratamento: É tratada com medicamentos à base de antibióticos orais e locais (na mulher). Os portadores também devem ser tratados para evitar a reinfecção.

Fonte: www.guiasexual.com.br

Tricomoníase

Protozoário flagelado causador da tricomoníase, que constitui uma doença venérea cosmopolita incidente em proporções elevadas em mulheres adultas.

Biologia do parasito

O parasito tem como habitat o órgão genital feminino, bem como a uretra e a próstata do homem. O Trichomonas vaginalis não possui a forma cística, apenas a trofozoítica, e é transmitido durante o ato sexual e através de fômites, já que o protozoário pode sobreviver durante horas em uma gota de secreção vaginal ou na água. O trofozoíto alimenta-se de açúcares em anaerobiose e produz ácidos que irritam a mucosa vaginal. Os sintomas aparecem entre três e nove dias após o contato com o parasito.

Patogenia e prevenção

A tricomoníase costuma atingir mulheres entre 16 e 35 anos de idade e se manifesta, no sexo feminino, por: corrimento esbranquiçado espumoso, edema, prurido, queimação, escoriações, ulcerações e sangramento após relações sexuais. Já nos homens, a parasitíase geralmente é assintomática ou subclínica, o que justifica o fato da parasitíase ser mais diagnosticada em mulheres. A infecção por Trichomonas pode acarretar diversas doenças graves nas vias geniturinárias. As características clínicas do doente podem ser sugestivas da tricomoníase, sendo que na mulher esta parasitíase deve ser diferenciada das vaginoses bacteriana e fúngica. O diagnóstico laboratorial é feito pela visualização direta de trofozoítos em amostra de secreção vaginal, uretral e prostática.

Entretanto, o isolamento e cultivo do protozoário é o método mais sensível para o diagnóstico da tricomoníase.

O uso de preservativos, o cuidado com os fômites (instrumentos ginecológicos, toalhas, roupas íntimas) e o tratamento do doente e de todos os seus parceiros são as formas de prevenção da tricomoníase. Só o tratamento medicamentoso adequado não garante a eliminação da doença, visto que mesmo após ter obtido a cura o paciente deve tomar os mesmos cuidados de quem nunca foi infectado, porque os medicamentos não impedem a reinfecção.

Tricomoníase
Trofozoítos de Trichomonas vaginalis

Fonte: www.ufrgs.br

Tricomoníase

O que é Tricomoníase?

A Tricomoníase é uma infecção causada por um protozoário e pode ser contraída tanto por homens como por mulheres.

Como a Tricomoníase é transmitida?

A Tricomoníase é transmitida através de relações sexuais com pessoas infectadas.

Quais são os sintomas da Tricomoníase?

A maioria dos homens com Tricomoníase não apresenta sintomas. No entanto, homens podem apresentar irritação no órgão genital, leve corrimento, ou leve ardência após urinar ou ejacular.

Mulheres normalmente apresentam sintomas de infecções. Nestas mulheres, a Tricomoníase causa corrimento amarelo-esverdeado com forte odor. A infecção pode ainda causar forte desconforto durante relações sexuais e ao urinar. Irritação e coceira da genitália feminina e, em casos raros, dores no baixo ventre podem se apresentar.

Como saber se tenho Tricomoníase?

Nas unidades especializadas em DST/AIDS da cidade de São Paulo você encontrará profissionais capacitados a lhe orientar.

Como a Tricomoníase é tratada?

A Tricomoníase é tratada com antimicrobiano, normalmente, em dose única. Em homens, os sintomas podem desaparecer dentro de algumas semanas mesmo sem o tratamento. No entanto, um homem infectado, mesmo o que nunca apresentou sintomas ou o que seus sintomas desapareceram, pode continuar infectando seus parceiros até que seja tratado. Assim sendo, os parceiros sexuais devem ser tratados ao mesmo tempo para eliminar o parasita.

O que acontece se a Tricomoníase não for tratada?

Como outras doenças sexualmente transmissíveis (DST), a Tricomoníase, caso não seja tratada, aumenta a probabilidade de uma pessoa ser infectada, ou infectar a outros, com o vírus da AIDS, o HIV. Se você tiver algum sintoma ou achar que foi exposto à Tricomoníase, faça o teste e o tratamento imediatamente para evitar complicações.

Os parceiros sexuais também precisam fazer o tratamento?

Sim. Se o resultado der positivo para Tricomoníase, é importante avisar as pessoas com quem você manteve relações sexuais nos últimos 30 dias. Parceiros sexuais devem ser tratados ao mesmo tempo para eliminar o parasita. Pessoas que estejam fazendo o tratamento para Tricomoníase devem evitar relações sexuais até que o tratamento esteja completo e todos os sintomas tenham desaparecido.

E se eu estiver grávida?

A Tricomoníase não tratada pode gerar complicações durante a gravidez ocasionando rotura prévia da bolsa, parto pré-maturo e o nascimento do bebê com peso baixo.

Como posso evitar a Tricomoníase?

Use camisinha sempre que fizer sexo vaginal, oral ou retal. Se você for alérgico a látex, você pode utilizar camisinhas de poliuretano ou outros materiais sintéticos.

Fonte: www10.prefeitura.sp.gov.br

Tricomoníase

Tricomoníase
Tricomoníase

O corrimento vem amarelo-esverdeado e, às vezes, espumante.

O que é?

Essa infecção é provocada por um parasita transmitido sexualmente, chamado tricomonas. Os sintomas, além da variação no corrimento, são coceira e ardor vaginal e órgão genital pode ficar avermelhada.

Como tratar?

O tratamento médico é feito com medicamentos como o metronidazol, ingerido pela boca, por uma semana. Os cremes vaginais ajudam muito nos sintomas, mas s vezes não curam totalmente.

Atenção: Como a tricomoníase é uma doença sexualmente transmissível (DST), o(a) parceiro(a) deve ser tratado(a).

Como prevenir?

Usando sempre camisinha, masculina ou feminina.

Fonte: www.mulheres.org.br

Tricomoníase

A tricomoníase é uma doença de transmissão sexual doórgão genital e da uretra causada por Trichomonas vaginalis, um organismo unicelular com um flagelo semelhante a um chicote.

Apesar de a Trichomonas vaginalis poder infectar o trato geniturinário tanto dos homens como das mulheres, os sintomas são mais frequentes entre as mulheres.

Cerca de 20 % delas sofrem tricomoníase vaginal durante os seus anos férteis.

Nos homens, o organismo infecta a uretra, a próstata e a bexiga, mas só raras vezes causa sintomas. Em algumas populações, as Trichomonas podem ser responsáveis por todos os casos de uretrite não gonocócica. O organismo é mais difícil de detectar nos homens do que nas mulheres.

Sintomas

Nas mulheres, a doença costuma começar com uma secreção espumosa de cor verde-amarelada proveniente do órgão genital. Em algumas, a referida secreção é apenas ligeira. A vulva (os órgãos genitais femininos externos) pode estar irritada e dorida e é possível que o coito também cause dor. Nos casos graves, a vulva e a pele que a rodeia inflamam-se, bem como os lábios. Os sintomas são dor ao urinar ou um aumento na frequência das micções, que se assemelham aos de uma infecção da bexiga.

Os homens com tricomoníase não manifestam habitualmente sintomas, mas podem infectar as suas parceiras sexuais. Alguns apresentam uma secreção proveniente da uretra que é espumosa e semelhante ao pus, sentem dor ao urinar e precisam de o fazer com frequência. Os referidos sintomas costumam ter lugar de manhã cedo. A uretra pode sofrer uma ligeira irritação e por vezes aparece humidade no orifício do pénis. A infecção do epidídimo, que causa dor testicular, é muito frequente. A próstata também se pode infectar, mas o papel das Trichomonas não é muito claro. Estas infecções são as únicas complicações conhecidas da tricomoníase nos homens.

Diagnóstico

No caso das mulheres, o diagnóstico geralmente estabelece-se em poucos minutos, examinando uma amostra da secreção vaginal ao microscópio. Também se efetuam habitualmente análises para outras doenças de transmissão sexual.

Nos homens, as secreções provenientes da extremidade do pénis devem ser colhidas de manhã, antes de urinar. Estas examinam-se ao microscópio e envia-se uma sua amostra ao laboratório para cultura. Uma cultura da urina também pode ser útil, porque é mais provável que se detectem Trichomonas que não se encontraram no exame ao microscópio.

Tratamento

Uma única dose de metronidazol cura até 95 % das mulheres infectadas, desde que os seus parceiros sexuais recebam tratamento simultaneamente. Como não se sabe com certeza se uma única dose é eficaz nos homens, costuma-se tratá-los durante 7 dias.

Se for tomado com álcool, o metronidazol pode causar náuseas e vermelhidão da pele, assim como uma diminuição no número de glóbulos brancos e, nas mulheres, uma maior susceptibilidade às infecções vaginais por leveduras (candidíase genital). Provavelmente será melhor evitar o metronidazol durante a gravidez, pelo menos durante os 3 primeiros meses. As pessoas infectadas que mantêm relações sexuais antes de a infecção estar curada, provavelmente contagiam os seus parceiros.

Fonte: www.manualmerck.net

Tricomoníase

A tricomoníase é uma Doença Sexualmente Transmissível causada por um protozoário (Trichomonas vaginalis). Infecta tanto homens como mulheres, mas causa mais efeitos nas mulheres.

Tricomoníase
O agente etiológico é trichonomas veginalis ( foto abaixo aumentada 700 vezes ). Flagelado em
forma de pêra com 4 flagelos polares e um flagelo ao longo de uma membrana ondulante

O agente etiológico é trichonomas veginalis. Flagelado em forma de pêra com 4 flagelos polares e um flagelo ao longo de uma membrana ondulante

Como se transmite a tricomoníase?

A tricomoníase é transmitida durante sexo vaginal; eventualmente por contato indireta ( banhos ). Não parece ser possível a transmissão através de sexo oral ou retal. Não existem testes adequados para identificar a tricomoníase na garganta ou no reto. Não existem também teste eficazes para identificar a tricomoníase no homem.

Na mulher, esta doença se localiza no órgão genital ou em partes internas-saude do corpo; no homem, só nas partes internas-saude.

Os principais sintomas da Tricomoníase na milher são:

Corrimento amarelo esverdeado, com mau cheiro

Dor no ato sexual

Ardência

Dificuldade para urinar

Coceira nos órgãos sexuais

No homem os sintomas são os seguintes:

Normalmente não têm sintomas e não sabem que estão infectados

Podem ter disconforto e comichão no pénis, raramente corrimento.

Raramente dor ou ardor ao urinar

Diagnóstico

O diagnóstico e feito através da comprovação do agente etiológico no esfregaço da uretra ou do órgão genital. Cultura eventualmente, no sedimento urinário.

O tratamento é feito através de nitromidazol via oral ou vaginal. O parceiro deve ser tratado simultaneamente. Prestar atenção à intolerância ao álcool.

Fonte: www.dstfacil.hpg.ig.com.br

Tricomoníase

É uma infecção causada pelo Trichomonas vaginalis (protozoário flagelado), tendo como reservatório o órgão genital feminino e a uretra. Sua principal forma de transmissão é a sexual. Pode permanecer assintomática no homem e, na mulher, principalmente após a menopausa. Na mulher, pode acometer a vulva, a uretra e a cérvice uterina, causando cervicovaginite.

CARACTERÍSTICAS CLÍNICAS

Sinais e sintomas:

Corrimento abundante, amarelado ou amarelo esverdeado, bolhoso, com mau-cheiro;

Prurido e/ou irritação vulvar;

Dor pélvica (ocasionalmente);

Sintomas urinários (disúria, polaciúria); e

Hiperemia da mucosa, com placas avermelhadas (colpite difusa e/ou focal, com aspecto de framboesa; teste de Schiller "onçóide").

Observações:

Mais da metade das mulheres portadoras de tricomoníase vaginal são completamente assintomáticas.

O simples achado de Trichomonas vaginalis em uma citologia oncótica de rotina impõe o tratamento da mulher e também do seu parceiro sexual, já que se trata de uma DST.

A tricomoníase vaginal pode alterar a classe da citologia oncótica. Por isso, nos casos em que houver alterações morfológicas celulares, estas podem estar associadas à tricomoníase. Nesses casos, deve-se realizar o tratamento e repetir a citologia após 2 a 3 meses, para avaliar se há persistência dessas alterações.

DIAGNÓSTICO LABORATORIAL

Para o diagnóstico das infecções genitais baixas, utiliza-se comumente o exame direto (a fresco) do conteúdo vaginal. Colhe-se uma gota do corrimento, coloca-se sobre a lâmina com uma gota de solução fisiológica, e observa-se ao microscópio, com o condensador baixo.

Exame do conteúdo vaginal a fresco: observam-se os parasitas flagelados movimentando-se ativamente entre as células epiteliais e os leucócitos.

Esfregaço do conteúdo vaginal corado pelos métodos de Gram, ou Giemsa, ou Papanicolaou.

Cultura: valiosa apenas em crianças, em casos suspeitos e com exame a fresco e esfregaço repetidamente negativos. É muito difícil de ser realizada pois requer meio específico e condições de anaerobiose (meio de Diamond).

Teste do pH vaginal: é um teste simples e rápido, feito com uma fita de papel indicador de pH colocada em contato com a parede vaginal, durante um minuto; deve-se tomar cuidado para não tocar o colo, que possui um pH básico, o que pode causar distorções na interpretação; valores acima de 4,5 sugerem tricomoníase.

TRATAMENTO

Metronidazol 2 g, VO, dose única, ou

Tinidazol 2 g, VO, dose única; ou

Secnidazol 2 g, VO, dose única; ou

Metronidazol 250 mg, VO, de 8/8 horas, por 7 dias.

Gestantes: Tratar somente após completado o primeiro trimestre, seguindo o mesmo esquema sugerido acima

Nutrizes

Metronidazol Gel a 0,75%, 1 aplicador vaginal (5g), 1 vez ao dia, por 7 dias; ou

Metronidazol 2g, VO, dose única (suspender o aleitamento por 24 horas)
Parceiros

Tratar sempre, ao mesmo tempo que a paciente, e com o mesmo medicamento e dose.

Observações

Para alívio dos sintomas, pode-se associar o tratamento tópico com Metronidazol Gel a 0,75%, 1 aplicador vaginal (5g), 1 vez ao dia, por 7 dias.

Durante o tratamento com qualquer dos medicamentos sugeridos acima, deve-se evitar a ingestão de álcool (efeito antabuse, que é o quadro conseqüente à interação de derivados imidazólicos com álcool, e se caracteriza por mal-estar, náuseas, tonturas, "gosto metálico na boca").

O tratamento tópico é indicado nos casos de intolerância aos medicamentos via oral, e nos casos de alcoolatria.

A tricomoníase vaginal pode alterar a classe da citologia oncótica. Por isso, nos casos em que houver alterações morfológicas celulares, estas podem estar associadas à tricomoníase. Nestes casos deve-se realizar o tratamento e repetir a citologia após 2 a 3 meses, para avaliar se há persistência dessas alterações.

Durante o tratamento, deve-se suspender as relações sexuais.

Portadora do HIV

Pacientes infectadas pelo HIV, devem ser tratadas com os esquemas acima referidos.

Fonte: www.aids.gov.br

Tricomoníase

O agente é causador desta doença é o Trichomonas vaginalis, que pode ser transmitido através de relações sexuais ou por ambientes contaminados como banheiros e piscinas.

Nas mulheres, os sintomas desta parasitose ocorrem cinco a sete dias depois do contágio, causando coceira intensa no órgão genital feminino, corrimento amarelado de odor desagradável e ardor ao urinar.

O processo inflamatório intenso na genitália e no colo do útero pode facilitar a penetração do HIV no organismo.

Nos homens, geralmente, os sintomas podem ficar ocultos durante semanas ou aparecer na forma de pequena irritação no órgão genital masculino e ardor ao urinar.

Tratamento

Ao suspeitar que tenha contraído a tricomoníase abstenha-se de qualquer contato sexual ou íntimo até que seu médico lhe diga o contrário. Não ponha em risco a saúde de outra pessoa, que inocentemente concorda em fazer sexo com você, seja honesto com a sua consciência e com o seu parceiro avise-o para que procure o tratamento adequado.

O tratamento da tricomoníase é feito com antibióticos específicos, porém uma das maiores dificuldades para o diagnóstico correto dessa doença é que a maior parte dos pacientes antes de procurar o urologista ou ginecologista recorrem a tratamentos caseiros indicados por parentes ou vizinhos ou aos balconistas de farmácias. Essa prática evidentemente dificulta o tratamento adequado. Tanto o balconista da farmácia quanto o amigo ou o parente, têm boas intenções mas não o conhecimento necessário nem a responsabilidade exigida para o manejo de tais casos.

Fonte: www.dst2a.hpg.com.br

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