Facebook do Portal São Francisco
Google+
+ circle
Home   Voltar

Uretrite

A Uretrite não Gonocócica, já que se trata de uma infecção no canal do órgão genital masculino , mas que não é Gonorréia, pode ser causada por vários germes.

A maioria dos homens com Uretrite não Gonocócica apresenta uma leve secreção na uretra (canal do órgão genital masculino ), sentem dor ou ardência ao urinar.

A Uretrite não Gonocócica pode ser uma doença grave quando não tratada. A maior parte das mulheres não possui sintomas da doença, porém podem transmitir a moléstia a seu parceiro.

Tratamento

O tratamento de qualquer doença deve ser feito por um médico, não faça auto-medicação nem tente soluções caseiras, pois alem de não curar e apenas esconder os sintomas pode também agravar a doença.

Tenha em mente que quanto mais rápido você iniciar o tratamento mais rápida e barata será a cura.

A consulta periódica a um medico, mesmo que não tenha qualquer sintoma, é importante para uma pessoa sexualmente ativa.

Prevenção

Não existe vacina contra as doenças sexualmente transmissíveis, de modo que a prevenção consiste basicamente em evitar o contágio. Muitas vezes, a pessoa infectada por vírus ou bactérias causadores dessas doenças não apresenta sintomas e pode contaminar parceiros sexuais sem mesmo saber que está doente.

Assim, as principais medidas preventivas consistem em evitar práticas sexuais promíscuas, mesmo com parceiros aparentemente limpos e saudáveis, e usar preservativos corretamente. A mulher só deve engravidar e amamentar depois de comprovar sua condição de não-infectada, para não contaminar o bebê.

O doador de sangue deve ter resultados negativos para sífilis e AIDS, além da hepatite. Recomenda-se o emprego exclusivo de seringas e agulhas descartáveis e, no caso de médicos e enfermeiros que cuidam de portadores de sífilis e AIDS, o uso de luvas para manipular sangue e demais secreções do paciente.

ATENÇÃO!

A maioria das doenças sexualmente transmissíveis (DSTs), não apresenta sintomas fortes nas mulheres, quando estão no início. Isso porque o órgão sexual da mulher é "para dentro", enquanto que o do homem é "para fora".

Por isso as mulheres precisam fazer exames com o ginecologistas (médico de mulher) pelo menos uma vez por ano. Se a mulher tem um corrimento (secreção vaginal) que não dá coceira, não tem cheiro, é transpararente e em pouca quantidade, não é doença. Qualquer alteração, é bom perguntar ao médico o que está acontecendo.

Usando sempre camisinha, a gente fica livre das DSTs e da AIDS. Mas, preste atenção! Tem que colocar e tirar do jeito certo! Não pode usar vaselina nem cremes gordurosos, porque estraga a camisinha e, depois de usada, tem que jogar no lixo!

Fonte: www.biologica.hpg.ig.com.br

Uretrite

Do ponto de vista didático, as uretrites podem ser divididas em:

1. uretrite gonocócica, cujo agente causal é a Nesseria gonorrhoeae;
2.uretrites não
gonocócicas, causadas principalmente por Chlamydia trachomatis, Mycoplasma hominis e Ureaplasma urealyticum e em menor frequência por bactérias piogênicas e bacilos Gram negativos e as uretrites mistas, onde dois ou mais agentes podem ser encontrados.

Uretrite Gonocócica

A uretrite gonocócica é uma doença antiga. Hipócrates descreveu a doença em 400 a.C e Neisser descobriu o agente, N. gonorrhoeae, em 1879.

Apesar de ser uma doença bem documentada de longa data, continua sendo de difícil controle. O sucesso e a persistência histórica do gonococo como patógeno amplamente distribuido se devem a que o homem é o único hospedeiro natural, e a orma de transmissão mais comum é a via sexual.

Dentre os fatores que contribuem para o aumento da incidência da gonorréia estão: a bactéria, o hospedeiro e as características clínicas da doença.

Os fatores que envolvem a bactéria são principalmente dois: resistência aos antibióticos e variação antigênica.

A introdução da penicilina, até hoje usada como droga de escolha no tratamento da gonorréia, ocorreu quando as sulfonamidas perdiam sua eficácia. Nesta época, o tratamento da gonorréia era feito com uma única dose de 150.000 a 300.000 unidades de penicilina, produzindo a cura em cerca de 100% dos casos.

A partir da segunda metade da década de 50, vários trabalhos foram publicados mostrando uma redução de sensibilidade do gonococo à penicilina. Mais recentemente, foram verificados aumentos de resistência à tetraciclina, espectinomicina e outros antibióticos. Em 1976 foram feitos os primeiros relatos de isolamento de cepas de gonococos produtoras de b-lactamase (PPNG). Estas cepas são completamente resistentes à terapia com penicilina, mas respondem ao tratamento com espectinomicina e tianfenicol. Pelo menos seis diferentes plasmídeos, que codificam b-lactamase, foram descritos em N. gonorrhoeae.

As cefalosporinas de terceira geração como ceftriaxone e cefixima, e as quinolonas como ciprofloxacin e ofloxacin, possuem altos níveis de atividade contra cepas de gonococos produtores ou não de b-lactamase.

O fato de o indivíduo que foi curado da gonorréia poder reinfectar-se, sugere que a infecção não proporciona uma resposta protetora do hospedeiro. Indivíduos infectados produzem resposta adequada com anticorpos anti-N. gonorrhoeae e esta resposta inclui IgA contra as proteínas da superfície bacteriana.

Por que então estas pessoas não se tornam imunes à reinfecção?

A razão principal é que N. gonorrhoeae varia seus antígenos de superfície, especialmente os antígenos dos pili, de modo que a resposta IgA original se torna rapidamente obsoleta. No caso dos pili, a bactéria possui um repertório antigênico que pode chegar a 1 milhão de variações antigênicas. A hipervariabilidade dos pili, de outras proteínas da membrana externa como as porinas, e dos lipooligossacárides, confere ao gonococo grande capacidade de evasão do sistema imune.

Dentre os fatores que envolvem o hospedeiro e que contribuem para o aumento da incidência da gonorréia, podemos citar: aumento da promiscuidade, uso de contraceptivos orais, aumento de mobilidade, homossexualidade e o recidivismo. A infecção é transmitida mais eficientemente do homem infectado para a mulher (em 50 a 60% dos casos em uma única exposição sexual) do que da mulher infectada para o homem (cerca de 35% em uma única relação sexual).

A doença envolve primariamente o trato gênito-urinário, podendo entretanto, desenvolver várias complicações, entre as quais: endocardite, meningite, artrite e pielonefrite. A infecção no homem se apresenta usualmente sob forma de uretrite aguda. A resposta inflamatória inicial é um corrimento mucoide seguido por um exudato purulento, usualmente 2 a 5 dias após a relação sexual suspeita..

A infecção pode progredir da uretra anterior para a posterior em 10 a 14 dias.

Os sintomas incluem aumento da disúria, poliúria e ocasionalmente febre e dor de cabeça. Infecção crônica da próstata, vesícula seminal e epidídimo podem seguir-se. Pode ocorrer estreitamento uretral.

Na mulher, N. gonorrhoeae não causa apenas uretrite, mas também cervicite, podendo invadir as glândulas de Bartholin e de Skene. O exudato da endocérvice provavelmente contamina a região do períneo e o microrganismo alastra-se para a mucosa retal.

Portadoras assintomáticas representam o maior obstáculo no controle da gonorréia. A partir das estruturas infectadas primariamente, a infecção pode disseminar-se para o endométrio, trompas ovarianas, ovários, superfície peritonial e estruturas contíguas, causando a doença inflamatória pélvica.

As infecções gonocócicas extra genitais podem ocorrer. Assim, faringite, conjuntivite e proctite são exemplos de infecções gonocócicas extra genitais. A oftalmia neonatorum pode ocorrer em recém nascidos de mães portadoras, que se contaminaram no canal do parto.

O gonococo, a partir dos sítios primários de infecção, pode alastrar-se, via sanguínea, e causar artrite e infecção cutânea.

Diagnóstico Laboratorial

O gonococo é uma bactéria frágil. As amostras clínicas submetidas para cultura devem ser semeadas prontamente ou enviadas em meios de transporte adequados, pois a bactéria se autolisa rapidamente e é sensível a variações de temperatura. As amostras devem ser obtidas sempre antes do início do uso de antimicrobianos.

Exame Direto – método de Gram:

A coloração de Gram é o método de escolha para o exame direto de amostras genitais. Quando os esfregaços do exudato uretral de pacientes do sexo masculino são corretamente preparados e corados, a correlação com a cultura é maior que 95%. Esfregaços de amostras do trato genital feminino são muito menos confiáveis para fins diagnósticos, pois a sensibilidade do método de Gram, nestes casos, é de apenas 50%, quando comparado com a cultura.
A infecção aguda na mulher é menos evidente que no homem, e outros microrganismos presentes no esfregaço podem mascarar a visualização do gonococo.
Assim, para as mulheres, deve-se sempre realizar a cultura de exudato endo-cervical. Esfregaços de amostras colhidas de orofaringe, reto ou articulações possuem pouco valor no diagnóstico direto, devendo-se realizar sempre a cultura.

Exame Direto – método imunoenzimático

Os métodos imunoenzimáticos são equivalentes ao Gram em sensibilidade e especificidade, podendo ser usados com sucesso na detecção do gonococo em amostras de primeiro jato urinário e secreção uretral. Um teste positivo pode ser considerado com presuntivo e o resultado confirmado pela cultura. O teste não depende da presença de organismos viáveis, mas é caro e necessita de equipamento para leitura.

Exame Direto – métodos moleculares

Recentemente um teste de amplificação de DNA ( LCR-ligase chain reaction) foi desenvolvido para a detecção de N. gonorrhoeae em amostras endocervicais, vaginais e urina primeiro jato. Estes métodos de detecção são caros quando comparados com o Gram e a cultura, são recomendados para triagem de pacientes em locais onde a cultura não pode ser realizada e não são recomendados para o controle de cura, pois mesmo após 3 semanas do sucesso terapêutico, as amostras continuam positivas.

Cultura e Identificação

Um diagnóstico confiável da infecção gonocócica implica a necessidade do isolamento em cultura da bactéria e sua posterior identificação. Atenção especial deve ser dada à coleta adequada das amostras da uretra anterior e do endocérvice. Quando houver ocorrido contato sexual oral e retal, amostras da orofaringe e anorretal devem ser coletadas.

As amostras são cultivadas em meios específicos, tais como: Thayer-Martin, Martin – Lewis ou New York City. Estes meios de cultura são seletivos e permitem o crescimento somente de neisserias patogênicas. A identificação da bactéria, a partir da cultura, pode ser realizada com testes bioquímicos, testes de imunofluorescência direta ou testes de coaglutinação.

Sensibilidade aos antimicrobianos

A resistência antimicrobiana do gonococo pode ser cromossômica a uma variedade de antibióticos, ou mediada por plasmídeos como a resistência à penicilina e tetraciclina. Devido ao aumento da freqüência de resistência à penicilina e tetraciclina, as cefalosporinas de amplo espectro e as fluoroquinolonas tem sido recomendadas na terapêutica primária da gonorréia..

A penicilina continua sendo a droga de escolha para as cepas não produtoras de b-lactamase portanto, a prova mais importante a ser realizada é a pesquisa de b-lactamase.

Idealmente devem ser testadas a sensibilidades a: penicilina, tetraciclina, espectinomicina, cefalosporinas de amplo espectro e fluoroquinolonas, principalmente em pacientes cujos sintomas persistem após tratamento.

Uretrites não Gonocócicas - Mycoplasma

Os micoplasmas são os menores microrganismos de vida livre que apresentam o menor genoma conhecido, cerca de 580 kb, sendo de 500 o número de genes estimados, capaz de codificar cerca de 600 proteinas . A drástica economia de informação genética também explica o parasitismo como seu modo de vida.

Cerca de 17 espécies aparecem infectando o homem, algumas como meros colonizadores, dificultando muitas vezes a correlação entre a presença do micoplasma e seu papel etiológico em determinadas doenças. As espécies Mycoplasma pneumoniae, M. hominis, Ureaplasma urealyticum e M. genitalium têm bem estabelecido seu potencial patogênico.

O M. hominis e o U. urealyticum são os micoplasmas mais freqüentemente isolados do trato genito-urinário e aos quais tem sido atribuida uma participação efetiva nas patologias humanas. Eles aparecem como verdadeiros comensais pertencentes à microbiota dos tratos genito-urinários masculino e feminino. As altas taxas de colonização, variando de 40 a 80%, de U. urealyticum no trato genital inferior de mulherers sexualmente ativas e assintomáticas, têm dificultado o estabelecimento de relação entre sua presença e a real participação nas doenças.

Da mesma maneira, M. hominis tem sido detectado no órgão genital feminino em aproximadamente 70% de mulheres com sintomas e em cerca de 10% de assintomáticas.

A maioria dos autores considera que títulos ³ 10 3 UTC/ml para materiais como secreção vaginal, endocervical, esperma e urina primeiro jato, devam ser obtidos nas culturas quantitativas para serem clinicamente relevantes.

O U. urealyticum, alem da uretrite não-gonocócica, tem sido implicado em uma série de alterações gestacionais e infecções neonatais e, devido à sua alta prevalência em mulheres grávidas, têm sido incriminado em partos prematuros, abortos, ruptura prematura de membranas e recém-nascidos de baixo peso.

O M. hominis está relacionado com cervicites, vaginose bacteriana e abscessos tubo-ovarianos.'

Diagnóstico Laboratorial

Microscopia: Os micoplasmas, devido à ausência de parede celular e alta variabilidade morfológica, não são reconhecíveis pelo método de Gram. Portanto a microscopia não é utilizada.
Testes com antígenos
: não são comercialmente disponíveis.
Testes moleculares
: testes de amplificação com PCR, tem sido desenvolvidos mas são menos usados que a cultura. Podem ser utilizados em casos onde a quantificação não é necessária e onde as presenças de micoplasmas, por si só, sejam indicativas de doenças.
Cultura
: os micoplasmas podem ser isolados de uma variedade de amostras clínicas, tais como: secreção uretral, vaginal, endocervical, esperma e urina primeiro jato. A coleta com swabs de algodão deve ser evitada e os swabs neutros e alginatados devem ser utilizados. Os Mycoplasmas são extremamente frágeis e meios de transporte e de cultura apropriados devem ser utilizados . As culturas são sempre quantitativas e se positivam em 2 a 5 dias. Títulos iguais ou superiores a 10 3 UTC/ml são clinicamente significativos.
Testes sorológicos:
considerando a baixa imunogenicidade dos micoplasmas no trato genito-urinário, métodos envolvendo a detecção de anticorpos não tiveram êxito na rotina diagnóstica e, portanto, não são utilizados.
Antibiograma:
São testadas de rotina, tetraciclina, eritromicina, tianfenicol, roxitromicina e ofloxacina.

Uretrites não Gonocócicas - Chlamydia trachomatis

As clamídias são bactérias parasitas intracelulares obrigatórios. patógenos importantes, amplamente distribuidos no reino animal.

Somente poucas espécies são patogênicas para o homem. A Chlamydia psittaci causa psitacose, a C. trachomatis causa infecção ocular, respiratória e no trato genital e a C. pneumoniae causa doença no trato respiratório e parece que também possui papel importante como causa de doença cardiovascular aterosclerótica.

A infecção por clamídia tornou-se altamente prevalente mas, por causa de seus sintomas mais brandos, não tem sido reconhecida e muitas vezes permanece sem tratamento.

Todo estudo epidemiológico de infecção por clamídia, publicado até o momento, tem documentado uma prevalência substancial do microrganismo em adultos jovens e sexualmente ativos. Estes estudos relatam taxas de prevalência de 5 a 20% entre mulheres que freqüentam clínicas de planejamento familiar; 20 a 40% em mulheres e garotas adolescentes, sexualmente ativas, que freqüentam clínicas de DST e em cerca de 25% de todas as mulheres atendidas em clínicas ginecológicas. Aproximadamente 8% de todas as mulheres jovens atendidas em maternidades, sem sintomas de infecção urogenital, possuem clamidia.

Da mesma maneira, pelo menos 3% dos homens atendidos em clínicas de DST, sem sintomas genito-urinários, são portadores de C. trachomatis .

Aproximadamente 50% das uretrites não gonocócicas (UNG) são causadas por este agente.

As infecções por clamidia coexistem freqüentemente com a gonorréia. Nos Estados Unidos e regiões da Europa, 35 a 50% das mulheres com gonorréia, apresentam infecção simultânea por clamidia; além disto, os estudos mostram também que 25 % dos homens heterossexuais com gonorréia, estão infectados também por C. trachomatis.

A uretrite é a manifestação mais comum da infecção por clamídia no homem.

Ela é duas vezes mais freqüente que a gonorréia em algumas populações e sua incidência vem aumentando. Cerca de 75% dos casos de uretrites pós gonocócica são causadas por C. trachomatis. Assim, pacientes com uretrite pós gonocócica representam um importante grupo de portadores de clamidia. Eles e seus parceiros sexuais devem ser examinados e tratados para C. trachomatis. A epididimite e proctite são as complicações mais freqüentes no homem.

A C. trachomatis , na mulher causa cervicite mucopurulenta e síndrome uretral, bem como endometrite e salpingite. As infecções do trato genital superior causam esterilidade ou predispõem à gravidez ectópica. Estas complicações na mulher são as mais graves de todas as que ocorrem com doenças por clamidias, além do mais, o risco é duplo, para ela e para o seu recém-nascido.

Diagnóstico Laboratorial

Exame direto: O material deve ser coletado, com swab apropriado, da uretra anterior ou do cérvice. O exame citológico pelo método de Giemsa, embora adequado para infecções oculares, não é recomendado para infecção do trato genital.

A imunofluorescência direta, usando-se anticorpos monoclonais, detecta os 15 sorotipos de C. trachomatis e é utilizada com sucesso pois possui aproximadamente 85% de sensibilidade e 98% de especificidade quando comparado à cultura.

O método imunoenzimático, envolve a captura de antígenos solúveis de clamidia, como os lipopolissacarídeos, por anticorpos específicos ligados a uma fase sólida e são detectados por EIA com leitura espectrofotométrica. A vantagem deste método é poder ser automatizado, servindo a grandes rotinas.

Isolamento em cultura de células

O isolamento de C. trachomatis é realizado pela semeadura do material em uma monocamada de cultura de células susceptíveis. As mais freqüentemente utilizadas são as células Mc Coy e HeLa 229. As inclusões citoplasmáticas de clamidia podem ser identificadas por imunofluorescência com anticorpos policlonais ou monoclonais.

É um método trabalhoso que requer tempo e demanda treinamento e experiência do microbiologista, mas continua sendo o "gold standard" para o diagnóstico das infecções.

Técnicas moleculares

Mais recentemente foram desenvolvidas técnicas moleculares de detecção. Estas técnicas baseadas em ácido nucleico, podem melhorar o limiar de detecção em aproximadamente 1000 X.

As técnicas de amplificação PCR, LCR e a técnica do TMA possuem sensibilidade ao redor de 97% e especificidade de 100%, valor preditivo positivo de 96% e negativo de 100%.

Uma outra vantagem do método é que a pesquisa pode ser feita em urina primeiro jato, dando um conforto melhor ao paciente. na coleta do material. Atualmente, as técnicas moleculares são muito utilizadas e substituiram com vantagens os outros métodos diagnósticos.

Sorologia

As técnicas sorológicas são de pouca utilidade nas infecções genitais, não complicadas, por C. trachomatis entretanto, pode ser utilizada a técnica de microimunofluorescência quando são testados soros pareados da fase aguda e da convalescença.

Muitas vezes pode ser difícil demonstrar aumentos de títulos de anticorpos, particularmente na população sexualmente ativa, pois muitos desses pacientes possuem a doença na fase crônica ou infecções repetidas.

Em geral, a primeira uretrite por clamídia está associada com a soroconversão.

Pacientes com infecção sistêmica (epididimite ou salpingite) usualmente possuem títulos mais altos que os pacientes com infecções superficiais e as mulheres possuem níveis de anticorpos mais elevados que os homens. Não obstante, um único teste sorológico possui pouco valor no diagnóstico de infecções não complicadas do trato genital inferior.

Waldemar Francisco

Fonte: www.fleury.com.br

Uretrite

A uretra é o segmento terminal do aparelho genital feminino e dos aparelhos genital e urinário masculinos. Seu comprimento é de 14 a 18 cm no homem e de 3 cm na mulher.

Como indica o próprio sufixo “ite”, uretrite é a denominação de processos inflamatórios da uretra. Pode acometer ambos os sexos, mas hoje abordarei apenas a patologia no sexo masculino.

As não infecciosas geralmente estão ligadas a traumatismos internos ou externos (só para citar alguns: o ato de ordenhar o órgão genital masculino após a micção ou a masturbação são exemplos de causas externas). Como regra ligadas à delicadeza desse canal, são manifestações pouco graves e transitórias.

As etiologias das internas são ligadas a sondagem ou a introdução de instrumentos cirúrgicos.

O enfoque hoje é para as uretrites infecciosas. Conhecidas há muito tempo, a mais antiga é a uretrite gonocócica, descrita por Hipócrates, em 400 a.C.Durante muitos séculos foi também a mais freqüente. Atualmente foi superada pela uretrite causada por bactérias clamídias, hoje a doença sexualmente transmitida mais prevalente no mundo.

Além desses agentes, a cândida, um fungo; a tricomona, um protozoário; o herpes e o HPV, ambos vírus, são também causas importantes de uretrites.

Para esclarecer o leitor sobre esse assunto, convidamos o Dr. Flávio Soares Magalhães, urologista, formado pela Escola Paulista de Medicina, com especialização na França.

Quais são os sintomas da uretrite gonocócica?

Dois ou três dias após a relação sexual sem preservativo, surge uma ardência durante a micção e secreção purulenta cada vez mais intensa. O desejo de urinar aumenta e a pessoa fica sempre com a sensação de que a bexiga não foi completamente esvaziada.

O período para manifestar a doença é sempre de dois ou três dias?

Não. Esse é o tempo médio. Existem descrições de aparecimento tão rápido quanto um dia e tão lento quanto três meses.

Quais as diferentes denominações da doença?

Ela é também conhecida por blenorragia, escorrimento e pingadeira.

Como é feito o diagnóstico?

Na sua forma mais típica de apresentação, em razão da intensidade do quadro, o diagnóstico, como regra, é clínico. Nas exceções, a complementação acontece com exames bacteriológicos.

A gonorréia sofreu uma queda de incidência, mas nunca se conseguiu fazer dela uma doença de pouca incidência. Quais as razões?

A primeira delas é a não utilização de preservativos. Existe um número importante de portadores sãos que têm a bactéria na uretra, transmitem-na e não apresentam sintomas. A promiscuidade sexual, o fácil acesso a métodos anticonceptivos, a farta divulgação de material erótico, o apelo sexual pela imprensa televisiva e a idéia de fácil tratamento são as outras causas dessa persistência.

E a uretrite por clamídia?

Ela tem manifestações semelhantes à gonocócica, com um quadro muito menos exuberante. O período de incubação é maior, com média de 10 a 15 dias, a secreção é mais clara e menos intensa.

Ela tem outras denominações?

Sim. As mais conhecidas são: gota matinal e estrela da manhã.

Quais as razões de ela ter ultrapassado a gonocócica em incidência?

A pouca intensidade das manifestações clínicas tornam mais difícil o diagnóstico e permitem à pessoa acometida postergar a procura do médico. É claro que as razões que aumentam a permanência da gonocócica aqui também são importantes.

Como é feito o diagnóstico?

Também aqui a clínica é soberana. A confirmação, entretanto, não é tão simples. Por características parasitárias próprias, a bacteriologia, que é o exame complementar mais simples, fica prejudicada. Exames imunológicos ou técnica de biologia molecular, como PCR, podem ser necessários.

Quais as complicações causadas pelas uretrites?

Há discussão quanto a se a uretrite por clamídia, na sua progressão pelo aparelho genital, pode levar a infertilidade, a exemplo do que ocorre com a gonorréia.

Geralmente, em maior ou menor freqüência e intensidade, as diferentes complicações são as mesmas. Disseminação para outros órgãos, transmissão ao feto e estreitamente da uretra são as mais importantes.

Marcelo Luiz Galotti Pereira

Fonte: www.oswaldogalotti.com.br

Uretrite

Secreção uretral: as uretrites não gonocócicas, assim como as cervicites não gonocócicas, são menos sintomáticas que as gonocócicas.

Na maioria das vezes são causadas pela clamídia. Não é raro o achado de infecção mista (gonorréia e clamídia) em casos como este.

CONCEITO E AGENTE ETIOLÓGICO

São denominadas uretrites não gonocócicas (UNG) as uretrites sintomáticas, cujas bacterioscopias pela coloração de Gram e/ou cultura são negativas para o gonococo.

Vários agentes têm sido responsabilizados por estas infecções, sendo os principais: Chlamydia trachomatis, Ureaplasma urealyticum, Mycoplasma hominis, Trichomonas vaginalis, dentre outros.

A C. trachomatis é o agente mais comum de UNG. É uma bactéria, obrigatoriamente intracelular, que também causa o tracoma, a conjuntivite por inclusão no recém-nascido e o linfogranuloma venéreo. A transmissão se faz pelo contato sexual, sendo o período de incubação, no homem, de 14 a 21 dias.

Estima-se que dois terços das parceiras estáveis de homens com UNG hospedem a C. trachomatis no endocérvix e podem reinfectar seu parceiro sexual, e serem vítimas da DIP se permanecerem sem tratamento.

QUADRO CLÍNICO

A UNG caracteriza-se pela presença de corrimentos mucóides, discretos, com disúria leve e intermitente.

A uretrite subaguda é a forma de apresentação de cerca de 50% dos pacientes com uretrite causada por C. trachomatis. Entretanto, em alguns casos, os corrimentos das UNG podem simular, clinicamente, os da gonorréia.

As uretrites causadas por C. trachomatis podem evoluir para: prostatite, epididimite, balanites, conjuntivites (por auto-inoculação) e a Síndrome uretro-conjuntivo-sinovial ou Síndrome de Fiessinger-Leroy-Reiter.

DIAGNÓSTICO

O diagnóstico definitivo da C. trachomatis é feito por cultura celular, por imunofluorescência direta, Elisa, PCR (Polimerase Chain Reaction) ou LCR (Ligase Chain Reaction).

Entretanto, técnicas simples podem ser utilizadas e, embora não confirmatórias, são de grande utilidade para o clínico.

O achado de quatro piócitos ou mais por campo, em esfregaços uretrais corados pelo Gram, ou de 20 ou mais piócitos por campo em grande aumento a partir de sedimento do primeiro jato urinário, somados à ausência de gonococos e aos sinais clínicos, justificam o tratamento como UNG.

Em pacientes sintomáticos, cujos primeiros exames forem negativos, deve-se colher nova amostra, orientando-os para que fiquem sem urinar durante, no mínimo, quatro horas antes de repetirem o teste.

TRATAMENTO

Azitromicina 1g, VO, dose única; ou
Doxiciclina
100 mg, VO, de 12/12 horas, durante 7 dias; ou
Eritromicina
(estearato) 500 mg, VO, de 6/6 horas, durante 7 dias.

Recomendações

Devido à freqüente associação desta infecção com a uretrite gonocócica, recomenda-se o tratamento concomitante das mesmas.

As parceiras ou parceiros sexuais devem receber o mesmo regime de tratamento que os pacientes.

Portador do HIV

Pacientes infectados pelo HIV devem ser tratados com os esquemas acima referidos.

Fonte: www.aids.gov.br

Uretrite

Uretrite não gonocócica e cervicite por clamídias

A uretrite não gonocócica e a cervicite por clamídias são doenças de transmissão sexual causadas por Chlamydia trachomatis ou (nos homens) Ureaplasma urealyticum, embora por vezes sejam provocadas pela Trichomonas vaginalis ou pelo vírus do herpes simples.

Estas infecções recebem o nome de «não gonocócicas» para indicar que não são causadas por Neisseria gonorrhoeae, a bactéria que produz gonorreia.

A Chlamydia trachomatis produz cerca de 50 % das infecções uretrais masculinas não gonorreicas e a maioria das infecções com formação de pus que afetam a mulher e não são causadas pela gonorreia. Os casos restantes de uretrites são geralmente causados por Ureaplasma urealyticum, uma bactéria semelhante ao micoplasma.

Chlamydia é o nome dado a pequenas bactérias que só se reproduzem dentro das células. Os ureaplasmas são diminutas bactérias a que falta uma parede celular rígida, mas que se podem reproduzir fora das células.

Sintomas e diagnóstico

Em geral, entre 4 e 28 dias depois do contato sexual com uma pessoa infectada, um homem infectado sente uma leve sensação de queimadura na uretra enquanto urina. Geralmente, o órgão genital masculino produz uma secreção. Esta pode ser clara ou turva, mas habitualmente menos espessa do que a desencadeada pela gonorreia.

Às primeiras horas da manhã o orifício do órgão genital masculino costuma ter uma coloração avermelhada e os seus bordos estão colados devido às secreções secas.

Por vezes a doença começa de forma mais brusca. O homem sente dor ao urinar, necessita de o fazer com frequência e tem secreções purulentas provenientes da uretra.

Apesar de, em geral, as mulheres infectadas com Chlamydia não terem sintomas, algumas experimentam uma frequente necessidade de urinar, dor ao fazê-lo, dor na parte inferior do abdómene durante o coito e secreções vaginais de muco amarelado e pus.

O sexo retal ou oral com uma pessoa infectada pode causar uma infecção do reto ou da garganta. Estas infecções costumam causar dor e uma descarga amarelada de pus e muco.

Na maioria dos casos, é possível diagnosticar uma infecção com Chlamidia trachomatis ao examinar uma secreção uretral ou do colo uterino num laboratório.

As infecções por Ureaplasma urealyticum não se diagnosticam especificamente nas inspecções médicas de rotinas (check-up). Dado ser difícil fazer uma cultura e as restantes técnicas serem dispendiosas, o diagnóstico das infecções por Chlamydia ou Ureaplasma costuma ser uma suposição fundada nos sintomas característicos, juntamente com a evidência que demonstre a ausência de gonorreia.

Complicações e Prognóstico

Se uma infecção causada por Chlamydia trachomatis não receber tratamento, os sintomas desaparecem às 4 semanas em cerca de 60 % a 70 % das pessoas.

Contudo, uma infecção por clamídias pode causar várias complicações. Não se sabe com certeza se o Ureaplasma tem algo a ver com elas.

Se não for tratada, uma infecção por clamídias ascende habitualmente até às trompas de Falópio, onde a inflamação causa dor e a cicatrização pode levar à infertilidade ou a uma gravidez ectópica. Estas últimas complicações têm ocasionalmente lugar na ausência de sintomas prévios e causam um considerável sofrimento e custo médico.

Nos homens, a Chlamydia pode causar epididimite, provocando uma dolorosa inflamação do escroto num ou em ambos os lados.

Tratamento

As infecções por Chlamydia e Ureaplasma costumam ser tratadas com tetraciclina ou doxiciclina administradas por via oral durante pelo menos 7 dias, ou então com uma dose única de azitromicina. As mulheres grávidas não devem tomar tetraciclina. Em cerca de 20 % das pessoas, a infecção reaparece depois do tratamento. Este é então repetido por um período mais extenso.

As pessoas infectadas que têm relações sexuais antes de completar o tratamento podem infectar os seus parceiros. Como consequência e na medida do possível, os referidos parceiros devem ser tratados simultaneamente.

Complicações das infecções por Chlamydia ou Ureaplasma
Complicação Efeito possível
No Homem
Infecção do epidídimo. Dor nos testículos.
Estreitamento (estenose) da uretra. Obstrução do fluxo de urina.
Na Mulher
Infecção das trompas de Falópio. Dor, gravidez ectópica e esterilidade.
Infecção do revestimento do fígado e da área que circunda este órgão. Dor na parte superior do abdómen.
No Homem e na Mulher
Infecção do branco dos olhos (conjuntivite). Dor e secreção ocular.
Nos Recém-Nascidos
Conjuntivite. Dor e secreção ocular.
Pneumonia. Febre e tosse.

Fonte: www.manualmerck.net

Uretrite

Uretrite
Uretrite não gonocócica

É uma infecção do canal da urina (uretra), parecida com a gonorréia, porém provocada por outros germes (micro-organismos) como: Ureaplasma urealyticum, Mycoplasma hominis, Trichomonas vaginalis, dentre outros, sendo que o principal causador é o Chlamydia trachomatis.

Como se pega?

Através de contato sexual com o/a parceiro/a contaminado/a.

Importante

Aproximadamente 70% dos casos registrados em mulheres não apresentam sintomas. Porém continuam sendo transmissíveis aos seus parceiros sexuais e podem causar sérias consequências para o futuro reprodutivo (capacidade de ter filhos).

Quais os sintomas?

No homem os sintomas são: pouco corrimento, que às vezes aparece somente quando aperta o órgão genital masculino , e ardor para urinar, principalmente na primeira vez pela manhã.

A mulher muitas vezes não apresenta sintomas, quando estes aparecem são semelhantes aos da gonorréia, porém menos intensos.

SE LIGUE

Se não for tratada corretamente ou mal tratada (utilizando remédios sem indicação médica) os sintomas podem se agravar cada vez mais.

Quanto tempo demora para aparecer?

Varia de 14 a 21 dias. Após l a 3 dias, o homem já se queixa de ardência ao urinar, seguida por corrimento. Em alguns casos pode haver febre e outras manifestações gerais de infecção.

SAIBA MAIS

A uretrite não gonocócica pode ser evitada. Por isso é importante usar a camisinha masculina ou a camisinha feminina.

Fonte: www.adolescencia.org.br

Uretrite

Uretrites com agentes etiológicos não identificados (exceto gonocócica) são classificadas como Uretrites não gonocócicas (UNG).

DEFINIÇÃO

As UNG podem ser causadas por vários microorganismos, tais como: Tricomonas vaginalis, Cytomegalovirus, C. albicans e Chlamydia trachomatis. Este último é o agente etiológico mais freqüente.

As Chlamydias são microorganismos gram negativos com características semelhantes às bactérias, das quais diferem por serem parasitos intracelulares obrigatórios e possuirem DNA e RNA no seu citoplasma. Atualmente, são conhecidos 15 sorotipos da C. Trachomatis, dos quais, D e K são responsáveis pelas afecções urogenitais.

Ou também são uretrites não gonogocócicas (UNG) as uretrites sintomáticas cujas bacterioscopias pela coloração de Gram e/ou cultura, são negativas para o gonococo.

Vários agentes têm sido responsabilizados por estas infecções, incluindo: Chlamydia Trachomatis, Ureaplasma urealyticum, Candida albicans, Gardnerella vaginalis, Trichomonas vaginalis dentre outros.

A C. trachomatis é o agente mais comum de UNG. É uma bactéria, obrigatoriamente intracelular, que também causa o tracoma, a conjuntivite por inclusão de recém nascido e o linfogranuloma venéreo.

Estima-se que dois terços das parceiras estáveis de homens com UNG hospedem a C. trachomatis no endocérvix e podem reinfectar seu parceiro sexual se permanecerem sem tratamento.

QUADRO CLÍNICO

A UNG caracteriza-se pela presença de corrimentos mucóides, discretos, com disúria leve e intermitente. A uretrite subaguda é a forma de apresentação de cerca de 50% dos pacientes com uretrite causada por C. trachomatis. Entretanto, em alguns casos, os corrimentos das UNG podem simular, clinicamente, os da gonorréia. As mulheres infectadas pela C. trachomatis transmitem infecção, porém raramente apresentam sintomas típicos.

As uretrites causadas por C. Trachomatis podem evoluir para: prostatite, epidimite, balanites, conjuntivites (por auto-contaminação) e a Síndrome uretro-conjuntivo-sinovial ou Síndrome de Fiessinger-Leroy-Reiter

DIAGNÓSTICO

O diagnóstico laboratorial é feito através de técnicas imunológicas ou cultivo em meio celular (McCoy).

O diagnóstico definitivo da C. trachomatis faz-se por cultura celular, por imunofluorescência direta, Elisa ou PCR. Entretanto, técnicas simples podem ser utilizadas, e, embora não confirmatórias, são de grande utilidade para o clínico. O achado de quatro piócitos ou mais por campo, em esfregaços uretrais corados pelo Gram, ou de 20 ou mais piócitos por campo em grande aumento a partir de sedimento do primeiro jato urinário, somados aos sinais clínicos, justificam o tratamento como UNG.

Em pacientes sintomáticos, cujos primeiros exames foram negativos, deve-se colher nova amostra, orientando-se os pacientes para que fiquem sem urinar durante, no mínimo, quatro horas antes de repetirem o teste.

MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS

Nas mulheres

As manifestações clínicas mais importantes na mulher são: cervicite muco purulenta, síndrome uretral aguda, endometrite e doença inflamatória pélvica, que é determinada em cerca de 50% dos casos pela Chlamydias, e constitui uma das maiores causas de infertilidade.

Nos homens

As manifestações são similares àquelas observadas nas infecções gonocócicas.

O sintoma mais importante é a uretrite, mas podem ocorrer também epidimite, prostatite, e proctite. Balanite ocorre, principalmente, em indivíduos portadores de fimose ou prepúcio longo.

TRATAMENTO

Azitromicina 1 g, V.O., dose única; ou
Doxicilina
100 mg, V.O., de 12/12 horas, durante 7 dias; ou
Oflaxacina
200 mg, V.O., de 12/12 horas, durante 7 dias; ou
Tetraciclina
500 mg, V.O., de 6/6 horas durante 7 dias.

Os (as) parceiros (as) sexuais devem receber o mesmo regime de tratamento que os pacientes

Fonte: www.dstfacil.hpg.ig.com.br

Uretrite

É a designação genérica para processos inflamatórios ou infecciosos da uretra (canal que conduz a urina da bexiga para o meio externo, ao urinarmos) masculina e feminina.

Os sintomas da uretrite compreendem: a descarga uretral (secreção) que varia de acordo com o agente etiológico, desconforto urinário sob forma de ardência e/ou dor para urinar e às vezes sensação de "coceira" na parte terminal da uretra (perto do meato urinário na glande peniana). Estes três principais sintomas podem variar de intensidade de acordo com a doença.

As uretrites inflamatórias (sem a participação de germes), em grande parte, são originadas pelo trauma externo, como por exemplo o hábito de ordenhar a a uretra após urinar, ou hábito masturbatório, lembrando aqui que a uretra é uma estrutura bastante superficial e sensível. O trauma interno, como aquele que ocorre após manipulação com instrumentos ou sondas, também pode originar uma uretrite inflamatória, que deverá receber tratamento sintomático adequado.

Uretrite
Secreção uretral na uretrite

As uretrites infecciosas são doenças sexualmente transmissíveis (DST), que é o nome atualmente aceito para as antigas doenças venéreas, termo este empregado no passado, quando blenorragia (gonorréia) e sífilis dominavam o cenário das DST.

Ainda deste conceito temos a classificação das uretrites infecciosas, como uretrite gonocócica e não-gonocócica.

A gonocócica, como diz o termo, é a causada pelo gonococo (N. gonorrhoeae) e as não-gonocócicas são mais comumente causadas por um dos germes a seguir: clamidia, micoplasma e ureaplasma.

A uretrite gonocócica produz extremo desconforto uretral, com dor, ardor, urgência urinária e secreção abundante, esverdeada, que suja a roupa íntima do(a) portador(a). Já as demais uretrites, podem ter sintomatologia escassa, com pouca ou nenhuma secreção no início da doença. Um dos sintomas mais comuns, é o misto de ardência para urinar com coceira após urinar.

Na suspeita deste tipo de uretrite, devem ser realizados exames laboratoriais para se tentar descobrir o germe responsável. Uma história detalhada e um exame físico minucioso devem ser realizados.

Muitas uretrites inadequadamente tratadas podem evoluir para complicações mais sérias, como uma cervicite e doença inflamatória pélvica na mulher ou orquite, epididimite ou prostatite no homem. Na maior parte das vezes o urologista vai preferir tratar o casal, mesmo que o(a) parceiro(a) não apresente sintomas importantes. Como sequelas das complicações das uretrites mal conduzidas, podemos citar infertilidade e as estenoses de uretra.

Fonte: www.virtual.epm.br

Uretrite

Uretrite é a inflamação ou infecção do canal da uretra (canal que conduz a urina da bexiga para fora do nosso corpo). Quando uma pessoa tem uretrite, apresenta secreção cuja aparência e abundância depende do agente que causa a doença, dor na hora de urinar e, às vezes, sensação de coceira no fim da uretra.

As uretrites acompanhadas por alguma infecção foi causada através de DST. A uretrite gonocócica causa muito desconforto uretral, com dor, ardor, urgência urinária e secreção abundante, esverdeada enquanto as demais uretrites possuem sintomas mais fracos. Mas é comum, a pessoa sentir um mistura de dor para urinar e coceira depois de urinar.

As uretrites “não-gonocócicas” podem ser causadas por Chlamydia trachomatis (forma de uretrite mais comum no mundo), Mycoplasma hominis, Trichomonas vaginalis, etc.

Infecção por Chlamydia é preocupante pois como tem sintomas fracos, é difícil de diagnosticar e tratar.

Assim, a doença manifesta quando é tarde demais: ao infeccionar o colo do útero e chegando nas nas trompas, provocar a sua inflamação. O processo infeccioso (também causado pela bactéria da gonorréia) pode impedir a fertilização do óvulo ou causar uma gravidez na trompa (fora de lugar) ao invés de no útero!

Fonte: www.ibb.unesp.br

Uretrite

Uretrite não gonocócica (UNG)

Secreção uretral: as uretrites não gonocócicas, assim como as cervicites não gonocócicas, são menos sintomáticas que as gonocócicas.

Na maioria das vezes são causadas pela clamídia.

Não é raro o achado de infecção mista (gonorréia e clamídia) em casos como este.

Uretrite
Uretrite não gonocócica

Fonte: bvsms.saude.gov.br

Uretrite

Uretrites Gonocócicas e Não Gonocócicas

Inflamações da uretra decorrentes de processos inflamatórios ou infecciosos.

Etiologia 

As uretrites são inflamações da uretra decorrentes de processos inflamatórios ou infecciosos. As uretrites infecciosas podem ser causadas pelo Neisseria gonorrhoeae, diplococo gram-negativo intracelular, ou outros agentes geralmente de difícil isolamento, como C. trachomatis, Ureaplasma urealyticum e Mycoplasma genitalium. Esses agentes também são causa de cervicite e doença inflamatória pélvica [ver Vaginoses e cervicites]. As uretrites sintomáticas cuja bacterioscopia e cultura em meios específicos são negativas para N. gonorrhoeae são definidas como uretrites não gonocócicas. Trichomonas vaginalis, herpes simples tipo 2 e adenovírus podem eventualmente causar uretrite.

Uretrite gonocócica:

Período de incubação de 2 a 5 dias, podendo variar de 1 a 10 dias.

Principais sintomas em homens: inicia-se com discreto prurido, seguido de disúria e urgência miccional, e corrimento uretral claro que se torna progressivamente purulento. Eventualmente pode haver febre e complicações como balanopostite, linfangite peniana, epididimite, prostatite, infecção de vesícula seminal, orquite e estenose uretral. A orquiepididimite poderá provocar diminuição da fertilidade ou esterilidade. Infecção gonocócica de localização extragenital pode ocorrer principalmente na prática sexual oral ou retal, podendo manifestar-se como faringite e descarga purulenta retal.

Na ausência de tratamento adequado, pode evoluir para infecção disseminada como artrite, miocardite, pericardite, síndrome de Fitz-Hugh-Curtis (periepatite gonocócica) e meningite. Podem ocorrer manifestações cutâneas caracterizadas por vasculites sépticas que progridem para pústulas necróticas, com preferência nas extremidades. A febre, quando presente, geralmente é baixa.

Uretrites não gonocócicas:

Presença de corrimentos mucóides, discretos, com disúria intermitente. Geralmente o quadro é subagudo, porém, podem simular as gonocócicas. O agente mais comum é C. trachomatis, responsável por aproximadamente 50% das uretrites não gonocócicas. As uretrites secundárias a C. trachomatis podem evoluir para prostatite, epididimite, balanites, conjuntivites e síndrome de Fiessinger-Leroy-Reiter (uretro-conjuntiva-sinovial). Em mulheres, podem causar doença inflamatória pélvica.

Diagnóstico

Uretrite gonocócica: coleta de material da uretra por meio de alça de platina ou swab, com identificação de diplococos gram-negativos intracelulares e cultura no meio de Thayer-Martin para casos de suspeita de resistência antimicrobiana.

Uretrites não gonocócicas: diagnóstico definitivo de C. trachomatis é feito por cultura celular, IFI, ELISA e PCR. Devido à dificuldade de utilização desses exames na rotina, o achado de 5 ou mais leucócitos por campo em esfregaços uretrais corados pelo gram ou 10 ou mais leucócitos por campo no sedimento urinário do primeiro jato, junto com quadro clínico compatível e ausência de gonococos justificam o tratamento como uretrite não gonocócica.

Tratamento

Gonocóccica:

Ciprofloxacina 500 mg VO dose única.
Ceftriaxone 250 mg
IM dose única.
Ofloxacina 400 mg
VO dose única.
Penicilina G procaína 2.400.000 UI IM + probenecida 1 g
VO dose única.
Ampicilina 3,5 g
VO + probenecida 1 g VO dose única.
Tetraciclina 500 mg
VO 6/6 horas por 7 dias.
Doxiciclina 100 mg
VO 12/12 horas por 7 dias.
Cefotaxima 1 g
IM dose única.
Levofloxacina 250 mg
VO dose única.

Não gonocócica:

Azitromicina 1 g VO dose única.
Doxiciclina 100 mg
VO 12/12 horas por 7 dias.
Eritromicina 500 mg
VO 6/6 horas por 7 dias.
Tetraciclina 500 mg
VO 6/6 horas por 7 dias.
Ofloxacina 400 mg
VO 12/12 horas por 7 dias.

É importante atentar para risco de resistência de N. gonorrhoeae que tem emergido em algumas regiões do mundo. Nesses casos, a cultura com antibiograma é fundamental para um tratamento adequado.

O Ministério da Saúde recomenda tratamento sindrômico de uretrites com ciprofloxacina 500 mg VO dose única + azitromicina 1g dose única ou doxiciclina 100 mg VO 12/12 horas por 7 dias.

Em pacientes com uretrite persistente ou re­corrente, investigar/tratar T. vaginalis. Em caso de lesões cutâneas vesiculares, investigar/tratar herpes simples.

Profilaxia

Uso de preservativo e diminuição do número de parceiros sexuais.
Identificação e tratamento dos parceiros sexuais mesmo que assintomáticos em caso de tricomoníase e de cervicites.
Tratamento sindrômico antes da confirmação etiológica para interromper a cadeia de transmissão do agente.

Fonte: www.consultormedico.com

Uretrite

Causas e tipos

Denomina-se uretrite a inflamação da mucosa que reveste o interior da uretra, o último canal das vias urinárias, quase sempre provocada por uma infecção desencadeada pela entrada neste canal, através do meato urinário, de vários tipos de microorganismos provenientes do exterior do organismo.

Como geralmente os microorganismos penetram na uretra através de relações sexuais com pessoas infectadas, este tipo de contágio origina as denominadas uretrites sexualmente transmissíveis.

De acordo com o microorganismo envolvido, é possível distinguir duas variedades de uretrites de transmissâo sexual: a gonocócica e a não gonocócica.

Na uretrite gonocócica, o microorganismo responsável pela infecção é o gonococo ou Neisseria gonorrhoeae. Esta bactéria é a causadora da gonorreia ou blenorragia, uma doença que, embora possa provocar vários alteraçöes nos diversos setores do organismo, costuma manifestar-se por uma uretrite gonocócica.

Até há alguns anos, a uretrite gonocócica constituía a forma mais frequente das uretrites sexualmente transmissíveis. Contudo, atualmente, a mais comum é a uretrite não gonocócica, que pode ser causada por vários tipos de microorganismos, tais como a bactéria Chlamydia trachomatis, o fungo Candida albicans, o protozoário Trichomonas vaginalis e o vírus do herpes simples.

Existem alguns casos, ainda que muito menos frequentes, nos quais a uretrite não é provocada pelo contato sexual, mas sim pela introdução de algálias contaminadas ou como consequência da penetração de microorganismos provenientes da zona envolvente na uretra, sobretudo do reto.

Nestes casos, designados uretrite inespecífica, os microorganismos que estão habitualmente implicados são os mesmos que costumam estar envolvidos na produção da cistite ou na inflamação da mucosa da bexiga, ou seja, a Escherichia coli, o Proteus mirabilis ou vários tipos de estreptococos e estafilococos.

A uretrite inespecífica pode afetar qualquer pessoa, mas é particularmente frequente quando a anatomia da uretra apresenta algumas anomalias como, por exemplo, o desaguar do conteúdo da uretra na face inferior do órgão genital masculino (hipospadias) ou no órgão genital feminino ou quando existe uma estenose da uretra ou do meato urinário.

Sintomas e complicaçôes

Os sinais e sintomas costumam surgir alguns dias após o contágio, normalmente entre uma a duas semanas; em caso de uretrite gonocócica, este período de tempo pode alargar-se, excepcionalmente, a 30 dias.

O sintoma mais comum é uma sensação de ardor na uretra, que se acentua durante as micções, tornando-as mais difíceis e dolorosas.

Uma outra manifestação muito frequente é a inflamação do meato urinário, que se encontra tumefato e avermelhado. É igualmente comum a emissáo de secreçóes através da uretra, cujas características variam Segundo o tipo de uretrite.

Por exemplo, em caso de uretrite gonocócica, as secreções costumam ser abundantes e espessas, de tonalidade amarelada e esverdeada.

Nas uretrites inespecíficas são mais escassas e de tonalidade esbranquiçada, sendo, por fim, mínimas ou quase inexistentes nas uretrites provocadas por vírus ou fungos.

É preciso referir que estas manifestaçöes são mais intensas e evidentes nos homens, enquanto que nas mulheres a uretrite tende a complicar-se rapidamente para uma cistite ou inflamação da mucosa na bexiga, o que faz com que os seus sintomas sejam muito idênticos aos desta doença, ou seja, dor ao urinar, necessidade quase constante de esvaziar a bexiga e dor na região inferior do abdómen. Caso se proceda ao seu oportuno tratamento, as uretrites costumam ceder rapidamente sem originar complicaçöes ou sequelas.

Contudo, se não se impedir a sua evolução espontânea, têm tendência para persistir, o que facilita, com o passar do tempo, a difusão dos microorganismos, que começam a afetar outros tecidos adjacentes, como o órgão genital feminino, o Útero ou a próstata. Por outro lado, nas uretrites de longa evolução ou mal tratadas, a mucosa uretral pode estreitar-se e endurecer, provocando a redução da entrada do canal, um tipo de sequela designado estenose uretral.

Tratamento

O tratamento consiste na eliminação da infecção. Caso a doença seja de origem bacteriana, como nas uretrites gonocócicas e nas inespecíficas, deve-se proceder a administração de antibióticos, enquanto que nas restantes uretrites costumam ser indicados fármacos com atividade específica contra os microorganismos em causa, sejam fungos ou protozoários.

Normalmente, para que o tratamento seja eficaz, o médico costuma solicitar a colheita de uma amostra das secreções uretrais, de modo a analisá-las ao microscópio, e a realização de um exame direto cultural e bactriológico, micológico e parasitológico, corn antibiograma, para que seja possível identificar o agente causador e verificar qual o medicamento mais eficaz para a sua total eliminação.

É muito importante que o tratamento seja rigorosamente cumprido, seguindo todas as instruções do médico, pois apenas desta forma se consegue prevenir uma eventual recaída ou o aparecimento de complicações ou sequelas. Por outro lado, enquanto a infecção permanece ativa, recomenda-se a abstinência sexual para evitar contágios.

Fonte: www.medipedia.pt

Uretrite

A uretrite é uma infecção da uretra, o canal que leva a urina desde a bexiga ao exterior do corpo.

A uretrite pode ser causada por bactérias, fungos ou vírus. Nas mulheres, os microrganismos geralmente deslocam-se para a uretra desde a órgão genital feminino.

Na maior parte dos casos, as bactérias chegam do intestino grosso e alcançam a órgão genital feminino a partir do orifício retal.

Os homens são muito menos propensos a desenvolver uretrite.

Os microrganismos transmitidos por via sexual, como a Neisseria gonorrhoeae, que causa a gonorreia, alcançam o órgão genital feminino ou o órgão genital masculino durante um ato sexual com uma pessoa infectada e podem-se estender à uretra.

O microrganismo gonococo é a causa mais frequente de uretrite nos homens. Este microrganismo pode infectar a uretra nas mulheres, mas o órgão genital feminino, o colo uterino, o útero, os ovários e as trompas de Falópio têm maior probabilidade de ser infectados.

A clamídia e o vírus do herpes simples também se podem transmitir sexualmente e provocar uretrite.

Uretrite

A uretrite é a inflamação ao longo do canal uretral

Sintomas

Nos homens, a uretrite em geral começa com uma secreção purulenta da uretra, quando a causa é o microrganismo gonococo, ou com um exsudado mucoso quando se trata de outros microrganismos. Outros sintomas de uretrite são dor durante a micção e uma frequente e urgente necessidade de urinar.

Uma infecção no órgão genital feminino pode provocar dor durante a micção à medida que a urina, que é ácida, passa por cima dos lábios inflamados.

Uma infecção da uretra por gonococo não tratada, ou tratada de maneira não apropriada, pode causar a longo prazo um estreitamento (estenose) da uretra. A estenose aumenta o risco de produção de uma uretrite mais aguda e, por vezes, a formação de um abcesso em volta da uretra.

O abcesso pode produzir abaulamentos da parede uretral (divertículos na uretra) que também se podem infectar. Se o abcesso perfurar a pele, a urina poderá fluir através do novo canal formado (fístula uretral).

Diagnóstico e Tratamento

O diagnóstico de uretrite em geral faz-se considerando apenas os sintomas. Colhe-se uma amostra (zaragatoa e esfregaço uretral) da supuração, se existir, e envia-se para o laboratório para análise, a fim de identificar o organismo infeccioso.

O tratamento depende da causa da infecção. Caso se trate de uma infecção bacteriana, administram-se antibióticos.

Uma infecção causada pelo vírus do herpes simples pode ser tratada com um medicamento antiviral, como o aciclovir.

Fonte: www.manualmerck.net

Sobre o Portal | Política de Privacidade | Fale Conosco | Anuncie | Indique o Portal