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Uretrite

É a designação genérica para processos inflamatórios ou infecciosos da uretra (canal que conduz a urina da bexiga para o meio externo, ao urinarmos) masculina e feminina.

Os sintomas da uretrite compreendem:

A descarga uretral (secreção) que varia de acordo com o agente etiológico

Desconforto urinário sob forma de ardência

Dor para urinar e às vezes sensação de "coceira" na parte terminal da uretra (perto do meato urinário na glande peniana).

Estes três principais sintomas podem variar de intensidade de acordo com a doença.

As uretrites inflamatórias (sem a participação de germes), em grande parte, são originadas pelo trauma externo, como por exemplo o hábito de ordenhar a a uretra após urinar, ou hábito masturbatório, lembrando aqui que a uretra é uma estrutura bastante superficial e sensível. O trauma interno, como aquele que ocorre após manipulação com instrumentos ou sondas, também pode originar uma uretrite inflamatória, que deverá receber tratamento sintomático adequado.

As uretrites infecciosas são doenças sexualmente transmissíveis (DST), que é o nome atualmente aceito para as antigas doenças venéreas, termo este empregado no passado, quando blenorragia (gonorréia) e sífilis dominavam o cenário das DST.

Ainda deste conceito temos a classificação das uretrites infecciosas, como uretrite gonocócica e não-gonocócica.

A gonocócica, como diz o termo, é a causada pelo gonococo (N. gonorrhoeae) e as não-gonocócicas são mais comumente causadas por um dos germes a seguir:

Clamidia

Micoplasma

Ureaplasma.

A uretrite gonocócica produz extremo desconforto uretral, com dor, ardor, urgência urinária e secreção abundante, esverdeada, que suja a roupa íntima do(a) portador(a).

Já as demais uretrites, podem ter sintomatologia escassa, com pouca ou nenhuma secreção no início da doença.

Um dos sintomas mais comuns, é o misto de ardência para urinar com coceira após urinar.

Na suspeita deste tipo de uretrite, devem ser realizados exames laboratoriais para se tentar descobrir o germe responsável. Uma história detalhada e um exame físico minucioso devem ser realizados.

Muitas uretrites inadequadamente tratadas podem evoluir para complicações mais sérias, como uma cervicite e doença inflamatória pélvica na mulher ou orquite, epididimite ou prostatite no homem.

Na maior parte das vezes o urologista vai preferir tratar o casal, mesmo que o(a) parceiro(a) não apresente sintomas importantes. Como sequelas das complicações das uretrites mal conduzidas, podemos citar infertilidade e as estenoses de uretra.

Fonte: www.virtual.epm.br

Uretrite

Uretrites com agentes etiológicos não identificados (exceto gonocócica) são classificadas como Uretrites não gonocócicas (UNG).

DEFINIÇÃO

As UNG podem ser causadas por vários microorganismos, tais como: Tricomonas vaginalis, Cytomegalovirus, C. albicans e Chlamydia trachomatis. Este último é o agente etiológico mais freqüente.

As Chlamydias são microorganismos gram negativos com características semelhantes às bactérias, das quais diferem por serem parasitos intracelulares obrigatórios e possuirem DNA e RNA no seu citoplasma. Atualmente, são conhecidos 15 sorotipos da C. Trachomatis, dos quais, D e K são responsáveis pelas afecções urogenitais.

Ou também são uretrites não gonogocócicas (UNG) as uretrites sintomáticas cujas bacterioscopias pela coloração de Gram e/ou cultura, são negativas para o gonococo.

Vários agentes têm sido responsabilizados por estas infecções, incluindo: Chlamydia Trachomatis, Ureaplasma urealyticum, Candida albicans, Gardnerella vaginalis, Trichomonas vaginalis dentre outros.

A C. trachomatis é o agente mais comum de UNG. É uma bactéria, obrigatoriamente intracelular, que também causa o tracoma, a conjuntivite por inclusão de recém nascido e o linfogranuloma venéreo.

Estima-se que dois terços das parceiras estáveis de homens com UNG hospedem a C. trachomatis no endocérvix e podem reinfectar seu parceiro sexual se permanecerem sem tratamento.

QUADRO CLÍNICO

A UNG caracteriza-se pela presença de corrimentos mucóides, discretos, com disúria leve e intermitente. A uretrite subaguda é a forma de apresentação de cerca de 50% dos pacientes com uretrite causada por C. trachomatis. Entretanto, em alguns casos, os corrimentos das UNG podem simular, clinicamente, os da gonorréia. As mulheres infectadas pela C. trachomatis transmitem infecção, porém raramente apresentam sintomas típicos.

As uretrites causadas por C. Trachomatis podem evoluir para: prostatite, epidimite, balanites, conjuntivites (por auto-contaminação) e a Síndrome uretro-conjuntivo-sinovial ou Síndrome de Fiessinger-Leroy-Reiter

DIAGNÓSTICO

O diagnóstico laboratorial é feito através de técnicas imunológicas ou cultivo em meio celular (McCoy).

O diagnóstico definitivo da C. trachomatis faz-se por cultura celular, por imunofluorescência direta, Elisa ou PCR. Entretanto, técnicas simples podem ser utilizadas, e, embora não confirmatórias, são de grande utilidade para o clínico. O achado de quatro piócitos ou mais por campo, em esfregaços uretrais corados pelo Gram, ou de 20 ou mais piócitos por campo em grande aumento a partir de sedimento do primeiro jato urinário, somados aos sinais clínicos, justificam o tratamento como UNG.

Em pacientes sintomáticos, cujos primeiros exames foram negativos, deve-se colher nova amostra, orientando-se os pacientes para que fiquem sem urinar durante, no mínimo, quatro horas antes de repetirem o teste.

MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS

Nas mulheres

As manifestações clínicas mais importantes na mulher são: cervicite muco purulenta, síndrome uretral aguda, endometrite e doença inflamatória pélvica, que é determinada em cerca de 50% dos casos pela Chlamydias, e constitui uma das maiores causas de infertilidade.

Nos homens

As manifestações são similares àquelas observadas nas infecções gonocócicas. O sintoma mais importante é a uretrite, mas podem ocorrer também epidimite, prostatite, e proctite. Balanite ocorre, principalmente, em indivíduos portadores de fimose ou prepúcio longo.

TRATAMENTO

Azitromicina 1 g, V.O., dose única; ou

Doxicilina 100 mg, V.O., de 12/12 horas, durante 7 dias; ou

Oflaxacina 200 mg, V.O., de 12/12 horas, durante 7 dias; ou

Tetraciclina 500 mg, V.O., de 6/6 horas durante 7 dias.

Os (as) parceiros (as) sexuais devem receber o mesmo regime de tratamento que os pacientes

Fonte: www.dstfacil.hpg.ig.com.br

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