
Os processos de produção das toxinas tetânica e diftérica foram desenvolvidos com uma nova tecnologia que permite trabalhar em sistemas fechados garantindo a produção de vacinas e antígenos para a produção de soros.

A produção de 100.000.000 doses/ano de toxina tetânica é suficiente para atender a demanda nacional na formulação do toxóide tetânico, da vacina tríplice (tétano, difteria e pertussis) como também antígenos para imunização de eqüídeos para a produção de antitoxina tetânica. O Instituto Butantan tem capacidade de produzir até 300.000.000 dose/ano do toxóide tetânico.
A produção de toxina diftérica é de 40.000.000 doses anuais, suficiente para a produção da vacina dupla adulta, triplice infantil e antígeno para imunização de animais.

O Instituto Butantan é o produtor exclusivo da vacina pertussis no Brasil. Embora a produção da vacina celular seja uma tarefa simples, a produção com alta capacidade imunogênica e baixa toxicidade, que são testadas pelo Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde (INCQS), ultrapassa em qualidade as vacinas importadas pelo Ministério da Saúde. Em 1998 o Instituto foi inspecionado pela Organização Pan Americana de Saúde, obtendo a certificação na produção de vacinas e méritos comparáveis aos padrões americanos.

O Instituto Butantan produz a vacina tríplice infantil (DPT - Difteria - Pertussis - Tétano) para a vacinação de todas as crianças brasileiras. Em 2001, parte da DPT produzida pelo Instituto passou a ser cedida a FIOCRUZ para a formulação de uma vacina tetravalente, ao qual seria adicionado o antígeno da vacina contra Hemophilus influenza B. A formulação da DPT-hemophilus com antígeno da hepatite B dará origem a uma vacina pentavalente. Em 2003 o Instituto Butantan estará realizando testes clínicos com uma vacina pertussis acelular de baixo custo, obtida do sobrenadante da cultura da vacina celular. Uma formulação utilizando membrana de B. pertussis será desenvolvida como adjuvante destas vacinas.

O Instituto Butantan é um produtor tradicional de vacina contra a tuberculose. O laboratório produtor desta vacina foi completamente reformulado com a instalação de novos liofilizadores que atenderá a demanda de produção da vacina bem como do BCG para tratamento do câncer de bexiga. Atualmente estão sendo realizados estudos de produção em fermentadores. BCG recombinante como carreador dos antígenos de difteria, pertussis e tétano também está sendo investigado.

Meningites B-C (conjugadas) combinação dos antígenos de meningites B com C;
Vacina de Pneumococo com antígenos clonados e polissacarídeos conjugados;
Sm14 recombinante - proteína candidata vacinal contra esquistossomose, Uso de microesfereas e lipossomos como adjuvantes;
Novos adjuvantes obtidos de paredes bacterianas;
As vacinas de meningites B-C, pneumococos e a de esquistossomose estão sendo desenvolvidas em parcerias com FIOCRUZ-BIOMANGUINHOS e Instituto Adolfo Lutz.
A planta de produção da vacina recombinante contra Hepatite B foi desenvolvida com capacidade de produzir 50 milhões de doses por ano. A produção desta quantidade de vacina permitiu ao governo elaborar um programa de vacinação para recém-nascidos, jovens e profissionais de risco.

O Instituto Butantan vem estudando a possibilidade de uma nova combinação de vacinas: o BCG e Hepatite B recombinante, para ser administrada na primeira etapa de vida. Isto promoverá uma diminuição da dose de vacina de hepatite B, pois o BCG é um adjuvante natural. Esta combinação também poderá ser estendida a outras faixas etárias, diminuindo as doses a serem aplicadas (hoje são 3 doses de vacinas para uma boa imunidade) e também a pacientes submetidos a tratamento de diálise, que regularmente não respondem a vacina contra Hepatite B.
O Butantan descontinuou a vacina contra raiva em camundongos lactentes (Fuenzalida) e está começando a produzir uma vacina em células Vero, livre de soro fetal bovino. Isto deverá reduzir o risco de transmissão de zoonoses e prions.
Em acordo firmado entre o Instituto Butantan e AVENTIS Pasteur, estamos envasando a vacina contra gripe, para distribuição nacional. Durante este período o Instituto estará construindo uma planta para a produção desta vacina no país.
Esta vacina é utilizada pelo Ministério da Saúde em campanhas de vacinação para pessoas com mais de 60 anos de idade. E a partir de 2005 o Instituto deverá produzir quantitativos que atendam toda a demanda nacional.
Enquanto é montada a planta para produção desta vacina, o Instituto Butantan vem desenvolvendo tecnologia e métodos de produção em célula VERO.

Fonte: www.butantan.gov.br

Muitas vacinas são feitas com microorganismos vivos tais como vírus ou bactérias que foram modificados ou atenuados para serem menos prejudiciais ou não-virulentos quando inoculados mas ainda assim serem capazes de induzirem proteção. Em outros casos, microorganismos, quando mortos ou inativados, podem permanecer imunogênicos, mas não se multiplicarem depois da injeção.
Então, a maioria das vacinas pode ser classificada em: replicantes (ou vivas-atenuadas) e não-replicantes (mortas). Estes dois tipos podem ser subdivididos dependendo se o microorganismo completo é usado na sua forma natural ou nativa, ou se algum componente ou componentes do microorganismo são usados, ou se foram aplicadas tecnologias inovadoras como a recombinação genética. Para conveniência de uso muitas vacinas contém mais de um microorganismo e são chamadas vacinas combinadas.
Usadas freqüentemente em vacinas a vírus
Usadas com menos freqüência em vacinas bacterianas
O microorganismo da vacina, ou uma forma recombinante, ou partes específicas de seu material genético (vacina de DNA) multiplicam-se em células selecionadas do hospedeiro vacinado
Atenuação é o processo pelo qual a virulência (danos, patogenicidade) do microorganismo patogênico é reduzida para um nível "seguro" (avirulento) sem destruir sua capacidade de estimular uma resposta imune
Cinomose
IBR (bovinos)
Brucelose (bovinos)
Doença de Marek (aves)
Erisipela (também morta) (suínos)
As vacinas inativadas contêm microorganismos que foram tratados de forma que não são mais capazes de se multiplicarem, ou produzirem efeitos prejudiciais nas células ou tecidos do hospedeiro vacinado.
Técnicas do processo de inativação incluem calor, substâncias químicas (ex. formol) e irradiação
Bom equilíbrio entre perda de virulência (desejada) e perda de imunogenicidade (não desejada)
EXEMPLOS DE VACINAS MORTAS
Raiva (também viva)
Febre Aftosa (bovinos, etc.)
Leptospirose (cães)
Gripe (eqüinos, humanos)
E. coli (bovinos, suínos)

Fonte: www.merial.com.br