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Vacinas

Desde pequenos ouvimos falar de vacinação. A maioria de nós já passou por ela, ou então levou os filhos e animais de estimação para vacinar. Talvez não sejam nossas lembranças mais agradáveis.

Mas qual a importância de se tomar vacina?

A resposta nos parece imediata: para não ficar doente. Por exemplo, as crianças tomam vacina contra o sarampo, o tétano, a paralisia infantil; os animais são vacinados principalmente contra a raiva.

Mas qual a relação entre a vacina e a prevenção de doenças?

Para responder a essa pergunta, devemos conhecer um pouco sobre o funcionamento de nosso sistema imunológico gico.

Vamos imaginar uma guerra. Há os soldados, que estão sempre prontos para a defesa, caso o exército inimigo ataque. Há também os estrategistas, que enviam espiões para detetar os pontos fracos dos inimigos, montando, então, um plano de ataque mais eficiente.

O inimigo é qualquer elemento estranho que penetre no corpo, seja ele um microrganismo - como vírus, bactérias, protozoários -, partículas de poeira, substâncias químicas etc.

A esse invasor chamamos antígeno geno. Nosso sistema imunológico funciona como um exército em guerra, pois existem tipos de células que agem como os soldados, atacando de qualquer maneira ao primeiro sinal do invasor, e outras que, como os estrategistas, reconhecem o inimigo e preparam as melhores armas para destruí-lo. Esses tipos de células são chamadas de glóbulos brancos e estão presentes no sangue, podendo migrar para as partes do corpo onde sejam necessárias.

Os glóbulos brancos fazem parte do sangue e percorrem todo o
Os glóbulos brancos fazem parte do sangue e percorrem todo o
corpo pelos vasos sangüíneos, descritos na aula anterior.
Mas eles também podem sair dos vasos sangüíneos,
alcançando outros tecidos, onde sejam necessários.
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Vamos, então, apresentar o exército de glóbulos brancos e suas funções nessa guerra. Veja a figura a seguir:

Glóbulos Brancos, Células Fagocitárias e Linfócito
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Há glóbulos brancos que são nossos soldados. Eles envolvem o inimigo e tentam destruí-lo, como vemos na figura abaixo. Esse processo é denominado fagocitose fagocitose.

Por isso, chamaremos essas células de fagocitárias rias.

Processo da Fagocitose
PROCESSO DA FAGOCITOSE
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O invasor pode ter as mais variadas formas, o que muitas vezes dificulta a fagocitose. Esse é um ataque de emergência, e nem sempre é possível deter o inimigo. Mesmo assim, esse ataque é fundamental para deixar os invasores ocupados até chegarem os reforços.

Os glóbulos brancos e as bactérias mortas em batalha, junto com outros resíduos, formam aquele líquido amarelado chamado pus pus, que freqüentemente aparece nas feridas.

A outra parte do exército é formada pelos estrategistas, também conhecidos como linfócitos citos, que são divididos em T e B. O linfócito T é o que dispara o alarme quando aparece um corpo estranho. Tem também a função de ser o espião que reconhece a forma e a constituição do elemento estranho, enviando uma mensagem química para o linfócito B. Esse linfócito B. produz os anticorpos anticorpos, assim que recebe as informações do linfócito T.

Os anticorpos são as armas adequadas para destruir o inimigo, pois são proteínas específicas, que reagirão com o invasor, facilitando sua destruição.

Vamos ver se entendemos o funcionamento dessa batalha
Vamos ver se entendemos o funcionamento dessa batalha
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Na ilustração acima, os inimigos, ou antígenos (com a letra A no peito), podem ser bactérias que causam doenças, produzindo toxinas ou lesando células. Os soldados (CF) são as células fagocitárias que tentarão englobar e destruir as bactérias. Os estrategistas são os linfócitos: o linfócito T (LT) perceberá a presença do inimigo, avisando a todos, além de reconhecê-lo e enviar uma mensagem ao linfócito B (LB) para que produza as armas. As armas são os anticorpos (AC) que reagirão com o antígeno, facilitando sua degradação.

VOCÊ SABIA?

O vírus da Aids ataca os linfócitos T, impedindo a ativação do sistema imunológico.

Desse modo, desestrutura toda a defesa do organismo, permitindo que muitas doenças se instalem.

Reconhecimento de Antígenos e Producação de Anticorpos
RECONHECIMENTO DE ANTÍGENOS E PRODUÇÃO DE ANTICORPOS
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Mas, se temos um sistema imunológico que nos protege de todos os invasores, por que ficamos doentes? Do mesmo jeito que ocorre numa guerra, ganhamos algumas batalhas e perdemos outras.

Até os linfócitos reconhecerem os antígenos e prepararem os anticorpos para destruí-los, os exércitos inimigos já avançaram, provocando os sintomas da doença. Muitas vezes, o ataque dos inimigos é tão rápido que pode levar a pessoa à morte, antes que o sistema imunológico tenha tempo de defendê-la.

Toxina é uma substância prejudicial ao organismo, produzida por determinados agentes causadores de doenças.

Um exemplo é o tétano, causado por uma bactéria produtora de uma toxina que provoca rigidez muscular. Essa rigidez pode levar à morte por asfixia, devido à paralisação da musculatura respiratória. A ação da toxina é tão rápida que o sistema imunológico não consegue reagir a tempo. Mas, se tivermos tomado a vacina antes de contrair a doença, a presença da bactéria não causará danos ao nosso corpo.

A vacina equivale à prisão de um pequeno batalhão do inimigo, antes da guerra. Com isso, podemos saber como são os inimigos e preparar as armas com antecedência. Por exemplo, no caso do tétano, a vacina é uma dose da toxina, enfraquecida para que não nos cause mal, mas ainda suficiente para que os linfócitos produzam os anticorpos, ou seja, as armas. Nesse caso, se o exército inimigo atacar, não terá nenhuma possibilidade contra nosso organismo, pois estaremos prevenidos.

Dizemos, então, que estamos imunes à doença.

Mas e se suspeitarmos que já estamos com tétano?

Nesse caso, não adianta tomar vacina, e se recomenda o uso do soro antitetânico (muitas vezes chamado erroneamente de vacina). Esse soro possui anticorpos - as armas - já prontos para o combate imediato. Outro exemplo desse tipo de soro é o antiofídico, aplicado quando alguém é picado por uma cobra.

A vacina é uma medida preventiva preventiva, enquanto o soro é uma medida curativa curativa.

As vacinas demoram muitos anos para serem desenvolvidas e custam caro. Geralmente, investe-se em doenças que podem matar (tétano, meningite, sarampo) ou deixar deficiências (paralisia infantil). Existem também doenças, como a gripe, cujo agente causador sofre modificações constantes. Nesse caso, é inútil fabricar uma vacina, pois quando a aplicação for feita o microrganismo já terá mudado de forma e as armas fabricadas (anticorpos) talvez não tenham mais efeito. Outras doenças, como o câncer ou certas doenças do coração, não sãocausadas por agentes infecciosos.

Existe um calendário de vacinações, ou seja, idades recomendadas para se tomar vacinas. Algumas vacinas garantem a imunização com apenas uma dose. Outras requerem a repetição da dose. Ou seja, o calendário de vacinações é preparado para garantir a imunização

Erradicar quer dizer fazer desaparecer, eliminar.

No Brasil, as campanhas de vacinação têm ajudado a diminuir a ocorrência de muitas doenças, como o sarampo, o tétano, e a paralisia infantil, e até a erradicar outras, como a paralisia infantil, da qual há muitosanos não se registra nenhum caso.

Fonte: www.bibvirt.futuro.usp.br

Vacinas

A BCG ou Bacilo de Calmette e Guérin é a única vacina contra a tuberculose utilizada para imunizar crianças e adultos e aplicada sob a forma de injeção intradérmica.

Criada em 1921, é produzida a partir de cepas (uma espécie de microorganismo) do Mycobacterium bovis, sendo indicada, preferencialmente, para crianças de 0 a 4 anos de idade e adultos que não foram imunizados.

Com cerca de 2,5 milhões de mortes e 9 milhões de novos casos ao ano, a tuberculose, juntamente com a AIDS/HIV, é responsável pelo maior número de vítimas de doenças infecciosas em todo o mundo.

A tuberculose pode ser transmitida através de tosse, espirro e fala.

Ao ser expelido no ambiente, o bacilo da doença pode permanecer em suspensão por horas, facilitando a contaminação.

Uma única respiração de um único germe expelido é suficiente para contaminar uma pessoa, embora uma transmissão bem sucedida exige, pelo menos, 200 a 300 horas de convívio para a população em geral e menos tempo para as pessoas que apresentam deficiências imunológicas.

O Ministério da Saúde adota a vacinação com BCG como uma das medidas de proteção contra a transmissão da tuberculose na medida em que estimula as defesas do organismo contra o bacilo, além de controle e erradicação da doença.

Desde 1976, a vacina é obrigatória para os menores de 1 ano de idade, devendo ser aplicada nos recém-nascidos ainda na maternidade, que tenham peso igual ou superior a 2 Kg.

Fonte: www.ufg.br