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Vacinas

 

O que é uma vacina?

É a administração de um antigénio para a produção de imunidade a uma doença. Ele funciona através da apresentação de um antigénio ao sistema imunitário para evocar uma resposta imunitária

Vacinas ajudar o sistema imunológico de um corpo de preparar com antecedência para combater doenças infecciosas e doenças potencialmente mortal causada por agentes infecciosos ou seus subprodutos.

O nome do seu processo é a indução artificial de imunidade, que o esforço principal é proteger da doença infecciosa. A vacinação é conhecido por ser o método mais eficaz para a prevenção de doenças infecciosas. A vacinação protege de doenças específicas que podem fazer uma pessoa doente, desativar ou até mesmo causar a morte.

Vacinas

Uma vacina é uma preparação biológica, que utiliza elementos não infecciosas ou relativos de uma bactéria ou vírus para melhorar a imunidade a uma doença particular. A vacinação é administrado com o objetivo de suster o progresso da infecção ou também preveni-la.

A primeira vacina foi produzida em 1976 por Eduard Jenner. Ele tinha feito uma tentativa de fornecer proteção contra a varíola. As vacinas são feitas a partir de formas enfraquecidas matança de microrganismos ou as suas toxinas.

Existem vários tipos de vacinas que estão atualmente em uso. Eles representam estratégias utilizadas para reduzir o risco de doença, embora mantendo a capacidade de induzir uma resposta imune benéfica.

Os tipos de vacinas são as seguintes: Morto, atenuado, Toxoid, Subunit, Conjugado, Experimental e Valência. As vacinas são também chamados de agulhas, vacinas, vacinação ou tiros.

A vacina da gripe também conhecida como a vacina contra a gripe é um tiro anual para proteger contra o vírus Influenza.

Todas as vacinas contra a gripe injetados conter três tipos de gripe que são: Um vírus A (H3N2), um vírus normal sazonal (h6N1) e um vírus B.

A vacina da gripe está disponível na forma de injecção ou pulverização nasal. Esta vacina é crescido em ovos de galinha fertilizados.

O Conselho de Pesquisa Médica descobriram em 1980 que a gripe é causada por um vírus. Um vírus é uma infecção por pequeno que apenas podem replicar dentro de células vivas de organismos.

Os Vírus infectam todos os tipos de organismos, tais como: animais, plantas e seres humanos.

A vacina da hepatite é a vacina contra o vírus homônimo. A hepatite é uma doença infecciosa no fígado. Esta doença é transmitida de pessoa para pessoa por ter contato com um indivíduo infeccioso e pela ingestão de água ou alimentos contaminados. Países com padrões de higiene são normalmente de alta afetados por este vírus.

Seus sintomas são: febre, fadiga, dor abdominal perda de apetite e náuseas. Ter higiene vacinação, bom e saneamento irá evitar de ficar infectado.

A vacina do tétano é o tiro usado contra o agente chamada Clostridium tetani, que provoca o tétano. O tétano é caracterizado como uma condição médica por um prolongado do que as fibras do músculo esquelético.

Existem quatro tipos de tétano, que são: o tétano neonatal, tétano generalizado, tétano local e tétano cefálico. Esta condição médica pode ser prevenida por vacinação tendo o apropriado.

HPV também conhecido como vírus do papiloma humano. A vacina contra o HPV previne a infecção com determinadas espécies de vírus do papiloma humano, que associados ao câncer cervical, verrugas genitais e alguns cânceres menos comuns.

O nome das duas vacinas contra o HPV são: Cervarix e Gardasil.

A primeira vacina preventiva contra o HPV foi aprovada em 2006.

Hoje em dia as vacinas estão ajudando a maioria das pessoas ao redor do mundo para prevenir ou curar vários vírus, por isso é importante não esquecer que qualquer campanha de vacinação.

Fonte: www.geocities.com

Vacinas

Vacina - Uma Técnica Milenar

Ao perceberem que os sobreviventes de um ataque de varíola não voltavam a sofrer da doença, muitos povos tentaram provocar a moléstia numa forma mais branda.

Os primeiros registros desta prática, que recebeu o nome de variolização, remontam aos chineses. Era conhecida entre diversos povos da África e da Ásia, como egípcios, persas, indianos, circassianos, georgianos, árabes. Na Turquia, no início do séc. XVIII, duas inoculadoras de origem grega ficaram famosas - uma delas, a Tessaliana, chegou a imunizar cerca de 40 mil pessoas.

As técnicas diferiam: algodão, com pó de crostas ou pus inserido no nariz; vestir roupas íntimas de doentes; inscrustar crostas em arranhões; picar a pele com agulhas contaminadas; fazer um corte na pele e colocar um fio de linha infectado, ou uma gota de pus.

Embora a variolização pareça ter sido praticada em algumas regiões da França, na Escócia, no País de Gales e na Itália, atribui-se sua introdução na Europa a Lady Mary Wortley Montagu, mulher do embaixador britânico na Turquia, que fez inocular seus filhos. De Londres, a prática se espalhou pelo continente, popularizada pela adesão da aristocracia. Foram imunizados Luis XVI, na França, as filhas da princesa de Gales, na Inglaterra, e Catarina II, na Rússia.

A variolização logo chegou às Américas. Jesuítas inocularam índios no Brasil e Thomas Boylston imunizou 243 pessoas durante uma epidemia em Boston, em 1721. Na mesma cidade, em 1764, um novo surto de varíola levou à criação de dois hospitais particulares para inoculação. John Adams, mais tarde presidente dos Estados Unidos, submeteu-se ao tratamento. Este era prolongado - três a quatro semanas de internação e de duas a três em convalescença.

Desde sua introdução na Europa, a variolização sempre enfrentou uma oposição ferrenha, que se agravou com a comprovação de que cerca de 2% dos inoculados morriam e muitos desenvolviam formas graves da doença. Com isso, em muitos locais, a prática foi suspensa.

Edward Jenner, um médico inglês, observou que um número expressivo de pessoas mostrava-se imune à varíola. Todas eram ordenhadoras e tinham se contaminado com cowpox, uma doença do gado semelhante à varíola, pela formação de pústulas, mas que não causava a morte dos animais. Após uma série de experiências, constatou que estes indivíduos mantinham-se refratários à varíola, mesmo quando inoculados com o vírus.

Em 14 de maio de 1796, Jenner inoculou James Phipps, um menino de oito anos, com o pus retirado de uma pústula de Sarah Nemes, uma ordenhadora que sofria de cowpox. O garoto contraiu uma infecção extremamente benigna e, dez dias depois, estava recuperado. Meses depois, Jenner inoculava Phipps com pus varioloso. O menino não adoeceu. Era a descoberta da vacina.

A partir de então, Jenner começou a imunizar crianças, com material retirado diretamente das pústulas dos animais e passado, braço a braço. Em 1798, divulgava sua descoberta no trabalho Um inquérito sobre as causas e os efeitos da Vacina da Varíola.

Jenner enfrentou sérias resistências. A classe médica demonstrava ceticismo. Os variolizadores fizeram ferrenha oposição.

Grupos religiosos alertavam para o risco da degeneração da raça humana pela contaminação com material bovino: a vacalização ou minotaurização, como foi chamado.

Mas, em pouco tempo, a vacina conquistou a Inglaterra. Em 1799, era criado o primeiro instituto vacínico em Londres e, em 1802, sob os auspícios da família real, fundava-se a Sociedade Real Jenneriana para a Extinção da Varíola.

A descoberta de Jenner logo espalhou-se pelo mundo.

A partir de 1800, a Marinha britânica começou a adotar a vacinação. Napoleão Bonaparte introduziu-a em seus exércitos e fez imunizar seu filho. Nas Américas, chegou pelas mãos do médico Benjamin Waterhouse, de Harvard, popularizando-se, a partir de 1801, quando o Presidente Thomas Jefferson foi vacinado.

O imunizante chegou a Portugal, em 1799, dentro de um pequeno frasco. D. Pedro, futuro imperador do Brasil, e seu irmão foram inoculados.

Em 1804, o Marquês de Barbacena trouxe a vacina para o Brasil, transportando-a pelo Atlântico, por seus escravos, que iam passando a infecção vacinal, um para o outro, braço a braço, durante a viagem.

A oposição à vacina jamais cessou. Camponesas francesas recusavam-se a imunizar seus filhos na esperança de que a varíola lhes trouxesse tal degradação física, que os tornasse inaptos para o serviço militar e, portanto, para a guerra. Vacinadores eram obrigados a pagar para conseguir voluntários que se deixassem inocular, conservando o vírus vacinal.

Para muitos, a imunização causava repulsa porque o fluido vacinal era conservado em jovens confiados à caridade pública, muitos portadores de doenças venéreas e outras moléstias. Foram registrados casos de sífilis associados à vacina.

Mas nada contribuiu tanto para a resistência à vacinação quanto as epidemias de varíola na década de 1820, quando um grande número de imunizados adoeceu.

Descobriu-se, então, que a proteção não era eterna. Era preciso revacinar-se.

Além disso, a conservação da linfa braço a braço não só adulterava o fluido vacinal, como, com o tempo, fazia com que este perdesse sua potência.

A solução foi retornar ao vírus original: o da cowpox ou varíola das vacas.

Apesar de toda a oposição, a vacinação aos poucos foi se generalizando, mesmo que sob a pressão governamental. Ela se tornou obrigatória na Baviera em 1807, na Dinamarca em 1810, na Suécia em 1814, em vários estados germânicos em 1818, na Prússia em 1835 e, finalmente, na Inglaterra em 1853.

Pasteur Revoluciona a Ciência

A 6 de julho de 1885, chegava ao laboratório de Louis Pasteur um menino alsaciano de nove anos, Joseph Meister, que havia sido mordido por um cão raivoso.

Pasteur, que vinha desenvolvendo pesquisas na atenuação do vírus da raiva, injetou na criança material proveniente de medula de um coelho infectado. Ao todo, foram 13 inoculações, cada uma com material mais virulento. Meister não chegou a contrair a doença.

A 26 de outubro, o cientista francês comunicava à Academia de Ciências a descoberta do imunizante contra a raiva, que chamou de vacina em homenagem a Jenner.

Louis Pasteur já era famoso quando salvou Meister. Desenvolvera pesquisas sobre fermentação, elaborando um método para conservação da cerveja, a pasteurização. Formulou a teoria da origem microbiana das doenças. Comprovou que o carbúnculo era causado por um microorganismo e descobriu o estafilococo. Desenvolveu imunizantes contra a cólera das galinhas e o carbúnculo do gado.

Ao contrário da descoberta de Jenner, puramente empírica, as vacinas de Pasteur foram as primeiras obtidas de forma científica. Fundador da moderna microbiologia e da medicina experimental, Pasteur revolucionou a ciência, ao desenvolver um produto, produzido à vontade, por um método que podia ser generalizado.

A Descoberta das Toxinas

Em 1888, Emile Roux e Alexander Yersin descobriram que o bacilo da difteria produzia uma toxina poderosa, responsável pelos sintomas da doença.

Em 1891, Emil Behring injetava doses subletais desta toxina, provocando o aparecimento de moléculas antitóxicas, capazes de proteger contra a infecção e de ser transferidas para outros animais, imunizando-os. Ao aplicar este produto num caso agudo de difteria, deu início à soroterapia, logo empregada também no tétano. Por esta descoberta, Behring recebeu o primeiro Prêmio Nobel de Medicina.

Foram Loewenstein e Glenny que provaram, em 1904, que toxinas poderiam ser inativadas por substâncias químicas, no caso formol, mantendo seu potencial imunizante, mas sem causar infecção.

Essa descoberta levou ao desenvolvimento dos primeiros toxóides: diftérico e tetânico. Sauer, Kendrick e Eldering desenvolveram o primeiro imunizante contra coqueluche.

Em 1949, os toxóides tetânico e diftérico e o imunizante contra a coqueluche foram reunidos numa única vacina: tríplice ou DPT - a primeira no mundo a imunizar contra mais de um microorganismo.

BCG e a Tuberculose

Em 1909, Albert Calmette e Camille Guerin, do Instituto Pasteur, comunicavam à Academia de Ciências Francesa o desenvolvimento de um bacilo de virulência atenuada, proveniente de sucessivas culturas em bile de boi, com capacidade imunizante contra a tuberculose. Era o BCG que, após uma série de testes, passou a ser regularmente utilizado como vacina. Primeiro imunizante bacteriano atenuado, o BCG foi introduzido no Brasil em 1925 e é atualmente aplicado em crianças recém-nascidas.

A Vacina Contra Varíola

Os problemas decorrentes da linfa humana levaram à difusão da vacina antivariólica de origem animal, aperfeiçoada a partir das descobertas da microbiologia.

Conseguia-se a vacínia (vírus vacinal) raspando-se a pele de vitelos com cowpox. O produto obtido era, então, filtrado, para evitar a contaminação por outros agentes patogênicos.

Ao contrário do que pensavam Jenner e Pasteur, a vacínia - Poxvírus officinale - é um mutante obtido no laboratório, pela passagem seriada do vírus da varíola de vaca em pele de vitelo ou de coelho.

Foram realizadas várias tentativas de cultura do vírus vacínico fora do vitelo, mas a produção da vacina contra a varíola só sofreu uma grande modificação com a introdução da técnica de cultivo de vírus em embrião de pinto. Mais tarde, ela passou a ser liofilizada, isto é, ter sua umidade retirada, transformando-se numa pastilha e sendo reconstituída no momento da aplicação. Este processo dá maior estabilidade à vacina.

No Brasil, a vacina cultivada em ovo embrionado foi implantada pelo então Instituto Oswaldo Cruz, que já dominava esta tecnologia, usada na produção do imunizante contra a febre amarela.

Foram diversas as técnicas de vacinação contra a varíola: escarificação (incisão na pele), pressão múltipla (esfregar uma agulha paralelamente à pele), punção múltipla (várias picadinhas com uma agulha), broca (rodar um tubo capilar cortado com a vacina sobre a pele), injeção intradérmica e pistola.

Febre Amarela, um Imunizante Tropical

A descoberta de que a forma comum da febre amarela era a silvestre, e não a urbana, determinou novos rumos na profilaxia desta doença, deflagrando um grande esforço para o desenvolvimento de uma vacina.

Em 1936, Max Theiler e Henry Smith, da Fundação Rockefeller, chegaram à cepa 17D da febre amarela, vírus atenuado por passagens em cérebro de ratos e em embrião de pinto. No ano seguinte, a vacina foi testada pela primeira vez no Brasil. Em 1940, foi desenvolvido novo estudo de campo no sul de Minas Gerais, com a imunização de mais de cinco mil pessoas. A pesquisa deu subsídios para os últimos ajustes na forma final do imunizante.

A vacina contra a febre amarela é a primeira no mundo a usar o sistema de lotes-sementes, isto é, os lotes originais do vírus atenuado são submetidos a uma nova passagem em ovos embrionados, dando origem a lotes secundários que servirão de fonte para a produção do imunizante.

Desde o final da década de 30, a vacina contra a febre amarela vem sendo fabricada em Manguinhos. Hoje, a Fiocruz é responsável por 80% da produção mundial deste imunizante.

Popularidade da Vacina Contra Poliomielite

Nenhum imunizante contribuiu tanto para a popularização das vacinas como o antipoliomielite. Conhecida desde a Antiguidade, a doença passou a assumir importância como problema de saúde pública no final do século passado, ao irromper de forma epidêmica nos Estados Unidos e Europa.

O impacto causado pela visão de crianças paralíticas levou a população americana a uma mobilização sem precedentes nas Marchas do Dime, em que pessoas saíram às ruas em todo o país pedindo um dime (moeda de dez centavos) para a pesquisa de uma vacina contra a pólio. Bilhões de dólares foram arrecadados.

Em 1949, Jonas Salk desenvolveu uma vacina desenvolvida a partir de vírus inativados (mortos), que foi testada em 45 mil crianças nos Estados Unidos, em 1954. Foi o primeiro imunizante no mundo a ser produzido em cultura de tecidos (células de rim de macaco) e reunir mais de uma subespécie de vírus (poliovírus I, II e III).

No mesmo ano, Albert Sabin desenvolveu a vacina atenuada contra a pólio, a primeira a ser aplicada por via oral. Por mimetizar o mecanismo de infecção do vírus selvagem, com a excreção do microorganismo atenuado no ambiente, a vacina Sabin facilita a obtenção de altos níveis de imunidade coletiva.

Erradicação da Varíola

Quando em 1959, a Organização Mundial da Saúde lançou a campanha mundial para a erradicação da varíola, a transmissão da doença já estava extinta na Europa e na América do Norte. O programa, porém, não alcançou o êxito esperado, devido à insuficiência de vacinas, deficiências na sua produção e controle de qualidade e a falta de mecanismo adequados de conservação e distribuição do imunizante.

A partir de 1965, o programa foi reorganizado. A OMS investiu na produção de imunizantes em países endêmicos, estabeleceu normas para o controle de qualidade de vacinas, difundiu as técnicas de produção em ovos embrionados e da liofilização e de vacinação por pistola. Em 1967, a Campanha Mundial para a Erradicação da Varíola foi intensificada.

Neste ano, apenas dois países das Américas ainda registravam casos autóctones de varíola: a Argentina, com focos em cinco províncias, e o Brasil, onde a doença era endêmica.

Desde o ano anterior, o Governo brasileiro iniciara a fase de ataque de sua campanha contra a varíola, com vacinação em massa, cobrindo 88% da população brasileira, organização de uma rede de vigilância epidemiológica e criação, na Fiocruz, de um laboratório de referência para apoiar o programa de erradicação.

Em 1970, o Brasil era o único país do continente americano a registrar casos de varíola. No ano seguinte, descobriu-se um foco no Rio de Janeiro, no subúrbio de Olaria, com 20 casos. O último, detectado em 19 de abril, foi também o derradeiro caso nas Américas.

Dois anos depois, após intensa vigilância sem que nenhum novo caso tenha sido registrado, a OMS declara a varíola erradicada do continente americano.

Apesar da intensa mobilização e do esforço internacional, a campanha de erradicação varíola enfrentou algumas resistências. Nas ex-colônias da África, muitas ainda com memórias recentes das guerras de libertação, a marca deixada pela vacina antivariólica simbolizava submissão porque era associada aos antigos colonizadores. Nos países muçulmanos, onde as mulheres eram segregadas, a moral rígida colocava uma série de obstáculos à vacinação .

Mas foi a Índia que obrigou as equipes de saúde a exercerem toda a sua criatividade. Num país em que Shitala Mata era adorada como deusa da varíola minor, que enviava a seus fiéis como uma benção, era um verdadeiro sacrilégio recusar essa graça, fazendo-se vacinar. E o que era pior - a substância vacinal era tirada das vacas sagradas.

Mas a imaginação dos vacinadores encontrou a solução: a vacina era feita de varíola e quem se imunizasse estava se contaminando com a doença e, portanto, sendo abençoado pela deusa. A partir de 24 de maio de 1975, a Índia já não mais registrava casos de varíola.

O nomadismo africano e a instabilidade política de algumas regiões também prejudicaram campanha. Em 18 países, os vacinadores vivenciaram 23 mudanças de regime num período de apenas sete anos. Mas o programa foi superando todos os obstáculos.

Foi na Etiópia e na Somália que se travou a última batalha contra a varíola. Neste mesmo ano, a OMS detectava o último surto de varíola no mundo. era no interior da Somália, para onde a doença tinha sido levada por nômades etíopes.

Estes países apresentavam condições bastante adversas: pobreza, maioria da população residindo em locais montanhosos e de difícil acesso, resistência à imunização, presença de nômades e seqüestro de conselheiros da OMS. Em 1976, a Etiópia libertava-se da varíola. No ano seguinte, descobria-se o último foco da doença. Foram 39 casos - o primeiro a 30 de agosto e o derradeiro - Ali Maow Maali, a 26 de outubro.

O vírus da varíola passava a existir apenas em laboratórios da OMS. Em julho de 1978, Janet Parker, uma fotógrafa científica, que trabalhava na Universidade de Birmingham, contaminou-se acidentalmente com o vírus e morreu a 11 de setembro. Poucos dias depois, Dr. Bedson, que se considerava responsável pelo ocorrido, se suicidava.

Em maio de 1980, a OMS declarava a varíola erradicada do mundo.

PNI – Programa Nacional de Imunizações

Em decorrência do sucesso da campanha de erradicação da varíola, a Organização Pan-Americana de Saúde propôs, em 1972, um plano mais ambicioso: reduzir o número de casos de doenças evitáveis por vacinação em todo o continente. Dois anos depois, a OMS encampava esta meta e criava o Programa Ampliado de Imunizações (PAI).

Para organizar seus esforços no setor, o Brasil institucionalizou o Programa Nacional de Imunizações e o sistema nacional de vigilância epidemiológica e logo conseguia ampliar sua cobertura vacinal de 20% para 40%. Mas isso não era suficiente. Em 1980, o país optou pela estratégia de campanhas, criando os dias nacionais de vacinação contra poliomielite e obtendo uma drástica redução na incidência desta doença (de 1290 casos para 125). O sucesso fez com que diversos países da América passassem a copiar esta iniciativa.

Paralelamente, o país optava por estimular a produção nacional de imunizantes, reaparelhando os laboratórios estatais. Era preciso ainda garantir a qualidade das vacinas utilizadas nos programas oficiais. Em 1981, criou-se, na Fiocruz, o Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde. A importância de sua implantação foi logo comprovada com a descoberta de uma partida de imunizantes iugoslavos contra a poliomielite contaminados por fungos.

Em apoio à luta para controlar a pólio, a Fiocruz implantou o Centro Internacional de Referência em Enterovírus, com a função de coordenar uma rede de laboratórios de diagnóstico, examinar e confirmar cada caso da doença. Coube ao Centro detectar que um surto de pólio no Nordeste devia-se ao subtipo III do poliovírus. A descoberta fez com que o Brasil desenvolvesse uma nova formulação para a vacina, com o aumento da quantidade deste subtipo, que a partir de 1989, passa a ser recomendada pela OPAS.

A imunização de todas as crianças no mesmo dia impôs ao país uma série de desafios, como a implantação de uma estrutura de distribuição, armazenamento e conservação das vacinas e a organização de um sistema confiável de registros. Foi necessário ainda investir no treinamento de pessoal.

O sucesso das campanhas de imunização deveu-se ainda à participação dos meios de comunicação de massa, mobilizando a população. De todos os pontos do país, em canoas, bicicletas, carroças e tratores, pessoas dirigiam-se aos cerca de 90 mil postos de vacinação, fixos e volantes. Para cada dia nacional de vacinação contra a pólio, era distribuir cerca de 36 milhões de doses de imunizante para atender a aproximadamente 20 milhões de crianças.

Em 1985, a OPAS lançava a campanha para acabar com a transmissão da poliomielite das Américas. Em 1988, a OMS encampou a iniciativa, adotando a meta de erradicação mundial da pólio até o ano 2000. Em 1989, foi registrado o último caso da doença no Brasil.

No ano seguinte, o país decidiu aproveitar a mobilização dos dias nacionais de vacinação para imunizar também as crianças contra o sarampo, a difteria, o tétano e a coqueluche, conseguindo índices de 90% de cobertura vacinal. Neste mesmo ano, a OPAS organizou campanhas de bloqueio em todos os países, onde o vírus ainda circulava. Em 1981, era registrado o último caso de poliomielite por vírus selvagem no continente americano em Junin, no Peru.

Em 1994, a Comissão Internacional para Certificação da Erradicação da Poliomielite declarava interrompida a transmissão do poliovírus selvagem nas Américas. Foi a primeira região do mundo a conseguir este feito.

Meningite, uma Epidemia sob Censura

Em 1974, uma epidemia de meningite meningocócica assolou o país. Despreparado para enfrentar o crescente número de casos, o regime militar censurou qualquer menção à doença nos meios de comunicação. Enquanto a moléstia se restringia às áreas mais carentes, a proibição funcionou, mas quando os óbitos começaram a ocorrer nos bairros nobres do Rio e São Paulo, a notícia vazou e a pressão da opinião pública se fez sentir. O Governo promoveu, então, uma campanha nacional de vacinação contra a meningite com imunizantes importados.

Procurando se preparar para novos surtos da doença, em 1976 o Brasil implantou em Bio-Manguinhos, unidade da Fundação Oswaldo Cruz, um centro de produção de vacinas contra meningite meningocócica A e C.

A vacina contra meningite meningocócica foi a primeira brasileira em polissacarídeos. Esta tecnologia produz menos efeitos colaterais, porque utiliza apenas pedaços do microorganismo, ao invés da bactéria inteira. Seu domínio possibilitou ao país a capacitação em modernos métodos de fermentação e purificação, aplicáveis a outros imunizantes bacterianos.

Como resultado de um programa para capacitação nacional em imunobiológicos, a Fiocruz lançava em 1982 o primeiro lote da vacina brasileira contra o sarampo, fruto de acordo de cooperação técnica com o Governo japonês.

A nacionalização deste imunizante revolucionou a produção de vacinas no país. A automatização dos equipamentos possibilitou a fabricação em escala industrial, reduziu os riscos de contaminação no processamento final e forçou a modernização no setor de insumos.

Foi a primeira vacina humana brasileira, utilizando a tecnologia de cultura de tecidos, aplicável a outros imunizantes virais e que possibilita a obtenção de produtos mais puros, com menores efeitos colaterais, bem como de grandes quantidades do concentrado viral.

Fonte: www.bio.fiocruz.br

Vacinas

As vacinas são substâncias derivadas ou quimicamente parecidas com o agente que provoca doenças.

Ao ser vacinado, o sistema imunitário (de defesa) identifica a substância e automaticamente reage, promovendo uma ação de proteção com a produção de anticorpos (leucócitos) contra aquela substância. Se houver uma infecção, o sistema de defesa está equipado para agir rapidamente e de maneira eficaz, impedindo o desenvolvimento da doença ou, em alguns casos, contribuindo para que os sintomas sejam mais bandos.

Hoje em dia existem vacinas para diversas doenças, como gripe, malária, poliomielite, febre amarela, rubéola, tétano, HPV, meningite, entre outras, e para determinados tipos de alergias.

Histórico

1796: Edward Jenner infecta James Phipps com cowpox e dá início ao processo de vacinação
1870:
Louis Pasteur cria a primeira vacina com bactéria viva atenuada
1937:
Iniciada a utilização da vacina contra a febre amarela
1961:
Início da produção da vacina liofilizada contra a varíola
1973:
Certificação internacional da erradicação da varíola no Brasil . Instituição do Programa Nacional de Imunização – PNI
1974
: Programa ampliado de Imunizações, criado pela OPAS/OMS
1977:
Definição das vacinas obrigatórias para menores de 1 ano, em todo o Brasil e aprovação do modelo da Caderneta de Vacinações
1980
: Extingue a obrigatoriedade da vacinação contra a varíola. Início dos Dias Nacionais contra a Paralisia Infantil
1983:
A estratégia de “Dias Nacionais de Vacinação” passa a ser recomendada pela OPAS e pelo Unicef e adotada por diversos países
1986
: Criação do “Zé Gotinha”, personagem símbolo da erradicação da poliomielite
1989:
Ocorrência do último caso de poliomielite no Brasil
1992:
Início da implantação da tríplice viral em todas as unidades da federação
1993:
Início da implantação dos Centros de Referência de Imunobiológicos Especiais
1998:
Ampliação da vacinação contra a Hepatite B em todo o Brasil
1999:
Brasil inicia uso da vacina contra o Haemophilus influenzae tipo B

Fonte: www.calendariodevacinas.com.br

Vacinas

O que são as vacinas

A vacina estimula o corpo a se defender contra os organismos (vírus e bactérias) que provocam doenças.

As primeiras vacinas foram descobertas há mais de duzentos anos.

Atualmente, técnicas modernas são utilizadas para preparar as vacinas em laboratórios.

As vacinas podem ser produzidas a partir de organismos enfraquecidos, mortos ou alguns de seus derivados.

As vacinas podem ser aplicadas por meio de injeção ou por via oral (pela boca).

Quando a pessoa é vacinada, seu corpo detecta a substância da vacina e produz uma defesa, os anticorpos.

Esses anticorpos permanecem no organismo e evitam que a doença ocorra no futuro. Isso se chama imunidade.

Fonte: www.unimedsor.com.br

Vacinas

O que são as vacinas?

As vacinas são produtos biológicos que protegem os indivíduos contra certas doenças. Podem ser fabricadas a partir de partes dos microrganismos que estimulam o seu organismo a constituir sua proteção.

Quando o indivíduo é vacinado (ou “imunizado”), o seu organismo tem a oportunidade de prevenir a doença sem os riscos da própria infecção. O organismo do paciente desenvolve proteínas protelaras chamadas “anticorpos” que destroem o microrganismo.

O organismo pode guardar na memória como produzir esses anticorpos durante muito tempo, muitas vezes a vida toda. Desta forma, se a paciente estiver exposto novamente à doença, os anticorpos serão capazes de inibir os microrganismos antes que eles encontrem uma formo de causar a doença.

Vacinas

Por que vacinar?

As vacinas provavelmente salvaram muito mais vidas da que qualquer outro tipo de medicamento na história. Estima-se que as vacinas poupam mais de 3 milhões de vidas a cada ano, e poderiam poupar muitas milhões a mais se todos recessem as vacinas adequadas.

As vacinas fazem mais do que apenas salvar milhões de vidas a cada ano.

Ao prevenir doenças graves:

As vacinas protegem milhões de pessoas contra a dor, sofrimento e mesmo incapacitação permanente.

As vacinas poupam dinheiro para os indivíduos e para a sociedade, ao reduzir os custos com; doença, por exemplo, medicamentos, cuidados hospitalares e perda de tempo de trabalho.

As vacinas reduzem a velocidade de disseminação da doença.

Graças às vacinas, algumas das doenças que costumavam levar a óbito ou incapacitar milhares de pessoas são hoje bastante raras na maioria dos países (coma a pólio), ou mesmo foram eliminadas (como a varíola).

As vacinas ajudam a prevenir a resistência aos antibióticos. Ao prevenir as doenças, as vacinas reduzem a necessidade de drogas que combatam os microrganismos. Isto ajuda a manter a eficácia dos antibióticos, porque quando um antibiótico é usado de forma inadequada paro tratar uma doença específica, ele pode perder a suo eficácia. O microrganismo causador daquela doença sofre mutação e a antibiótico não é mais eficaz. Quando uma doença é prevenida por uma vacina, os antibióticos podem ser prescritos com menor freqüência, dificultando a desenvolvimento da resistência.

Quais são as vacinas de rotina na infância e contra quais doenças elas oferecem proteção?

Doença Pneumocócica

Este tipo de doença é causado pela 1actéria Streptococcus pneumoniae causa de pneumonia, sepse, meningite e sinusite em crianças, principalmente naquelas com menos de 2 anos de pode. Os pneumococos também causam milhões de infecções de ouvido a cada ano.

Vacina: Pneumocócia conjugada

Meningite (C)

A meningite é causada pela bactéria Neisseria meningitidis. Como o Hib e o penumococo, esta bactéria pode causar meningite, sepse, incapacidade e morte. A bactéria da meningite pode infectar qualquer pessoa, mas é especialmente mais danoso para crianças com menos de 1 ano de idade e adolescência. A vacina conjugada contra a meningite pode ser usada em bebês a partir dos 2 meses e deve conferir proteção de longo prazo.

Vacina: Meningocócica conjugada do grupo C

Hepatite B

Este vírus pode causar doenças hepáticas graves, tais coma hepatite, cirrose e câncer. Muitas pessoas infectadas não se sentem doentes nem aparentam estar doentes. Podem disseminar a doença para outros através do contato sexual, exposição ao sangue ou exposição no paria se a mãe estiver infectada.

Vacina: Hepatite B

Difteria

A difteria causa dificuldades respiratórias, lesões aos órgãos e paralisia. Uma em cada dez crianças com difteria pode virar óbito. Tétano O tétano é uma bactéria que vive no solo e geralmente entra no organismo através deferidas abertas. Libera uma toxina que pode causar lesões que complicam em morte.

Ccoqueluche (“tosse comprida”)

Doença contagiosa das vias aéreas que matou milhares de crianças a cada ano e causou doença grave em centenas de milhares antes da vacina.

Vacina: DtaP (difteria, tétano e coqueluche acelular)

Meningite por Hib

Hib é a abreviação de Hoemophilus influenzae tipo b, uma bactéria que infecta a membrana que reveste o cérebro e causa meningite. A bactéria também pode causar sepse. As complicações incluem a morte e seqüelas permanentes.

Vacina: Hib

Pólio Os casos graves resultam em paralisia de membros ou mesmo a morte. A pólio foi quase erradicado em muitos países, mas ainda é comum na Ásia e África; existe ainda o risco de ser1slisseminoda por viajantes.

Vacina: Pólio

Sarampo

O vírus do sarampo habitualmente provoca tosse, febre, coriza e erupção cutânea. Às vezes resulto em pneumonia, que pode ser bastante grave. (Caxumba O vírus da caxumba causa edema das glândulas logo abaixo da ouvido. Em alguns casos a caxumba pode levar à meningite, causar surdez e outros danos como seqüela.

Rubéola

O vírus da rubéola causo sintomas semelhantes aos do sarampo. Às vezes afeta o cérebro, causando encefalite.

A rubéola é muito danosa para mulheres grávidas não vacinadas: 85% das mulheres que tiveram rubéola no iniciada gravidez poderão ter crianças com anomalias ao nascimento.

Vacina: MMR (sarampo, caxumba e rubéola)

Catapora

A catapora causo uma erupção cutânea representada por vesículas vermelhas. Não é, de modo geral, uma doença grave na infância, mas pode apresentar risco para adultos.

Vacina: varicela

Perguntas freqüentes sobre as vacinas

Ninguém que eu conheça teve essas doenças. Porque então essa preocupação em vacinar-se? O motivo pelo qual tão poucas pessoas são acometidos por essas doenças é porque muitas têm sido vacinadas contra as mesmas! Doenças como rubéola, caxumba, varíola, Hib e tosse comprida estão longe de terem sido eliminadas. Quando os programas de vacinação são cortados, essas doenças perigosas ressurgem.

As vacinas podem causar doenças?

Não! Todas as vacinas às vezes causam pequenos efeitos colaterais como, por exemplo, dor leve no local da injeção ou febre moderada. Esses problemas não são normalmente graves e não duram muito tempo. Efeitos colaterais graves são raros comas vacinas modernas.

Os riscos da vacina, cão são pequenos, porém os riscos por não receber a vacina são graves. Deixar de ser vacinado expõe o indivíduo a doenças perigosas que podem causar danos ou mesmo matá-lo.

Devo ficar preocupado com o timerosal?

Algumas pessoas têm manifestado preocupação como timerosal um conservante que é usado paro garantir que as vacinas não apresentem microrganismos indesejados. Pequenas quantidades de timerosal foram usadas com segurança nas vacinas desde os anos 30, sem nenhuma evidência de dano. Devido a mudanças nos sistemas de fabricação, atualmente muitas vacinas não contêm mais timerosal

Quem deve ser vacinado?

Bebês e crianças de baixa idade precisam de uma certa quantidade de vacinas, iniciando logo após o nascimento. Muitas dessas vacinas precisam ser ministradas mais de uma vez a fim de conferir proteção completa. Os adolescentes e os adultos precisam dessas vacinas também. As pessoas podem se beneficiar da proteção da vacina durante toda a

vida, as novas vacinas estão sendo desenvolvidas constantemente para proteger contra doenças perigosas que podem afetar qualquer um. Pergunte ao seu médico se não há vacinas que você deveria tomar para reduzir o risco de contrair uma doença grave.

As vacinas realmente funcionam?

Sim! Existe comprovação de que as vacinas funcionam. Por exemplo, há dez anos um microorganismo chamado Hib era a principal causa de meningite em crianças pequenas no mundo todo. Nos anos 90, uma técnica especial chamada conjugação ajudou a criar vacinas seguras e eficazes contra Hib. Em todos os países nos quais as vacinas Hib foram incluídas no esquema rotineiro de imunização, as doenças quase desapareceram!

Não é preferível deixar o próprio organismo desenvolver sua imunidade natural?

As vacinas permitem que o organismo desenvolva sua imunidade natural... é exatamente assim que funcionam! As vacinas expõem o organismo a uma forma controlada, segura, do microrganismo que estimula o paciente a construir a sua própria imunidade sem correr arisco da doença.

Porque há necessidade de várias rodadas de vacinação?

Porque as crianças necessitam de várias vacinas, e algumas delas precisam ser dados em idades diferentes. Outro motivo é devido ao fato que algumas vacinas precisam ser administradas mais de uma vez a fim de fornecer proteção total contra a doença.

Fonte: www.sinprafarmas.org.br

Vacinas

A Importância das Vacinas

Toda criança precisa de vacinas. É a maneira mais simples e eficiente de prevenir algumas doenças.

Para se esclarecer sobre o assunto, os pais devem fazer visitas regulares ao pediatra, pois ele poderá orientar, discutir a necessidade de vacinas especiais e informar sobre o surgimento de vacinas novas.

Confira abaixo as respostas para as dúvidas mais freqüentes sobre vacinação:

Para que servem as vacinas?

As vacinas são produzidas a partir de vírus ou bactérias, para estimular o sistema imunológico das crianças a produzir anticorpos contra as doenças. Uma vez vacinada, caso a criança entre em contato com esses vírus ou bactérias, seu sistema imunológico terá condições de reconhecê-los e prontamente eliminá-los.

Meu filho apresentará efeitos colaterais?

As vacinas podem causar algumas reações, que em geral são benignas e de curta duração (de 48 a 72 horas). As mais comuns são febre e dores pelo corpo, que podem ser amenizadas com o uso de analgésicos a critério médico. Reações mais graves são extremamente raras. Lembre-se que as doenças causam mais males às crianças do que as vacinas.

Meu filho está resfriado. Posso vaciná-lo?

Em geral, o resfriado não impede que se vacine a criança, desde que ela esteja em bom estado e sem febre.

Se você tiver alguma dúvida em relação à vacinação ou qualquer assunto relacionado à saúde de seu filho, consulte sempre seu pediatra.

Fonte: www.py2gea.com.br

Vacinas

Importância da Vacina

O que é vacinação?

A vacinação sensibiliza o sistema imunológico do organismo, prevenindo o surgimento de doenças causadas por vírus e bactérias específicas. Dessa forma, ajuda o sistema imunológico a estabelecer meios de defesa contra esses microorganismos, de forma que, quando uma pessoa imunizada fica exposta à doença, o seu sistema imunológico poderá reagir rápida e eficazmente para prevenir a infecção.

A vacinação expõe o organismo às vacinas administradas geralmente por injeção. Essas vacinas contêm quantidades ínfimas de produto que provoca a formação, pelo sistema imunológico, de anticorpos e de células especiais contra o vírus ou a bactéria em questão.

O sistema imunológico memoriza esta informação. Posteriormente, inclusive vários anos mais tarde, quando ocorrer uma invasão desta bactéria ou deste vírus no indivíduo imunizado, o sistema imunológico desperta e causa imediatamente uma reação. É neste momento que o indivíduo produz rapidamente e em grandes quantidades as células e os anticorpos apropriados. Estes impedem que os vírus e as bactérias se estabeleçam no organismo e causem uma infecção.

As vacinas são preparadas de acordo com diversos procedimentos. Algumas são fabricadas a partir de microorganismos mortos (por exemplo, a vacina contra a poliomielite ou contra a gripe). Outras contêm organismos vivos enfraquecidos (por exemplo, as vacinas que protegem contra o sarampo, caxumba e a rubéola), que estimulam uma reação imunológica sem causar enfermidade na pessoa.

Algumas das vacinas mais recentes, como a vacina contra o Haemophilus influenzae do tipo b e a vacina acelular da coqueluche, são preparadas a partir de partes ínfimas, não infecciosas, de bactérias ou vírus.

Vacinas

As vacinas são as ferramentas mais poderosas que existem para combater as doenças. Protegem milhões de crianças e adultos das doenças que ameaçam suas vidas, incluindo poliomielite (paralisia infantil), tétano, difteria, coqueluche, febre amarela, encefalite japonesa, sarampo, hepatite B, meningite e gripe.

Graças às vacinas, a varíola foi eliminada da face da terra. O vírus da poliomielite silvestre está fora de circulação na maioria dos países. Com o propósito de erradicar a poliomielite do planeta até o fim de 2005, a Sanofi Pasteur se juntou a todos aqueles que apóiam a iniciativa da Organização Mundial de Saúde e do Fundo para a Infância das Nações Unidas com uma doação de 50 milhões de doses da vacina contra a poliomielite para as Jornadas Nacionais de Imunização que serão fundamentais na erradicação da pólio em cinco países africanos (Angola, Libéria, Serra Leoa, Somália e Sudão).

As vacinas são também a forma mais econômica de intervenção, pois sua abordagem reduz os custos dos tratamentos de saúde, relacionados com as doenças infecciosas.

O êxito alcançado na prevenção das doenças deste tipo, deve-se em grande parte à dedicação e à união da comunidade responsável pela imunização, que incluem médicos, enfermeiros, pesquisadores, planejadores da área de saúde pública, organizações de saúde pública e comunidades religiosas.

A Sanofi Pasteur está à frente deste esforço. Dedicamo-nos exclusivamente à pesquisa, produção e distribuição de vacinas no mundo inteiro.

A vacinação pode eliminar a doença?

A eliminação de uma doença infecciosa em escala mundial, chamada de erradicação da doença, define o objetivo ideal da vacinação. Neste caso, o vírus ou a bactéria desaparece completamente, bem como a necessidade de prosseguir o programa de imunização. No entanto, a erradicação é um processo complexo, e exige condições favoráveis.

Como exemplo, a vacinação já erradicou uma doença: a varíola. Por outro lado, a poliomielite está em vias de extinção, e procura-se energicamente erradicar o sarampo.

O controle da doença é um objetivo mais realista para a maioria dos programas de imunização. Isto significa que é possível reduzir significantemente o número de casos, para menos de 1% do nível anterior, assim como prevenir ou controlar rapidamente qualquer surto epidêmico. No controle de uma doença, é preciso manter muito elevados os níveis de imunização, pois os vírus ou as bactérias continuam a circular - embora em quantidade reduzida. Se abandonarmos a vigilância, a enfermidade poderá reaparecer de forma maciça. Os esforços despendidos para reduzir a incidência da coqueluche em crianças representam um bom exemplo do controle da doença.

Algumas vacinas destinam-se essencialmente a uma proteção individual. Por exemplo, a bactéria responsável pelo tétano vive na terra, e não podemos simplesmente evitar todos os riscos da exposição. Assim, a vacina antitetânica protege os indivíduos contra os efeitos da substância tóxica produzida pela bactéria do tétano..,

A rubéola é um caso particular. Se a rubéola atacar uma mulher grávida não imunizada, as conseqüências sobre o feto podem ser trágicas. A imunização contra a rubéola serve também para proteger indivíduos ainda não nascidos.

Vacinas são seguras?

As vacinas se constituem em ferramentas que estão entre as mais inofensivas da medicina moderna. São muito raros os efeitos colaterais graves. Podem ocorrer reações alérgicas graves, porém o nível de risco é muito pequeno.

Os benefícios individuais da vacinação superam amplamente os riscos. De fato, estes riscos são muito menores do que o perigo representado pela doença.

Após a administração de uma vacina pode ocorrer, algumas vezes, o aparecimento de efeitos colaterais menores, por exemplo, um inchaço e sensibilidade no local da injeção, ou até de uma febre branda.

Embora desagradáveis essas reações são de curta duração e não interferem na rotina das pessoas vacinadas.

Entre os que lidam com a vacinação, ninguém se descuida da segurança das vacinas. Antes de ser utilizada, toda vacina deve ser submetida a provas de laboratório e ensaios no campo, e passar por um procedimento rigoroso de registro. Inclusive, quando a vacina já está registrada, cada lote passa por provas de inocuidade e de qualidade. Além disso, as vacinas são submetidas a uma vigilância contínua quanto aos seus efeitos colaterais.

O ideal seria que as vacinas não provocassem qualquer efeito colateral. Com este objetivo, os pesquisadores procuram desenvolver vacinas sempre melhores.

Enquanto isso, convém reconhecer o mérito das vacinas disponíveis. Elas são muito eficazes e muito seguras.

Fonte: www.vacinavoce.com.br

Vacinas

“Deus não pode querer que sua obra seja maculada, permitindo que se inocule no homem a linfa de um ser inferior, como é a vaca.”

AO PERCEBEREM QUE OS SOBREVIVENTES de um ataque de varíola não voltavam a sofrer da doença, muitos povos tentaram provocar a moléstia numa forma mais branda.

Os primeiros registros desta prática, que recebeu o nome de variolização, remontam aos chineses. Era conhecida entre diversos povos da África e da Ásia, como hindus, egípcios, persas, circassianos, georgianos, árabes. Na Turquia, no início do século XVIII, duas inoculadoras de origem grega ficaram famosas – uma delas, a Tessaliana, chegou a imunizar cerca de 40 mil pessoas.

As técnicas diferiam: algodão, com pó de crostas ou pus inserido no nariz, vestir roupas íntimas de doentes, incrustar crostas em arranhões, picar a pele com agulhas contaminadas, fazer um corte na pele e colocar um fio de linha infectado ou uma gota de pus. Embora a variolização pareça ter sido praticada em algumas regiões da França, na Escócia, no País de Gales e na Itália, atribui-se sua introdução na Europa à Lady Mary Wortley Montagu, mulher do embaixador britânico na Turquia, que fez inocular seus filhos. De Londres, a prática se espalhou pelo continente, popularizada pela adesão da aristocracia. Foram imunizados as princesas reais Amélia e Caroline, na Inglaterra, Luís XVI, na França, Catarina II, na Rússia.

A VARIOLIZAÇÃO LOGO CHEGOU ÀS AMÉRICAS.

Jesuítas inocularam índios no Brasil, e Zabdiel Boylston imunizou 243 pessoas durante uma epidemia em Boston, em 1721. Na mesma cidade, em 1764, novo surto de varíola levou à criação de dois hospitais particulares para inoculação. John Adams, mais tarde presidente dos Estados Unidos, submeteu-se ao tratamento. Este era prolongado – três a quatro semanas de internação e de duas a três em convalescença. Após ver seus exércitos ao norte devastados pela varíola, mudando o curso da guerra, George Washington ordenou a variolização compulsória de suas tropas em 1777. Desde sua introdução na Europa, a variolização sempre enfrentou uma oposição ferrenha, que se agravou com a comprovação de que cerca de 2% dos inoculados morriam e muitos desenvolviam formas graves da doença. Com isso, em muitos locais, a prática foi suspensa.

Vacinas
George Washington, retratado por Gilbert Stuart,
variolizou suas tropas. Galeria Nacional de Washington.

A PRIMEIRA VACINA

EDWARD JENNER, um médico inglês, observou que um número expressivo de pessoas mostrava-se imune à varíola. Todas eram ordenhadoras e tinham se contaminado com cowpox, uma doença do gado semelhante à varíola, pela formação de pústulas, mas que não causava a morte dos animais. Após uma série de experiências, constatou que estes indivíduos mantinham-se refratários à varíola, mesmo quando inoculados com o vírus.

Em 14 de maio de 1796, Jenner inoculou James Phipps, um menino de 8 anos, com o pus retirado de uma pústula de Sarah Nelmes, uma ordenhadora que sofria de cowpox O garoto contraiu uma infecção extremamente benigna e, dez dias depois, estava recuperado. Meses depois, Jenner inoculava Phipps com pus varioloso. O menino não adoeceu. Era a descoberta da vacina. A partir de então, Jenner começou a imunizar crianças, com material retirado diretamente das pústulas dos animais e passado braço a braço. Em 1798, divulgava sua descoberta no trabalho Um Inquérito sobre as Causas e os Efeitos da Vacina da Varíola.

Jenner enfrentou sérias resistências. A classe médica demonstrava ceticismo. Os variolizadores fizeram ferrenha oposição.

Grupos religiosos alertavam para o risco da degeneração da raça humana pela contaminação com material bovino: a vacalização ou minotaurização, como foi chamada. Mas, em pouco tempo, a vacina conquistou a Inglaterra. Em 1799, era criado o primeiro instituto vacínico em Londres e, em 1802, sob os auspícios da família real, fundava-se a Sociedade Real Jenneriana para a Extinção da Varíola.

A DESCOBERTA DE JENNER LOGO SE ESPALHOU PELO MUNDO

Vacinas
Louis Pasteur

A partir de 1800, a Marinha britânica começou a adotar a vacinação. Napoleão Bonaparte introduziu-a em seus exércitos e fez imunizar seu filho. Nas Américas, chegou pelas mãos do médico Benjamin Waterhouse, de Harvard, popularizando-se, a partir de 1801, quando o presidente Thomas Jefferson foi vacinado. O imunizante chegou a Portugal, em 1799, dentro de um pequeno frasco. D. Pedro, futuro imperador do Brasil, e seu irmão foram inoculados. Em 1804, o marquês de Barbacena trouxe a vacina para o Brasil, transportando-a pelo Atlântico, por seus escravos, que iam passando a infecção vacinal, um para o outro, braço a braço, durante a viagem. A oposição à vacina jamais cessou. Camponesas francesas recusavam-se a imunizar seus filhos na esperança de que a varíola lhes trouxesse tal degradação física, que os tornasse inaptos para o serviço militar e, portanto, para a guerra. Vacinadores eram obrigados a pagar para conseguir voluntários que se deixassem inocular, conservando o vírus vacinal. Para muitos, a imunização causava repulsa, porque o fluido vacinal era conservado em jovens confiados caridade pública, muitos portadores de doenças venéreas e outras moléstias. Foram registrados casos de sífilis, erisipela e hepatite B (esta última uma doença ainda desconhecida) associados à vacina. Mas nada contribuiu tanto para a resistência à vacinação quanto as epidemias de varíola na década de 1820, quando um grande número de imunizados adoeceu. Descobriu-se, então, que a proteção não era eterna. Era preciso revacinar-se. Além disso, a conservação da linfa braço a braço não só adulterava o fluido vacinal, como, com o tempo, fazia com que este perdesse sua potência.

A solução foi retornar ao vírus original: o da cowpox ou varíola das vacas. Apesar de toda a oposição, a vacinação aos poucos foi se generalizando, mesmo que sob pressão governamental. Ela se tornou obrigatória na Baviera, em 1807, na Dinamarca, em 1810, na Suécia, em 1814, em vários Estados germânicos, em 1818, na Prússia, em 1835, e, finalmente, na Inglaterra, em 1853.

EM 1936, MAX THEILER E HENRY SMITH, da Fundação Rockefeller, chegaram à cepa 17D da febre amarela, vírus atenuado por passagens em cérebro de ratos e em embrião de pinto. No ano seguinte, a vacina foi testada pela primeira vez no Brasil. Em 1940, foi desenvolvido estudo de campo no sul de Minas Gerais, com a imunização de mais de 5 mil pessoas. A pesquisa deu subsídios para os últimos ajustes na forma final do imunizante. A vacina contra a febre amarela é a primeira no mundo a usar o sistema de lotes-sementes, isto é, os lotes originais do vírus atenuado são submetidos a uma nova passagem em ovos embrionados, dando origem a lotes secundários que servirão de fonte para a produção do imunizante. Desde o final da década de 30, a vacina contra a febre amarela vem sendo fabricada em Manguinhos. Hoje, a Fiocruz é a maior produtora mundial deste imunizante.

VACÍNIA

Os problemas decorrentes da linfa humana levaram à difusão da vacina antivariólica de origem animal, aperfeiçoada a partir das descobertas da microbiologia.

Conseguia-se a vacínia (vírus vacinal), raspando-se a pele de vitelos com cowpox (varíola de vaca). O produto obtido era, então, filtrado, para evitar a contaminação por outros agentes patogênicos. A vacínia – Poxvirus officinale – é um mutante obtido no laboratório pela passagem seriada do vírus da varíola de vaca em pele de vitelo ou de coelho. Foram realizadas várias tentativas de cultura do vírus vacínico fora do vitelo, mas a produção da vacina contra a varíola só sofreu uma grande modificação com a introdução da técnica de cultivo de vírus em embrião de pinto. Mais tarde, ela passou a ser liofilizada, isto é, ter sua umidade retirada, transformando-se numa pastilha e sendo reconstituída no momento da aplicação. Este processo deu maior estabilidade à vacina.

No Brasil, a vacina cultivada em ovo embrionado foi implantada pelo então Instituto Oswaldo Cruz, que já dominava essa tecnologia, usada na produção do imunizante contra a febre amarela.

Foram diversas as técnicas de vacinação contra a varíola: escarificação (incisão na pele), pressão múltipla (esfregar uma agulha paralelamente pele), punção múltipla (várias picadinhas com uma agulha), broca (rodar um tubo capilar cortado com a vacina sobre a pele), injeção intradérmica e pistola.

Fonte: www.ccs.saude.gov.br

Vacinas

1. As vacinas ativam as defesas do organismo

O sistema imunológico é um conjunto de células, tecidos e órgãos especializados na defesa do organismo de ameaças internas (exemplo: as células cancerígenas) e externas (exemplo: vírus, bactérias ou fungos).

Parte desse sistema vem pronto desde o nascimento e recebe o nome de imunidade inata e constitui a primeira linha de defesa do organismo.

Mas essa parte não é suficiente para enfrentar os problemas do ambiente em permanente mudança em que os seres vivos habitam.

Existe, portanto, um outro tipo de imunidade com capacidade de aprendizagem para reconhecer e gerar defesas contra os novos inimigos do organismo. Essa parte do sistema imunológico que complementa a imunidade inata é chamada imunidade adquirida porque pode ser adquirida ao longo da vida.

O vírus da imunodeficiência humana, HIV, produz AIDS quando reduz a capacidade do sistema imunológico através da destruição das células CD4, que coordenam a resposta imunológica.

E é aí que surgem as vacinas. As vacinas são sustâncias capazes de ativar uma resposta imune adquirida que defenda ao organismo ante um ataque determinado.

Por exemplo, a vacina contra a poliomielite é uma substancia que gera uma reação de defesa no organismo, permitindo-lhe neutralizar o vírus causador da poliomielite quando for preciso. É por isso que campanhas no Brasil levaram erradicação da doença em nosso país.

2. Vacinas do século XVIII ao século XXI

A palavra vacina vem de vaca e não é por acaso. A historia das vacinas começou justamente quando o inglês Edward Jenner observou que as moças que ordenhavam e tinham pego varíola das vacas, uma doença leve, ficavam protegidas contra a varíola humana, que podia ser mortal.

Em 1796, Jenner decidiu pegar o fluido de uma moça com varíola das vacas e administrar a um menino para protegê-lo da varíola humana.

As vacinas foram inicialmente produzidas a partir de microorganismos inteiros atenuados, que perderam sua capacidade de produzir doença, ou inativados, que são processados para destruí-los.

Assim temos vacina da pólio oral, que é um vírus vivo mas atenuado, e vacina de pólio injetável, produzida a partir de vírus da pólio inativados.

Novas estratégias para produzir vacinas apareceram no século XX para otimizar a resposta imunológica.

O objetivo delas é gerar uma resposta mais eficiente concentrada nos pontos mais fracos dos microorganismos.

Por exemplo, se era descoberto que uma resposta de defesa contra uma parte específica do microorganismo era suficiente para impedir a infecção, a vacina ser concebida para gerar uma forte resposta contra essa parte.

A vacina contra hepatite B é um exemplo deste método. A resposta de defesa contra uma proteína do vírus da hepatite B, chamada Antígeno de Superfície, impede a infecção. Por tanto a vacina contra a hepatite B é um concentrado do Antígeno de Superfície.

3. As vacinas na era do DNA

O mais novo sistema para produção de vacinas é semelhante ao anterior porque é concentrado em fragmentos específicos do microorganismo, mas esses fragmentos não são produzidos fora do corpo, mas sim pelas células da própria pessoa que recebe a vacina.

As instruções para construir todos os fragmentos de qualquer ser vivo estão armazenadas no genoma. O genoma é composto de sustâncias chamadas ácidos nucléicos, sendo o DNA o principal deles.

Se a parte do DNA que tem o código para fazer uma parte do microorganismo é introduzida numa célula, a célula pode gerar essa parte do microorganismo.

A vantagem de usar vacinas constituídas de DNA é que podem ser introduzidos facilmente instruções para produzir múltiplos fragmentos além de que eles podem gerar respostas imunológicas diferentes que não poderiam ser geradas introduzindo o fragmento completo.

Fonte: www.vacinashiv.unifesp.br

Vacinas

A descoberta da vacina em 1796, por um humilde médico do interior da Inglaterra, chamado Edward Jenner, constituiu um dos maiores avanços da Medicina.

Naquela época, a varíola era uma doença aterrorizante, responsável por epidemias que dizimavam populações inteiras, com altas cifras de mortalidade, e cujas lesões, quando localizadas na face, desfiguravam as pessoas. Jenner observou que pessoas que ordenhavam vacas não pegavam a varíola, desde que tivessem contraído a varíola bovina (produzia bolhas nas tetas das vacas).

Teve então a idéia de retirar material de uma dessas bolhas e, no dia 14 de maio de 1796, inoculou-o em seu próprio filho, James Phillips. Algumas semanas mais tarde, inoculou-o novamente, agora com o próprio vírus da varíola, e nada aconteceu. James estava imune à varíola. Nesse dia, nasceu à palavra vacina - em latim "o que diz respeito à vaca", que veio modificar profundamente os destinos da humanidade, por possibilitar a prevenção de inúmeras doenças infecciosas.

Desde 1977 a varíola já não existe no mais no mundo.

Quatro doenças graves - varíola, difteria, tétano e poliomielite hoje são quase inexistentes, graças à vacinação.

Jenner abriu o caminho para a descoberta das vacinas, o que muito tem contribuído para diminuir as doenças e as mortes causadas por agentes infecciosos.

O tétano, a difteria, a coqueluche, o sarampo, a caxumba, a rubéola, vários tipos de meningites e de pneumonias, a febre amarela, a febre tifóide, as diarréias por rotavírus, a cólera, a raiva, as hepatites A e B, a gripe, a varicela podem ser prevenidas pelas vacinas.

As mais importantes são recomendadas pelo Ministério da Saúde e aplicadas nos postos de saúde, gratuitamente. Por isso, não há razão para deixar de vacinar as crianças. Vacinas contra varicela, hepatite A, pneumonia e meningite podem ser encontradas em clínicas particulares.

1. Calendário de Vacinação Infantil com as vacinas recomendadas:

2. A difteria

A difteria era o terror dos pediatras. Começava como se fosse uma amigdalite, quase sem febre. Enganava aos pais e aos pediatras mal-avisados. Em um ou dois dias, aquela "membrana" branca se alastrava por todo a faringe e invadia a laringe, sufocando a criança. Em poucos dias, não tratada, a criança tinha uma morte horrível, por asfixia.Com a administração precoce de soro-antidiftérico, boa parte das crianças voltava a poder respirar. Pareciam estar bem. Voltavam a brincar e, no meio de uma corridinha, algumas caiam fulminadas, mortas, vítimas de miocardite diftérica. Outras apresentavam problemas neurológicos, como paralisias que, quando atingiam o véu do paladar, ocasionavam engasgos violentos que dificultavam ou impediam a deglutição. A vacina veio acabar com esse pesadelo. Hoje, graças à vacinação obrigatória, são raros os casos de difteria.

3. O tétano

Dez a quinze dias após um ferimento, uma pessoa pode não mais conseguir abrir a boca, mastigar e engolir, pois os maxilares se tornam rígidos, sinal de alarme denominado trismo. A contração dos músculos faciais pode dar a impressão de que a pessoa está sorrindo - o chamado sorriso sardônico. Esses sinais levam a suspeita de tétano e recomenda-se a internação imediata da pessoa. O tétano neonatal, ocasionado por infecção no coto umbilical dos recém-nascidos, devido à "curativos" contaminados, eram freqüentes e quase sempre fatais.

Com a vacinação sistemática o tétano passou a ser uma doença rara e, com o diagnóstico precoce e o tratamento adequado, curável. A forma neonatal, embora ainda persista em regiões pouco desenvolvidas, tende a desaparecer com a vacinação sistemática das gestantes.

4. BCG - Previne a Tuberculose

A Tuberculose é causada pelo Mycobacterium tuberculosis e é transmitida pelo ar. As crianças pequenas têm maior risco de desenvolver a doença, pois sua resistência é menor.Geralmente a tuberculose afeta os pulmões, mas pode disseminar-se para outros órgãos como rins (tuberculose renal), meningite tuberculose, etc. Os sintomas da tuberculose pulmonar são tosse crônica, cansaço, escarro com sangue, febre, emagrecimento entre outros sintomas.A vacinação com BCG protege contra a infecção tuberculosa e suas conseqüências, sobretudo nas crianças, protegendo-as de suas manifestações mais graves como a meningoencefalite e tuberculose renal.

5. Hepatite B

A Hepatite B é uma doença do fígado causada por um vírus.

Embora a Hepatite B possa ser muito grave e mesmo fatal, muitas pessoas infectadas pelo vírus Hepatite B não apresentam sintomas. Outras podem apresentar uma variedade de sintomas semelhantes ao da gripe, incluindo fadiga, febre baixa, dores musculares e articulares, dor abdominal e diarréia, e algumas pessoas desenvolvem icterícia (coloração amarela dos olhos e pele). Há ainda o risco de se tornar uma doença crônica e o paciente, mesmo sem sintomas, corre o risco de desenvolver doenças como a cirrose ou o câncer de fígado.

A transmissão ocorre através de sangue ou outros fluídos infectados, ocorrendo à transmissão pela boca, olhos, algum corte na pele ou até mesmo por contato sexual.

6. DPT - Previne a Coqueluche, a Difteria e o Tétano

Coqueluche

Doença altamente contagiosa, transmitida através das vias respiratórias.

Os sintomas são tosse, grande produção de muco, fadiga e falta de apetite, sendo que os sintomas evoluem gradualmente, como a tosse, chegando a dificultar a respiração.

A doença pode evoluir com complicações como pneumonia, convulsões e morte.

Difteria

Doença contagiosa, também transmitida por vias respiratórias.
A característica dessa doença é a formação de uma placa membranosa espessa na garganta, que pode provocar problemas respiratórios, insuficiência cardíaca e até mesmo a morte.

Tétano

A doença é causada por um microorganismo, que ao penetrar na pele através de um corte ou ferida, pode causar a contratura dolorosa dos músculos, geralmente de todo o corpo, podendo levar à rigidez da mandíbula, garganta e músculos respiratórios, dificultando assim a respiração, o que é um grande agravante.

7. Pólio (Sabin/Salk) - Previne a Poliomielite

A Poliomielite é transmitida por via oral/fecal, e é causada por um enterovírus.

A doença pode afetar o paciente de duas maneiras:

De forma não paralítica, com sintomas leves e semelhantes aos da gripe, deixando o paciente imunizado;

E de forma paralítica, na qual o vírus invade o sistema nervoso central, provocando a paralisia.

Há hoje, dois tipos de vacinas contra a poliomelite:

Sabin: vacina de vírus vivos (via oral).
Salk: vacina de vírus inativados (via intramuscular).

8. Haemophylus (Haemophylus Influenzae - Hib)

A doença é transmitida por vias respiratórias ou por contato direto, através de secreções.

O Haemophylus Influenzae é encontrado na faringe e a doença evolui quando a bactéria migra da nasofaringite para a corrente sanguínea e por todo o organismo.

A doença pode provocar infecções invasivas, como a meningite e a pneumonia ou infecções menos graves, como otite e sinusite.

9. Hepatite A

É uma doença contagiosa, e que está diretamente relacionada aos hábitos de higiene, como por exemplo, a má manipulação dos alimentos, que pode causar a contaminação do mesmo e se ingerido, causa à transmissão da doença ao indivíduo.

A Hepatite é uma doença aguda do fígado, causada dentre outros agentes, pelo vírus da Hepatite A. Após a infecção, pode haver a evolução da doença sem sintomas, ou se manifestar com diarréia, vômitos, enjôo, febre, urina escura e pele amarela.

A gravidade da doença aumenta com a idade, podendo ser até letal em maiores de 40 anos.

10. Sarampo

A doença é transmitida através das vias respiratórias, causada por um vírus e extremamente contagiosa.

Os sintomas começam com febre, coriza, tosse, irritação nos olhos e mal estar. Na evolução da doença, os sintomas aumentam e começam aparecer manchas vermelhas na pele de todo o corpo, e após alguns dias, ocorre à descamação da mesma.

Podem ocorrer complicações, como pneumonia, encefalite, etc.

11. Varicela (Catapora)

A Varicela (ou catapora) é transmitida pelo contato físico entre uma pessoa com a doença e outra sadia, e por isso é considerada uma doença de fácil transmissão.

A doença apresenta sintomas, como cansaço, febre, perda de apetite e erupção cutânea começando pelo tronco e se espalhando rapidamente pelo rosto, braços e pernas.

É uma doença considerada benigna, mas pode evoluir com complicações, como infecção cutânea, edema cerebral, perda de coordenação muscular, pneumonia, infecção de ouvido, Herpes Zooster (cobreiro) e Síndrome de Reye.

12. MMR (Tríplice viral) - Previne a Caxumba, o Sarampo e a Rubéola

Caxumba

É transmitida pelo contato direto com a pessoa infectada, ou pela sua saliva.

A doença afeta as glândulas salivares, e tem como sintomas a febre, mal estar, dor de ouvido, inchaço e sensibilidade nas glândulas salivares. Pode haver evolução da doença, com inflamação nos testículos (em meninos) e nos ovários (nas meninas).

Sarampo

A doença é transmitida através das vias respiratórias, causada por um vírus e extremamente contagiosa. Os sintomas começam com febre, coriza, tosse, irritação nos olhos e mal estar. Na evolução da doença, os sintomas aumentam e começam aparecer manchas vermelhas na pele de todo o corpo, e após alguns dias, ocorre à descamação da mesma. Podem ocorrer complicações, como pneumonia, encefalite, etc.

Rubéola

É uma doença viral que tem como sintomas a febre, em seguida o aparecimento de manchas vermelhas na pele de todo o corpo e o surgimento de gânglios na região do pescoço e ouvido. Inicialmente é considerada uma doença benigna, mas pode agravar-se em mulheres que estejam grávidas e sejam infectadas, principalmente nos primeiros 3 meses de gravidez, causando sérias conseqüências no feto. O bebê infectado (Rubéola congênita), pode apresentar surdez, microcefalia, meningoencefalite, atraso mental, cardiopatias, etc. Por isto é importante que mulheres em idade reprodutiva estejam imunizadas para esta doença.

Fonte: www2.inf.furb.br

Vacinas

Antes da vacina antivarílica existir, a única maneira de combater a varíola era a inoculação, que consistia em tomar material retirado de feridas de pacientes com uma varíola mais fraca.

Mas essa técnica tinha vários inconvenientes: muitas vezes um paciente inoculado numa ocasião estivesse não ficava imunizado contra um surto posterior da doença e o material colhido de um paciente com a doença mais fraca podia causar em outro um quadro gravíssimo.

Em 1797, Edward Jenner, médico inglês, observou que algumas pessoas estavam imunes à varíola (smallpox).

E essas pessoas eram moças que ordenhavam vacas.

Jenner descobriu que essas moças tinham feridas nas mão e as vacas tinham feridas iguais nas tetas: estavam com uma versão mais branda da doença, a varicela, catapora ou varíola das vacas (cowpox).

Então ele recolheu o líquido que escorria das feridas das vacas e passou-o sobre arranhões que ele fez sobre o braço de um menino inglês.

O menino teve uma leve febre e lesões sem gravidade, recuperando-se em seguida.

Depois Jenner repetiu o procedimento com o garoto, trocando apenas o líquido da varicela pelo líquido de feridas de um doente com varíola muito forte e o menino não apresentou nenhum sinal da doença.

Fonte: analuizabh.sites.uol.com.br

Vacinas

Edward Jenner

Edward Jenner (1749 - 1823) é considerado por muitos como sendo o pai da imunologia. Em 14 de maio de 1796, ele inoculou em uma criança de 8 anos de idade material retirado de uma vesícula de uma paciente com varíola. Algumas semanas após, a mesma criança foi posta em contato com o vírus da varíola e não contraiu a doença.

Há muitos anos a resistência à doença já era observada em pessoas que já haviam contraído a doença, e já se utilizava nesta época material das lesões da varíola por via inalatória ou subcutânea na tentativa de "aumentar a resistência" o que na maioria das vezes não levava a bons resultados.

Jenner foi quem inicialmente realizou várias "imunizações" sendo que até hoje se discute o completo desrespeito a bioética por ele praticado mas, é inegável que seus experimentos mudaram de forma drástica a história da medicina. Após a publicação de "An Inquiry into Cause and Effects of the Variolae Vaccinae" o método ficou conhecido como "variolation" e se difundiu inicialmente pela Inglaterra e posteriormente pela Europa e pelo Mundo.

Vacinas
Pintura que retrata a variolation realizada em toda a Europa

A fama de Edward Jenner se espalhou por todo o Mundo.

Até Napoleão o admirava e certa vez Jenner o escreveu solicitando a libertação de alguns prisioneiros de guerra ingleses e Napoleão teria dito:"Não podemos negar nada para este homem". Em 1808 o parlamento Inglês lhe entregou um prêmio de 20.000 pounds.

Posteriormente o método passou a utilizar o vírus vaccinia (do mesmo grupo do vírus da varíola - orthopoxvirus) o que deu a origem ao nome "vacina", para a imunização através de antígenos até hoje utilizado por nós.

Varíola

Curiosamente, a varíola (Smallpox) que é causada pelo vírus variola do grupo orthopoxvirus, era um problema praticamente em todos os países e o controle da doença era feito isoladamente pelos governos locais. Em 1959, a Organização Mundial da Saúde (WHO) decidiu pela realização de um programa global de erradicação da varíola. Em 08 de Maio de 1980, a WHO em assembléia solene declarou que "the world and all its peoples have won freedom from smallpox" estabelecendo assim o primeiro caso de erradicação global de uma doença. Desde então, acredita-se que o vírus da varíola só exista em dois laboratórios no Mundo (na Rússia e nos EUA) e já foi decidido pela WHO que estas amostras serão distruídas em 30 de junho de 1999.

Vacinas
Criança apresentando a evolução da varíola. Inicialmente se observa um rash macular difuso
(período febril) que rapidamente se torna papular e após 2 dias as papulas se tornam
vesículas e posteriormente pustulas.

Manifestações Clínicas

Acredita-se que a porta de entrada do vírus no organismo humano seja pelo trato respiratório. Após um período de incubação entre 7 e 17 dias o vírus se multiplica no tecido linfático regional e em seguida ocorre a viremia, marcada pelo início da febre que é seguida pelas erupções (veja fotos). Já no quarto dia de doença podem ser detectados anticorpos no soro. Existem duas formas básicas da doença uma característica com mortalidade em torno de 15 a 20% e uma forma mais amena cuja mortalidade não atinge 1%.

Como a varíola foi erradicada a identificação de um caso é de importância internacional e deve ser notificado imediatamente.

Fonte: www.medstudents.com.br

Vacinas

Vacina: tudo o que é preciso saber

São tantas! As primeiras já são dadas logo após o parto e as últimas só quando seu filho tiver 12 anos

Logo que nascem, ainda na maternidade, os bebês já devem começar cumprir um calendário de vacinas contra diversos tipos de doenças.

E é importante que elas sejam dadas no tempo certo, porque assim o corpo do recém nascido é estimulado a produzir anticorpos contra as conhecidas doenças infecciosas infantis, como a catapora, a caxumba, o sarampo, a rubéola e a coqueluche. E também contra outros vírus e bactérias que podem atacar sozinhos ou em grupo.

As vacinas não trazem nenhum risco à saúde do bebê, mas é normal que algumas delas causem reações passageiras como febre, dor ou inchaço local e até diarréia. Essas reações só colaboram para o temor quase unânime das crianças na hora de tomar vacina, mesmo que ela seja em gotas.

Nesta época do ano é a vez de cataporas (varicelas) atacarem, no inverno foram as gripes e pneumonias. A maioria das vacinas já integra o calendário do Ministério da Saúde. Elas são consideradas obrigatórias pela Fundação Nacional da Saúde (Funasa) e devem ser seguidas à risca pelos pais. O melhor é que as vacinas que constam da lista oficial da Funasa como “obrigatórias” são fornecidas gratuitamente pelos postos e centros de saúde públicos, beneficiando desde os bebês recém-nascidos até crianças com 11 anos de idade contra tuberculose, hepatite B, poliomielite, difteria, tétano, coqueluche e gripes, febre amarela (em regiões onde a doença existe), sarampo, rubéola e caxumba. Veja tabela.

Mas não significa que outros tipos de vacinas (catapora, hepatite A, pneumonia, por exemplo) que não estão na lista oficial também não sejam importantes nem obrigatórias. Elas só não estão lá à disposição porque o governo não tem recursos, nem logística (para o armazenamento) ou produção suficiente para fornecê-las gratuitamente. Elas são importadas de laboratórios estrangeiros e só estão disponíveis em clínicas particulares. “Quem tem condições de pagar por essas vacinas extras deve fazê-lo, porque são doenças muito graves e que podem ser evitadas com a vacina certa”, diz o pediatra Sergio Siqueira Carvalho, pai de Fábio e André.

São doses como a pneumococo conjugada (bactéria que causa pneumonia e meningite) e a meningococo C (previne contra infecção provocada pelo meningococo C, uma das principais causas da meningite e outras doenças invasivas) que são aplicadas a partir dos 2 meses de idade, com reforços. Tais vacinas podem custar entre R$ 130 e R$ 195, dependendo da clínica, e foram introduzidas no Brasil recentemente (entre 2001 e 2002), importadas dos Estados Unidos e Europa. A outra que deve ser dada após um ano, em clínicas particulares, é contra a catapora (ou varicela), muito comum nesta época do ano, também importada há cerca de cinco anos. A vacina contra a hepatite A (em média R$ 70) é dada em duas doses com seis meses de intervalo, em crianças acima de um ano.

Primeiras picadas

A BCG (contra tuberculose) e a da hepatite B são as duas primeiras vacinas que o recém-nascido toma logo após o parto. A primeira é via intradérmica (no braço) e causa uma pequena reação no local da aplicação um mês depois. A segunda, contra a hepatite, tem três doses (na hora do nascimento, dois meses depois e seis meses após a primeira dose) e é dada na coxa do bebê, porque é a região, segundo o pediatra e infectologista Marco Aurélio Sáfadi, pai de Pedro e Marília, em que a produção de anticorpos é maior, e portanto o grau de proteção da vacina também. Isso é um importante detalhe que os enfermeiros devem saber na hora de aplicar a vacina.

Nos postos de saúde públicos a vacinação gratuita realmente funciona e há disponibilidade de vacinas o ano todo, de acordo com o calendário de vacinaçãoA obrigatoriedade de vacinar as crianças seguindo um calendário é relativamente nova no Brasil. O programa de vacinação do Ministério da Saúde tem cerca de dez anos. Um dos seus benefícios foi o controle do sarampo no Brasil, onde não ocorre um surto desde 1998, o que levou o governo a suspender a dose preventiva que era dada ainda nos primeiros meses de vida dos bebês.

“Antigamente, as crianças tinham todas as doenças consideradas infantis, mas hoje em dia, se há condições para se imunizar, isso deve ser feito,” defende o pediatra Sergio Carvalho. Ele discorda de alguns pontos-de- vista da medicina mais naturalista que opta por evitar muitos remédios ou vacinas, e permitir que a pessoa tenha mais contato com os vírus para conseguir maior imunidade. Além disso, dizem os médicos, se a pessoa não for imunizada em criança poderá contrair doenças como rubéola, catapora, caxumba e hepatite na fase adulta, e os riscos para ela serão bem maiores. Por isso, o melhor para não deixar passar nenhuma vacina é consultar sempre seu pediatra e ter à mão a carteira de vacinação de seus filhos.

IDADE VACINAS DOSES DOENÇAS EVITADAS LOCAL DE APLICAÇÃO DOR/REAÇÃO
Ao nascer BCG-ID dose única Formas graves de tuberculose No braço direito, intradérmica Não dói. Reação em 30 dias com uma casquinha no local
Ao nascer Contra hepatite B 1a dose Hepatite B Na coxa Sem reação
1 mês Contra hepatite B 2a dose Hepatite B Na coxa Sem reação
2 meses VOP (vacina oral contra pólio) 1a dose Poliomielite ou paralisia infantil Oral em gotas Não dói
2 meses Vacina tetravalente (DTP + Hib) (1) 1a dose Difteria, tétano, coqueluche, meningite e outras infecções causadas pelo Haemophilus influenzae tipo B Na coxa Não dói
4 meses VOP (vacina oral contra pólio) 2a dose Poliomielite ou paralisia infantil Oral em gotas Dolorida e pode causar febre e dor
4 meses Vacina tetravalente (DTP + Hib) (1) 2a dose Difteria, tétano, coqueluche, meningite e outras infecções causadas pelo Haemophilus influenzae tipo B Na coxa Dolorida e pode causar febre e dor
6 meses VOP (vacina oral contra pólio) 3a dose Poliomielite ou paralisia infantil Oral em gotas Sem reação
6 meses Vacina tetravalente (DTP + Hib) (1) 3a dose Difteria, tétano, coqueluche, meningite e outras infecções causadas pelo Haemophilus influenzae tipo B Na coxa Dolorida e pode causar febre e dor
6 meses Contra Hepatite B 3a dose Hepatite B Na coxa Não dói
9 meses* Contra febre amarela dose única Febre amarela No músculo da coxa ou do braço Sem reação
12 meses SRC (tríplice viral) dose única Sarampo, rubéola, síndrome rubéola congênita e caxumba No braço ou bumbum Não dói e provoca um leve sarampo uma semana depois
15 meses VOP (vacina oral contra pólio) reforço Poliomielite ou paralisia infantil Oral em gotas Sem reação
15 meses DTP (tríplice bacteriana) reforço Difteria, tétano e coqueluche Na coxa, intramuscular Dolorida e pode causar febre e dor
6 a 10 anos BCG - ID** reforço Formas graves de tuberculose No braço direito – intradérmica – reação em 30 dias com uma casquinha no local não dói
10 a 11 anos DTP reforço Difteria, tétano Na coxa Dolorida e pode causar febre e dor

Fonte: FUNDAÇÃO NACIONAL DA SAÚDE

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