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Varizes

 

As veias, em última análise, tem a função de conduzir o sangue de retorno ao coração. Quando algumas delas se dilatam e se tornam tortuosas, esse trabalho é prejudicado e, aparecem as varizes, às quais além do aspecto anti-estético, podem causar sintomas e complicações.

Vários locais do organismo podem apresentar varizes, como a região testicular – varicocele, o orifício retal – hemorroidas e o baixo ventre – varizes pélvicas; mas, indiscutivelmente é nos membros inferiores sua maior incidência.

Essa doença é muito importante pela grande frequência na população – cerca de 30% - particularmente no sexo feminino (provavelmente por razões hormonais) em sua fase de vida mais produtiva. Estima-se que aproximadamente 70% das mulheres com mais de 30 anos, apresentem varizes.

Na maioria das vezes, essa doença tem caráter hereditário, originada por uma fraqueza estrutural na parede das veias – são as chamadas varizes primárias ou essenciais. Há entretanto casos mais raros de varizes secundárias à outras doenças como as flebites, malformações vasculares e fístulas arteriovenosas.

Também relacionados à sua gênese ou ao seu agravamento, estão outros fatores, ditos contribuintes, como:

Hormônios

É comum observarmos o aparecimento ou piora com o uso de pílulas anticoncepcionais, durante as menstruações e gravidez, bem com durante a reposição hormonal pos menopausa.

Profissão

A longa permanência de pé parado, ou sentado com as pernas pendentes, como é solicitado por exemplo dos garçons, dentistas, barbeiros, secretárias, balconistas, cirurgiões e donas-de-casa, interperem por acrescentar tarefa adicional às veias. Estas tem que vencer a força da gravidade, para exercer sua função.

Outros

Tais como a obesidade, o sedentarismo, tosse crônica e prisão de ventres.

Além do aspecto anti-estético, as varizes podem causar sintomas desagradáveis como: sensação de peso, dor, queimação, formigamento, caimbras~; bem como em fases mais avançadas, à complicações, como: inchação, manchas escuras na pele, flebites e até feridas de difícil cicatrização. Assim, observamos preocupação em ësconder”as pernas, incapacidade para realizar tarefas habituais, incômodos especialmente durante longas viagens e afltas ao trabalho, mais frequentes na fase menstrual, apenas para citar alguns dos inconvenientes.

Por isso, não apenas para o embelezamento, mas também para manter a saude das pernas, é fundamental o tratamento! Este, quanto mais precoce for seu início, mais rápidos e estéticos serão seus resultados.

Toda variz deve ser combatida! Varia apenas o tipo de conduta mais adequada para cada caso, o que depende do calibre, quantidade e localização das veias acometidas. É importante salientar também que, quando falamos em tratamento, não estamos nos referindo à erradicação definitiva, por toda a vida do problema e sim, ao desaparecimento das varizes que estiverem presentes no momento em questão. Assim, nada impede que a pessoa reapresente varizes posteriormente e, necessite trata-las novamente. São novas varizes que apareceram e não as mesmas que voltaram, como se costuma ouvir com certa frequência.

Existem basicamente tres tipos de tratamentos disponíveis, não raramente sendo necessário utilizar mais de um ou todos, no mesmo paciente.

O mais comum é a escleroterapia, ou seja, a injeção de medicamentos no local, através de diminutas agulhas. Está indicado para as pequenas veias dilatadas da pele, também chamadas de aranhas, vasinhos, varícolas ou telangectasias. Além de não interferir com as atividades costumeiras (não requer repouso após as aplicações), é indolor, não causa reações colaterais, praticamente isenta de complicações e é eficaz, desde que realizada por profissional capaz e habilitado – o Angiologista.

Ultimamente tem sido divulgadas outras formas de escleroterapia, como por exemplo, através dos raios laser. Esta modalidade tem se difundido mais entre médicos de outras especialidades, como Dermatologistas.

Poucos angiologistas o utilizam, por alguns inconvenientes:

Inexistem trabalhos científicos respaldados, que relatem resultados a longo prazo, posto que é método relativamente recente.

Não pode ser usado em todos os pacientes, por exemplo nos indivíduos de pele escura; é tartamento de alto custo, os pacientes referem dor (queimadura) durante a aplicação e, manchas claras e atrofia da pele.

É bom deixar claro, ao contrário do que muitos pensam, o tratamento pelos raios laser é preconizado para substituir a escleroterapia e, nada tem a ver com o tratamento cirúrgico.

A cirurgia remove veias maiores, que não devem (e não podem) ser tratadas pela escleroterapia, sob o risco de não ser eficaz e poder levar a complicações como as flebites e até mesmo a embolia pulmonar. O especialista pelo exame físico ou com a ajuda da Dopplerometria, é capaz de reconhecer este tipo de varizes.O aspectopositivo aqui, é que hoje em dia, na grande maioria dos casos esse tratamento pode ser realizado sob anestesia local e através de micro-cortes, que não necessitam de pontos para o fechamento da pele, melhorando muito o resultado estético e reduzindo praticamente a “zero” os riscos e complicações da operação.

Por último, mas não menos importante, temos o tratamento clínico, atrvés de medidas gerais e medicamentos, que embora não cure, alivia os sintoomas e previne o agravamento da doença. Portanto, quase sempre é usado, ou associado à escleroterapia e à cirurgia.

Como medidas gerais, devemos combater os fatores contribuintes citados no início. Assim, evitar o ortostatismo prolongado, dando ao menos pequenas caminhadas, sempre que a ocasião permitir durante o trabalho e, fazendo repouso com as extremidades elevadas, ao sentar para ler, assistir TV, costurar, ou mesmo durante o sono.

Também devemos combater o sedentarismo, praticando regularmente exercícios físicos, pois estes favorecem a circulação. Caminhar, correr, hidroginástica, natação e ciclismo, bem como quase todos os tipos de exercícios são benéficos. O remo, o halterofilismo, bem como qualquer tipo de esforço brusco e violento deve ser evitado. Aqui não se inclue a ginástica com pesos e em aparelhos, que também podem ser realizadas, desde que sob supervisão adequada. O uso de saltos altos, de base larga, da mesma forma que o subir e descer escadas, beneficia o paciente, pois aumentam a atividade das “batatas das pernas”, muito ao contrário do que costumeiramente se fala.

Deve-se combater a obesidade, restringir ao necessário o uso de hormônios, bem com tratar outras doenças que porventura possam estar associadas. O uso de medicamentos específicos, os chamados flebotrópicos, é útil para aliviar sintomas e minimizar complicações, devendo ser prescritos em associação aos outros métodos descritos.

Para finalizar, consideramos fundamental o uso de meias elásticas no tratamento clínico das varizes.No entanto, é preciso conhecer o momento adequado de iniciar seu uso, bem como o tipo indicado (tamanho e compressão), para cada caso. O especialista deve ser consultado, pois a utilização de forma incorreta pode ser prejudicial. De qualquer forma, o momento ideal para calça-las, é imediatamente após repouso com elevação das pernas. Não se deve por exemplo, passar o dia em atividade e à noite calça-las para viajar, ou muito menos para dormir!

COMO SE FORMAM AS VARIZES?

Varizes
Varizes

As varizes se constituem num dos problemas mais antigos do ser humano.

O sangue é bombeado pelo coração para dentro das artérias que, por sua vez, levam este sangue para todas as partes de nosso corpo. Todas as células de nosso organismo são nutridas por este sangue.

Já as veias têm como função drenar o sangue de volta para o coração. Este caminho que o sangue percorre desde a sua saída do coração pelas artérias até o seu retorno pelas veias para o coração recebe o nome de CIRCULAÇÃO.

Andar sobre as duas pernas criou um sério problema para a circulação: o coração fica bem distante dos pés e das pernas. O sangue desce muito facilmente do coração até as pernas e os pés, através das artérias. Mas precisa desenvolver esforço muito grande para voltar dos pés e pernas até o coração. E este esforço é desenvolvido contra a força da gravidade. Esta tarefa de retorno venoso é executada pela veias.

Por isto a natureza lança mão de alguns mecanismos para facilitar o retorno do sangue das pernas até o coração:

Válvulas venosas

A natureza municiou as veias dos membros inferiores com estruturas muito delicadas, porém resistentes, chamadas de válvulas venosas. Estas válvulas servem para direcionar o sangue para cima. E este trabalho tem que ser feito permanentemente, por anos e anos. Na pessoa normal a válvula se abre para o sangue passar e se fecha para não permitir que o sangue retorne. Esta atividade se torna mais fácil quando estamos deitados ou com as pernas elevadas. Em algumas pessoas, com o passar do tempo, váris fatores podem determinar ou provocar um mau funcionamento destas válvulas. Com a idade, ou devido a fatores hereditários, as veias podem perder a sua elasticidade. Essas veias começam a apresentar dilatação e as válvulas não se fecham mais de forma eficiente. A partir daí o sangue passa a refluir e ficar parado dentro das veias. Isto provoca mais dilatação e mais refluxo. Esta dilatação anormal das veias leva à formação das varizes.

Algumas pessoas têm veias mais fracas e menos resistentes a este trabalho contínuo de promover o retorno venoso. Esta característica tem um importante componente hereditário. Por esta razão existem muitas pessoas com varizes dentro de uma mesma família

A bomba plantar

Cada vez que pisamos o sangue acumulado nos pés é bombeado para cima. Por isto é tão importante caminhar.

A bomba muscular da panturrilha

A contração dos músculos da batata da perna também serve de bomba para o retorno venoso. Mais uma vez se confirma a importância de andar.

É preciso que estes mecanismos que ajudam no retorno venoso funcionem perfeitamente; o mau funcionamento das válvulas venosas está entre as principais causas para a formação das varizes.

COMPLICAÇÕES DAS VARIZES

Varizes
Varizes

O sangue que é bombeado pelo coração para todo o corpo é rico em oxigênio e nutrientes. O oxigênio e os nutrientes são utilizados por todas as células do nosso organismo, e o sangue que volta pelas veias para o coração é pobre em oxigênio e em nutrientes.

Quando temos VARIZES este sangue tende a ficar represado nas pernas. Em consequência, com o passar do tempo, os tecidos das pernas passam a ser menos oxigenados e menos nutridos.

Quando não tratadas de forma correta as varizes podem progredir e desenvolver severas complicações.

Entre estas podemos citar:

Eczema geralmente se inicia com prurido (coceira)
Dermatite
Flebite e trombose – flebite significa inflamação da veia. Varicoflebite consiste na inflamação da varizes. Esta inflamação pode vir acompanhada da formação de trombo decorrente do sangue que coagula. Esta trombose superficial pode progredir para as veias profundas e aumentar o risco de embolia pulmonar.
Pigmentação e escurecimento da pele
Hemorragias – a pele e a parede das varizes muitas vezes ficam tão finas que facilmente se rompem. Quando isto acontece pode ocorrer uma importante perda de sangue. Este episódio é chamado de varicorragia (hemorragia proveniente de varizes).
Úlceras – a complicação mais temida pela população é a formação de feridas nas pernas denominadas úlceras. No início cicatrizam com certa facilidade mas, com o tempo e se tratadas de forma indevida, vão se tornando mais complexas. Como existem vários tipos de úlceras ns pernas, é importante o acompanhamento de uma especialista.

Quando isto ocorrer, procure deitar-se, elevar a perna e colocar bandagens compressivas sobre o local. Feito isto, procure imediatamente o seu médico.

QUEM TEM VARIZES?

Nem todo mundo tem varizes. Calcula-se que 18% da população adulta tem varizes. Só no Brasil estima-se que mais de vinte milhões de pessoas carregam esta doença. E, dessas pessoas, as maiores vítimas são as mulheres por causa dos hormònios femininos – principalmente a progesterona que favorece a dilatação das veias.

Agora, o principal fator de risco para se ter varizes é a presença desta doença na família: a hereditariedade.

Veja agora outros fatores que contribuem para faforecer o aparecimento das varizes ou agravar as varizes de quem já as tem:

Idade

Costumam aparecer a partir de 30 anos de idade e podem ir piorando com o passar os anos. É pouco freqüente antes dos 30 anos. Entretanto, as microvarizes ou “aranhas vasculares”, também chamadas de “vasos”, podem aparecer em pessoas bem mais jovens.

Sexo

As mulheres são mais propensas do que os homens;fatores hormonais da gestação, menstruação e menopausa parecem ter relação com a maior facilidade de dilatação das veias;alguns pesquisadores relatam que as terapias de reposição hormonal e anticoncepcionais aumentam o risco de varizes.

História Familiar – se há uma incidência de varizes na família, a sua chance de ter a doença será maior.
Obesidade – o sobrepeso aumenta a pressão sobre as veias e dificulta o retorno venoso.
Traumatismo nas pernas

Temperatura

Exposição ao calor por tempo prolongado pode provocar dilatação das veias.Não é à toa que a incidência de varizes é um pouco menor nos países mais frios.

Portanto, cuidado com a exposição excessiva ao calor do sol, das saunas, dos fornos, etc.

Tabagismo

Pesquisas revelam que a parede das veias também sofre as agressões das substâncias contidas nos cigarros

Gravidez

Durante a gravidez a quantidade de sangue circulante aumenta e, portanto, aumenta o trabalho das veias. Aumenta também a quantidade de progesterona, aquele hormônio que dilata as veias.

Outro fato que acontece na gestação: o útero vai aumentando de tamanho e vai comprimindo as veias do abdômen e da região pélvica da mulher, colocando assim um obstáculo para a subida do sangue das pernas para o coração. As “varizes” que aparecem durante a primeira gravidez frquentemente desaparecem após o parto. Já aquelas que surgem a partir da segunda gestação costumam permanecer após o nascimento do bebê.

Sedentarismo

O movimento das pernas é muito importante para “bombear” o sangue das veias. Portanto, ficar muito tempo sentado ou em pé parado é muito ruim para o trabalho das veias. Os exercícios e o combate ao sedentarismo são muito importantes para a circulação corporal. Portanto, muito cuidado com os trabalhos em que somos obrigados a ficar parados muito tempo.

Pílulas anticoncepcionais e reposição hormonal

Mais uma vez encontramos o problema dos hormônios atrapalhando as veias da perna. Alguns pesquisadores já responsabilizam os hormônios anticoncepcionais pelo aparecimento de varizes em mulheres jovens. O Fórum da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular (www.sbacv-nac.org.br) adverte inclusive para os cuidados que devem ser tomados com os remédios usados para a terapêutica de reposição hormonal

Fonte: www.varizes.org.br

Varizes

Varizes são veias que se dilataram e ficaram tortuosas.

Elas podem se apresentar em diversas formas: apenas como minúsculas linhas avermelhadas serpentinosas (telangiectasias), ou mais calibrosas azuladas (varizes de médio calibre) ou ainda com nódulos que saltam o plano da pele (varizes de grosso calibre).

Normalmente, acometem bem mais às mulheres, devido à influência dos hormônios sexuais femininos, gravidez, e menor massa muscular que os homens. Existe também uma tendência inata geneticamente determinada em algumas pessoas e, se na família apresentam-se vários casos de varizes, o risco de apresentá-las é bem maior.

Dependendo do tipo de variz, existem formas de tratamento mais adequados; o importante é iniciar o tratamento o mais precoce possível, pois, dependendo do grau de desenvolvimento de suas varizes, poderá ser recomendado de simples aplicações , cirurgias de micro incisões, ou até retirada de veia safena , o que é muito raro atualmente.

Uma avaliação com seu Angiologista é fundamental , para saber em que estágio se encontram suas varizes.

Escleroterapia (Aplicações): Antes temida devido aos riscos de ulcerar ou deixar manchas escuras no local da aplicação e além de muito dolorosos. Hoje em dia, são de maior segurança sem tais riscos, visto que os métodos utilizados evoluíram, bem como as soluções esclerosantes que são menos cáusticas .

Métodos de Escleroterapia: Aplicações com solução esclerosante injetável são ainda as mais utilizadas, principalmente nas varizes de pequeno calibre com bons resultados.

Aplicações sem injeção, por radiofreqüência, são utilizadas principalmente para as varizes de tamanhos minúsculos (telangiectasias), também com muito bom resultado.

Aplicações com Laser são utilizadas em varizes de pequeno calibre e telangiectasias, até em face e remoção de tatuagens, já sem deixar manchas hipocrômicas e com pouco risco de seqüelas, quando utilizados aparelhos de última geração computadorizados.

Microcirurgia de varizes: As microcirurgias são realizadas com freqüência pelos angiologistas para as varizes de médio calibre, que são aquelas em que já não se deve aplicar esclerosantes ou laser, devido a um maior risco de hiperpigmentação. A cirurgia pode ser feita até em ambulatório com anestesia local e utilização de agulhas topo tricô , para a retirada das varizes por minúsculas incisões feitas também por agulha , havendo, normalmente, necessidade de suturas.

COMO PREVENIR AS VARIZES

Para preveni-las devemos primeiramente atentar para o tipo de variz que possuímos, (de pequeno, médio ou grosso calibre), e como estamos nos descuidando para torná-las cada vez maiores e mais numerosas. Se possuímos familiares diretos portadores de varizes, já é um indício para termos maiores cuidados preventivos , pois a hereditariedade conta muito forte na doença varicosa.

O que fazermos então?

Cuidar do nosso corpo como um todo. Pessoas obesas terão uma agravação considerável do seu quadro. A tendência das varizes é sempre aumentar o calibre, se tornando mais grossas com o aumento acentuado do peso corporal. Estando com o peso normal, o tratamento é facilitado.

Evitar sobrecargas, portar pesos diariamente ou fazer atividades físicas do tipo musculação ou alto impacto, porque provocam uma maior tensão nos vasos e, por conseqüencia, a sua dilatação e/ou formação de outras varizes.

Não submeter o corpo à exposição prolongada de temperaturas elevadas tipo sauna, sessões de bronzeamento , banhos quentes demorados, porque também provocam uma maior dilatação dos vasos.

Repousar, sempre que possível, com as pernas elevadas após um dia de atividades mais intensas. Podemos até deixar um calço nos pés da cama de aproximadamente 7 cm, para favorecer o retorno venoso, já que os pés ficarão mais altos que o coração, ao deitar.

O tratamento esclerosante só deve ser feito, quando indicado por médicos angiologistas e, de preferência, para as varizes de pequeno calibre.

Existem vários métodos de esclerose ( aplicação ) de varizes: laser, radiofreqüência e injeção, todos com bons resultados quando bem executados , desde que o paciente de seqüência ao tratamento e siga as orientações do seu angiologista, pois é fundamental a continuidade do tratamento para escolha do método que melhor se adapte ao seu organismo.

POR QUE AS VARIZES VOLTAM?

Ao perceber que as varizes estão voltando, volte ao seu Angiologista.

Quando o paciente inicia um tratamento vascular, visando eliminar as varizes de suas pernas por completo é bom que saiba que não existe passo de mágica que as façam sumir de pronto.

É impressionante assistir em alguns programas de televisão matérias sobre técnicas revolucionárias sendo apresentadas como solução definitiva e imediata para qualquer tipo de varizes. Também em inúmeras revistas sensacionalistas de assuntos de estética encontramos artigos que falam de técnicas de resultados maravilhosos.

A verdade é que infelizmente ainda não chegamos ao tratamento definitivo que cure de vez as varizes.

Toda afirmativa de que em uma simples sessão de aplicação nas varizes com qualquer método as farão sumir por completo, é questionável. Na realidade, o que a grande maioria dos angiologistas praticam, são séries de sessões de escleroterapia que, quando feitas de maneira criteriosa e sistemática, possibilitam bons resultados, desde que o paciente dê sequencia ao tratamento e siga corretamente as orientações profiláticas indicadas pelo seu angiologista.

Mesmo que se faça o tratamentode maneira mais agilizada, com o incremento de várias sessões em um único dia, poderão ser necessárias algumas revisões para o acompanhamento dos resultados e se for indicado, seram feitas as devidas condutas e sessões complementares que o caso requeira, até que se obtenha o melhor resultado possível e desejado.

É comum recebermos em nossas clínicas pacientes “impacientes” que iniciam um tratamento estético de suas varizes e simplesmente resolvem parar por conta própria por perceberem alguma melhora. E passado algum período ao perceberem que as varizes “estão voltando” procuram um outro profissional por admitir que o tratamento não tenha sido eficaz. Na verdade , o que pode ter ocorrido são recanalizações de algumas varizes que apenas tinham sido parcialmente esclerozadas, que seriam perfeitamente eliminadas com a continuidade do tratamento escleroterápico (de aplicações). O melhor é ter um bom entrosamento com o seu médico para , dentro do menor tempo possível, concluir com sucesso o tratamento vascular.

Daí afirmamos que um tratamento para ter mais chance de eficácia terá que ser feito de forma ampla, e na maioria dos casos, requererá sessões de reforço naqueles vasos que percistirem após uma sessão de aplicação de esclerozante. E caberá ao médico angiologista que estiver acompanhando o caso, orientar o número de sessões necessãrias até a total esclerose dos vasos varicosos.

Costumo informar, sobretudo aos pacientes mais anciosos por uma excelência de resultados, que mesmo com todo critério na implementação das tecnicas de escleroterapia não é possível garantir que será alcançado uma eficácia de 100% no seu tratamento. Pois, alguns vasos apresentam uma maior resistência e persistem aos mais difrentes métodos atuais, deixando visíveis vestígios das varizes tratadas no seu trageto varicoso.

Agora, felizmente na grande maioria dos casos, a resposta ao tratamento costuma ser bem eficaz e isso é evidenciado quando o tratamento é bem precoce ao surgimento das varizes.

Portanto, não demore a dar início ao seu tratamento. Seja no verão ou qualquer outra estação , não importa, o melhor é fazer seu tratamento completo e sempre que perceber que estão voltando a surgir alguns novos vasos , volte ao seu médico e dê continuidade as sessões de esclerose. Só assim, manterá suas pernas sempre belas e saudáveis.

Tratamento das Varizes

Drenagem Linfática Manual Modeladora

Agora que já começa a existir um consenso na classe médica e por uma grande parte dos profissionais de saúde sobre o reconhecimento da valiosa ajuda da drenagem linfática tanto na prevenção como para uma série de transtornos orgânicos e estéticos, fica mais fácil poder acrescentar alguns conceitos e técnicas visando otimizar os resultados nesse tipo de tratamento.

Venho trabalhando com Angiologia e Drenagem linfática a cerca de 15 anos , e aliando a prática, com cursos e congressos nacionais e internacionais pude absorver experiências e principalmente palpar e observar a evolução de inúmeros pacientes, inicialmente na Gamboa / RJ e posteriormente em nossas clínicas no Rio de Janeiro (Campo Grande - Barra da Tijuca), com esse tipo de tratamento em portadores de vasculopatias (linfedemas e varizes) ou que visam melhorias estéticas (celulite, flacidez e varizes).

De onde vem o sucesso da Drenagem linfática?

Vem da “necessidade” cada vez maior que das pessoas têm de se apresentar melhor esteticamente , com mais harmonia nas formas, e, principalmente por estarem mais distanciadas das atividades e alimentação naturais acrescidas de uma condição mental cada vez mais estressante.

E surge então a Drenagem Linfática como artifício terapêutico médico/fisioterápico capaz de compensar estas mazelas da modernidade e minimizar estas carências e tentar devolver a normalidade da dinâmica dos fluidos corporais de forma generalizada, resgatando a capacidade das células interagirem mais satisfatoriamente.

O que ela promove no organismo?

Uma verdadeira facilitação das trocas de informações entre as células, que ficam com a melhora fluxo linfático, mais vitalizadas, ou seja, menos intoxicadas e com um sintema imunológico mais ativo. Prevenindo assim a instalação de inchaços nos membros, perda de vitalidade, distúrbios circulatórios e retenção de líquidos que favoreceriam a formação de celulite e flacidez

Diante da enorme variedade de vasos linfáticos distribuídos por todo nosso corpo, é compreensível que este fluxo de linfa (líquido incolor e que contido nos vasos linfáticos tem a função de contribuir na filtragem das impurezas do sangue) seja promovido com o auxilio de vários mecianismos naturais, tais como: contração dos vasos linfáticos, contração muscular, movimentos diafragmáticos , pulsação das grandes artérias. Daí a importância de sempre que possível estimular a prática regular de atividades físicas.

Quando deve ser indicada a DLMM?

Estará sempre bem indicada para pessoas saudáveis que queiram manter ou melhorar sua condição física / orgânica e mental. E poderá ser feita até diariamente dependendo da indicação e disponibilidade do paciente.

A Drenagem Linfática também poderá ser indicada desde casos de: cólicas menstruais, gestantes com dores nas pernas e sensação de peso, coadjuvante no tratamento das varizes (veja artigo escleroterapia & drenagem linfática) e também funciona muito bem para minimizar hematomas e processos fibróticos nos pós-cirúrgicos, como plásticas lipo e hidro-lipo. E ainda em casos de celulite, flacidez, alguns tipos de cicatrizes e rejuvenecimento em geral.

Quando está contra-indicada?

Nos portadores de patologias importantes como inflamatórias , vasculares obstrutivas e doenças degenerativas. Demais portadores de patologias deverão ser devidamente avaliados para se poder precisar o grau da lesão. Fazer primeiramente o tratamento necessário, para posteriormente, poder indicar as sessões de drenagem se assim a evolução do caso permitir.

Em qualquer dos casos a responsabilidade pela indicação do método é sempre do médico, que é o profissional habilitado para tal. E deverá ser sempre solicitada sua avaliação.

Em que consiste uma sessão de Drenagem Linfática?

Existem vários métodos de se promover uma boa sessão de Drenagem Linfática.

Em nossas clínicas praticamos uma combinação de técnicas com base em nossa experiência. Atualmente uma sessão, pode durar de 30 a 60 minutos, utilizar aparelhos ou ser totalmente manual. Compreende uma série de movimentos ritmados com a pressão adequada, onde o terapeuta, sabedor dos caminhos anatômicos da rede linfática, procurará direcionar a linfa para os centros linfonodais (linfonodos).

E visando estimular ainda mais o fluxo da linfa, durante a drenagem utilizamos, preferencialmente, alguns aparelhos fisioterápicos que são adaptados a cada paciente. Conseguimos, assim, além de contribuir na diminuição dos edemas, atuar num curto número de sessões, efetivamente no ganho do tonus muscular e na harmonia geral das formas corporais.

Fonte: www.varizes.com

Varizes

Varizes
Varizes

As varizes são dilatações e tortuosidades de veias situadas superficialmente nos membros inferiores e representam uma doença de grande importância, pela sua alta incidência. São anti-estéticas, às vezes dolorosas e podem complicar originando manchas ou úlceras, hemorragias, erisipelas, eczemas ou flebites.

Do ponto de vista sócio-econômico são bem conhecidas as restrições ao lazer, à exposição das pernas, às atividades físicas, sendo conhecidas várias pesquisas que mostram faltas ao trabalho e mesmo aposentadoria de pessoas jovens em fase produtiva da vida por complicações extensas e definitivas de grandes varizes.

Trata-se de doença específica da raça humana, pois se relaciona basicamente com a posição bípede assumida pelo homem e que originou uma grande dificuldade ao retorno do sangue dos membros inferiores. Ao caminhar ou realizando exercícios que promovem contração dos músculos da perna

ativam-se mecanismos que favorecem a volta do sangue ao coração, situação não observada nos que se mantém de pé parados ou mesmo sentados com as pernas imóveis.

Além desse problema relacionado à sua postura, uma parcela da população nasce com alterações constitucionais nas parede e válvulas das veias que vão sofrer varicosamento, dependendo de fatores desencadeantes que determinam o seu aparecimento. A gravidez é o principal responsável pelos quadros de varizes, sendo que ela e as menstruações fazem com que a doença seja predominante nas mulheres. Atividades profissionais que mantém as pessoas paradas ou sentadas por longos períodos, obesidade, alterações hormonais específicas ou induzidas pelo uso de medicamentos, assim como doenças que acometem as veias profundas dos membros inferiores ou seus músculos.

Destas, a mais importante é a seqüela da trombose venosa profunda ou síndrome pós-flebitica. Um certo número de doentes pode permanecer sem sintomas por longo período de vida e as varicosidades aparecem apenas como manifestação antí-estética. Quando sintomáticas causam sensação de peso e cansaço mais acentuados nos finais dos dias, nas menstruações ou gravidez, no verão, e quando muito tempo em pé ou sentado. Esta queixa reduz com o andar e desaparece totalmente com o paciente deitado. Algumas vezes existe queimação nos trajetos varicosos.

A hemorragia expontânea ou traumática é uma das complicações mais temidas, embora possa ser cuidada com facilidade bastando para isso deitar com as pernas elevadas e comprimir o local com curativos ou enfaixamento. A mancha e a fibrose da pele são alterações irreversíveis e a úlcera, que pode se iniciar de forma expontânea ou por traumatismo, sempre aparece dentro de uma área manchada e com fibrose. Uma ferida traumática ou infecciosa em área de pele normal não é uma úlcera varicosa.

As varizes são tratadas cirurgicamente e o procedimento se baseia fundamentalmente na retirada dos segmentos doentes com ligadura das suas porções distais e dos pontos de refluxo sangüíneo. As veias safenas só são retiradas quando varicosas. Quando possível, essa operação é realizada com incisões puntiformes que são fechadas sem suturas e com bom resultado estético.

As teleangectasias representam vasinhos fininhos e anti-estéticos que aparecem isolados ou em grupos localizados ou disseminados pelos membros inferiores.

Pouco dolorosos, algumas vezes são responsáveis por sensação de ardor ou queimação. São tratados através de injeções de substâncias esclerosantes que produzem sua inflamação e atrofia. Se discute a utilidade do laser na sua terapêutica sendo os resultados obtidos atualmente pouco animadores.

As microvarizes são dilatações e tortuosidades de ramos menores das veias superficiais, antiestéticas e pouco sintomáticas como as teleangectasias, mas que são tratadas cirurgicamente.

Existem terapêuticas auxiliares a serem aplicadas aos doentes que não querem ou não podem se submeter à operação e apara aqueles que apresentam complicações. As meias elásticas aliviam o peso e cansaço, protegem os membros sendo encontradas em diferentes tamanhos e graus de compressibilidade.

Os curativos compressivos com enfaixamento elásticos ou inelásticos são aplicados nos portadores de úlceras varicosas quando não existe infecção. As infecções dessas lesões e as erisipelas são medicadas com antibióticos específicos e os eczemas com corticóides tópicos, antialérgicos ou mesmo corticóides injetáveis ou parenterais ocasionalmente. Para as flebites superficiais são utilizados antiinflamatórios e as vezes até anticoagulantes. Quando existe comprometimento das veias safena interna ou externa pode ser necessário a operação de urgência.

Fonte: www.hcnet.usp.br

Varizes

O que são varizes?

As varizes nada mais são que veias dilatadas, de cor azulada, que geralmente aparecem nas pernas. Em alguns casos, as varizes incomodam apenas pelo problema estético, mas em muitos outros as pessoas também sentem cansaço e/ou dores nas pernas ou têm complicações sérias.

Quais são as causas mais comuns das varizes nas pernas?

Vários são os fatores que aumentam a chance da pessoa ter varizes, sendo a hereditariedade (que passa de pais para filhos) o mais importante. Porém, outros fatores como a gravidez, hormônios (principalmente o uso de anticoncepcionais e a terapia de reposição hormonal para a menopausa) ou ficar muito tempo em pé ou parado pelo trabalho (por exemplo, balconistas, professores, vendedores etc.) também são fatores de risco importantes para as varizes.

Por que as varizes são mais comuns nas pernas do que em outros lugares?

Normalmente, depois do sangue sair do coração e chegar às pernas e pés, ele tem de voltar ao coração e aos pulmões para receber mais oxigênio. Isso é feito com a ajuda dos músculo e das veias das pernas e dos pés.

Eles “fazem força” para que o sangue destas regiões mais baixas do corpo suba em direção ao coração a pulmões (contra a gravidade). Além disso, para que o sangue que está subindo não volte, existem pequenas válvulas dentro das veias que impedem que isto aconteça. No entanto, quando por diferentes motivos o sangue não consegue subir, e se acumula nas veias das pernas e pés, as veias ficam dilatadas e aparecem as varizes.

O que a pessoa com varizes sente?

No geral, além do desconforto estético das varizes, as pessoas reclamam de inchaço (edema) na região do tornozelo e uma sensação constante de perna cansada e pesada. Isso costuma piorar no final do dia, principalmente depois de várias horas em pé ou sentado, e nos dias de calor. Nas mulheres, os sintomas muitas vezes pioram durante a menstruação ou durante a gravidez. Nos casos mais sérios, as pessoas podem reclamar também de formigamento nas pernas e pés.

Quais são as principais complicações das varizes?

Com o passar do tempo, a má circulação do sangue nas veias pode levar a complicações como manchas escuras nas pernas e pés, problemas de descamação de pele, sangramentos, pele mais sensível e que se machuca mais facilmente, infecções de pele (erisipela) e deformidades no local. Também podem aparecer feridas (úlceras), que são difíceis de cicatrizar. Nos casos mais complicados, o sangue acumulado nas veias dilatadas também pode “coagular” (formar trombos), e com isso entupir as veias e dificultar ainda mais a circulação do sangue.

Dicas saudáveis para quem tem varizes:

Pratique um exercício físico (faça caminhadas leves, natação ou alongamento três vezes por semana)
Mantenha um peso saudável (faça uma dieta balanceada, com muitas fibras e pouca gordura)
Evite o “intestino preso” (faça uma dieta rica em fibras e beba cerca de 1,5 litro de líquidos ao dia)
Evite ficar na mesma posição – parado ou sentado – por muito tempo (por exemplo , faça pequenas caminhadas durante o dia)
Durante as viagens (por exemplo de avião), quando possível, movimente as pernas, ande, levante e abaixe os pés repetidamente, de tempos em tempos.

Fonte: www.nycomed.com.br

Varizes

Varizes
Varizes

Varizes: pequenas linhas, grandes problemas

São veias dilatadas e tortuosas que acometem boa parte da população mundial. Estima-se que uma em cada cinco mulheres e um em cada quinze homens tenham varizes, o que além de ser um problema estético ainda pode trazer complicações como trombose e outras doenças circulatórias e seqüelas graves.

O organismo possui três tipos de circulação: a arterial, que leva o sangue do coração ao restante do corpo; a venosa, responsável pela drenagem do sangue das extremidades do corpo para o coração, e a linfática, cuja função é drenar o interstício (espaço entre as células do organismo).

Por que as varizes são mais comuns nos membros inferiores?

Nos membros inferiores o sangue circula contra a ação da gravidade (de baixo para cima) e contra a pressão do abdome.

Por isso, existem válvulas no interior das veias que se fecham imediatamente após a passagem do sangue para impedir o seu refluxo.

Caso as paredes da veia estejam fracas, as válvulas não conseguem desempenhar bem a sua função, fazendo com que a veia não suporte a pressão e se dilate.

Sintomas

Os sintomas mais freqüentes são: dor, cansaço e sensação de peso nas pernas; sintomas menos freqüentes são: ardor, prurido (coceira), formigamento, inchaço e câimbras.

Além da questão estética, por que é importante tratar as varizes?

Com o passar do tempo, a circulação torna-se muito lenta e pode gerar vários transtornos, como coagulação do sangue dentro das veias, conhecida como trombose. O sangue estagnado também pode permitir o extravasamento de elementos do sangue para os tecidos provocando edema, manchas e até úlceras na pele.

Existe tratamento para as varizes?

Sim. Existe o tratamento cirúrgico que retira a veia varicosa através de um pequeno corte na pele por onde ela é puxada com a ajuda de uma agulha especial; e também, o tratamento clínico que engloba o uso de meias elásticas e a ingestão de medicamentos.

Principais fatores de risco:

Predisposição hereditária
Obesidade
Hábitos posturais - a permanência por mais de seis horas por dia na posição em pé ou sentado favorece o edema postural dos membros inferiores
Gravidez
Uso de anticoncepcionais

Fonte: www.herbarium.net

Varizes

Varizes
Varizes

Tipos

Podem se apresentar de diversas formas: linhas avermelhadas (telangiectasias), linhas azuladas mais grossas (médio calibre) e nódulos que saltam da pele (grosso calibre).

As varizes também são classificadas como leves ou graves. As leves causam mais preocupações estéticas e as graves provocam problemas como sangramentos, úlceras (feridas), eczemas, infecções, vermelhidão, manchas, espessamento da pele, dor, flebite e mesmo a embolia de pulmão.

Uma análise mais apurada, divide as varizes em quatro graus. Vale dizer que esta classificação leva em conta a evolução da doença, porém não significa que haverá avanço de um grau para o outro (ela pode passar rapidamente de 1 para 4).

TIPO 1: Vasinhos - pequenas veias da pele, da espessura de um fio de cabelo, avermelhadas ou um pouco maiores, azuladas, mas que estão na intimidade da pele, aparecendo na coxa, na perna, no glúteo e até mesmo nas costas.
Microvarizes:
São maiores, com trajetos longos e azulados que, geralmente, surgem na face lateral da coxa e do joelho e na perna.
TIPO 2:
Veias de médio e grande calibre, com riscos para o paciente.
TIPO 3:
A s varizes já se tornam problema de saúde ainda que não apresentem complicações.
TIPO 4:
Já se transformaram em um problema de saúde e trazem complicações como dores, úlceras de perna, hiperpigmentações, eczemas venosos e hemorragias.

Fonte: www.clinicabessa.com.br

Varizes

DOENÇA VARICOSA

Varizes são veias dilatadas e tortuosas que se desenvolvem sob a superfície cutânea. Dependendo da fase em que se encontram, podem ser de pequeno, médio ou de grande calibre.

A palavra variz se origina do latim: VARIX, que significa SERPENTE.

As veias mais acometidas pela doença varicosa são as dos membros inferiores: nos pés, pernas e coxas.

COMO É FEITO O DIAGNÓSTICO?

O diagnóstico de varizes é relativamente fácil na medida em que pode ser feito pela simples inspeção visual.

O seu médico poderá, através do exame físico e de algumas manobras, verificar quais as veias que estão comprometidas e se as suas safenas estão normais. Este exame inicial é feito com o paciente em pé.

O mapeamento de todos os segmentos varicosos pode ser feito também com a ajuda da ultra-sonografia venosa realizada com o Doppler.

O Doppler pode também auxiliar na busca de trombos venosos e de alterações no fluxo do sangue venoso.

Tipos de Varizes

Varizes
Microvarizes

Varizes
Vênulas

FATORES DE RISCO

PARA QUEM TEM VARIZES

Nem todo mundo tem varizes. Calcula-se que 18% da população adulta tem varizes. Só no Brasil estima-se que mais de vinte milhões de pessoas carregam esta doença. Dessas pessoas, as maiores vítimas são as mulheres por causa dos HORMÔNIOS FEMININOS, principalmente a progesterona que favorece a dilatação das veias.

Agora, o principal fator de risco para se ter varizes é a presença desta doença na família: HEREDITARIEDADE.

Idade: Costumam aparecer a partir de 30 anos de idade e podem ir piorando com o passar os anos. É pouco freqüente antes dos 30 anos. Entretanto, também podem aparecer em pessoas bem mais jovens.
Sexo:
As mulheres são mais propensas do que os homens; fatores hormonais da gestação, menstruação e menopausa parecem ter relação com a maior facilidade de dilatação das veias; alguns pesquisadores relatam que as terapias de reposição hormonal e anticoncepcionais aumentam o risco de varizes.
História Familiar:
Se há uma incidência de varizes na família, a sua chance de ter a doença será maior.

OUTROS FATORES

Obesidade

O sobrepeso aumenta a pressão sobre as veias e dificulta o retorno venoso.

Traumatismo nas pernas

Temperatura: Exposição ao calor por tempo prolongado pode provocar dilatação das veias.
Tabagismo:
Pesquisas revelam que a parede das veias também sofre as agressões das substâncias contidas nos cigarros.

TERAPIA MEDICAMENTOSA

Vários medicamentos, podem ser utilizados na tentativa de aliviar sintomas.

A DOENÇA VARICOSA, é uma patologia crônica e de evolução contínua.

Sendo assim, o melhor remédio é a PREVENÇÃO

Nem sempre é fácil acabar definitivamente com as varizes.

Mesmo que isso venha a ocorrer, existe a possibilidade de que elas apareçam em outros locais e que algumas manchas residuais esteticamente inconvenientes ainda permaneçam.

Portanto, deve-se ter paciência nestes casos e muita determinação para seguir o conjunto de orientações médicas, todas muito importantes, e que geralmente são complementadas pelo tratamento:

Mantenha a hidratação constante de seu organismo.
Realize com regularidade exercícios físicos adequados

MELHOR TRATAMENTO

Adote uma dieta saudável
Controle o estresse e o mau humor (freqüentemente desnecessários)
Realize a auto-massagem e a drenagem linfática
Observe repouso
Siga estritamente a orientação de seu médico com relação aos medicamentos prescritos e, principalmente...
Persista no tratamento!

Fonte: www.estiloserra.com.br

Varizes

Varizes
Varizes

As varizes são veias dos membros inferiores que se dilatam e causam uma alteração no fluxo do sangue que deve fluir desde os pés até chegar ao coração.

Ao invés do sangue ter um fluxo contínuo, devido à dilatação e insuficiência das válvulas que estão dentro das veias, este possui dificuldade em “subir” até o coração.

Esta dificuldade motiva cada vez mais a dilatação das veias. Há um aumento ainda maior na insuficiência das válvulas levando a um aumento nas causas das varizes, ocorrendo um ciclo vicioso.

Estas veias dilatadas (varizes) estão situadas logo abaixo da pele e algumas vezes podem tornar-se muito volumosas e dilatadas ocasionando sérias complicações.

AVANÇOS NO TRATAMENTO DE VARIZES

Anos atrás havia grande temor pelo tratamento de varizes de membros inferiores. Eles eram difíceis de serem seguidos e apresentavam resultados insatisfatórios.

Atualmente temos métodos eficazes como a escleroterapia (aplicações de varizes).

Visualiza-se uma melhora efetiva que não deixam manchas e irritações locais utilizando-se medicamentos esclerosantes (injetados nas varizes).

Atualmente utilizam-se agulhas que tornaram as aplicações bem menos dolorosas. Também pode-se utilizar de técnicas de laser, a qual evoluiu muito e apresentam eficácia comprovada. Entretanto o laser não pode ser utilizado em todos os casos; deve-se analisar cada caso individualmente.

As cirurgias de varizes estão cada vez mais estéticas e a técnica evoluiu para microcortes, deste modo não deixando cicatrizes inestéticas. Pode-se também realizar a retirada das varizes com o uso de agulhas, com anestesia local, sem necessidade de realizar grandes incisões.

Para as cirurgias venosas maiores, com retiradas de veias safenas (safenectomia), pode-se utilizar o método laparoscópico. Esta técnica possui bons resultados e está em processo de evolução.

O diagnóstico das varizes pode ser realizado através do Eco Doppler vascular (ultrassonografia vascular). Este exame é indolor e não é invasivo. Através de uma anamnese (avaliação clínica), pode-se diagnosticar com maior facilidade as diversas patologias vasculares.

Também é necessário que se oriente como prevenir precocemente, pois é ainda a melhor solução. Quando a paciente verificar a presença dos primeiros vasos deve procurar informações imediatas e uma avaliação especializada com seu médico. Mantenha uma periodicidade de visitas com ele para um melhor controle e verificação de seu quadro clínico.

Tratamento das Varizes

Após consulta médica minuciosa somada a um bom exame clínico, o médico pode determinar com uma boa precisão a extensão do problema e as necessidades do paciente.

Cada caso deverá ter sua técnica de tratamento indicada individualmente. Em diversos casos, especialmente quando se verifica a necessidade de cirurgia, solicita-se um Eco Doppler (uma ecografia especializada) o qual demonstrará os segmentos que apresentem alteração importante do fluxo sangüíneo e que irá influir muitas vezes no planejamento do tratamento.

Este exame é feito por profissionais especializados, com experiência e o tempo necessário para realizá-lo varia de 45 min à 1h20min para ser bem executado.

Veias inestéticas, que causem dores ou outros sintomas são candidatas ao tratamento:

Tipos de Veias

Varicoses: veias quase na superfície da pele e de calibre diminuto, (aproximadamente 2-3 mm ) cujo nome correto é telangectasia;
Varizes:
veias de calibre igual ou superior porém um pouco mais profundas, geralmente abaixo da pele, podendo fazer saliência na pele ou serem sinuosas;
Veias reticulares:
veias abaixo da pele porém de estrutura preservada porém visíveis devido a sua cor e devido a cor da pele;
Veias perfurantes insuficientes:
são vasos de comunicação dos sistema venoso superficial para o profundo, quando insuficientes levam o sangue venoso do sistema profundo (principal) para o superficial com isto dilatando-o e causando varizes e varicoses nos ramos adjacentes, às vezes causando dor localizada.

Tipos de Tratamentos

O tratamento pode ser conservador ou não:

Conservador

Meias elásticas com compressão a ser determinada pelo exame do médico. Na grande maioria das vezes, pelo fato dos sintomas serem mais importantes abaixo dos joelhos, uma meia 3/4 será bem indicada e mais fácil de usar.

Além de controlar os sintomas, fornece profilaxia para as complicações principais das varizes crônicas tais como úlceras de pele. Usamos venotônicos, que são medicamentos, alguns à base de castanha da Índia ou de rutina com resultados razoáveis no controle da dor e inchaço.

Usamos medicamentos específicos no período pré-menstrual, período em que podem estar agravados os sintomas. Algumas associações de vitaminas (C e E) têm sido utilizadas para alívio dos sintomas. Exercícios diários como caminhadas. Dormir com os pés da cama elevados aproximadamente 20 cm. Duchas frias rápidas nas pernas no decorrer dos dias muito quentes.

Não conservador

Diversas técnicas nos capítulos seguintes ( escleroterapia - laserterapia - cirurgia ).

TRATAMENTOS ESPECIAIS PARA VARIZES

Para avaliação da circulação venosa são realizados alguns exames específicos que o médico solicitará, se necessário. Alguns são caros e muito direcionados para programar um tratamento e devem ser solicitados somente pelo médico, o qual irá interpretar o exame, uma vez que as informações dadas pelo paciente e o exame físico são imprescindíveis e devem complementar-se.

Ultra-som com ou sem registro gráfico

Avalia fluxo por interpretação de sons produzidos pelos vasos.

Fotopletismografia

Avalia funcionalmente a capacidade de retornar o sangue especialmente pelo sistema venoso profundo.

Flebografia

Avalia o sistema venoso por meio de injeção de contraste.

Eco-doppler

Combina avaliação por imagem e som, estudo complexo, atualmente de fundamental análise nos casos em que especialmente planejamos uma cirurgia completa e funcional, especialmente para estudo das veias safenas, veias perfurantes e sistema venoso profundo, deve ser realizado por ecografista experiente e em contato constante com o cirurgião.

Tomografia e ressonância magnética

Método moderno, utilizado em alguns casos selecionados, especialmente como complementação na avaliação de algumas situações de trombose venosa profunda.

Adicional Técnico Sobre Eco-Doppler

Nossa interpretação do Eco-Doppler Colorido (Scan-Dupplex-Color):

É atualmente considerado o mais importante exame laboratorial pré-operatório para o paciente com varizes. Ele indica as áreas de refluxo (onde o sangue ao invés de "subir" pelas veias, ele "desce", causando sobrecarga da circulação).

Para decidirmos retirar uma veia de acordo com o Eco-Doppler, precisaremos levar em conta: o calibre da veia (se safena acima de 6-8 mm de diâmetro); o grau de comprometimento clínico (da pele e sintomas presentes) causado por este refluxo; a avaliação do refluxo volumétrico comparativo (é dado em mililitros/minuto e calculado pelo próprio aparelho de ecografia), já que existem refluxos perfeitamente equilibrados pelo organismo e que nunca irão desenvolver doença.

Isto tudo é importante para que ao analisar-se uma ecografia não retire-se simplesmente tudo que o exame relata como refluxo, sem avaliar o comprometimento causado por este refluxo.

O Eco Doppler vascular (ultra-som vascular) é utilizado para diagnóstico de patologias vasculares e para a avaliação do fluxo sangüíneo dos pacientes. Ele oferece acuracidade diagnóstica (para cerca de 90% dos casos), além de ser indolor e não causar transtorno ao paciente.

O diagnóstico das varizes de membros inferiores é realizado pela distinção dos sons apresentados neste exame. Deverá ter como base a anamnese (avaliação clínica) e exame físico, pois como o nome já diz, o exame é complementar.

Unindo ambos (avaliação clínica e Eco Doppler) o médico poderá realizar um diagnóstico correto.

Quando for necessária uma avaliação mais detalhada, o médico poderá solicitar o Eco Doppler Colorido. Há complementação com fotos coloridas aos registros ultrassonográficos. Deste modo o médico observará o mapeamento dos vasos pesquisados.

Para um procedimento cirúrgico, o Eco Doppler colorido é de fundamental valia, pois o mapeamento realizado identifica com precisão as varizes que devem ser retiradas,

Fonte: www.varizesonline.com.br

Varizes

Existem varizes internas?

Não existem. As veias internas ou profundas são protegidas pela musculatura que impede que haja dilatação. O que existe são outras doenças graves que atingem as veias internas, mas não as varizes. Já as veias superficiais estão no meio do tecido gorduroso, que não protege e portanto é onde ocorrem as varizes.

As varizes, as microvarizes e as teleangiectasias podem existir juntas?

Podem, porque são manifestações da mesma doença.

Em resumo: É a pressão aumentada dentro das veias, provocada por alterações nas válvulas, que ocasionam um fluxo de sangue alterado, levando, então, à dilatação das veias superficiais. Isto ocorre por uma tendência hereditária, e é piorado por diversos factores. As veias estão presentes nas pernas desde o nascimento, mas não chamam atenção. Quando ocorre a dilatação, por causa da doença, passam a ser visíveis e anti-estéticas.

Varizes voltam?

Varizes não voltam, aparecem outras que devem ser tratadas. Uma pessoa que tem a vesícula ou o apêndice operado nunca mais terá problemas nestes locais porque só existe um apêndice e uma vesícula. Já as veias, sempre vão existir ,não é possível retirar todas. Uma veia que estava normal no momento de um tratamento, mais tarde poderá estar doente, porque a tendência hereditária existirá durante toda a vida. Este facto não invalida os tratamentos, porque se as varizes não forem cuidadas poderão levar a sérias complicações no futuro. Por este motivo é que se propõe o Tratamento Continuado de Varizes, que controla o problema estético e a doença conforme se manifestem.

As veias superficiais podem ser retiradas sem causar problemas?

Podem. As veias que realmente importam são as veias profundas, elas é que fazem o papel da circulação venosa. As veias superficiais podem ser tratadas sem que elas venham à fazer qualquer falta para o organismo.

Existe "cura" para as varizes dos membros inferiores?

As varizes dos membros inferiores é uma doença crónica dependente de uma tendência hereditária e de factores agravantes. Sendo ligada à hereditariedade, não podemos falar em "curar" as varizes ,porque a tendência estará sempre presente e novas varizes poderão aparecer durante toda a vida do indivíduo. No entanto esta doença é controlável e as pessoas podem passar toda a sua existência sem que as varizes sejam um problema de saúde ou estético.

Podemos dizer que: tem varizes quem quer. A medicina tem técnicas modernas e simples que controlam o problema com óptimos resultados funcionais.

Tipos de Varizes

Varizes
Varizes

Varizes
Varizes com ulceração

As varizes podem ser classificadas em dois tipos: primárias (essenciais) e secundárias.

Estão anormalmente dilatadas e tortuosas devido ao aumento prolongado da pressão intraluminal por defeito ou ausência das válvulas venosas . As principais veias afectadas são as do meio inferior uma vez que essa pressão é por regra maior a este nível . As primárias resultam de defeitos congénitos ou adquiridos , das válvulas e/ou das paredes venosas , sem venopatia profunda e com evolução benigna . As secundárias ocorrem quando há obstrução venosa profunda , perda de válvulas , mau funcionamento das veias perfurantes sendo os sintomas mais graves .

É relativamente frequente a associação de varizes com outros defeitos tidos como hereditários, tais como pés planos, hemorróidas, hérnias e outros. As varizes secundárias decorrem, em geral, da obstrução das veias profundas (principais) causadas por um processo de tromboflebite.

Fonte: portfolio.med.up.pt

Varizes

Rotura de Varizes

As alterações morfológicas e fisiológicas imposta ao sistema venoso em insuficiência crônica, promovem repercussões locais e sistêmicas de grande importância clínica e cirúrgicas. As complicações mais comuns são o edema, hiperpigmentação ou dermite ocre, eczema de estase, celulite ou erisipela, dermatosclerose e úlcera de estase. Complicação menos comum mais de proporção dramática são os sangramentos.

Os sangramentos podem se dar em úlceras crônicas nutridas por perfurantes pérveas insuficiente e em varizes de longa duração, podendo ser espontâneo ou traumático. Os sangramentos espontâneos são mais comuns em indivíduos idosos e os traumáticos a indivíduos com maior atividades física.

As alterações tróficas imposta por uma condição crônica da doença, contribui para um adelgaçamento da pele e favorece a dilatação varicosa, determinando um meio bastante favorável a sangramentos e ulcerações. O edema, as hemorragias subcutâneas, a substituição dos tecidos gordurosos por fibrose, a estase venular e capilar, associada a ação lítica dos lisossomos encontrados na parede dos vasos, são os principais responsáveis por estas alterações.5

O quadro clínico das roturas de varizes caracterizam, geralmente, por corresponder a um paciente do sexo feminino, meia idade, portadora de varizes de grossos calibres e que exercia uma atividade física por ocasião do sangramento. Alguns desses pacientes são admitidos em unidades de emergência em choque hipovolêmicos e não rara as vezes vão a óbito. O sangramento é indolor e comumente percebidos por outras pessoas.4

O tratamento consiste na interrupção do sangramento com uma simples compressão digital no local da hemorragia, seguido da ligadura do vaso sangrante com ponto cutâneo em “X” ou ligadura distal e proximal ao foco hemorrágico do vaso lesado. Caso o paciente encontre-se em choque hipovolêmico, deverá ser realizado suporte de vida avançada, procedendo com manutenção das vias aéreas pérvia, oxigênioterapia e reposição volêmica.

Por se tratar de uma solução de continuidade periférica, facilmente infectável, torna-se necessário garantir a profilaxia antitetânica.6

CASOS E CONDUTAS

Varizes
Figura 1 - Paciente do sexo feminino, 45 anos, cozinheira
profissional, admitida em unidade de emergência com
sangramento profuso por ferimento na face anterior da
perna esquerda. Negava qualquer traumatismo no local da
ferida e informava que não percebeu quando iniciou o
sangramento, tendo sida advertida da hemorragia pela
colega de trabalho. Por ocasião da admissão encontrava-se
isocórica, consciente, ansiosa, taquipnêica, taquicárdica e
hipotensa. Iniciou-se o tratamento da paciente com
oclusão digital da hemorragia, oxigenioterapia e reposição
volêmica (Cristalóide = 2000 ml de Ringer Lactato). Sutura
definitiva da ferida com ponto cutâneo em “X” de
mononylon 3-0 e profilaxia antitetânica.

Varizes
Figura 2 - Paciente do sexo feminino, 59 anos, aposentada, admitida em unidade de emergência com história de sangramento em úlcera crônica na face medial da perna esquerda. Informava ter sido o primeiro sangramento e que o tinha controlado com compressão manual. Paciente foi submetida a antissepcia, realização de curativo compressivo e profilaxia antitetânica. Para cura definitiva da doença a paciente deverá ser submetida a desconexão das perfurantes que nutrem a úlcera.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

As hemorragias por ruptura de varizes é uma situação simples que deve despertar o médico que atende a esses doentes da necessidade de tratamento definitivo da causa do sangramento.

Carlos Adriano Silva dos Santos

Guilherme Benjamin Brandão Pitta

REFERÊNCIAS

1. Maffei FHA. Varizes dos membros inferiores: epidemiologia, etiopatogenia e fisiopatologia. In: Maffei FHA, Lastória S, Yoshida WB, Rollo HA. Doenças vasculares periféricas. 20 edição. Rio de Janeiro: Medsi; 1995. p. 939-49
2. O´Donnell Jr TF, Lafrati MD. Veias varicosas. In: Haimovici H, Ascer E, Hollier LH, Strandness Jr DE, Towne JB. Cirurgia vascular: princípios e técnicas. 40 edição. Rio de Janeiro: Dilivros; 1999. p. 1192-1204.
3. Komlós PP. Varizes primárias e suas complicações. In: Bonamigo TP, Frankini AD, Komlós PP. Angiologia e cirurgia vascular: guia prático. Porto Alegre: Assessoria gráfica e editorial; 1994. p. 92-6
4. Evans GA, Evans DMD, Seal RME, Craven JL. Spotaneous fatal haemorrhage caused by varicose veins. Lancet 1973;2(7842):1359-1362.
5. Ferreira CA, Sales EA, Garrido MBM. Patologia e diagnóstico das varizes dos membros inferiores: patologia. In: Maffei FHA, Lastória S, Yoshida WB, Rollo HA. Doenças vasculares periféricas. 20 edição. Rio de Janeiro: Medsi; 1995. p. 951-8.
6. Pitta GBB. Urgências vasculares. In: Batista Neto J. Cirurgia de urgência: condutas. Rio de Janeiro: Revinter; 1999. p. 513-9

Fonte: www.lava.med.br

Varizes

As varizes ou veias varicosas são veias dilatadas, tortuosas, alongadas e incompetentes, gerando dificuldade no retorno do sangue das veias das pernas para o coração.

Podem ser de dois tipos:

Essenciais ou primárias - são aquelas que têm origem em alterações das próprias veias superficiais dos membros inferiores.
Secundárias -
são aquelas que se originam de alterações no sistema venoso profundo ou da presença de comunicações entre artérias e veias..

Por que ocorre?

A causa das varizes está relacionada à história familiar e pode ser agravada por fatores de risco como: idade, gestação, uso de pílulas anticoncepcionais, terapia de reposição hormonal, obesidade, fumo e excessiva permanência em pé durante o decorrer do dia.

Como se manifesta?

Os pacientes geralmente procuram o médico com queixas de veias dilatadas, visíveis, apresentando dor, cansaço e sensação de peso nas pernas. Podem referir ainda ardência, coceira, formigamento, inchaço e câimbras. Tais sintomas, que são agravados pelo ortostatismo prolongado e pela posição sentada, pioram com o decorrer do dia e tendem a aliviar com a elevação das pernas.

A presença de úlceras venosas e coloração escura (ocre) da pele ocorrem mais tardiamente, correspondendo a casos já complicados (insuficiência venosa crônica).

Como diagnosticar?

O diagnóstico é feito através da identificação dos sintomas acima descritos e pelo exame geral do paciente e de seus membros inferiores.

O exame dos membros inferiores inclui a inspeção/palpação dos trajetos varicosos e testes com garrote que têm a finalidade de determinar o nível da incompetência venosa e a probabilidade de acometimento do sistema venoso profundo.

O ecodoppler venoso é um exame não invasivo utilizado quando há suspeita de varizes secundárias ou visando o planejamento cirúrgico.

Quais as complicações?

Edema (inchaço), dermatite ocre (não regride depois de instalada), úlceras varicosas, sangramento varicoso (varicorragia), flebites e erisipelas. A incidência de trombose venosa profunda aumenta em pacientes portadores de varizes.

Qual o tratamento?

O tratamento das varizes de membros inferiores consiste em medidas gerais, suporte elástico, escleroterapia e cirurgia.

Medidas gerais: elevação dos membros inferiores (elevação do colchão ou da própria cama), exercícios físicos aeróbios, evitar períodos prolongados em ortostatismo e na posição sentada, principalmente nos dias quentes.

Suporte elástico: utilização de meias elásticas de compressão graduada (média-alta), extendendo-se até a perna ou coxa.

Escleroterapia (Secagem de Microvarizes): Está indicada nas pequenas varizes e telangiectasias, visando alívio de sintomas locais e melhora da aparência do membro (apelo estético). Na presença de varizes mais calibrosas concomitantes, impõe-se primeiramente o tratamento cirúrgico.

Cirurgia: O tratamento cirúrgico das varizes primárias dos membros inferiores visa à extirpação de todas as veias varicosas incompetentes. Tem por objetivo obter uma melhora estética, dos sintomas e, fundamentalmente, restabelecer a normalidade da circulação venosa, protegendo o paciente dos efeitos danosos da insuficiência venosa crônica.

Para diminuir as recidivas, temos que descartar os fatores desencadeantes, procurando indicar cirurgia, sempre que possível, às pessoas com peso ideal. Contra-indicamos em pacientes com idade avançada, isquemia de membros inferiores, infecção ou doenças graves associadas (pulmonares, renais, cardíacas).

Possui índice de complicações praticamente nulo e pode ser realizada ambulatorialmente.

Fonte: www.drgate.com.br

Varizes

Varizes
Varizes

As varizes, tortuosas e alongadas, não são um obstáculo apenas à beleza, mas significam um perigo à saúde de quem as possui. Procurar um médico e tratar essas veias é essencial, assim como tomar as devidas precauções evitando o aparecimento delas.

Segundo Mario Bruno Lobo Neves, professor adjunto do Departamento de Clínica Médica, do Serviço de Angiologia do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (HUCFF) e professor da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), o surgimento das varizes pode acontecer por uma série de fatores, podendo resumi-los em dois. “Um dos fatores é a fragilidade da parede da veia, e assim a pressão do sangue, que seria uma pressão normal para qualquer veia, naquela torna-se a pressão suficiente para dilatá-la. Essa parede frágil pode ser herdada da mãe ou do pai. O que se diz é que são “varizes hereditárias”, pois as pessoas acreditam que herdaram as varizes, mas na verdade as pessoas herdam um defeito de formação da parede das veias. É o mesmo caso de quem tem pé chato, hemorróidas, hérnia, tudo isso demonstrando fragilidade do tecido conjuntivo, que é o principal elemento de resistência da parede da veia. Essas são as varizes primárias”, explica.

Já o outro fator responsável pelo surgimento dessas veias é alguma doença que faz com que a pressão sanguínea aumente dentro dela. A parede da veia nesse caso é normal, mas está sendo submetida a uma pressão muito mais alta, então dilata, entorta e com o tempo se alonga um pouco. “Se nós tivermos uma trombose venosa, ou seja, o entupimento de uma veia, o sangue não consegue passar por ali e começa a passar por outros caminhos venosos e vai dilatando esses caminhos, especialmente na superfície da pele, na perna. Então a gente começa a vê-las altas, depois dilatadas, depois tortuosas”, fala o médico.

Há também alguns medicamentos que favorecem a dilatação e a fragilidade. “O anticoncepcional é um deles, mas outros fatores não medicamentosos também podem fazer isso. Por exemplo, durante o período gestacional os hormônios femininos estrogênio e progesterona provocam essa maior dilatação das veias, e por isso na gravidez aparecem varizes. As pessoas muito freqüentemente pensam que é o volume do neném dentro da barriga da mãe que faz um peso grande e comprime as veias, dilatando. Isso só acontece no final da gestação, mas as varizes começam a aparecer no primeiro trimestre, quando não há peso e volume nenhum, sendo conseqüências de uma alteração hormonal. No segundo trimestre de gravidez ocorre um aumento do número de varizes porque o útero recebe muito mais sangue, e depois manda esse sangue para o território venoso, formando como se fosse um “engarrafamento”, uma estase, aumentando a pressão”, esclarece o doutor Mário.

As mulheres representam a maioria dos que possuem varizes, o que não significa que não possa aparecer em homens e em crianças. “Em homens não é muito comum, e crianças podem ter varizes excepcionalmente, mas tem que ser bem investigado porque elas podem ter outras causas, como por exemplo, existir uma deformidade congênita, uma alteração do desenvolvimento normal dessas veias, ou haver uma comunicação direta entre artérias e veias, o que não deveria acontecer, pois faz com que o sangue da artéria, que tem muito mais pressão, entre e dilate essas veias. Ou a criança pode ter tido um traumatismo. Portanto, toda vez que aparecem varizes em crianças isso deve ser bem investigado porque pode ter causas mais importantes e sérias”, alerta.

O diagnóstico da doença é feito, muitas vezes pelo próprio paciente, antes de sua ida ao médico. “O paciente já chega falando ‘Olha eu tenho isto, tenho varizes, mas quero tratá-las’. Ele sabe que tem, mas cabe ao médico ver se são do tipo primário ou secundário, se a doença da pessoa é a própria veia que é frágil, ou se tem outra doença por trás que faz essa veia ficar assim. Depois de diagnosticar a etiologia (a causa dessas varizes), o médico inicia o tratamento”, fala o doutor Mário.

– Se a variz for primária e de calibre pequeno utiliza-se o que as pessoas falam popularmente de esclerosante, que é um processo chamado de escleroterapia.

Pode ser usado com vários métodos: químicos, físicos, e mais modernamente está se usando o laser. O laser ainda é uma interrogação nessas veias muito pequenas, especialmente em pessoas mais bronzeadas do Rio de Janeiro, pois pode manchar um pouco a pele e deixar uma marca branca, já que às vezes lesa a melanina. Mas isso em um tempo mais ou menos curto será resolvido e o laser vai começar a dar um resultado melhor, já que os aparelhos hoje possuem um sistema de resfriamento de pele que diminui muito a dor que ocorria e as manchas não são mais frequentes. As coisas vão sendo aprimoradas, mas ainda prefiro fazer a escleroterapia química, que são as famosas injeções. – explica – Se as veias forem maiores o tratamento já é cirúrgico, havendo até a retirada da safena que é uma veia muito importante da perna, mas que se estiver doente causa mais doença do que ajuda a perna do paciente – esclarece o doutor.

Embora ter veias à mostra possa significar a existência de varizes, nem sempre é isso que ocorre. Muitas pessoas de pele clara têm veias que ficam muito visíveis. “As pessoas falam ‘ai, eu detesto essa veia azul’, e recordamos da época dos senhores de terra, em que os camponeses trabalhavam no campo, pegavam muito sol e por conta disso eram bronzeados e não apareciam as veias. Já os senhores das fazendas, os nobres, não iam pra terra e não pegavam sol, e tinham a pele muito mais clara, e conseqüentemente viam as veias. Na verdade o que se via era o sangue dentro das veias, porque o sangue venoso é um pouco menos oxigenado, então ele tem uma cor azul. É por isso que se dizia que os nobres tinham sangue azul, porque se via por transparência da pele o sangue azulado das veias”, fala.

Mas caso haja a existência de varizes e não esteja sendo feito o tratamento correto, a tendência é que elas aumentem de tamanho e de número. “Isso pode proporcionar dor, cansaço, e a pessoa pode eventualmente esbarrar em alguma coisa e romper uma veia que esteja muito dilatada na superfície cutânea.

Isso causa um transtorno grande, porque sangra bastante e as pessoas quando têm essa ruptura de veia não fazem o que deve fazer: ficar quietas com a perna para cima. Sempre ficam andando de um lado para o outro, feito baratas tontas, chamando e gritando por alguém que as socorra, o que faz sangrar mais”, explica o doutor Mario.

É possível se prevenir das varizes, é isso deve ser feito principalmente se o paciente já possui na família pessoas com a tendência de desenvolvê-las. “A prevenção é feita utilizando roupas e sapatos adequados, que não sejam muito justos, além de tomar cuidado com atividades físicas de peso e impacto.

Alimentação também pode ajudar, já que alimentos que contém vitamina C são indicados por servir como um co-fator para a construção da fibra colágeno fortificando a parede da veia. Assim, pode-se perceber que qualquer um de nós pode fazer uma serie de coisas para evitar o surgimento de varizes”, finaliza o médico.

Mariana Granja

Fonte: www.olharvital.ufrj.br

Varizes

O que são Varizes?

Varizes dos membros inferiores são veias doentes da superfície dos membros inferiores, que se tornam progressivamente dilatadas, alongadas e tortuosas.

Existe uma tendência hereditária para as pessoas apresentarem varizes, provavelmente o pai ou a mãe têm varizes, ou então, um dos avós ou mesmo um tio. Além da tendência hereditária, alguns fatores podem desencadear o aparecimento ou a piora do quadro de varizes. Um dos principais é a gravidez. Outro muito importante é o uso de anticoncepcionais. Ficar muito tempo na posição em pé ou sentada também provoca varizes. Portanto, pessoas que ficam em pé paradas, ou sentadas durante muito tempo, usam anticoncepcional ou tem várias gestações e que apresentam a tendência hereditária, têm uma forte possibilidade de desenvolver o problema. A questão hereditária favorecendo as varizes atinge homens e mulheres igualmente, mas existe uma proporção muito maior de mulheres com varizes do que homens, por causa do efeito do hormônio feminino em agravar o problema.

Varizes: um problema conhecido desde a antiguidade

As varizes de membros inferiores são estudadas e tratadas desde a antiguidade, existem referências a tratamentos que remontam a mais de 2000 anos. No santuário do Doutor Amynos, perto da acrópole de Atenas foi descoberta em uma escavação, uma escultura, provavelmente realizada por um grego em agradecimento, que representava uma perna com grossas e nítidas varizes esculpidas. Esta preocupação da medicina com as varizes desde os primórdios da história da civilização ocorreu porque as varizes são visíveis. Então para os observadores praticantes da medicina antiga, que não tinham sofisticados aparelhos para examinar o corpo humano por dentro, a relação de causa e efeito dos sintomas com a presença das veias que são facilmente visíveis nos membros logo se fez. Essa mesma característica de ser uma doença visível causa a preocupação das mulheres do século XXI com as antiestéticas marcas de varizes.

As varizes e as mudanças de costume da década de 60

A mudança de costumes das últimas décadas, principalmente o uso da mini-saia nos anos 60, levou a um grande desenvolvimento do cuidado com as varizes dos membros inferiores, particularmente no Brasil. O nosso país é pioneiro e inovador em todo o mundo nas técnicas de tratamento de varizes de membro inferior. O desenvolvimento da escleroterapia ("aplicação") e de novos equipamentos de crioescleroterapia para as telangiectasias ("vasinhos"), o uso da agulha de crochê, o uso de microincisões para as cirurgias de varizes e microvarizes, e mesmo a escolha das técnicas a serem utilizadas em cada caso foi desenvolvido aqui, por médicos que tinham como característica o senso de observação e a criatividade privilegiada que permitiu com poucos recursos descobrir avanços hoje adotados no mundo inteiro. Podemos dizer, e claro, com certo orgulho, que na área de Flebologia (estudo das veias) o lugar que tem a melhor tecnologia no mundo é, e reconhecidamente o Brasil. Lembramos as características criativas do Cirurgião Vascular e Angiologista brasileiros, mas é claro que um outro fator deve ser lembrado. A preocupação da mulher brasileira com o corpo. Não só por causa do clima que pede roupas leves, mas também por causa da procura da beleza da mulher brasileira que é também única no mundo.

Os tipos de Varizes

Existem dois tipos de varizes: as chamadas primárias, que aparecem influenciadas pela tendência hereditária e as chamadas secundárias que aparecem por doenças adquiridas no decorrer da vida e são de tratamento mais difícil. As varizes primárias são as responsáveis pelas antiestéticas linhas vermelhas e azuis de diversos tamanhos na perna da mulher e também pelas varizes de maior calibre e são as mais freqüentes.

As varizes secundárias são chamadas erroneamente de "varizes internas". "Varizes internas" não existem. Mas, existem sim problemas sérios de doenças nas veias internas, que são as varizes secundárias, e estas varizes é que são muitas vezes popularmente chamadas de “varizes internas”.

Podemos também considerar as varizes, de uma maneira simplista, como leves ou graves. As “leves” são as que, embora sejam uma doença, não causam um problema de saúde imediato causando mais preocupações estéticas, e as “graves”, são as que causam sérios problemas, como sangramentos, úlceras ( feridas), eczema, infecções, vermelhidão, manchas, espessamento da pele, dor, flebite e mesmo a embolia de pulmão, felizmente raro em varizes primárias, mas que põe em risco até a vida do paciente.

Os Tipos de Varizes segundo a Clínica Naturale

Existe uma classificação científica das varizes, chamada de CEAP, que é utilizada no mundo inteiro para as pesquisas científicas. Mas esta classificação é muito complexa, e não é utilizada na prática do atendimento de pacientes. Em pesquisas científicas, lideradas por médicos da Clínica Naturale, foi desenvolvida uma nova Classificação Clínica, conhecida como Classificação Estético Funcional, ou ”Classificação de Francischelli”, que divide os pacientes portadores de varizes em 4 Tipos ou Grupos. Cada um dos grupos tem características comuns que permitem escolher os melhores tratamentos.

TIPO 1 – IVIPE

As varizes que são mais um problema estético

Predominantemente Estética a presença de varizes pequenas que são as telangiectasias (vasinhos) e veias reticulares ( microvarizes). As telangiectasias (vasinhos) são as pequenas veias da pele, da espessura de um fio de cabelo, avermelhadas ou um pouco maiores, azuladas, mas que estão na intimidade da pele.

Apresentam vários formatos, desde pequenos riscos, até grandes arborizações. Podem estar presentes em todos os locais dos membros, atingindo, a coxa, a perna, o glúteo e em alguns casos até a região das costas. As veias reticulares ( microvarizes), são maiores, e se apresentam como trajetos longos, azulados, e estão sob a pele, mas a ela intimamente relacionadas. Estas veias estão freqüentemente ligadas as telangiectasias, É muito freqüente a associação de telangiectasias da face lateral da coxa, com estas veias reticulares que se estendem para a região lateral do joelho e atinge até a perna. Apesar de ser um problema de saúde, uma doença, estas pequenas veias não causam riscos imediatos, sendo um problema que atinge mais a auto-estima do paciente.

Portanto, geralmente o paciente procura o médico pela questão estética, por isso chamamos este tipo de IVIPE: "varizes de importância predominantemente estética". A IVIPE - são então as varizes pequenas, da pele como as telangiectasias (vasinhos) e sob a pele como as veias reticulares (microvarizes). Embora não seja um problema de saúde no curto prazo, ainda é uma doença a longo prazo, porque alguns raros problemas podem acontecer, como sangramentos.

Tipo 2-IVIFE

As varizes que são tanto um problema de saúde (funcional) como um problema de aparência (estético).

Chamamos de Tipo 2 ou IVIFE - Insuficiência Venosa Funcional e Estética a presença de veias de médio e grande calibre. Já é uma doença que envolve alguns riscos e problemas para o paciente, e por isso deve ser tratada, entretanto, pode estar presente também a preocupação estética. Neste caso os dois problemas devem ser considerados, a doença (funcional) e a estética. A IVIFE - Insuficiência Venosa Funcional e Estética, acontece quando o paciente que apresenta a doença varizes, que necessita tratamento para evitar complicações, também está preocupado com a aparência.

É importante reconhecer estas duas condições: a doença (funcional) e a aparência ( a estética), porque durante o tratamento o médico deve corrigir a doença, mas também utilizar técnicas estéticas para que atenda o desejo de melhor aparência das pernas do paciente. De nada adiantaria um espetacular tratamento médico, mas que deixa as marcas de cicatrizes enormes, e também não é interessante, cuidar da estética e deixar de resolver a doença. Um perfeito equilíbrio entre os dois fatores é desejável no tratamento. Este tipo de varizes é muito freqüente, e são utilizadas em seu tratamento as técnicas estéticas e funcionais, para que a doença seja corrigida e ao mesmo tempo um resultado estético seja também obtido. Por esta característica dupla, este tipo de condição necessita uma atenção própria por parte do médico, e assim é classificada em um grupo a parte.

Tipo- 3 IVFA

As Varizes que são um problema de saúde (funcional) sem que o paciente tenha preocupações estéticas e que ainda não apresentaram complicações.

Chamamos de Tipo 3 ou IVFA

Insuficiência Venosa Funcional Assintomática, todas as situações onde se apresentem varizes, sem que a questão estética esteja envolvida. Neste caso a doença (funcional) está presente, sem que o paciente esteja preocupado com a aparência (estética). Em alguns casos as varizes podem atingir grandes dimensões antes de apresentar complicações. O tratamento, neste caso é voltado mais para as questões funcionais da doença venosa, embora os cuidados com manchas e cicatrizes sempre sejam tomados pelos médicos mais cuidadosos.

Tipo – 4 IVFS

As varizes que são um problema de saúde (funcional) e que já apresentam complicações.

Chamamos de Tipo 4 ou IVFS - Insuficiência Venosa Funcional Sintomática, todas as situações onde se apresentem varizes, sem que a questão estética esteja envolvida, e já aconteceram complicações. As complicações mais freqüentes são as Tromboflebites, as Úlceras de perna, as Hiperpigmentações, o Eczema Venoso, as Hemorragias, a Fibrose, a Dermatite Ocre, as Infecções e o quadro de Dor, e a temível, Embolia de Pulmão. Neste caso a doença (funcional) está presente, sem que o paciente esteja preocupado com a aparência (estética) . Geralmente são pacientes onde o problema está presente há longo tempo, sem tratamento, e que já apresentam complicações.

Neste caso, o médico deve se concentrar mais na questão da doença, que é muito grave podendo causar sérias restrições para o paciente.

Os diversos tipos seguem um grau de evolução, não significando que um grau necessariamente passará ao outro. As varizes sempre pioram, mas cada paciente terá sua história, e não significa, embora seja possível, que o tipo 1 vá virar tipo 4. A doença é crônica e sempre deve ser acompanhada por seu cirurgião vascular de confiança que saberá escolher as melhores alternativas de tratamento,

Porque as Varizes aparecem

O defeito nas veias das pessoas que têm varizes está nas válvulas e nas paredes das veias. Existem dois tipos de veias nos membros inferiores, as veias superficiais que ficam sob a pele, na camada de gordura e que podem ser visíveis e existem as veias profundas que ficam no meio da musculatura da perna e não são visíveis, e existem ainda as veias comunicantes, que ligam as veias superficiais e profundas. As válvulas orientam o sangue nas veias dos membros, sempre da veia superficial para a profunda, através da veia comunicante, e impedem que o sangue faça o caminho errado, descendo pelas veias, quando a pessoa está de pé ou sentada.

As artérias levam o sangue do coração para todo o corpo. O sangue então, depois de oxigenar e alimentar as células, retorna para o coração através das veias.

Quando a pessoa está em pé ou sentada, o sangue vai para o pé com facilidade, porque o coração impulsiona e, além disso, para baixo é mais fácil. Mas, como o sangue retorna, se na perna não há coração?

Quando se está em pé parado ou sentado, existe mesmo uma certa dificuldade para o sangue voltar para o coração. Nas pessoas em que as veias têm válvulas e paredes normais o sangue aguarda a oportunidade de voltar, sem causar nenhuma alteração. Nas pessoas em que as válvulas estão doentes acontece, então, uma inversão no caminho do sangue, que passa a ir de cima para baixo e da veia profunda para a superficial. Este fato provoca um aumento do volume sanguíneo dentro da veia superficial, ocorrendo o processo de dilatação e aparecimento das varizes.O sangue volta para o coração através do coração periférico, que na verdade, existe. É a musculatura da panturrilha ("batata da perna"). Mas este coração só funciona quando nos movimentamos, contraindo e relaxando o músculo da perna. Quando os músculos se contraem, impulsionam o sangue para cima realizando a circulação.

O Papel das Veias Safenas

Nós possuímos 4 veias Safenas, 2 em cada membro, a Safena Magna e a Safena Parva. A Safena Magna é uma veia que vai desde a parte interna do tornozelo até a virilha, correndo pela parte de dentro da perna e coxa. A Safena Parva vai desde a parte lateral do tornozelo, até o joelho, correndo pela parte posterior da perna. Esta veia ficou famosa pela chamada operação de “ponte de safena”, que é uma cirurgia do coração, que nada tem a ver com as varizes. As veias safenas são pouco importantes para a circulação normal da perna, e por isso podem ser retiradas sem problemas. Mas como são veias superficiais, de fácil acesso, extensas, e de bom calibre, com paredes espessas, são retiradas para substituir outros vasos ocluídos, como as coronárias, artérias principais do coração. As safenas são então uma espécie de “estepe” de vasos do corpo.

Entretanto, as veias safenas têm ligação com todas as veias da superfície da perna, e freqüentemente estão envolvidas na doença varizes. Quando isto ocorre, elas ficam muito dilatadas, e necessitam ser retiradas. O médico tem sempre o cuidado de não retirar todas as quatro, retira apenas as mais doentes, deixando algumas, que estão perfeitas, ou pouco doentes, para a eventualidade de ser necessário em cirurgias cardíacas, ou mesmo para substituir um outro vaso importante do corpo que esteja alterado, ou que sofreu um corte como em um acidente, por exemplo.

Todas as veias dos membros estão interligadas. É como se fosse uma árvore, onde as safenas são as raízes, os seus ramos são os troncos, as microvarizes, são os galhos, e os vasinhos são as folhas.

No tratamento é importante identificar onde está o problema, e tratar todas as áreas que estão envolvidas, para se obter um resultado prolongado. Se forem só os vasinhos, as “folhas” que estão acometidos, então só eles serão tratados. Se as microvarizes, “os galhos”, também estão, então devem ser também tratados, do contrário nascerão novas folhas. Se as “raízes”, as safenas estão doentes, ou estão seus ramos os “troncos”, então todos devem ser tratados.

Por este motivo, um exame clínico detalhado deve ser feito pelo médico especialista na consulta inicial, que vai determinar os caminhos que o sangue segue, e conhecendo o tipo das varizes, vai propor o tratamento melhor. Se necessário o médico vai solicitar ultra-som, pletismografia ou mesmo radiografias ou angioressonância para bem avaliar as alterações e programar o tratamento. Mas os médicos mais experientes, com o simples exame clínico, já diagnosticam e sabem exatamente o que fazer para melhorar, tanto os problemas estéticos, como a doença.

Ficar em pé e sentado são as posições que mais favorecem o aparecimento de varizes.

As posições que favorecem o aparecimento de varizes são ficar em pé parado ou sentado. Como já vimos, nestas posições existe dificuldade para a circulação de retorno e é justamente quando as varizes aparecem. Estando em movimento fazemos funcionar o coração periférico, que impulsiona o sangue para cima evitando o aparecimento de varizes e quando estamos deitados o coração fica no mesmo nível da perna, o que facilita o retorno do sangue, se estivermos com os pés elevados, o coração fica para baixo e os pés para cima e o retorno sanguíneo então é muito favorecido.

Porque aparecem veias de vários tamanhos desde os vasinhos da pele até as grossas veias?

Quando as veias maiores da superfície se dilatam, temos o aparecimento das grandes varizes, chamadas de grosso calibre. Quando são ramos destas veias que se dilatam, ou na fase inicial da doença, temos as chamadas microvarizes, que são trajetos azulados vistos sob a pele. Quando são as veias da própria pele que se dilatam, temos os vasinhos, cujo nome técnico é telangiectasia.

Telangiectasia significa: tele é longe, angio é vaso e ectasia é dilatação, portanto, dilatação do vaso distante.

As veias safenas são as veias superficiais principais, e estão envolvidas no processo de aparecimento de varizes. Como já vimos existem duas em cada perna, a safena magna e a safena parva.

Existe comunicação entre as varizes, microvarizes e "vasinhos", tudo ocorre como se fosse uma rede, que transmite a pressão do volume de sangue. Quem dilata primeiro é que recebe maior volume de sangue no sentido errado (de cima para baixo e de dentro para fora, o inverso do normal, de baixo para cima e de fora para dentro), ou onde o sangue fica mais represado. A veia da pele gera o "vasinho". Quando se dilatam as microveias, aparecem as microvarizes e quando se dilatam as veias superficiais maiores levam ao aparecimento das varizes. Se o refluxo (caminho inverso do sangue) ou o acúmulo de sangue atinge só uma parte das veias, só estas se dilatarão, se atinge todas, todas dilatarão.

Se o refluxo ocorre só na pele, teremos os vasinhos, então para tratar, basta cuidar destes pequenos vasos. Mas se uma veia provoca refluxo para a pele, esta cria os vasinhos para acomodar o sangue. O tratamento então é retirar os vasinhos, mas também a veia que provoca o refluxo ou acúmulo. Este quadro é chamado de “telangiectasias combinadas”, que são os vasinhos ligados a uma veia, e os dois com alterações. Este processo é muito amplo nos membros, podendo haver acúmulo e refluxo atingindo vários tipos de vasos, ao mesmo tempo ou isoladamente. Assim uma safena pode provocar refluxo para as veias da pele, ou refluxo para as colaterais, e dependendo do que dilatar teremos os diversos tipos de varizes.

É muito importante um exame inicial cuidadoso do médico, antes de qualquer tratamento, porque ele vai identificar pelo exame clínico ou com aparelhos de ultra-som estes caminhos que acontecem na árvore venosa, identificar se há problemas nas safenas (raízes), nas colaterais (troncos), nas reticulares ou microvarizes(galhos) e nas telangiectasias ou vasinhos ( folhas). Uma vez identificado, vai propor as melhores opções de tratamento, considerando a doença e a estética.

As varizes têm vários graus de comprometimento da saúde, mas existem também questões estéticas envolvidas.

As varizes do TIPO 1 são varizes leves que não expõem os seus portadores a risco de complicações imediatas, embora possam provocar manchas e sangramentos no futuro e são as de interesse maior estético.

As do tipo 2, estéticas e funcionais e 3, funcionais, podem ser leves ou graves dependendo do grau de acometimento. Mas mesmo que estejam entre as leves, a doença já está presente, prenunciando problemas para o futuro, e assim devem ser tratadas, sempre que possível.

As do tipo 4 são as varizes graves são as que podem provocar sérias complicações, como, tromboflebite, embolias, edemas, eczema, úlceras (feridas) e hemorragia. São um sério problema, que, às vezes não se manifesta por muitos anos. O aparecimento das complicações levam o paciente a incapacidades e até mesmo, quando ocorrem tromboflebites e embolias, ao risco de vida. Entretanto, mesmo estas varizes de maior gravidade podem ser tratadas com técnicas modernas que realizam a sua correção com mínimas cicatrizes e marcas.

As varizes leves podem ser tratadas de acordo com o desejo do próprio paciente e com a orientação do médico. Já as varizes graves devem ser tratadas sempre que possível. O tratamento das varizes leves quando realizado, apesar de não ser imediatamente necessário do ponto de vista de saúde, não é inútil, porque estas varizes que agora configuram um problema que atinge mais a auto-estima do paciente, serão doença no futuro, e além do que embora raramente, podem apresentar complicações. Então o tratamento estético de varizes, é, além de um cuidado com a aparência, um tratamento de uma doença. Tratar as varizes estéticas é "unir o útil ao agradável". Agradável é melhorar a aparência e a auto estima, útil é controlar uma doença que pode causar complicações no futuro.

As Complicações das Varizes

Chamamos de Tipo 4 ou IVFS

Insuficiência Venosa Funcional Sintomática, todas as situações onde já aconteceram complicações. As complicações mais freqüentes são as Tromboflebites, as Úlceras de perna, as Hiperpigmentações, o Eczema Venoso, as Hemorragias, a Fibrose, a Dermatite Ocre, as Infecções e o quadro de Dor, e a temível, Embolia de Pulmão. Geralmente são pacientes onde o problema está presente há longo tempo.

Os diversos tipos seguem um grau de evolução, não significando que um grau necessariamente passará ao outro. As varizes sempre pioram, mas cada paciente terá sua história, e não significa, embora seja possível, que o tipo 1 vá virar tipo 4.

Tromboflebites

O sangue deve fluir por dentro dos vasos, sem interrupções. Entretanto, quando ocorre uma hemorragia, como num acidente, ou provocada por alguma doença , ou mesmo sangramentos controlados como os de qualquer cirurgia, o corpo lança mão de várias proteções que tentam controlar esta situação que coloca a vida em risco. A mais importante é o sistema de coagulação. A coagulação então é uma coisa boa, quando ocorre para proteção. Mas em determinadas situações este sistema de coagulação pode ser desencadeado erroneamente e causar sérios problemas.

Quando uma veia tem suas paredes doentes, como nas varizes, ou se o sistema que faz o sangue circular, a bomba venosa da panturrilha, está com pouca ação, como no repouso forçado por doenças ou viagens prolongadas, podem ocorrer as Tromboses Venosas.

A Trombose Venosa pode ser superficial ou profunda. A superficial ocorre nos vasos da superfície do membro e a profunda nos vasos internos da perna.

Tromboflebite Superficial

A trombose venosa pode ter várias causas, e entre elas , as Varizes. Quando ocorre uma coagulação de sangue dentro das veias superficiais, ela é chamada Tromboflebite Superficial ou Varicoflebite.

Quando as veias dos membros estão dilatadas, como nas varizes, todo o processo de fluxo do sangue está comprometido . Podemos dizer de uma maneira simples, que quando o sangue não tem um bom fluxo pela veia, ele tem uma tendência a coagular, formando um coágulo, o trombo , dentro da veia. A tromboflebite Superficial é uma das complicações das varizes, ocorre a coagulação dentro do vaso, que interrompe a circulação como se fosse uma rolha.

O paciente apresenta dor, vermelhidão e inchaço no trajeto das varizes. A Trombose Venosa Superficial, costuma ter um tratamento efetivo, mas o grande problema, é que embora raramente, o coágulo pode progredir através das veias superficiais para as veias profundas, ou pode, a partir das veias profundas, ou através de grandes veias superficiais , liberar pequenos pedaços de sangue coagulado, os êmbolos.

Os êmbolos podem , através da circulação atingir o pulmão, e aí param, impedindo que a circulação ocorra e colocando a vida em risco. A progressão do Trombo para o pulmão é a chamada Embolia de Pulmão.

Trombose Venosa Profunda

A Trombose Venosa Profunda , ou TVP, uma temível ocorrência, porque coloca em risco a vida do paciente. Pode ter várias causas, e uma delas é a presença de Varizes de Membros. É uma doença grave que se caracteriza pela formação de coágulos no interior das veias profundas da perna. Uma de suas principais conseqüências a curto prazo , a Embolia de Pulmão, pode levar à morte, prolongar ou complicar uma internação ou cirurgia e mesmo tornar o indivíduo inabilitado para a realização de determinadas atividades sociais e de trabalho, quando deixa o que chamamos de seqüelas.

A chamada Síndrome Pós-Flebítica, que pode ocorrer alguns anos após a TVP. Caracteriza-se por inchaço da(s) perna(s), coloração escura e endurecimento da pele, eczema (alergia crônica da pele) e úlceras (feridas) que são devidas às alterações e cicatrizes deixadas pela TVP no sistema venoso. Determinadas pessoas possuem fatores de risco para adquirir a doença. Existem também situações que podem desencadear a doença, são as situações de risco. A presença de fatores individuais e situações de risco podem caracterizar o paciente como sendo de risco para o desenvolvimento da doença. Este risco é chamado de risco tromboembólico.

Podemos citar como principais fatores individuais de risco para a TVP, além das varizes: Idade maior que 40 anos, Obesidade, Indivíduos que já tiveram trombose, Uso de Anticoncepcionais e terapia de reposição hormonal , Câncer,Gestação e período pós-parto,Dificuldade de movimentação,-Indivíduos com anormalidade genética do sistema de coagulação, Traumatismos e Politraumatismo, Cirurgias prolongadas, Anestesia Geral, Imobilização por longos períodos, Hospitalização prolongada, Doenças cardíacas ou respiratórias graves, Infecção grave.

Embolia de Pulmão

A chamada Embolia Pulmonar ocorre quando um pedaço do coágulo que se formou no interior das veias profundas da perna se solta e atinge os vasos sangüíneos dos pulmões. Dependendo do tamanho do coágulo que se desprendeu e da área atingida, a pessoa pode não sobreviver. No caso de varizes, embora possa ocorrer a Embolia Pulmonar é , felizmente, uma rara ocorrência.

Dermatite Ocre

A dificuldade que o sangue tem para retornar para o coração nos casos de varizes, acaba gerando o que chamamos de estase sanguínea. A Estase Sanguínea provoca uma série de alterações nos membros inferiores, principalmente na parte mais distal. Ocorre migração para a pele de elementos do sangue, e que acabam se fixando em locais onde não deveriam estar. A presença de ferro, derivado da hemoglobina do sangue, acaba por dar um aspecto escuro, enferrujado na pele da perna ou tornozelo, chamada “Dermatite Ocre” .

Eczema

A Estase Sanguínea, provoca também a inflamação da pele, com o aparecimento de um eczema venoso. A pele fica pruriginosa ( coceira), descama e inflama. É um desagradável problema, provocado pelas varizes, que incomoda muito a seus portadores

Ùlcera Varicosa

É uma complicação das varizes, difícil de controlar, e que incomoda muito seus portadores. A Úlcera Venosa, acaba aparecendo depois de longa evolução do problema de varizes. É uma ferida, que pode ter uma grande extensão, até atingir grande parte da perna do indivíduo.

Varicorragia

É um sangramento, importante, que acaba ocorrendo quando a veia varicosa aumenta tanto de tamanho, que acaba erodindo a pele, que a recobre e perfura , provocando um sangramento profuso.

Edema

É um sinal de estase venosa, os membros do indivíduo ficam inchados, principalmente no final do dia .

Dor

Usualmente os pacientes com varizes queixam-se de dor nos membros inferiores associada à sensação de peso e cansaço nas pernas, que piora com o calor, com longos períodos de pé ou assentados com as pernas pendentes e com o passar do dia, sendo, portanto, nos pacientes com atividades diurnas, mais intensas no horário da tarde. Nas mulheres esses incômodos tendem a piorar no período pré-menstrual e gestacional. Associadas a estes sintomas são também freqüentes queixas de prurido (coceira), formigamentos, calor, cãibras, além de edema (inchaço) no final do dia nos tornozelos e pernas, sendo este proporcional à quantidade de varizes.

Ordem de aparecimento das complicações

Na maior parte dos pacientes, as varizes podem estar presentes por longos anos, sem que , felizmente, as complicações apareçam, mas o tratamento não deve ser postergado, porque as complicações podem levar muitos anos para aparecer, e finalmente surgirem em uma idade mais avançada, onde o tratamento efetivo não pode mais ser estabelecido.

No início da evolução das Varizes de membros inferiores, observa-se a sensação de peso ou cansaço no final do dia. As varizes visíveis, de vários tamanhos vão aparecendo lentamente. O edema começa a aparecer no final do dia, e depois a pigmentação (dermatite ocre) e o eczema se manifestam. Na faze mais avançada da doença, podem ocorrer as tromboflebites e a presença de úlceras e varicorragias.

Prevenção

Devemos lembrar que as varizes são um problema crônico, dependente de tendência hereditária, e esta tendência acompanhará o paciente por toda a vida. Não podemos falar em cura para varizes, mas sim em controle. Utilizando a abordagem do Tratamento Continuado para Varizes, podemos prometer que as varizes primárias não serão um problema nem estético nem de saúde para o paciente. Existem algumas medidas preventivas que podem ser utilizadas para minorar a tendência a ter varizes. Descreveremos a seguir estas medidas e procurando explicar como agem.

Meias elásticas: são o principal meio preventivo. Elas agem desviando, através das veias comunicantes, o sangue das veias superficiais, onde as varizes se formam, para as veias profundas, onde não existem varizes. As pessoas com tendência hereditária importante e as que por motivos profissionais ficam muito tempo em pé ou sentadas devem usar este tipo de meia. Estas meias medicinais, de indicação aparentemente simples, devem, no entanto, ser receitadas por um especialista. O seu uso deve ser relacionado à doença apresentada por cada pessoa e encontramos muitos erros no uso de meias medicinais sem orientação médica.

Evitar o Sol e o Calor: O sol, sauna, banhos muito quentes e demorados provocam o aquecimento da pele e a passagem de uma maior quantidade de sangue pelos vasos da pele. Se uma maior quantidade de sangue passa pelos vasos superficiais eles se acomodam a essa situação e se dilatam sendo um fator que favorece o aparecimento de vasinhos nas pessoas que são predispostas.

Evitar sauna, evitar banhos muito quentes e demorados, evitar exposição ao sol da praia são medidas úteis. Quando estiver exposto ao calor da praia ou da piscina deve-se ter o cuidado de entrar na água a cada 15 ou 20 minutos para evitar que a perna fique muito quente. Deve-se evitar banho de sol e nunca passar das 10 horas da manhã, horário em que os raios térmicos prejudiciais passam a ser mais freqüentes.

Evitar o excesso de peso: O excesso de peso sobrecarrega a circulação e provoca o aparecimento de varizes. Ter bons hábitos alimentares é saudável para todo o corpo. O excesso de peso também provoca celulite que está associada as microvarizes e telangiectasias (vasinhos).

Fazer exercícios: Os exercícios melhoram a força muscular da perna e, portanto melhoram a circulação de retorno. Os melhores são andar, correr e nadar.

Evitar o uso de anticoncepcionais hormonais: Os hormônios femininos (pílulas, tratamento de menopausa, reposição hormonal) retêm líquidos e aumentam a pressão dentro das veias, também amolecem as paredes dos vasos e são uns dos principais fatores desencadeantes de varizes.

Evitar ficar sentado ou em pé por muito tempo: Como já visto, As varizes surgem quando se está em pé ou sentado e não aparecem quando se está deitado ou em movimento. Quando por motivos profissionais ou sociais for necessário ficar muito tempo parado, sentado ou em pé (no trabalho, em festas, em viagens longas), devemos movimentar os pés, como se estivéssemos acelerando um carro. Este movimento do tornozelo, chamado de dorso-flexão, faz a musculatura da panturrilha se contrair ritmicamente, colocando em ação o "coração periférico", o que faz a circulação funcionar e evita varizes.

Salto alto: havia um mito de que o salto alto fosse prejudicial, mas recentes pesquisas realizadas na Universidade Estadual de Campinas mostraram que o salto alto não só não é prejudicial, como pode ser benéfico.

Varizes de membros inferiores é um problema muito freqüente, que atinge a maioria das mulheres e a muitos homens também. Talvez seja uma das doenças, que embora freqüente, seja das mais desconhecidas pelas pessoas. É grande o número de desinformações e “preconceitos” que existem em relação a esse problema.

Desde confusão em relação à cirurgia cardíaca, onde a “ponte de safena” é confundida com a Safenectomia, que é um tipo de cirurgia de varizes, até a noção errada de que não compensa tratar as varizes, porque “varizes voltam”.

Os Tratamentos

Podemos chamar simplificadamente os tratamentos de preventivos e curativos. O tratamento preventivo é o que diminui o aparecimento de novas varizes e o curativo o que elimina as varizes que já existem.

O Programa de tratamento continuado de varizes inclui a escleroterapia, a crioescleroterapia, o LASER e a luz pulsada, a microcirurgia com anestesia local, a microcirurgia com anestesia peridural, a cirurgia de varizes convencional, a cirurgia de varizes com LASER endovascular que serão utilizados para cada tipo de problema e de acordo com as aspirações do paciente e são os recursos mais modernos disponíveis para o tratamento de todos os tipos de varizes dos membros inferiores. A Clínica Naturale tem especialistas que dominam todas as técnicas de tratamento de varizes e saberão indicar as melhores opções. Na tabela vemos cada tipo de varizes e seus tratamentos. Detalharemos a seguir informações básicas sobre cada tipo de tratamento.

Tipo 1

Escleroterapia
Crioescleroterapia
LASER NdYAG
Luz Pulsada
Microcirurgia das Telangiectasias combinadas
Microcirurgia com Anestesia Local
Microcirurgia com anestesia Peridural
Tratamento Continuado de Varizes – TCV

Tipo 2

Escleroterapia
Crioescleroterapia
LASER NdYAG
Luz Pulsada
Flebectomia Ambulatorial
Cirurgia Convencional de Varizes
Cirurgia Endovascular Venosa com LASER EVLT
Tratamento Continuado de Varizes – TCV

Tipo 3

Flebectomia Ambulatorial
Cirurgia Convencional de Varizes
Cirurgia Endovascular Venosa com LASER EVLT

Tipo 4

Cirurgia Convencional de Varizes
Cirurgia Endovascular Venosa com LASER EVLT

Escleroterapia

A escleroterapia, conhecida por muitos como "aplicação”, é um tratamento destinado à eliminação das telangiectasias(vasinhos). Um líquido muito concentrado, chamado esclerosante, é injetado através de microagulhas, que são extremamente finas, dentro do vasinho. Este líquido provoca uma alteração na célula do vaso fazendo com que ele desapareça. Quando o líquido continua na circulação e atinge os vasos maiores é diluído pelo sangue e perde a concentração e, portanto, o efeito.

Este tratamento é indicado apenas para os vasinhos, porque se o líquido for aplicado em vasos maiores podem provocar manchas e sérias complicações. Existem muitas substâncias que podem ser usadas e uma das mais empregadas é a glicose, por causa da grande tolerabilidade do paciente e por não causar alergia. Para evitar complicações, não é conveniente aplicar grandes volumes de esclerosante de uma só vez, por isso o tratamento deve ser feito por sessões, onde em cada uma é aplicado um volume de esclerosante que seja bem aceito pelos pacientes.

Os tratamentos de aplicação que prometem corrigir tudo em um só dia, não são indicados, porque aumentam o risco de complicações. A Escleroterapia não deve ser realizada em vasos de maior calibre. A Escleroterapia utilizada corretamente e só nos vasinhos é muito eficiente e não apresenta problemas. Não provoca dores fortes. Deve ser feito sempre por médicos especialistas o que evita complicações do tratamento, que ocorrem quando realizado por pessoas inabilitadas.

Crioescleroterapia

A Crioescleroterapia é um novo, simples, não dispendioso e revolucionário método para tratar os pequenos vasos dos membros

Sempre existiu o desejo de um novo método, que seja ainda mais eficiente do que o antigo. É uma tarefa difícil, porque este novo método deveria reduzir o número de sessões necessárias para o tratamento, diminuir ainda mais qualquer sensação dolorosa que exista (O tratamento esclerosante atual apresenta pouca dor), ser isento de complicações e ter um custo competitivo.

Assim foi criada na Europa a Crioescleroterapia. Nós introduzimos o método na Clínica Naturale há 4 anos, e realizamos as primeiras pesquisas na Universidade de Campinas, que desenvolveu novos equipamentos, todos com tecnologia nacional, que aperfeiçoaram e facilitaram a aplicação do método.

A Crioescleroterapia, um método muito engenhoso, utiliza os mesmos produtos (esclerosantes) da escleroterapia normal, mas um equipamento diminui a temperatura do produto injetado para 40 graus abaixo de zero. O esclerosante a essa temperatura, além de seu efeito normal, passa a ter um efeito físico adicional e destrói, pelo frio, a parede interna do vasinho, eliminando-o. Observa-se uma grande redução do número de sessões necessárias para o tratamento e manutenção (aumento da potência do tratamento), diminuição ainda maior da sensação dolorosa, que já é pequena (efeito analgésico do frio) e diminuição das pequenas equimoses que aparecem durante o tratamento (por constrição dos vasos, provocada pelo frio).

Na prática, as pesquisas provaram que o tratamento diminui para a metade o número de sessões necessárias para a correção, e apresenta menos complicações.

Por apresentar menos equimoses, não há sempre restrição ao sol e aos exercícios, que podem ser realizados algumas horas após o tratamento (com liberação do médico). O custo por sessão é um pouco maior que o tratamento convencional, mas por causa da redução do número de sessões, o custo final do tratamento acaba sendo inferior ao do tratamento convencional.

Nossa clínica foi uma das pioneiras no país a utilizar e desenvolver este novo método. Já realizamos mais de quatro milhares de sessões de Crioescleroterapia, com grande aceitação pelos pacientes, inclusive pelos mais antigos, que mudaram sua opção e aprovaram a nova técnica, que já utilizamos de rotina.

LASER para pequenos vasos

Um tratamento muito estudado na última década foi o LASER. Os aparelhos de LASER produzem luz com determinadas características que podem ser controladas com perfeição. Estas características fazem com que a luz seja seletivamente absorvida por células vermelhas do sangue dentro dos vasos sanguíneos na pele.

Estas características seletivas levam a alteração da energia dentro dos vasos que se quer eliminar, mas não lesam os outros tecidos ao seu redor. Assim se atinge o objetivo de eliminar os pequenos vasos da pele.

O LASER atravessa a pele sem a lesar e atinge a hemoglobina dos vasos que é vermelha. A hemoglobina recebendo o LASER faz aumentar a temperatura do sangue que acaba por eliminar o vaso pelo calor.

No rosto o LASER é mais eficiente, porque os vasos são muito superficiais, ou seja, existe uma pequena extensão de pele entre a superfície e os vasos, o que diminui riscos e facilita o tratamento.

O procedimento é realizado no consultório, sem a necessidade de anestesia, podendo o paciente retornar a suas atividades no mesmo dia.

Existe restrição ao sol antes e depois do tratamento.

O LASER é o melhor tratamento para os vasos do rosto e pequenos vasos do colo. Para o tratamento do membro, não é igualmente eficiente para todos os vasos, assim preferimos utilizar o LASER de forma combinada, associando a crioescleroterapia. Assim pode ser utilizado para os vasos menores e mais superficiais, onde é eficiente e a crioescleroterapia para os vasos de pele mais profundos.

Um novo tipo de LASER, o EVLT, agora vem sendo utilizado nas cirurgias com muita eficiência e comentaremos em outro local deste artigo

Microcirurgias

São chamadas telangiectasias combinadas à presença de vasinhos na pele, em forma de cacho de uva, ou de galhos, que em sua base está presente uma veia, que chamamos matriz, e é a verdadeira responsável pelos pequenos vasos da pele, que surgem através dos mecanismos que já explicamos. A Microcirurgia da Telangiectasia Combinada realiza a retirada desta pequena veia com anestesia local. A retirada impede que ocorra refluxo. Posteriormente as telangiectasias (vasinhos) são tratadas por Crioescleroterapia. A técnica é simples, utiliza apenas uma ou duas pequenas incisões com menos de 1 mm.

As incisões são tão pequenas que não necessitam qualquer tipo de sutura. O paciente retorna para casa imediatamente, fazendo 2 dias de repouso.

A Microcirurgia com Anestesia Local

É indicada para os casos mais leves de microvarizes. Pode ser feita em Day Hospital, ou na própria clínica. É aplicado apenas anestesia local no trajeto das microvarizes. As microvarizes são retiradas por pequenas incisões, tão pequenas, que não necessitam pontos para cicatrizar. A cirurgia é feita com o auxílio de microganchos que retiram as veias e as eliminam. É necessário um período de repouso não prolongado, usualmente de três a quatro dias, quando se retoma a atividade normal. Ginástica pode ser feita em 7 dias. É necessário um período sem tomar sol que varia de caso para caso. Este tipo de procedimento retira as veias reticulares (microvarizes) que estão sob a pele, formando trajetos azulados ou esverdeados e que freqüentemente estão intimamente associados com as telangiectasias ou vasinhos. Estas veias são muito freqüentes na face posterior do joelho e lateral da coxa e perna. Aparecem também na parte de dentro do joelho e coxa e às vezes na frente da tíbia.

Quando estão associadas as telangiectasias (vasinhos) são fonte de refluxo e estase de sangue. Assim são em parte responsáveis pelo aparecimento dos vasinhos e devem ser tratadas também para melhores resultados. É como se as veias reticulares ou microvarizes fossem os galhos e os vasinhos as folhas. Não adianta tratar as folhas e deixar os galhos que outras folhas irão nascer com o tempo.

Microcirurgia com Anestesia Peridural

Trata-se em essência do mesmo procedimento realizado com anestesia local, mas para pacientes que tem uma grande quantidade de microvarizes.

Neste caso a anestesia peridural substitui a anestesia local. Quando as varizes são em grande número, este procedimento é mais confortável. A cirurgia é feita em day hospital. A alta é no mesmo dia. O repouso e cuidados são iguais.

Flebectomia Ambulatorial com Anestesia Local

realizado para pacientes que tem varizes colaterais de maior calibre, médio ou grande, mas em pequena quantidade, sem comprometimento da veia safena. As veias são retiradas com anestesia local, como em uma microcirurgia, retornando para casa no mesmo dia. O procedimento pode ser realizado em day hospital ou na Clínica.

Cirurgia Convencional de Varizes

É um procedimento realizado em Day Hospital ou Hospital Geral, para portadores de varizes de médio e grosso calibre. Tipos 2, 3 e 4 . A necessidade ou não de internação vai depender da extensão do procedimento, e varia da alta no mesmo dia até 1 dia de internação. O tempo de repouso é mais prolongado, se estendendo por 7 a 30 dias.

Este procedimento vai tratar as veias aparentes e suas causas. Assim serão retiradas as safenas se estiverem doentes, as colaterais, as perfurantes, as veias reticulares. Portanto são tratadas as “raízes” (safenas), os “troncos” (ramos colaterais) e os “galhos” (microvarizes). As “folhas” (os vasinhos) serão tratadas posteriormente com Crioescleroterapia.

A escolha das veias a serem retiradas

O paciente passa no pré-operatório por uma fase que chamamos de “marcação das varizes”. Neste procedimento pré-operatório, são desenhadas na perna, pelo cirurgião as veias que estão doentes, e são identificadas pelo exame clínico ou por ultra-som os pontos que apresentam refluxo ou estase, e que deverão ser tratados na cirurgia. Durante a cirurgia, o cirurgião vai seguir sua marcação prévia, como se fosse um projeto, para que os resultados sejam os melhores possíveis.

A questão das safenas

A decisão de retirada ou não das safenas é muito importante. Temos 4 safenas. As 4 safenas na maioria das vezes não estão visíveis, mas os sinais de seu comprometimento são identificáveis pelo especialista. Quando estão comprometidas, devem ser retiradas. O resultado imediato é muito parecido, quer se tenha retirado ou não as safenas, mas a longo prazo, as varizes podem reaparecer com mais facilidade na presença de uma safena doente do que na sua ausência.

As safenas são como “raízes”, de uma árvore, não aparecem, mas se a árvore for retirada no nível da terra, sem as raízes, elas brotarão novamente. Então para se controlar mais efetivamente e duradouramente o problema, as “raízes” - safenas, devem ser eliminadas, se necessário. Por outro lado as safenas embora não tenham qualquer importância para o funcionamento da circulação, podem ser utilizadas com substitutos ou estepes, para as coronárias que são vasos do coração, ou para as artérias de membros, quando estão acometidas.

Mas o paciente não precisa se preocupar, o cirurgião vai sempre decidir com bom senso, e só retirar as safenas comprometidas, que são inúteis como substituto, ou então apenas 1 ou 2, que estão mais alteradas, deixando as outras, normais ou com pequenas alterações, preservadas para estas eventualidades. Em determinadas situações, as safenas estão tão alteradas e causando tantos problemas que necessitam se retiradas totalmente. Mas nestes casos, seriam inúteis como substitutos e podem ser eliminadas. Se não fossem retiradas, teríamos o insucesso da cirurgia. Se forem um dia necessárias para uma substituição, e não estiverem disponíveis, podem então ser utilizadas outras técnicas de revascularização , como as artérias mamárias e as angioplastias. O Cirurgião com bom senso está sempre raciocinando sobre todas estas eventualidades, e escolhendo o melhor para o paciente.

Cirurgia para varizes com LASER Endovascular

Uma técnica recém chegada da Europa, é indicada para as varizes de maior calibre e tem um menor tempo de repouso como principal vantagem. Ao invés de retirar as veias de grande calibre como a safena, elas são desligadas do corpo e tratadas por uma microfibra ótica, que transmite o LASER. A veia permanece no local, mas inativada, e separada da circulação. A grande vantagem é o pós-operatório que é muito mais simples com menos hematomas e retorno às atividades normais mais cedo. Como todos os tratamentos tem indicações precisas e não pode ser utilizado em todos os casos. Já utilizamos a nova técnica de rotina e o EVLT nos tem entusiasmado muito na Clínica Naturale, e em nosso serviço de Cirurgia Vascular.

Os médicos da Clínica Naturale participaram ativamente das pesquisas realizadas no Brasil, com o EVLT, e que foram aprovadas e já o utilizam em seus pacientes.

O equipamento utilizado é um LASER de Diodo, que emite um feixe de luz na faixa do infravermelho. A potência utilizada varia de 4 a 15 Watts. O interessante é que uma lâmpada de 15 watts, mal consegue iluminar uma sala, para a leitura de uma revista, mas 1 LASER de 15 Watts é capaz de perfurar a revista. Esta energia luminosa é absolutamente domada, e utilizada na medicina em vários campos, e agora na Cirurgia de Varizes.

O equipamento importado da Europa é especialmente desenvolvido para este fim, e já está aprovado no FDA dos EUA e no NICE da Inglaterra, os mais rigorosos serviços de controle de qualidade de equipamentos médicos do mundo, e também já está protocolado na ANVISA do Brasil.

Assim a Clínica Naturale já pode oferecer este tratamento atual em suas duas unidades e no Day Hospital São Paulo LASER and Medical Center, do qual é co-proprietária.

Tratamento Continuado de Varizes

Os tratamentos de varizes são eficientes, mas é importante que o paciente tenha conhecimento do caráter crônico do problema, sabendo que haverá necessidade de acompanhamento e de novas medidas no futuro.

Como já vimos, as varizes se constituem um problema de tendência hereditária, o que não pode ser mudado. Portanto, quem tem tendência a terá sempre. Os cuidados com as varizes devem ser iniciados desde as primeiras manifestações, que são o aparecimento dos vasinhos, e continuar por toda a vida. Faz-se uma série de aplicações para os vasinhos, nós preferimos a Crioescleroterapia, seguidas de um tratamento de manutenção com uma aplicação por mês, ou uma série anual. Se com o tempo aparecerem microvarizes, é realizada uma Microcirurgia com anestesia local ou peridural e se mais tarde aparecerem varizes graves, geralmente após uma gestação, se realiza a Cirurgia para Varizes de Grosso Calibre convencional ou com LASER Endovascular.

Com esta abordagem, tratando os problemas conforme se manifestem, a pessoa com tendência a ter varizes não chegará a ter complicações. Assim, temos de agradável o controle estético e de útil o controle de uma doença que nunca apresentará complicações. Mas para que se consiga resultados eficientes e duradouros é preciso ser consciente de que o tratamento deve ser feito de forma contínua e regular. O paciente deve aplicar sempre as medidas preventivas e freqüentemente deve visitar o Cirurgião Vascular /Angiologista que avaliará o quadro e proporá o tratamento necessário.

A este processo chamamos de “Programa de Tratamento Continuado de Varizes”. É importante lembrar que varizes “não voltam” depois de tratadas, são outras que aparecem e é por isso que o tratamento deve ser contínuo. Quem já possui varizes de maior calibre, na verdade a situação da maioria das pessoas, pode tratar em qualquer tempo, utilizando as mesmas técnicas, e fazendo a manutenção a partir daí.

Miguel Francischelli Neto

Fonte: www.widesoft.com.br

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