A ascaridíase é uma infecção causada por Ascaris lumbricoides, um verme nemátodo intestinal.
A infecção existe em todo o mundo, mas é mais frequente nas zonas quentes com deficientes condições sanitárias, onde persiste muito tempo devido à defecação descontrolada das crianças.
O ciclo de vida do parasita Ascaris é parecido com o do parasita que causa a tricuríase, com excepção de que as larvas também migram para os pulmões.
Uma vez que tenha amadurecido, a larva migra pela parede do intestino delgado e é transportada pelos vasos linfáticos e pela corrente sanguínea para os pulmões.
Dali passa para os sacos aéreos (alvéolos), sobe pelas vias respiratórias e é engolida. A larva amadurece no intestino delgado, onde permanece como forma adulta. Os vermes adultos oscilam entre 15 cm e 50 cm de comprimento e de 2,5 mm a 5 mm de diâmetro.
A sintomatologia pode surgir devido à migração das larvas através do intestino e pela presença do verme adulto no intestino.
A migração das larvas através dos pulmões pode provocar febre, tosse e respiração ofegante.
Uma infecção intestinal grave pode causar espasmos abdominais e, por vezes, obstrução intestinal.
A absorção deficiente de nutrientes pode ser causada por uma grande concentração de vermes.
As formas adultas obstruem, por vezes, o apêndice, o trato biliar ou o canal pancreático.
A infecção com o verme adulto costuma ser diagnosticada quando se identificam ovos numa amostra de fezes.
Em certos casos, as análises de laboratório revelam a presença dos mesmos nas fezes ou no vómito ou de larvas na expectoração.
Pode aumentar no sangue o número de eosinófilos, que são uma variedade de glóbulos brancos.
Numa radiografia do tórax podem-se observar sinais da migração larvar.
A prevenção consiste em dispor de condições sanitárias adequadas e evitar ingerir verduras que não estejam devidamente lavadas.
O tratamento baseia-se em tomar pamoato de pirantel ou mebendazol.
Entretanto, o mebendazol não deve ser administrado às mulheres grávidas devido aos seus efeitos potencialmente prejudiciais para o feto.
Fonte: www.manualmerck.net
A ascaridíase é uma doença causada por um parasita da família dos helmintas chamado Ascaris Lumbricoides e vulgarmente conhecido como lombriga. A lombriga tem um corpo cilíndrico, de 20 a 40 centímetros de comprimento e cor branca amarelada.
Como é característico dos parasitas desenvolve-se e vive dentro do corpo de um hospedeiro (o homem), à custa do qual se alimenta.
Os ovos das lombrigas encontram-se na terra onde são depositados através das fezes contaminadas. A entrada dos ovos no aparelho digestivo faz-se através das mãos sujas por terra contaminada, pela ingestão de verduras mal lavadas contendo resíduos de terra ou ainda transportados pelas moscas para os alimentos.
Quando o ovo chega ao intestino rebenta e liberta a lavra que se encontra no seu interior e que vai, transportada na corrente sanguínea, passar para os pulmões, a laringe, voltando a entrar no aparelho digestivo através da faringe. É no aparelho digestivo que a lombriga se desenvolve e cresce, até atingir a idade adulta.
Não. O açúcar em excesso é prejudicial ao organismo porque pode causar cáries, obesidade e diabetes. No entanto não torna o indivíduo mais susceptível de apanhar lombrigas, pois já vimos que isso depende apenas da ingestão dos ovos de Ascaris Lumbricoides, o que está principalmente relacionado com más condições de higiene, saneamento e preparação de alimentos.
As lombrigas vivem no intestino depois de atingir a idade adulta, onde se reproduzem pondo ovos. Os ovos são eliminados através das fezes e vão contaminar de novo os terrenos.
O tempo de vida médio de uma lombriga é de cerca de um ano.
Na maioria das vezes a infestação por lombrigas é assintomática (não dá sintomas). Por vezes pode causar dores de barriga ou sintomas alérgicos como dificuldade respiratória ou erupção na pele.
Nas crianças mal alimentadas, infestadas por grande número de parasitas, poderá haver sinais de subnutrição, porque os parasitas competem com o hospedeiro no aproveitamento dos alimentos.
Embora as complicações não sejam frequentes podem surgir, particularmente nas grandes infestações (uma pessoa pode ser infestada por centenas ou até milhares de lombrigas). A presença de muitas lombrigas pode provocar obstrução total ou parcial do intestino, apendicite, obstrução da vias biliares, etc.
A infestação por lombrigas e as outras parasitoses intestinais pode ser evitada adoptando algumas medidas simples :
1. A água para beber ou lavar alimentos deve ser fervida, desinfectada ou filtrada se não houver garantia da sua pureza.
2. Os frutos, verduras e legumes, principalmente se consumidos crus, devem ser cuidadosamente lavados para eliminar ovos e quistos de parasitas eventualmente presentes.
3. Objetos que sejam utilizados para a preparação dos alimentos, ou que são introduzidos na boca, como as chupetas, devem ser mantidos limpos, evitando o risco de contaminação.
4. As mãos devem ser bem lavadas antes de se prepararem alimentos, antes das refeições e depois de se ir à casa de banho; as unhas das crianças devem manter-se curtas e limpas pois é frequente as crianças levarem as mãos à boca.
5. Os alimentos devem ser protegidos do contato com moscas, pois estas podem transportar ovos de parasitas."
Quando se suspeita da existência de lombrigas deve fazer-se uma análise de fezes para pesquisa de ovos e de parasitas. Como os ovos não são eliminados em todas as dejecções, a análise deve incidir sempre em três amostras de fezes para o diagnóstico ser mais seguro.
Como a infestação por lombrigas é muitas vezes assintomática, a suspeita pode surgir pela observação de alterações no hemograma (análise das células do sangue) que são sugestivas de infestação por parasitas. Para esclarecimento dessa alteração o médico solicita uma pesquisa de ovos e parasitas nas fezes.
Há vários medicamentos que podem ser utilizados para tratar as lombrigas. São habitualmente conhecidos como desparasitantes e a sua utilização é simples.
Existem desparasitantes sob a forma de comprimidos e sob a forma de suspensão (mais utilizada para as crianças).
Habitualmente a dose do desparasitante é igual para todas as idades, e o tempo de administração é curto (um ou três dias consoante o medicamento utilizado).
Quando se suspeita da existência de lombrigas deve- se consultar o médico assistente para que este confirme o diagnóstico e institua o tratamento adequado, evitando a propagação da doença e prevenindo o aparecimento de complicações.
Fonte: www.medicoassistente.com