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Dermatose Serpiginosa

 

Transmissão

Helminto nematódeo causador de ancilostomose animal e inflamação cutânea no homem (larva migrans); é próprio de felídeos e canídeos domésticos ou silvestres.

Apresenta cápsula bucal que se caracteriza por apresentar um par de dentes bem desenvolvidos.

Os machos apresentam bolsa copuladora. O adulto mede de 5 a 10 milímetros de comprimento.

Ao chegarem no ambiente através das fezes, os ovos tornam-se larvados e, após, liberam as larvas rabditóides.

Uma vez no solo, a larva rabditóide leva por volta de uma semana para tornar-se filarióide ou infectante. Essa penetra a pele dos animais e, acidentalmente a pele do homem.

Nos animais, a infecção ocorre preferencialmente em locais baixos, alagáveis e férteis.

Após penetrar a pele dos animais, a larva atinge a circulação linfática ou vasos sangüíneos, passando pelos pulmões e retornando até a faringe para a deglutição (Ciclo de Looss).

O local preferencial de instalação no intestino é no final do duodeno, mas ocasionalmente pode atingir o íleo ou ceco (em infecções maciças), onde se torna o verme adulto.

O período pré-patente varia de cinco a sete semanas.

Nos animais podem provocar bronquite/alveolite, nos pulmões; no intestino a hisitiofagia e hematofagia provocam erosão da mucosa, levando a formação de úlceras intestinais, seguindo-se anemia microcítica hipocrômica e também hipoproteinemia.

No homem, entretanto, a infecção fica limitada na maioria dos casos à inflamação da pele, chamada de "bicho-geográfico".

Raramente ocorre alguma migração tecidual, não causando doença intestinal.

O uso de calçados nos locais infestados, assim como o tratamento dos animais parasitados ou a proibição de sua circulação em locais públicos, como praças e praias, reduzem as chances de infecção do homem.

Profilaxia

Tratamento de cães e gatos

Cobrir tanques de areia das crianças ao final do dia

Utilização de esteira para isolar o corpo da areia e terra úmida

Uso de calçados

Proibição de animais domésticos na praia

Sintomas

Pruridos intensos

Crises alérgicas

Fonte: www.liceuasabin.br

Dermatose Serpiginosa

Bicho geográfico

É uma doença produzida pela penetração de larvas de um parasita comum em cães e gatos na pele das pessoas.

Causa

As responsáveis pela doença são as larvas do parasita Ancylostoma braziliensis e a doença é chamada de larva migrans cutanea.

Transmissão

Quando os cães e os gatos portadores do Ancylostoma braziliensis evacuam, lançam no solo os ovos do parasita.

Em condições favoráveis de umidade e calor, esses ovos se tornam larvas infestantes que podem penetrar na pele das pessoas quando elas têm contato com o solo ou areia contaminada.

Principais sinais e sintomas

A larva se movimenta sob a pele do indivíduo, fazendo um trajeto linear, elevado e sinuoso, como se fosse um mapa- daí o nome da doença.

À medida que a larva se move, provoca coceira, que costuma ser intensa.

Pode ocorrer também inchaço e dor no local. Essas lesões surgem em qualquer área da pele que manteve contato com a areia contaminada, mas são mais freqüentes nos pés, nas nádegas e nas costas, porque são as partes do corpo que mais entram em contato com o solo.

Tratamento

Quando a infestação é pequena, o tratamento é feito apenas com pomadas específicas, que devem ser usadas por um período de 10 a 15 dias.

No caso de infestações maciças ou em que o medicamento local não funcione, faz-se o tratamento por via oral.

Para aliviar a coceira, recomenda-se compressas de gelo. Não é aconselhável usar métodos caseiros como furar as lesões com agulhas ou alfinetes.

Prevenção

A contaminação é maior durante o verão, já que neste período as praias estão cheias e as crianças costumam brincar na areia.

Para prevenir a contaminação com o bicho geográfico recomenda-se evitar o contato direto com a areia da praia, principalmente se estiver úmida. Lembre-se sempre de sentar em cadeiras, ou sobre uma esteira, canga ou toalha e usar chinelos.

Fonte: www.unimed.com.br

Dermatose Serpiginosa

BICHO GEOGRÁFICO

Bicho geográfico é o nome comum dado à Larva migrans, um parasita intestinal de cães e gatos domésticos ou silvestres, mas que também pode acometer o ser humano.

Medindo entre 5 e 10 milímetros de comprimento, esse verme possui um par de dentes bem desenvolvidos, que usa para perfurar a pele e penetrar no corpo dos seus hospedeiros.

Dermatose Serpiginosa
Dermatose Serpiginosa

Larva migrans

No que diz respeito ao homem, isso acontece quando a larva entra em contato com a pele do mesmo, o que geralmente ocorre em praias, caixas de areia em parques e jardins, areia de construção, terrenos úmidos ou qualquer outro lugar onde os caninos e os felinos costumam defecar.

Após perfurar a pele dessa pessoa a larva inicia uma caminhada subcutânea à procura de alguma brecha que lhe permita chegar ao intestino, e nessa locomoção aparentemente sem rumo ela vai formando uma espécie de túnel tortuoso e avermelhado, com características semelhantes ao traçado de mapas, o que deu origem ao apelido de bicho geográfico, pelo qual se tornou conhecida.

Geralmente os cães e gatos (além de raposas, bovinos e suínos) são contaminados pelo parasita de duas formas: ou por via oral, quando da ingestão das larvas juntamente com os alimentos, ou então pela sua penetração através da pele, uma situação similar à que acontece com os humanos.

A infestação se dá no intestino dos animais atacados, onde as larvas iniciam a postura dos ovos que são eliminados juntamente com as fezes.

Uma vez lançados no meio ambiente esses ovos desenvolvem-se rapidamente (uma semana, mais ou menos) na areia úmida, transformando-se em larvas infectantes que penetram no corpo humano atraídas pelo calor emanado por ele.

Normalmente, as regiões da pele mais atingidas pelo parasita são aquelas que mantêm maior contato com a areia ou terra poluída, principalmente os pés, as pernas, as coxas e as nádegas (sobretudo em crianças), além de mãos e antebraços. Após um período de incubação que pode durar vários dias, elas começam a cavar túneis na tentativa de chegar ao intestino do hospedeiro, o que não acontece.

No local da invasão surge um ponto vermelho, ou pequena bolha que desaparece em pouco tempo, pois com a movimentação do verme ela dá lugar a uma erupção linear, tortuosa e saliente, em cujo final se percebe uma mancha que é o lugar onde o parasita se localiza.

A peregrinação feita pelo bicho geográfico provoca intensa coceira no agredido, principalmente à noite, causando-lhe insônia e nervosismo.

A repetição constante e irritada do ato de coçar, quase sempre usando as unhas com força desnecessária, acaba por provocar ferimentos na pele, o que dá oportunidade para o surgimento de infecções ou eczemas. Para aliviar essa coceira costuma-se recomendar o uso de compressas de gelo no local afetado, não sendo aconselhável o emprego dos chamados métodos caseiros, como furar as lesões com agulhas ou alfinetes.

Durante a infestação cutânea não ocorre o desenvolvimento do ciclo reprodutivo da larva, já que elas apenas caminham sob a pele, mas na visceral, que é incomum, as conseqüências são mais sérias. Embora sejam esporádicas tais infecções atingem principalmente crianças na faixa de quatro a seis anos de idade, que em contato com a sujeira do solo, ou areia contaminada por fezes de animais, ingerem ovos desses parasitas.

No caso da infestação cutânea o tratamento nem sempre é necessário, a não ser nos casos de maior gravidade, Apesar disso, quando essa manifestação é pequena, o curativo pode ser feito com pomadas específicas que devem ser usadas de 10 a 15 dias, mas dependendo da sua extensão, a medicação deve ser feita por via oral.

Como profilaxia, além do tratamento de cães e gatos parasitados, outras providências podem e devem ser adotadas, entre elas a cobertura, ao final do dia, dos tanques de areia onde as crianças brincam, para impedir que os animais tenham acesso a ele; a utilização de esteira para isolar o corpo da areia e da terra úmida; o uso de calçados nos locais infestados; e a proibição de animais domésticos em locais públicos como praças e praias.

Freqüentemente alguns banhistas se revoltam diante da recomendação de que não devem levar seus cães à praia, sem se darem conta de que essa medida, ao invés de arbitrária, é muito mais uma proposta para a adoção de hábitos preventivos que possam evitar a ocorrência de problemas de saúde em homens, mulheres e crianças, decorrentes de procedimentos inadequados.

Por isso, a responsabilidade dos donos de cachorros é o melhor método preventivo da doença, e para isso não são necessários esforços extraordinários, mas apenas a vermifugação e recolhimento das fezes e qualquer tipo de sujeira dos animais, tanto em casa quanto em lugares públicos, o que certamente impedirá a proliferação do parasita e evitará que outros animais e humanos venham a ser contaminados.

FERNANDO KITZINGER DANNEMANN

Fonte: www.fernandodannemann.recantodasletras.com.br

Dermatose Serpiginosa

Bicho Geográfico

A doença, também conhecida como Larva Migrans, acomete o homem e é causada por um parasita intestinal de cães e gatos que não tenham sido vermifugados corretamente.

Os ovos são eliminados pelas fezes dos animais e tornam-se larvas que penetram na pele do homem, geralmente pelos pés e nádegas, pois os lugares onde as infestações são mais comuns são a areia e a terra, onde os animais defecam com maior freqüência.

Existem dois tipos da doença:

A Larva Migrans cutânea, que causa a irritação da pele formando um desenho semelhante à figura de um mapa na pele (daí o nome “Bicho Geográfico”)

Larva Migrans visceral, que traz conseqüências ainda mais graves por penetrar no organismo humano, podendo se instalar no fígado ou até mesmo nos olhos.

Nos seres humanos, os sintomas são percebidos quando há a presença de um desenho em forma de mapa e de coceira intensa no local afetado. O tratamento nem sempre é necessário, a não ser nos casos considerados de maior gravidade.

Cães e gatos podem ser contaminados pelo parasita de várias formas como pela ingestão de insetos ou roedores, pela penetração da larva na pele (da mesma forma como acontece com os humanos), etc.

Por isso, a responsabilidade dos proprietários dos animais é o melhor método preventivo da doença e, para isso, não são necessários esforços, apenas a vermifugação (no mínimo anual) e o recolhimento das fezes e de todo e qualquer tipo de sujeira do animal, tanto em casa quanto em lugares públicos o que, com certeza, impedirá a proliferação do parasita e evitará que outros animais e humanos sejam contaminados.

Maurício Pires

Fonte: www.fasprotecaoanimal.org.br

Dermatose Serpiginosa

O que é

Também chamada de Larva Migrans, nada mais é que a larva do Ancylostoma braziliense , que como referido anteriormente, é parasita habitual de cães e gatos, havendo penetrado acidentalmente na pele de uma pessoa, passa a vagar sem rumo sob a epiderme, provocando com essa irritação mecânica, forte coceira, o que lhe valeu o cognome no Rio de Janeiro, de "já começa", ou Coceira das Praias, por ser comum nas praias onde cães parasitados tenham acesso.

No Sul do Estados Unidos, tal dermatose é conhecida pelo nome de "ground itch", isto é, coceira da terra e em Porto Rico por "mazamorra".

Os povos de língua inglesa, denominam-na de "creeping eruption", sendo na verdade uma síndrome, que se manifesta pela migração dentro da epiderme de vários agentes, dos quais os principais são:

Larvas de moscas: Moscas do gênero Gastrophilus e Hipoderma.

Formigas: Solonopsis geminata.

Larvas de nematóides: Espécies do Gênero Gnathostoma, Ancylostoma caninum e Ancylostoma braziliense.

Para o tratamento dessa dermatose, o tratamento local com medicamentos de ação anti-helmíntica, como o thiabendazol, tem-se revelado superior aquele antigamente utilizado, quando era utilizada aplicação de neve carbônica ou cloreto de etila e mesmo aplicação do Raio X.

Sendo os animais, principalmente cães quando parasitados, os responsáveis pela dermatose no homem, é essa uma das razões da proibição da presença de cães em praias.

Fonte: www.vira-lata.org

Dermatose Serpiginosa

Dermatose Serpiginosa
Larva Migrans cutânea

O que é

Dermatite serpiginosa ou bicho geográfico

Doença causada por helminto (verme)

O cão infectado elimina os ovos do verme em suas fezes, contaminando, assim, o ambiente.

A areia úmida é o meio ideal para o desenvolvimento deste helmito.

Os seres humanos, principalmente crianças, são infectadas ao entrar em contato direto com o solo contaminado pelas larvas do verme.

Medidas preventivas e controle

Proiba a presença de cães soltos em locais públicos, em particular praias e caixas de areia destinadas às brincadeiras de crianças.

Evite andar descalço, principalmente, em locais freqüentados por cães e gatos.

Leve regularmente cães e gatos ao veterinário, principalmente os mais jovens, para a realização de exame de fezes e para o tratamento de possíveis infestações.

Fonte: www.petinrio.com.br

Dermatose Serpiginosa

Dermatose Serpiginosa
Larva Migrans cutânea

A larva migrans cutânea (LMC) é uma dermatite provocada pela migração de larvas de nematódeos em um hospedeiro não habitual.

No homem, essa afecção geralmente é causada por larvas de ancilostomídeos de cães e gatos, como Ancylostoma braziliense, A. caninum e A. tubaeforme.2

A dermatite ocorre quando as larvas de terceiro estágio desses nematódeos, presentes em solos contaminados por fezes de cães e gatos, penetram na pele e migram pelo tecido subcutâneo, provocando erupções serpiginosas, distribuídas principalmente nos membros inferiores4, pernas, nádegas e mãos.2 O intenso prurido gerado pode resultar em escoriações ou infecções secundárias, agravando o quadro.

A LMC têm sido descrita em várias regiões do país.2,3 Em Campo Grande, MS, estudos mostraram a contaminação de caixas de areia de escolas por ovos de ancilostomídeos de cães e gatos.1 Apesar disso, aparentemente não há relatos dessa dermatite publicados no município.

A presente nota descreve a ocorrência de um surto de larva migrans cutânea em uma escola de educação infantil de Campo Grande, MS, onde estudavam 16 crianças, com idade variando entre 3 a 5 anos.

Os professores da escola procuraram o Laboratório de Parasitologia da Universidade para o Desenvolvimento para a Região do Pantanal (Uniderp), relatando a ocorrência de "bicho geográfico" nos alunos. A escola possui uma área de recreação, medindo 10 m x 8 m, com piso de areia, comprada em loja de material de construção. A areia excedente era depositada no fundo da escola e utilizada eventualmente pelos alunos para recreação.

A escola possui um cão poodle que, segundo os professores, permanece trancado durante o dia, sendo solto à noite, não tendo acesso às áreas de recreação, porém os mesmos não souberam informar se o animal era vermifugado freqüentemente. Amostras de fezes do cão foram analisadas pela técnica de Willis.

Foi realizada a inspeção das lesões dos alunos, coletadas amostras de areia de aproximadamente 70 g em nove pontos da área de recreação e de fezes enterradas na areia depositada no fundo da escola. Esse material foi processado pelas técnicas de Willis e de Baermann.

Dos 16 alunos que freqüentam a escola, 6 (37,5%) essavam afetados por LMC, baseando-se no quadro clínico apresentado

Os exames parasitológicos de flutuação (Willis-Mollay) da areia e das fezes foram negativos para a presença de ovos, porém foram detectadas larvas de ancilostomídeos pela técnica de Baermann. Em relação às fezes do cão pertencente à escola, a amostra foi negativa para a presença de ovos.

Os felinos provavelmente foram os responsáveis pela contaminação da areia, já que uma cerca impedia o acesso de cães à área de recreação da frente da escola.

Outras evidências que dão suporte a essa hipótese são o achado de pegadas e fezes de gato na areia depositada no fundo da escola e a presença desses animais na casa vizinha à escola.

As lesões essavam predominantemente localizadas nos pés, nádegas e mãos das crianças, partes do corpo que estão freqüentemente em contato com o solo em atividades recreativas.

No momento em que foi feita a visita à escola, a maioria das crianças já havia recebido atendimento médico, e, segundo as informações dos professores, essavam sendo tratadas topicamente com tiabendazol.

Para o controle da LMC, na escola, sugeriu-se substituir o piso existente na área de recreação por alvenaria, deixando apenas uma caixa de areia, que seria coberta à noite com lona.

Demonstrou-se que a simples troca da areia de áreas de recreação de praças públicas é insuficiente para controlar a contaminação por ovos de helmintos de cães e gatos, o que foi conseguido cobrindo as caixas de areia com lonas durante a noite.5

A pesquisa de ovos/larvas de helmintos cada vez que a areia da área de recreação for trocada é fortemente recomendada, dada a possibilidade de contaminação da mesma com fezes de cães e gatos nos depósitos das lojas de material de construção.2

REFERÊNCIAS

1.Abreu AC, Friozi E, Carvalho FG, Conciani DL, Gomes AT, Maksoud JC. Contaminação das areias dos parques de recreação por ovos de parasitas gastrointestinais, em Campo Grande, MS, Brasil, 1996. In: Abstracts of the 15th Panamerican Congress of Veterinary Sciences; 1996 Oct 21-25; Campo Grande, MS, Brazil. Campo Grande: Panamerican Association of Veterinay Sciences; 1996. p.205.      
2. Lima WS, Camargo MCV, Guimarães MP. Surto de larva migrans em uma creche de Belo Horizonte, Minas Gerais (Brasil). Rev Inst Med Trop São Paulo 1984;26:122-4.         
3. Londero AT, Fischman O. Dermatose serpiginosa no interior do Rio Grande do Sul, Brasil. Rev Inst Med Trop São Paulo 1960;2:230-4.        
4. Mattone-Volpe F. Cutaneous larva migrans infection in the pediatric foot. A review and two case reports. J Am Pediatr Med Assoc 1998;88:228-31.
5. Uga S, Kataoka N. Measures to control Toxocara egg contamination in sandpits of public parks. Am J Trop Med Hyg 1995;52:21-4.  

Fonte: www.scielo.br

Dermatose Serpiginosa

Durante o verão, as praias oferecem mais um perigo para os banhistas - o bicho geográfico, bicho de praias, dermatite linear sepiginosa ou larva migrans cutânea.

Trata-se de uma erupção na pele em forma de túnel sinuoso, com direções caprichosas e extremamente pruriginosa. É provocada pela penetração de vários parasitas, como as larvas de moscas (gêneros Gastrophilus e Hypoderma), de formigas (Solonopsis geminata) e, principalmente, de larvas de vermes (Ancylostoma braziliense, caninum e ceylanicum). O A. Braziliense é parasita de cão e gato, mas pode ser encontrado no intestino do homem, enquanto o caninum acomete somente o homem sob a forma de larva.

As larvas utilizam o homem, acidental e excepcionalmente, para tentar atingir seus hospedeiros naturais, como o cão, gato, raposa, bovinos e suínos. Portanto, o reservatório natural do parasita é o intestino do cão e do gato (A. braziliense, caninum), sendo os ovos eliminados com as fezes.

No meio ambiente, os ovos desenvolvem-se rapidamente na areia úmida das praias, transformando-se em larvas infectantes. As larvas penetram na pele do homem atraídas pelo calor, ficando retidas na porta de entrada, isto é, logo abaixo da pele, pois não conseguem realizar todo o ciclo biológico.

Na pele, cavam túneis de 2 a 5 centímetros por dia, podendo chegar a 15 cm. Raramente algumas larvas chegam ao intestino do homem através dos vasos sangüíneos, porém o parasitismo é sempre limitado, ao contrário das larvas do Toxocara canis e catis (lombrigas), que determinam um quadro extremamente grave - larva migrans visceral.

Após um período de incubação de dias ou semanas, as larvas começam a caminhar na pele, provocando o "bicho de praia" ou "geográfico". As regiões mais atingidas da pele são aquelas de maior contato com a areia ou terra poluída, principalmente os pés, pernas, coxas, nádegas (sobretudo em crianças), mãos e antebraços.

No local de penetração da larva, surge um ponto vermelho ou pequena bolha de curta duração, surgindo a seguir, com a movimentação do verme, uma erupção linear, tortuosa e saliente, terminada por uma mancha onde se localiza o parasita.

A peregrinação sem rumo das larvas provoca intensa coceira, principalmente à noite, causando falta de sono e nervosismo. A repetição constante da coceira acarreta ferimentos na pele, com infecções (piodermites) ou eczemas.

Por outro lado, as larvas durante suas andanças eliminam substâncias tóxicas, que causam alergia e sintomas pulmonares, como tosse, falta de ar, etc., parecendo um quadro de asma. A presença de cães e gatos infestados ao redor das casas, areias de parques infantis e, sobretudo, nas praias, facilita a ocorrência de dermatite serpiginosa.

A suspeita de bicho geográfico é feita pelo encontro de lesões na pele tipo linhas sinuosas com coceira insistente. Todavia, pode ser confundido com outras doenças de pele, como o berne (larvas de moscas), piodermites (estafilococo), eczemas, etc.

Até há pouco tempo, o tratamento era feito pela aplicação no local de gelo ou cloreto de etila (neve carbônica), na tentativa de destruir a larva no trajeto.

Atualmente, existem preparados comerciais à base do cambendazol e tiabendazol, sob as formas de comprimido, líquido ou pomada, que facilitam a eliminação do verme sem sofrimento. Na prevenção da doença, é fundamental a proteção do corpo nas parais com calçados, esteiras, toalhas, etc., a fim de impedir o contato com a areia, onde estão as larvas dos Anculostomas braziliense e caninum, eliminados através das fezes de cães e gatos. Também é importante a proibição desses animais nas praias.

Fonte: www.portaldascuriosidades.com

Dermatose Serpiginosa

Brincando na rua, no quintal, na praia, no campinho da esquina, ou simplesmente em local freqüentando por animais como cães e gatos, as crianças já estão correndo o risco de contrair a larva migrans cutânea, mais conhecida como bicho geográfico. Aparentemente inofensiva, essa doença pode gerar infecções e lesões que devem ser tratadas.

O contágio acontece por meio do contato dos ovos de larvas do gênero ancilostoma, que são parasitas intestinais que infestam cães e gatos, com a pele humana.

Esse contato é possível porque os animais defecam nos jardins, na terra ou areia, e os ovos eliminados nas fezes se desenvolvem, crescem, e se tornam larvas, que penetram facilmente no homem.

Mas no homem, essas larvas, que medem menos de um milímetro, não conseguem alcançar a corrente sangüínea e muito menos o intestino, como fazem nos outros animais. Por isso elas se movimentam sem rumo, provocando lesões avermelhadas semelhantes a pequenos túneis na pele, em forma de linhas finas e tortuosas que fazem lembrar um mapa, daí o apelido "bicho geográfico". Depois de peregrinarem desorientadamente, elas acabam morrendo.

Comum em crianças com menos de 10 anos de idade, as lesões ocorrem principalmente nos pés e nádegas, provocando muita coceira, o que freqüentemente gera infecções secundárias. Prevenir essa situação é muito simples, basta evitar andar descalço em locais onde há cães e gatos, não deixar montes de areia expostos, recolher as fezes de seu animalzinho de estimação, levá-lo periodicamente ao veterinário para avaliação, não levar animais para a praia, enfim, prezar pela higiene, afinal, um passo em solo contaminado pode ser suficiente para ficar doente.

Mas se houver contaminação, não se desespere, pois o tratamento costuma ser dispensado nos casos mais benignos. Do contrário, ele é feito com medicamentos por via oral ou aplicações locais.

Fonte: www.drashirleydecampos.com.br

Dermatose Serpiginosa

O que é

A larva migrans cutânea é uma dermatose infecciosa que ocorre em países tropicais e afeta principalmente as crianças. Foi descrita pela primeira vez em 1874 e tem como causadores principais o parasita nematoide chamado Ancylostoma brasiliense e o parasita Ancylostoma caninum, embora outros também possam estar relacionados. É conhecido também como bicho geográfico ou bicho da areia.

Esses parasitas infestam o ser humano acidentalmente e, como não conseguem se desenvolver no organismo estranho, causam lesões na pele por migrarem por baixo da derme. As larvas podem penetrar no organismo por meio das glândulas sudoríparas, da pele intacta, ou por fissuras na pele.

A lesão cutânea é típica, sendo vermelhas e causando intensa coceira, desta forma o diagnóstico é feito pelos sintomas e pela verificação das lesões. Há outros sintomas como formação de trajetos inflamatórios que avançam cerca de dois a cinco centímetros por dia e podem ocorrer alergias e infecções microbianas secundárias.

O tratamento é efetuado por meio do uso tópico de pomadas e por meio de fármacos via oral, quando a pessoa estiver com intensa infestação.

O solo é contaminado por meio das fezes contaminadas de cães e gatos. Essas fezes contêm ovos que, de acordo com as boas condições do ambiente, irão se transformar em larvas e penetrar na pele do homem.

Desta forma, é necessário sempre proteger-se utilizando calçados, evitando locais úmidos e recolhendo as fezes dos animais domésticos para evitar a contaminação do solo e, consequentemente, a continuação do ciclo. É necessário também tratar os cães e gatos contaminados.

Fonte: www.alunosonline.com.br

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