Helminto nematódeo causador de ancilostomose animal e inflamação cutânea no homem (larva migrans); é próprio de felídeos e canídeos domésticos ou silvestres.
Apresenta cápsula bucal que se caracteriza por apresentar um par de dentes bem desenvolvidos.
Os machos apresentam bolsa copuladora. O adulto mede de 5 a 10 milímetros de comprimento.
Ao chegarem no ambiente através das fezes, os ovos tornam-se larvados e, após, liberam as larvas rabditóides.
Uma vez no solo, a larva rabditóide leva por volta de uma semana para tornar-se filarióide ou infectante. Essa penetra a pele dos animais e, acidentalmente a pele do homem.
Nos animais, a infecção ocorre preferencialmente em locais baixos, alagáveis e férteis.
Após penetrar a pele dos animais, a larva atinge a circulação linfática ou vasos sangüíneos, passando pelos pulmões e retornando até a faringe para a deglutição (Ciclo de Looss).
O local preferencial de instalação no intestino é no final do duodeno, mas ocasionalmente pode atingir o íleo ou ceco (em infecções maciças), onde se torna o verme adulto.
O período pré-patente varia de cinco a sete semanas.
Nos animais podem provocar bronquite/alveolite, nos pulmões; no intestino a hisitiofagia e hematofagia provocam erosão da mucosa, levando a formação de úlceras intestinais, seguindo-se anemia microcítica hipocrômica e também hipoproteinemia.
No homem, entretanto, a infecção fica limitada na maioria dos casos à inflamação da pele, chamada de "bicho-geográfico".
Raramente ocorre alguma migração tecidual, não causando doença intestinal.
O uso de calçados nos locais infestados, assim como o tratamento dos animais parasitados ou a proibição de sua circulação em locais públicos, como praças e praias, reduzem as chances de infecção do homem.
Tratamento de cães e gatos
Cobrir tanques de areia das crianças ao final do dia
Utilização de esteira para isolar o corpo da areia e terra úmida
Uso de calçados
Proibição de animais domésticos na praia
Pruridos intensos
Crises alérgicas
Fonte: www.liceuasabin.br
É uma doença produzida pela penetração de larvas de um parasita comum em cães e gatos na pele das pessoas.
As responsáveis pela doença são as larvas do parasita Ancylostoma braziliensis e a doença é chamada de larva migrans cutanea.
Quando os cães e os gatos portadores do Ancylostoma braziliensis evacuam, lançam no solo os ovos do parasita.
Em condições favoráveis de umidade e calor, esses ovos se tornam larvas infestantes que podem penetrar na pele das pessoas quando elas têm contato com o solo ou areia contaminada.
A larva se movimenta sob a pele do indivíduo, fazendo um trajeto linear, elevado e sinuoso, como se fosse um mapa- daí o nome da doença.
À medida que a larva se move, provoca coceira, que costuma ser intensa.
Pode ocorrer também inchaço e dor no local. Essas lesões surgem em qualquer área da pele que manteve contato com a areia contaminada, mas são mais freqüentes nos pés, nas nádegas e nas costas, porque são as partes do corpo que mais entram em contato com o solo.
Quando a infestação é pequena, o tratamento é feito apenas com pomadas específicas, que devem ser usadas por um período de 10 a 15 dias.
No caso de infestações maciças ou em que o medicamento local não funcione, faz-se o tratamento por via oral.
Para aliviar a coceira, recomenda-se compressas de gelo. Não é aconselhável usar métodos caseiros como furar as lesões com agulhas ou alfinetes.
A contaminação é maior durante o verão, já que neste período as praias estão cheias e as crianças costumam brincar na areia.
Para prevenir a contaminação com o bicho geográfico recomenda-se evitar o contato direto com a areia da praia, principalmente se estiver úmida. Lembre-se sempre de sentar em cadeiras, ou sobre uma esteira, canga ou toalha e usar chinelos.
Fonte: www.unimed.com.b