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Dependência Física

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O que é dependência de drogas?

Dependência de drogas é dependência de substância que é a necessidade física e / ou psicológica de uma droga.

Quando o uso de drogas torna-se o foco da vida de uma pessoa e interfere com a sua capacidade de viver sem a droga, a toxicodependência é provável.

A dependência de drogas tende a envolver o usuário associar-se com outros toxicodependentes, bem como comportamentais e mudanças de saúde. Quando um viciado tenta parar de usar a substância, os sintomas de abstinência resultam, então o tratamento geralmente é feito gradualmente com supervisão médica.

Quando a toma de fármaco é repetida para além do uso prescrito, conduz frequentemente a um padrão de toxicodependência e tolerância. A tolerância é a necessidade do corpo de doses maiores ou mais freqüentes de uma substância para obter o mesmo efeito. Ocorre quando o corpo aprendeu a tolerar ou se acostumar com a substância. Tomar um medicamento prescrito nas doses recomendadas por um médico por um curto período de tempo para um determinado propósito não é dependência, mas ir além desse uso poderia facilmente levar a uma dependência.

Quando a dependência ou vício é atingida, parar o medicamento ou não obter doses suficientemente grandes resultará em retirada. Sintomas de abstinência específicos dependem de cada droga, mas a ansiedade, sudorese, tremores, náuseas, vômitos e dor muscular são comumente experimentados por viciados.

Vários sintomas de abstinência podem incluir confusão e alucinações. Alucinações são a experiência de ver, sentir ou ouvir coisas na verdade não existe.

Nem todos os medicamentos são viciantes e nem todas como drogas são viciantes da mesma maneira.

Algumas causas causam dependência física, outras causas causam um vício mais psicológico.

Ainda assim, existem outras qualidades em termos de dependência de drogas.

O álcool pode ser psicologicamente e fisicamente viciante.

Heroína e morfina são gravemente fisicamente viciantes, enquanto maconha, cocaína e ecstasy são pensados para causar uma dependência mais psicológica.

O tratamento da dependência de drogas deve ser feito individualmente.

Tratamento de dependência de substâncias pode consistir de uma combinação de aconselhamento, terapia de drogas e técnicas de auto-ajuda.

A terapia medicamentosa, ou farmacoterapia, é uma quantidade controlada de drogas que é gradualmente diminuída e dada a um viciado para ajudar a prevenir fortes sintomas de abstinência.

O aconselhamento para dependência de drogas está disponível em diferentes tipos e pode envolver terapia familiar e terapia comportamental para ajudar o viciado aprender a viver sem drogas.

Definição

A dependência física é uma condição física causada pelo uso crônico de uma droga formadora de tolerância, na qual a retirada abrupta ou gradual do medicamento causa sintomas físicos desagradáveis.

Dependência física pode desenvolver a partir de doses baixas de uso terapêutico de certos medicamentos como benzodiazepínicos, opióides, antiepilépticos e antidepressivos, bem como o uso abusivo recreativo de drogas como o álcool, opiáceos e benzodiazepínicos.

Uso

Uso de drogas para fins psicotrópicos em vez de fins médicos.

Entre os medicamentos psicotrópicos mais comuns estão opiáceos (ópio, morfina, heroína), alucinógenos (LSD, mescalina, psilocibina), barbitúricos, cocaína, anfetaminas, tranqüilizantes e cannabis.

O álcool e o tabaco também são classificados como drogas.

O termo abuso de drogas é normalmente aplicado ao uso excessivo e viciante de drogas. Uma vez que tais drogas podem ter graves efeitos fisiológicos e psicológicos, bem como sociais, muitos governos regulam seu uso.

Dependência Química

Dependência química é quando, por uma série de fatores adquiridos ou constitucionais, alguns indivíduos adquirem uma personalidade que os torna propensos a recorrerem às drogas e ficam, portanto, susceptíveis de permanecerem dependentes delas.

Esta vulnerabilidade biológica necessita de três condições ou fatores: a predisposição adquirida ou hereditária, condições sócio-ambientais e a droga. Sem a conjugação destes três fatores não há dependência química.

Etapas de uma Dependência Química

Desde o momento em que um indivíduo entra em contato com uma droga, ele percorre uma séria de etapas que fazem parte da história natural de sua intoxicação, sendo:

1ª Fase – O início do processo da dependência química é pela auto-administração de drogas. A substância escolhida é, em regra, a que tem afinidade com o temperamento do drogado (equivalência temperamental). 1ª. Fase – É a fase onde a droga satisfaz todas as expectativas do indivíduo e quando este ainda controla a situação.

2ª. Fase – Neste período há dois marcos fundamentais:

1) Instala-se a dependência química: viga mestra da toxicomania;
2)
Ausência do mecanismo da tolerância.

3ª. Fase – Período conflituoso de aparecimento ou agravamento dos sinais ou sintomas psicofísicos da auto-administração da droga e, quando esta, passa a ser dominante.

Aqui se configura o grande equívoco do drogado que vai buscar na droga liberdade para os convencionalismos e se depara, afinal, com uma dolorosa prisão. A droga já não é mais usada tanto para repetição dos efeitos agradáveis, recreacionais e, sim para evitar o sofrimento decorrente da falta da droga.

4ª. Fase – Neste período, muitas vezes, o dependente químico busca a saída, no entanto, não fácil dentro de uma perspectiva feliz para o dependente, pois muitas ocorrências de natureza fatal podem se interpor. Exemplo: morte por infecções (AIDS, tuberculose, septicemia etc), por suicídio, por overdose, etc.

Dependência Psíquica

Trata-se de uma situação em que existe um impulso irrefreável no sentido de auto administrar-se uma droga para produzir o prazer ou evitar o mal-estar decorrente da ausência da droga (síndrome da privação).

A dependência psíquica indica a existência de alterações da personalidade que conduzem ou favorecem a manutenção na dependência psíquica e apresenta os seguintes sintomas: tremores, ansiedade, palpitações e mal-estar, na ausência da droga.

A Dependência Física

Certas drogas, quando são auto-administradas, modificam o funcionamento normal do organismo, determinando um novo estado de equilíbrio. O funcionamento orgânico passa a se fazer dentro das condições criadas pela droga. E isto se torna muito evidente quando se suspende subitamente o uso da droga. Aparece, então, uma série de reações, sobretudo orgânicas, que caracterizam a síndrome de abstinência. E todo o quadro então desenrolado na esfera orgânica caracteriza a dependência física.

Síndrome de Abstinência

Quando um dependente químico deixa de usar subitamente uma droga, surge uma série de sintomas, mais ou menos graves que caracterizam a síndrome de abstinência. A síndrome é tanto mais acentuada quando a droga determina dependência física. Na síndrome de abstinência física determinada pela retirada da morfina num usuário, este passa a ter ansiedade, dores generalizadas, insônia, vômitos, diarréia, febre e alterações cardiovasculares. A síndrome de abstinência, pelos sintomas desagradáveis que determina, é um dos motivos que impedem que um drogado abandone a droga.

Tolerância

É uma das características da dependência química. A tolerância leva o drogado a aumentar progressivamente a quantidade da droga auto-administrada, para que ela produza os efeitos desejados, por serem agradáveis. Se o usuário começa, por exemplo, a auto-administação com 400 mg de cocaína, esta quantidade vai aumentando até várias gramas por dia. Com os barbitúricos, a dose pode começar por i grama e subir até 05 a 10 gramas.

A tolerância para uma droga pode valer para outra: é o que se chama de tolerância cruzada. Por exemplo: álcool e barbitúricos, opiáceos e anfetaminas.

Overdose ou Dose Excessiva

O dependente químico pode usar a overdose, conscientemente ou não, por vários motivos. Quando o dependente químico chega a um estado de degradação física e moral, ele vê na overdose, determinante de sua morte, uma solução para o impasse em que se encontra. Neste caso, é um verdadeiro suicídio, fato muito freqüente entre os drogados. Outras vezes ele se decepciona com a droga por não mais produzir os efeitos desejados e a solução é o suicídio.

Há casos, no entanto, nos quais o drogado toma uma overdose inadvertidamente. Isto acontece, quando muda de fornecedor da droga que a vende com pouca mistura e, portanto, com maior quantidade de cocaína, de princípio ativo. Habituado a usar droga muito falsificada pela mistura com o pó de mármore, talco, etc. (há partidas que só contêm 20% de cocaína) o drogado utiliza uma overdose inconscientemente. Hoje está provado que não é só a overdose que pode matar o usuário pela morte súbita (por parada cardíaca). Um drogado usuário de cocaína por longo tempo pode, igualmente, morrer por parada cardíaca.

Como agem as Drogas

Da evolução de explicação passional do drogado pela droga tem-se hoje uma explicação científica baseada na bioquímica cerebral. Como se sabe as células cerebrais – os neurônios – guardam uma distancia entre si e nisto são diferentes das demais células do organismo humano. A comunicação entre os neurônios, para transmissão de mensagens (ou impulsos nervosos) se faz por substâncias químicas chamadas neurotransmissores que atuam na sinapse, em formações existentes nos neurônios (receptor de membrana). Fala-se, então, que as drogas psicoativas, como por exemplo, a cocaína, podem modificar, significativamente, o funcionamento normal dos neurotransmissores daí decorrendo os danos e lesões produzidos pelas drogas.

As drogas depressoras, como os barbitúricos, podem atuar tanto sobre os neutransmissores como sobre certas células, retardando ou diminuindo o prosseguimento da mensagem, tornando os movimentos mais lentos. As drogas excitantes, como a cocaína, aceleram ou aumentam a atividade dos neurotransmissores, levando os mecanismos cerebrais a serem mais rápidos ou intensos. Já as drogas alucinógenas prejudicam a produção dos neurotransmissores e o funcionamento normal cerebral e, consequentemente, toda a ideação mental. Tanto no caso das depressoras como das excitantes, o longo uso das mesmas pode alterar toda a fisiologia da neuro-bioquímica cerebral.

Ações e Efeitos das Drogas

A descrição das ações e efeitos das drogas referem-se aos usuários dependentes químicos. No entanto, é preciso que fique bem claro que as outras categorias de usuários – experimentadores, eventuais e racionais – podem ter reações, às vezes graves, pois há que levar em conta as variáveis da personalidade e condições sócio-ambientais que podem modificar as reações.

Jamais esquecer que a dependência-química resulta da conjugação dos três fatores: personalidade, condições sócio-ambientais e o produto (a droga).

O vício e a dependência do ponto de vista da psicofarmacologia

O uso geral da palavra vício, conduz frequentemente a alguma confusão. Ultimamente a atenção tem-se focado mais nos “novos” vícios como a bulimia, a anorexia, o jogo (para não mencionar os vícios do sexo e do trabalho). São os padrões de comportamento que, conforme é percebido pela sociedade, se estão a tornar, cada vez mais, parte do “campo dos vícios”, os quais são frequentemente abordados de acordo com o modelo dos Alcoólicos Anônimos.

Estes ‘vícios’ conduzem a duas questões exclusivas: teremos de nos perguntar se esses padrões de comportamento são na realidade vícios, ou teremos de nos perguntar se é conveniente estender o conceito de vício para alem do álcool, tabaco, ou drogas. A palavra é obviamente demasiado indefinida para nos aclarar neste assunto.

Vamos então observar o vício do álcool. Deve ser evidente que o conceito de “alcoolismo” de um Francês é diferente do de um Sueco. É apenas quando o vicio da droga está em questão que parece existir um amplo consenso sobre a interpretação do conceito de vício. Mas mesmo ai, não poderemos negar que um Holandês, que é para não falar de um agricultor Paquistanês tem, sobre o consumo de haxixe, uma ideia diferente da de um alemão. A posse de Khat tem, para um juiz Norueguês um significado bem diferente do que tem para um seu colega iemenita. Conforme se pode observar, a palavra vício também tem diferentes interpretações quando se fala acerca do vício das drogas. Existem duas abordagens que parecem ser capazes de resolver as diferenças na interpretação.

Dependência

Se bem que falemos de vício da droga, queremos que signifique vício de substancias que tem um efeito no cérebro humano, substancias psicoativas. Quando psicofármacos são administrados, eles alcançam a sinapse por intermédio do sangue, e ai influenciam a transmissão dos estímulos. Alguns psicofármacos, por exemplo, estimulam diretamente, se bem que nenhum sinal eléctrico (potencial de ação) seja transmitido.

Para um estimulo artificial dos receptores é necessária uma quantidade muito maior do neurotransmissor artificial, do que a que é necessária quando o verdadeiro neurotransmissor é libertado sobre a influencia de um potencial de ação. Com uma estimulação artificial, os receptores são inundados. Se isto ocorre apenas algumas vezes ou muito ocasionalmente, não existe grande problema, mas se por outro lado estas inundações acontecem frequentemente, a célula reage produzindo mais receptores para ser capaz de processar as inundação regulares. Esta reação por seu lado diminui os efeitos da dose administrada.

Este fenômeno é chamado de tolerância: o consumidor necessita de cada vez mais substancia para alcançar o mesmo efeito.

Alem disso, quando a administração da substancia é interrompida, o numero de neurotransmissores naturais é demasiado pequeno para o aumento significativo da quantidade dos receptores. As células nervosas ficaram habituadas à administração de grandes quantidades do neurotransmissores artificiais, o corpo ficou habituado a presença da substancia e não pode mais funcionar sem ela. Ele necessita da substancia. Esta situação é chamada de dependência física. Se existir uma interrupção da administração, então, também se manifestam sintomas anormais, sintomas de abstinência, também chamado de síndroma de abstinência.

O síndroma de abstinência tem três características:

Inicio dentro de um período de tempo definido, cuja duração é dependente da duração da ação da substancia em questão;

O desenvolvimento de novos sintomas durante o síndroma de abstinência; e

Os sintomas devem desaparecer de novo após o auge.

Quer a dependência física que a tolerância são características que não dependem muito das questões individuais, mas que se devem a natureza das substancias.

Muitos fatores genéticos diferentes podem, de qualquer modo, influenciar o efeito da substancia. Um exemplo disto será o fato de para as mulheres ser mais difícil destruir o álcool devido à menor atividade, no sexo feminino, da enzima que inativa o álcool, a desidrogenasse alcoólica. Outro exemplo é a pobre transformação da codeína, uma substância derivada da morfina, que se verifica em algumas pessoas com uma variedade especial de uma enzima de desativa drogas, cytochrome P-450, pelo que neles a codeína não tem o seu efeito normal na eliminação da dor. As pesquisas experimentais em animais também mostram uma diferença na sensibilidade à morfina.

Alem disso, Eriksson e alguns outros, mostraram que o uso de morfina por via paterna nos ratos, tem um efeito na primeira geração de descendentes (menor peso à nascença, uma maior incidência na morte pré-natal, e uma sensibilidade mais elevada ao efeito analgésico da morfina), um efeito que contudo, não se encontra presente na segunda geração, o que significa que não foram causadas por um mudança no genoma, mas pela manipulação da espermatogenese.

Mas mesmo se tomarmos em consideração estas espécies, geneticamente determinadas, diferentes, ainda poderemos dizer que, teoricamente, a dependência física e a tolerância, ocorrem em qualquer pessoa que durante um período de tempo e mais o menos regularmente ingere neurotransmissores artificiais, como acontece quando os opiáceos são usados como analgésicos após operações perigosas ou em casos de doença quem tenham, como um dos sintomas, dores violentas. De qualquer modo, os nossos hospitais não são propriamente fábricas de dependentes. É verdade que os médicos nunca param bruscamente a administração de ópiaceos ( a dosagem é, durante um período de tempo, reduzida gradualmente até zero, (chamado fim do desmame), mas que, em contraste com os toxicodependentes após um procedimento semelhante (um processo de redução na terminologia das dependências), estes pacientes não vão diretos ao passador. Em resumo, a dependência física não é determinante para o vício, alguma outra coisa tem de estar presente.

Este outro aspecto é a dependência psicológica. A dependência psicológica, em contraste com a dependência física, depende menos da substancia do que do consumidor. A dependência psicológica tem a ver com “aprazível“. Existem coisas que podem ser tão agradáveis que quase não funcionamos sem elas. Mas se achamos alguma coisa agradável depende de nós e não da coisa em si. Algumas pessoas gostam de doces, outras de coisas apetitosas. Então, mesmo que não possamos dizer que uma substancia causa dependência psicológica, poderemos observar que muitas mais pessoas gostam de doces do que de outras coisas apetitosas. Então as hipóteses de que alguém que nunca tenha experimentado qualquer coisa doce, goste de doces após provar é maior. Para sermos capazes de examinar as bases deste fenômeno iremos dar um olhar mais aproximado nos efeitos dos psicofármacos classificados como viciantes.

Quando abordamos os centros subcorticais, prestamos alguma atenção ao núcleo accumbens. Já tínhamos referido anteriormente que este grupo de células funciona como uma espécie de centro de recompensa e punição. As experiências em animais deram-nos uma indicação sobre a extensão da capacidade viciadora. Os animais são equipados com uma infusão permanentemente implantada, cuja administração podem controlar pelo premir de um botão. Se a substancia tiver propriedades viciantes, os animais procedem à sua administração num grau crescente. Este é chamado o comportamento de auto-injeção.

O comportamento dos animais (geralmente ratos ou macacos) neste caso, pode não ser considerado como idêntico aos humanos, se bem que este seja frequentemente o caso com os vícios.

As possíveis diferenças, são em primeiro lugar devido a estas experiências com animais serem sempre em isolamento: não existe interação social, de modo que nenhum outro estimulo recompensador pode ser recebido. Existe pouco mais do que administrar uma recompensa química. Aproveitemos a situação para pensar também sobre o uso de drogas pelas populações prisionais. Quando o ambiente também oferece outros estímulos recompensantes, a recompensa química é menos importante.

A segunda diferença, é que os humanos tem um reportório muito mais complicado de padrões de comportamento, por outras palavras o córtex humano permite muito mais possibilidades de modificar o comportamento. O comportamento de dependência psicológica nos humanos está presente apenas quando nem o ambiente interno (exemplo: no caso de distúrbios psicológicos) nem o ambiente externo (situação social e familiar) oferecem estímulos recompensadores suficientes. Apenas assim observamos a ocorrência de dependência psicológica. A dependência psicológica nos seres humanos não provem necessariamente de substancias que estimulam o sistema de recompensa. Os seres humanos também podem ficar psicologicamente dependentes de outras atividades recompensadoras. O melhor exemplo desta situação é o jogo. A excitação que o jogo invoca é para alguns uma recompensa, e conduz à “febre do jogo”. De uma forma similar, fala-se da bulimia, ou da sua antítese, a anorexia.

Isto, claro está não diminui o fato de algumas substancias estimularem o centro de recompensa humanos, mais do que outras, e desta forma evocando mais rapidamente o comportamento dependente.

Uma questão que pode ainda ser colocada é se o “vício” usa e conhece os símbolos linguísticos. De acordo com Lindesmith conhece, e por exemplo, os chimpanzés não conseguem ficar viciados. Consideramos os chimpanzés que demonstram ansiedade de forma semelhante aos doentes que, não sabendo que lhes é administrada morfina, demonstram ansiedade, mas sim dirigidos para a atenuação da dor ou ainda mais diretamente para a administração da injeção.

Dizemos, em contraste com Spraggs que considera os dois como exemplos de vicio, que eles não são viciados.

Desvios

Um aspecto totalmente diferente, o dos padrões e o transpor desses padrões é, de qualquer maneira, também claro: quanto mais o comportamento se desvia dos padrões locais, mais facilmente se tende a ser definido como um vicio.

Esta normalização social é qualificante se os padrões de comportamento prevalentes condenam o uso de uma substancia.

O comportamento dos toxicodependentes (junkies), é corretamente condenado. Mas será que isto tem a ver com as “drogas” ou com uma situação especial de dependência, uma situação em que o objeto de dependência é “escasso”?

Como vimos mais acima, o comportamento que chamamos de “viciado”, é o comportamento que apenas surge como resultado se, a substancia causa dependência física, e por conseguinte é necessária; diminui o stress, e por conseguinte é agradável e é também proibida, e portanto escassa, este comportamento torna-se o padrão dos comportamentos toxicodependentes.

O mesmo perfil pode ser aplicado a todas as outras substancias psicoativas, quer sejam legais como o álcool e o tabaco, ou semi-legais como os tranquilizantes e os hipnóticos, ou ainda ilegais como as substancias que apressadamente classificamos como drogas. Todas estas substancias causam os seus efeitos pela interferência, de uma forma ou de outra, com o mecanismo de transferência de estímulos entre as células nervosas. Os efeitos diferentes são devidos a diferenças na atividade dos neurotransmissores envolvidos e as suas diferentes propriedades.

Pelo uso da palavra “vício”, obtemos um cocktail variável de conceitos de dependência física, dependência psicológica e “problemas”, o grau no qual, o resultado ultimo, do comportamento gerado se desvia dos nossos padrões. Com isto deixamos o conceito de dependência e debruçamo-nos sobre o conceito de “desvio” anteriormente mencionado. Em relação a cada fator, no comportamento humano visualizamos uma divisão; de acordo com Gauss, a curva em forma de sino (curva de gauss). No meio temos o padrão prevalente. Não interessa qual é. De ambos os lados temos desvios. O primeiro desvio deste padrão não tem qualquer significado. O segundo já merece um comentário, “oh é a sua maneira de ser”. Desviante mas nada de sério. Será apenas quando se passa o segundo desvio do padrão que se torna difícil. Nós temos diferentes métodos de lidar com o assunto.

De qualquer modo, todos esses métodos tem de satisfazer uma condição: tem de ser livres de comportamentos ameaçadores. Afinal, a sociedade não é apenas um numeroso grupo de indivíduos, não sociedade é definida como um grupo de pessoas que mais ou menos concordam entre elas sobre algumas coisas. E das coisas em que nós concordamos mais ou menos serão os valores e as regras de comportamento, os nossos padrões baseados nesses valores.

Um desvio extremo a esses padrões é essencialmente ameaçador para a sociedade. Deste modo, temos de evitar o perigo.

O que atualmente é feito considerando este comportamento como patológico: foram assim criadas as doenças do âmbito da droga, sendo um toxicodependente um doente. Esta postura, tomada pelo mundo da medicina neste final de século é neste aspecto altamente instrumental.

A Droga

A Droga é toda e qualquer substância que atua no nosso cérebro de forma a alterar nosso comportamento, humor, pensamento e percepção da realidade. são substâncias psicoativas, pois ativam mecanismos químicos, psíquicos, em nossa mente, podendo nos trazer algum tipo de prazer, ou alívio de desprazer, imediatamente. são capazes portanto, de nos seduzir a busca de tal sensação mais uma vez, mais outra, e mais uma. quando menos se imagina, podemos estar dependendo de tais substâncias para nos sentirmos normais, tanto física, como psicologicamente.

Existem as drogas lícitas que são aquelas legalmente produzidas e comercializadas (álcool, tabaco, medicamentos, inalantes, solventes), sendo que a comercialização de alguns medicamentos é controlada, pois há risco de causar dependência física/psíquica. E também as drogas Ilícitas, que são aquelas substâncias cuja comercialização é proibida por provocar altíssimo risco de causar dependência física e/ou psíquica (cocaína, maconha, crack, etc).

Classificação das Drogas segundo sua Origem

Drogas usadas em estado natural: maconha, solventes (ou voláteis): Os solventes ou voláteis apesar de serem industrializados, são usados sem nenhum procedimento a mais.
Drogas semi-industrializadas:
são assim chamadas porque o seu preparo utiliza processos muito simples, com tecnologia rudimentar e no próprio local onde são colhidas as folhas do vegetal que tem o princípio ativo. Exemplo: cocaína, Santo Daime, etc.
Drogas industrializadas:
são as que exigem tecnologia apropriada para a sua obtenção. Exemplo: LSD-25, morfina, entre as ilícitas e todas as drogas lícitas (destinadas a uso médico). Exemplo: barbitúricos, anfetaminas, etc.
Drogas projetadas:
são as drogas resultantes dos laboratórios de pesquisa do narcotráfico. Exemplo: speed-ball (mistura de cocaína com heroína), êxtase ou MDMA.

Drogas Estimulantes

São aquelas em que a pessoa fica alerta, atenta, dando aos usuários a impressão de serem mais fortes, dinâmicos ou potentes, de renderem mais no trabalho, de tornarem-se mais corajosos, aumentando a atividade cerebral, agindo como estimulante do Sistema Nervoso Central, causando alterações no funcionamento do organismo tais como: aumento dos batimentos cardíacos, respiração, pressão sangüínea, temperatura corporal, perda do apetite e do sono.

Drogas Depressoras

São aquelas substâncias que deprimem a atividade geral do cérebro, causam certo relaxamento, em que a pessoa sente-se mais à vontade, mais calma.

Estas drogas, quando utilizadas dão prazer porque afastam a sensações desagradáveis, reduzem a insônia, a ansiedade e a depressão.

Com o uso crônico prolongado, causam efeitos físicos e/ou psíquicos: a fala fica arrastada, o pensamento e a memória prejudicados, podem ocorrer irritabilidade, alterações rápidas de humor, com o indivíduo indo do riso ao choro, de um momento para o outro, e com doses altas levam a convulsões, depressão respiratória e do cérebro, podendo até causar a morte.

Drogas Perturbadoras

São substâncias que produzem distorções, desvios ou anormalidades na atividade cerebral (funcionamento do Sistema Nervoso Central), também chamadas psicodélicas. Com elas o cérebro funciona desordenadamente, “perturbando” a transmissão de mensagens nervosas até a consciência. As distorções de formas e cores são tidas em certas épocas como meio de entrar em contato com o sobrenatural.

Porém, as alucinações correspondem a sintomas semelhantes a de problemas mentais graves.

As Drogas mais consumidas e seus principais efeitos

Drogas Perturbadoras do SNC

MACONHA:

Origem asiática (cannabis sativa). É habitualmente fumada.

EFEITOS PSÍQUICOS: Sonolência, alterações na percepção, alucinações, dificuldades para concentração, compulsão, síndrome amotivacional, prejuízos de memória e atenção.
EFEITOS FÍSICOS:
Conjuntivite crônica, relativa impotência sexual, insônia, taquicardia, sede e náuseas, boca seca. Produz acentuada dependência psicológica e leve dependência física.

LSD-25:

Derivado do ácido lisérgico (produto biológico encontrado no fungo do centeio). Habitualmente administrado por via oral.

EFEITOS PSÍQUICOS: Alterações visuais e táteis, despersonalização, assemelhando-se a reações esquizofrênicas agudas, alucinações profundas. São comuns suicídios involuntários (o indivíduo pensa que pode voar).
EFEITOS FÍSICOS:
Midríase acentuada (aumento da pupila), taquicardia, tremores, dores pelo corpo. Em caso de overdose, a morte ocorre por parada respiratória. Produz moderada dependência psíquica. Geralmente não ocorre dependência física ou síndrome de abstinência.

Drogas Estimulantes do SNC

COCAÍNA:

É o principal alcalóide extraído das folhas do arbusto Erythroxylon coca, originário do Peru e Bolívia. É um pó branco, cristalino, de sabor amargo, deixando a boca anestesiada (anestésico local). Poderoso estimulante do SNC. Pode ser ingerido, aspirado ou injetado.

EFEITOS PSÍQUICOS: Altamente estimulante, tagarelice, idéias de grandeza, idéias paranóides, delírios persecutórios, alucinações visuais, auditivas e táteis.
EFEITOS FÍSICOS:
Hiperatividade, insônia, perda de apetite , pupilas dilatadas, aceleração do pulso e aumento da pressão arterial e taquicardia, perda de sensação de cansaço e aumento da resistência física. A cocaína provoca apenas dependência psicológica.

CRACK:

É a base livre da cocaína, desenvolvida na década de 70, e que visava tornar a cocaína fumável. Entra no corpo diretamente através dos pulmões, atingindo o cérebro mais depressa do que quando aspirada, desequilibrando a química cerebral mais rapidamente, e deixando o equilíbrio hormonal do cérebro em desordem. Droga altamente estimulante, cuja forma de administração é feita fumando-se as pedrinhas em cachimbos (geralmente improvisados).

EFEITOS PSÍQUICOS: Altamente estimulante, intensa tagarelice, idéias paranóides, delírios. Persecutórios intensos, alucinações, agressividade.
EFEITOS FÍSICOS:
Insônia, inapetência, dilatação de pupilas, aumento da pressão arterial, taquicardia, chegando à convulsão. Provoca dependência psicológica.

ANFETAMINAS:

São drogas sintéticas, fabricadas em laboratório (conhecidas como “bolinhas” ou “rebites”). Muito usadas para emagrecer (moderadores de apetite), e também para manter as pessoas acordadas por longos períodos, com efeitos muito semelhantes aos da cocaína.

EFEITOS PSÍQUICOS: Excitabilidade, alucinações, delírios (psicose anfetamínica), sensação de força, chegando até a mudanças de personalidade.
EFEITOS FÍSICOS:
Inapetência, nervosismo, insônia, agressividade, aumento da pressão sangüínea, midríase (dilatação da pupila), taquicardia. O uso de anfetaminas causa dependência física e psicológica, razão pela qual estes medicamentos exigem severo controle médico.

NICOTINA:

Substância de efeito estimulante, encontrada no tabaco (cigarros). Produz intensa dependência física e psicológica, além de graves doenças como bronquite crônica, enfisema pulmonar e diversos tipos de câncer. Esta droga ocasiona dependência muito acentuada, o que torna bastante difícil parar de fumar.

Drogas Depressoras do SNC

ÁLCOOL:

Álcool etílico, extraído da fermentação de substâncias açucaradas (uva, cana-de-açúcar, cereais), sendo poderoso depressor do S.N.C.

EFEITOS PSÍQUICOS: Distúrbios de personalidade, atitudes impulsivas, desinibição social.
EFEITOS FÍSICOS:
cirrose hepática, neurite, gastrite, perda de consciência (coma alcoólico). Produz acentuada dependência física e psíquica, e em síndrome de abstinência “delirium tremens” e até alucinações. As dependências física e psíquica são de difícil controle, por se tratar de droga “socialmente aceita” e por vezes até incentivada.

INALANTES OU SOLVENTES:

São produtos químicos (éter, clorofórmio, acetona, cola), e que são usados por inalação.

EFEITOS PSÍQUICOS: Aparência de ébrio, hilaridade, excitação, incoordenação motora, perda de equilíbrio.
EFEITOS FÍSICOS:
Analgesia, narcose, inconsciência, vômitos, perturbações respiratórias, vasomotoras e coriza. Provoca dependência psíquica e física.

CALMANTES E SEDATIVOS (BARBITÚRICOS):

São usadas para induzir o sono e tranqüilizar, e seu uso contínuo pode levar à dependência física e psíquica.

EFEITOS PSICOLÓGICOS: Sonolência, sensação de calma e relaxamento, sensação de embriaguez.
EFEITOS FÍSICOS:
Afeta a respiração, o coração e a pressão do sangue, causando dificuldade para se movimentar e sono pesado.

TRANQÜILIZANTES OU ANSIOLÍTICOS (BENZODIAZEPÍNICOS):

São medicamentos usados para controlar a ansiedade e o nervosismo das pessoas.

EFEITOS PSÍQUICOS: Tranqüilidade, relaxamento, indução ao sono, redução do estado de alerta.
EFEITOS FÍSICOS:
Hipotonia muscular (a pessoa fica “mole”), dificuldade para andar, diminuição da pressão sangüínea e dos reflexos psicomotores. Os benzodiazepínicos causam dependência física e psicológica.

Fonte: www.wisegeekhealth.com/www.geocities.com/www.unisc.br

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